Furacão causa danos e mortes no Caribe

07/09/2017 às 08:13
por Redação

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Irma passa pela ilha de Barbuda e se dirige para o norte. Ao menos duas pessoas morreram.

Irma passa por Barbuda com ventos de quase 300 km/h e se dirige para o norte. Ao menos duas pessoas morreram em São Martinho e São Bartolomeu. Diversas ilhas registram inundações. População é retirada do sul das Bahamas.

 

A passagem do furacão Irma pelo Caribe causou destruição nesta quarta-feira (06/09) e deixou ao menos dois mortos nas ilhas de São Martinho e São Bartolomeu. O governo francês afirmou que há ainda ao menos dois feridos em estado grave.

 

Antes do anúncio, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que era inevitável esperar "um balanço duro e cruel" sobre a passagem do furacão.

 

O olho do furacão Irma, um dos mais fortes já registrados no Atlântico, atravessou nesta quarta-feira a ilha de Barbuda com efeitos "potencialmente catastróficos" na região e no restante das Pequenas Antilhas, Porto Rico, República Dominicana e outras áreas do Caribe, afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

 

De categoria 5, a máxima na escala de intensidade Saffir-Simpson, o Irma cruzou Barbuda por volta das 2h (horário local), com ventos máximos de 295 km/h. Depois de passar pela ilha, o furacão avançou para o norte-noroeste a uma velocidade de 24 km/h, rumo às ilhas de São Martinho e São Bartolomeu. Em Barbuda vivem 1.645 pessoas e há 545 moradias, de acordo com o censo mais recente, de 2011.

 

A passagem de Irma causou estragos e deixou diversas regiões alagadas. O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, afirmou que as duas ilhas foram devastadas e ressaltou que os danos estruturais são gravíssimos.

 
   Fortes ventos atingem Porto Rico com a chegada de Irma

 

As agências governamentais pediram à população que entre em contato com seus familiares para saber o estado da situação, ainda que a imprensa local indique que os sistemas elétricos foram severamente danificados e que os sinais de telefone estão fora do ar.

 

Na vizinha Barbados, as ondas ganharam vários metros e provocaram graves inundações. Já o presidente do território de São Martinho, Daniel Gibbs, disse nunca antes ter vivido algo parecido. "As paredes de alguns edifícios chegaram a tremer", acrescentou.

 

O ministro francês do Interior, Gérard Collomb, disse que os quatro edifícios mais sólidos de São Martinho foram destruídos. "Os edifícios mais rústicos estão parcialmente ou totalmente destruídos", acrescentou. Collomb afirmou ainda que há grandes inundações, de mais de um metro de altura, nos bairros mais baixos da ilha.

 

Em São Bartolomeu, a estação meteorológica local chegou a registrar ventos acima de 200 km/h e rajadas ainda superiores. A imprensa local disse que a situação é apocalíptica, mas ainda não há dados concretos sobre os danos. Na ilha, equipes de resgate e bombeiros tiveram que interromper os trabalhos devidos às inundações.

 

O avião que nesta quarta-feira levou o papa Francisco de Roma até Bogotá, na Colômbia, modificou sua rota para evitar o furacão.

 

   Imagem de satélite mostra o furacão Irma de categoria 5 na região do Caribe

 

Na terça-feira, o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, ordenou a evacuação das ilhas do sul do arquipélago devido ao furacão. Segundo Minnis, o Irma representa uma ameaça para as ilhas de Mayaguana, Inagua, Crooked Island, Acklins, Long Cay e Ragged Island.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estado de emergência na Flórida, em Porto Rico e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos. A declaração autoriza o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Gestão de Emergências a coordenar os trabalhos de resposta a desastres nessas áreas.

 

O governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, também alertou que os efeitos do Irma podem ser catastróficos, considerando-o mais perigoso que o furacão Harvey.

 

De acordo com a ONU, cerca de 37 milhões de pessoas podem ser afetadas pelo furacão. Uma equipe da organização foi enviada a Barbados para prestar assistência na região.

 

Segundo o padrão de trajetória traçado pelo NHC, após atravessar as Pequenas Antilhas, o Irma passará perto ou apenas ao norte de Porto Rico ainda nesta quarta-feira. Depois passará provavelmente pelo norte da República Dominicana, Bahamas, norte de Cuba e chegará à Flórida no fim de semana.

 

Ainda que se esperem algumas oscilações, meteorologistas preveem que o Irma se mantenha na categoria 4 ou 5 nas próximas 48 horas. O Irma é o furacão mais intenso formado no Atlântico desde Allen, que em 1980 alcançou ventos máximos de 305 km/h.

 

 

CN/AS/efe/lusa/ap

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