Chuva para o RJ, MG e ES

02/02/2017 às 17:06
por Josélia Pegorim

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Veja as mudanças que vão ocorrer

Fevereiro começou trazendo mais umidade, mais nuvens e a tão esperada chuva de volta para as áreas secas do centro-norte de Minas Gerais. Algumas áreas mineiras iniciaram o mês com temporais. Na tarde desta quinta-feira, a chuva caía forte na região de Januária, onde em 2 horas choveu quase 10 mm e durante todo o mês de janeiro choveu apenas 20 mm.

A diferença no nível de umidade e na quantidade de nuvens podia ser percebida também sobre o Espírito Santo. Na imagem de satélite que mostra a nebulosidade sobre a Região Sudeste às 14 horas (17:00Z) de 02/02/17, as manchas azuladas no sul capixaba indicavam nuvens carregadas, com potencial para chuva forte. Algumas destas nuvens passavam sobre Cachoeiro de Itapemirim na tarde de 2 de fevereiro, onde choveu 19,4 mm em 1 hora, entre 15h30 e 16h30, pela medição do CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais.

 

 

 

Isto é só o começo da chuva de fevereiro reservada para o Espírito Santo, para o norte do Rio de Janeiro e para o centro-norte de Minas Gerais. Tem muito mais chuva para os próximos 10 dias.

Os mapas mostram a previsão do volume de chuva que poderá ser acumulado para dois períodos de cinco dias, entre os dias 3 e 7 e entre 8 e 12 de fevereiro. Os tons de verde indicam acumulados de 100 mm ou mais no período de cinco dias.

 

 

Além da presença de ar úmido e quente, o sistema de alta pressão atmosférica ASAS (Alta Subtropical do Atlântico Sul) não vai atuar forte sobre a Região Sudeste pelo menos na primeira quinzena de fevereiro de 2017. A forte influência da ASAS foi o principal motivo para a falta de chuva em janeiro em grande parte de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

 

 

 

A meteorologista Josélia Pegorim comenta sobre a volta da chuva ao norte mineiro, ao Espírito Santo e ao norte fluminense, mas faz alguns alertas.

 

 

 

Seca de janeiro de 2017

Durante o mês de janeiro de 2017, a chuva na Região Sudeste ficou concentrada sobre São Paulo e em áreas do sul do Rio de Janeiro, do sul de Minas Gerais, do Triângulo Mineiro e de parte da Zona da Mata Mineira.

Nas capitais do Sudeste, São Paulo teve o quarto janeiro mais chuvoso desde 1943, mas o mês terminou com chuva muito abaixo da média na cidade do Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Vitória. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em Vitória e no Rio de Janeiro, a chuva de janeiro ficou 76% abaixo da média para o mês e em Belo Horizonte, a chuva de janeiro ficou 61% abaixo da média.

Pelas medições do INMET, em muitas áreas do centro-norte e do nordeste e Minas Gerais o total de chuva em janeiro ficou abaixo dos 100 mm. No Espírito Santo, a deficiência de chuva foi ainda mais grave e a maioria das regiões do estado recebeu menos de 50 mm de chuva durante janeiro.

Faltou chuva também no norte do estado do Rio de Janeiro onde o total acumulado em geral ficou abaixo de 100 mm.

O cenário de seca sobre grande parte do Sudeste pode ser visto no mapa de anomalia (diferença em relação à média) de chuva de janeiro. Os tons de azul indicam que choveu mais do que a média. Os tons de alaranjado representam chuva abaixo da média.

 

 

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