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Verão brasileiro terá a influência do fenômeno La Niña

19/12/2011 às 12:23
por Redação

Em dezembro a chuva deve ficar acima da média histórica na maior parte do sul, sudeste e centro-oeste
O verão começa oficialmente às 3h30 do dia 22 de dezembro, no horário brasileiro de verão. No entanto, o fenômeno La Niña está de volta e isso é um fator bastante preocupante. Historicamente, nos anos em que o fenômeno se manifesta acarretam um aumento considerável de eventos de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). A ZCAS é o principal fenômeno meteorológico causador de chuva forte durante longos períodos do verão. Em anos de La Niña, em geral, chove de forma mais irregular no sul, e em um nível acima do normal no nordeste. Acompanhe abaixo os detalhes para o verão em todo Brasil: Dezembro de 2011 Em dezembro, a chuva fica acima da média histórica na maior parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, chove pouco no sudeste do Amazonas e no norte de Goiás. Quatro frentes frias atuaram no Brasil, mas apenas duas chegam ao litoral da região sudeste e favorecem a formação de duas Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A chuva é menos freqüente que o normal no leste de Roraima e do Amazonas e em grande parte do Pará e do Tocantins. A deficiência pode chegar a 100 mm nestas áreas. - Na região Sul, há predominância de chuva acima do normal na segunda quinzena do mês, com a passagem de várias frentes frias, que além da chuva forte, provocam precipitação de granizo e ventania, principalmente no Rio Grande do Sul. Na primeira quinzena do mês a chuva é muito irregular e faz calor na maior parte das cidades. - No Sudeste a chuva fica mais concentrada em Minas Gerais, no norte e no oeste de São Paulo e no Espírito Santo, devido, principalmente, à atuação de um episódio de ZCAS ao longo da segunda semana do mês. No final do mês uma forte frente fria favorece a formação de áreas de instabilidade, que provocam temporais e ventos fortes no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. - No Centro-Oeste a ocorrência de um evento de ZCAS na segunda semana do mês proporciona chuva significativa, especialmente no norte de Mato Grosso e no sudoeste de Goiás. Na última semana do mês espera-se pela formação de fortes áreas de instabilidade que provocam chuva intensa e ventania em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. No norte de Goiás, no entanto, a chuva é irregular neste mês de dezembro e ficam bem abaixo da média. - No Nordeste o ar quente e seco predomina e chove pouco em grande parte do Ceará e de Pernambuco, no Rio Grande do Norte, na Paraíba e no nordeste da Bahia. Outras regiões, no entanto, tiveram a formação de áreas de instabilidade que proporcionaram chuva acima da média, como observado no sudeste do Ceará, no litoral de Pernambuco, em Alagoas, em Sergipe e no extremo sul da Bahia. - No Norte o ar mais quente e mais seco que o normal predomina no leste de Roraima e do Amazonas, no centro-sul do Pará e no Tocantins, onde a chuva fica abaixo da média histórica. As demais regiões contam com a formação de áreas de instabilidade que deixam o total acumulado normal a acima da média. Janeiro de 2012 O mês de janeiro tende a ser marcado por chuvas intensas em grande parte das regiões sudeste e centro-oeste, com a configuração de episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Já a região nordeste apresenta pouca chuva, com predominância de valores abaixo da média histórica, por conta do deslocamento atípico da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), mais a norte que o normal. No sudeste do Amazonas, no Pará, no Amapá, no Tocantins e nordeste dos Estados do Mato Grosso e de Goiás, a chuva é significativa, mas também fica abaixo da média. - Na região Sul a chuva é decorrente principalmente da formação de áreas de instabilidade, em particular sobre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Especialmente no leste gaúcho e no vale do Itajaí pode chover muito forte, com temporais que acumulam grandes volumes em curtos intervalos de tempo. No norte do Paraná a chuva fica acima da média com a atuação de um episódio de ZCAS. A capital Curitiba também fica sujeita a fortes temporais. No leste de Santa Catarina e nos oeste e no sul do Rio Grande do Sul, a chuva é irregular e fica abaixo da média. - No Sudeste a chuva mais intensa se deve a ocorrência de três episódios de ZCAS, na primeira, na terceira e na última semana do mês. Os maiores totais acumulados acontecem no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no norte de São Paulo, onde podem acontecer intensos temporais, com risco de enchentes e deslizamentos. No norte de Minas Gerais e do Espírito Santo e no extremo leste de São Paulo não há influência das ZCAS. A chuva é irregular e fica abaixo da média histórica. - No Centro-Oeste a chuva fica acima da média em grande parte de Mato Grosso do Sul, no oeste de Mato Grosso e no centro-sul de Goiás. A chuva mais forte é resultado da atuação de dois episódios de ZCAS, e os maiores volumes ocorrem na primeira quinzena do mês, No final do mês, a configuração de mais um episódio de ZCAS favorece a formação de intensas áreas de instabilidade no centro de Goiás. No norte goiano e no centro-leste mato-grossense, a chuva fica abaixo da média, mas isso não significa tempo seco, e sim que as pancadas de chuva serão irregulares. - No Nordeste o tempo seco predomina no semi-árido, e em praticamente toda a região não chega a chover mais que 150 mm em todo o mês. As pancadas são irregulares e em alguns pontos podem ser fortes, com total acumulado passando de 50 mm em 24 horas, especialmente no oeste da Bahia, no Maranhão e no centro-sul do Piauí. Porém, mesmo com grandes volumes em pequenos intervalos de tempo, a média não é alcançada. - No Norte áreas de instabilidade provocam chuva significativa e o total acumulado fica acima da média no oeste da região. Os maiores volumes acontecem na maior parte do Amazonas, no Acre e em Rondônia, onde os desvios positivos podem chegar a 100 mm. Uma Linha de Instabilidade (LI) pode provocar chuva forte no nordeste do Pará, inclusive em Belém. Será uma chuva volumosa, mas que não deve durar muito tempo. Mesmo assim, em todo o Pará, no sudeste do Amazonas, no centro-sul de Roraima e no Tocantins a chuva fica abaixo da média histórica. Fevereiro de 2012 Em fevereiro, a ocorrência de dois episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) causa chuva intensa no interior de São Paulo, no norte de Minas Gerais e no centro-oeste do Brasil. De modo geral, a chuva fica acima da média histórica em grande parte da região nordeste e abaixo da média em parte da região norte, em particular no sudeste do Amazonas. Chove menos que o normal também no sul de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no leste de São Paulo. - Na região Sul, apesar da passagem de poucas frentes frias, a chuva fica acima da média histórica em grande parte das áreas. Apenas no sul do Paraná o total acumulado fica um pouco abaixo do normal. Na segunda semana do mês uma frente fria provoca chuva forte, com possível queda de granizo e ventania, no leste do Paraná. No começo da segunda quinzena outra frente fria provoca fortes temporais no sul do Rio Grande do Sul. Outra frente fria passa na última semana do mês, também associada a vento forte e chuva intensa, atingindo toda a região. - No Sudeste a maior parte da chuva é associada a dois episódios de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). O primeiro episódio deixa o tempo fechado e provoca chuva contínua e volumosa em no norte de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Triângulo Mineiro, nos dez primeiros dias do mês. Outro episódio de ZCAS se configura no início da segunda quinzena de fevereiro e a chuva é intensa no norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. O total acumulado fica acima da média no norte da região. Nas outras áreas a chuva é normal a ligeiramente abaixo da média. - No Centro-Oeste a atuação de dois episódios de ZCAS favorece o excesso de chuva no norte do Mato Grosso e em Goiás na primeira quinzena do mês. Na segunda quinzena de fevereiro a chuva ainda é frequente, resultado da formação de áreas de instabilidade. A chuva varia entre normal e acima da média em quase toda a região. - No Nordeste a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul que o normal favorece um grande aumento das chuvas sobre a região. Na Bahia e no norte do Piauí, os totais mensais podem superar em até 200 mm a média. Um episódio de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) provoca bastante chuva no centro-sul da Baia no fim da primeira quinzena do mês. Por volta do dia 20, a chegada de áreas de instabilidade oceânicas favorece a chuva na costa leste nordestina, especialmente no litoral e na Zona da Mata de Alagoas e de Pernambuco. - No Norte a chuva fica abaixo da média na maior parte da região, com destaque para o sudeste do Amazonas, onde as anomalias negativas podem chegar a 200 mm. Mas a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atuando mais ao sul que o normal, associada à formação de linhas de instabilidade, provoca chuva acima da média no nordeste e no leste do Pará. No Tocantins a chuva mais intensa ocorre nos últimos dias do mês, e deixa o estado também acima da média. Março de 2012 Março deve ter mais chuva que o normal em grande parte da região nordeste do Brasil. Contudo, as chuvas continuaram abaixo da média histórica em algumas áreas no leste da Bahia. Nas regiões sudeste e centro-oeste, as chuvas estiveram associadas principalmente à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Na região norte, as chuvas excederão a climatologia mensal no norte do Amapá e nos setores central e norte do Pará e em Tocantins. - No Sul, a ocorrência deve ser de chuvas abaixo da média na maior parte da região. Pode chover forte no começo do mês em Santa Catarina. - No Sudeste o ar seco predomina na primeira quinzena do mês. Quando a chuva se manifestar, será em forma de pancadas isoladas e passageiras, mas com forte intensidade. No começo da segunda quinzena a chuva volta a ficar um pouco mais regular, e entre os dias 15 e 17 pode ocorrer um episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que deve provocar chuva forte em todos os estados, exceto o Espírito Santo. - No Centro-Oeste a chuva mais intensa deve ocorrer no norte de Mato Grosso e em Goiás, sendo que os maiores volumes ocorrem no começo da segunda quinzena do mês – devido à configuração de um episódio de ZCAS. - No Nordeste, os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará e o oeste da Paraíba devem receber chuva bem acima do normal. Por outro lado, na Bahia, deve chover menos. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e os Vórtices Ciclônicos em Altos Níveis (VCAN) devem ser os principais sistemas responsáveis pela ocorrência de chuvas. - No Norte, as chuvas ficam mais elevadas no centro-norte do Pará e no Tocantins, onde os totais mensais excederão a média climatológica.  Demais áreas devem ter chuva perto do normal.