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VERÃO 2010/2011 - tendência climática

10/12/2010 às 15:30
por Josélia Pegorim

Conf
ira as tendências do verão 2010/2011 para cada Região do Brasil, elaborada pelos especialistas em previsão climática da Climatempo. As análises são gerais, considerando-se  cada Região do país na totalidade. Para pequenas áreas, como uma cidade, uma fazenda, as previsões climáticas podem ser diferentes destas análises. VERÃO 2010/2011 Primavera acabando, verão chegando. A estação do calor tem início na terça-feira, dia 21, às 21 horas e 38 minutos, no horário de Brasília. Na entrada do verão, a previsão é de tempo relativamente tranquilo na maior parte do Brasil. Há previsão de pancadas de chuva, mas os maiores volumes devem estar concentrados na Região Norte, que não sofre tanto com os temporais quanto as cidades do Sul e do Sudeste. Mas ao longo da Estação a previsão é de várias pancadas intensas, que resultam em alagamentos e, por vezes, em deslizamentos e muitos prejuízos. A expectativa é de um verão muito diferente do anterior. A começar pela atual influência do fenômeno La Niña (resfriamento anormal das águas do Pacífico Equatorial), contrário ao El Niño (aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial), que estava influenciando no verão passado. Em janeiro de 2010 tivemos chuva muito acima da média na maior parte da Região Sul e de São Paulo, em Mato Grosso do Sul e no centro-leste de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Em compensação, choveu pouco no norte do Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Minas Gerais, em Goiás, no Distrito Federal e no sul e no oeste da Bahia. Para este ano a previsão para janeiro e também para os meses de fevereiro e março é um pouco diferente. A chuva estará presente nos próximos meses na maior parte do Brasil. O verão é mesmo época de pancadas, e é nesta época que a água que será consumida no inverno seco do Sudeste e do Centro-Oeste é armazenada nos reservatórios. Verão sem chuva normalmente significa inverno com perigo de racionamento de água e energia! Mas o problema é que muitas vezes a chuva acontece de forma concentrada e contínua, provocando enchentes e deslizamentos. As pancadas podem vir acompanhadas de raios e granizo. São as chamadas “chuvas de verão”. Assim, as áreas de risco, principalmente do Sudeste, devem sempre estar atentas aos alertas da Defesa Civil. Neste verão há previsão de grandes volumes de chuva em todas as áreas do Sudeste, principalmente nos meses de janeiro e de fevereiro. Em março o tempo fica mais seco a partir da segunda quinzena do mês, e ainda vai fazer bastante calor. Na cidade de São Paulo o mês de janeiro de 2010 quase bateu recorde absoluto de chuva, com 481 mm acumulados. A média da cidade em janeiro é de 258 mm. Para janeiro de 2011 também há previsão de bastante chuva, mas não muito acima da média. Os riscos de enchentes, no entanto, permanecem grandes. Na Região Sul, anos de La Niña não são anos de muita chuva. Ocorrem várias pancadas ao longo do verão, mas elas são muito irregulares e o resultado é volume abaixo do normal em quase todas as áreas. Quem mais sofre com os períodos de estiagem é o Rio Grande do Sul, que pode ter perdas na produção agrícola. Sem falar no calor. A chuva é um mecanismo de diminuição da temperatura. Quando chove menos que o normal no verão, o calor é intenso. Nesta mesma situação fica o estado de Mato Grosso do Sul, com menos chuva que o normal (o que não significa que não teremos temporais) e mais calor que a média. A característica desta chuva, tanto no Sul do Brasil quanto em Mato Grosso do Sul, é a irregularidade. Quando cai, é forte, mas passam-se alguns dias sem nenhuma pancada. Os outros Estados do Centro-Oeste seguem a característica do Sudeste, com chuva concentrada e muitas vezes contínua, com maiores volumes que o normal até fevereiro. Em março a chuva para mais cedo que nos outros anos e o calor marca presença. No Nordeste o verão tem um significado diferente. Normalmente só na Bahia, no Maranhão e no Piauí chove de forma regular em janeiro. Os outros Estados ainda têm características secas em janeiro. Mas para janeiro de 2011 há previsão de mais chuva que o normal, e os volumes podem ser significativos até nas áreas se sertão. A responsável por esta chuva é a La Niña. Em fevereiro ainda chove bem, mas em março o tempo volta a secar em todas as áreas. Na Região Norte os maiores volumes de chuva ocorrem no mês de fevereiro. Em janeiro e em março a expectativa é de menos chuva que o normal, mas isso não significa pouca umidade. Nos meses de verão as pancadas são sempre muito frequentes, e a diferença entre a normalidade e este ano de 2011 está na intensidade das chuvas. Elas devem ser menos intensas que o normal em janeiro e em março, e mais intensas em fevereiro.