Por que o ciclone extratropical provoca vento forte?

01/07/2020 às 17:11
por Redação

Atualizado 01/07/2020 às 17:13

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Grande diferença da pressão do ar entre áreas próximas intensifica o vento.

Durante a terça-feira 30 de junho tivemos a formação de uma frente fria associada com um ciclone extratropical.  Os ciclones extratropicais são áreas de baixa pressão atmosférica e são muito comuns na América do Sul. Em geral estão associados com frentes frias. Este tipo de sistema pode ter variadas intensidades. Quanto mais baixa pressão do ar no centro do ciclone, mais forte são os ventos que podem causar.

 

Quando a pressão do ar cai 24 hPa em 24 horas, ou seja, 1 hPa por hora, dizemos que é um ciclone bomba. Esta situação não acontece sempre. Os meteorologistas ficam mais atentos quando notam que a pressão do ar está baixando muito rapidamente em um local, pois isto é sinal de tempestade. Uma frente fria é uma área de baixa pressão atmosférica. Quando uma grande nuvem cumulonimbus se aproxima de um local, a tendência é que a pressão do ar caia no local.

 

No processo de formação destes sistemas, houve uma queda da pressão atmosférica muito acentuada sobre o Sul do Brasil que gerou a formação de nuvens muito carregadas, do tipo cumulonimbus. Estas nuvens provocam raios e muitas nuvens chuva forte e ventania.

 

Algumas destas nuvens se juntaram formando o que os meteorologistas chamam de “linha de instabilidade”. Quando uma linha de instabilidade instabilidade se formam, as nuvens cumulonimbus se deslocam ao mesmo tempo, na mesma direção, alinhadas. As rajadas de vento intensas provocadas por estas nuvens vão ocorrendo também ao mesmo tempo, o que aumenta o poder de destruição.

 

Uma região de baixa pressão atmosférica força a elevação do ar (movimento ascendente do ar) para níveis mais elevados da atmosfera. Este ar posteriormente se resfria para formar nuvens. Quanto mais baixa for a pressão do ar, mais intenso é o movimento do ar para cima, colaborando para a formação de nuvens maiores.

 

Mas além das rajadas de vento das nuvens cumulonimbus, outras rajadas ocorreram no Sul do Brasil por causa do acentuada variação da pressão atmosférica em uma área pequena. 

Enquanto a pressão atmosférica estava em queda no mar, no litoral do Rio Grande do Sul, a pressão do ar se eleva no norte da Argentina e no oeste gaúcho com o deslocamento de uma massa de ar frio de origem polar para estas regiões. 

 

A grande diferença de pressão atmosférica entre o litoral gaúcho e centro-leste da Argentina causou ventos fortes que começaram a ser sentidos no Sul do Brasil.

 

 

 

Gradiente de pressão atmosférica causa o movimento do ar

 

 

As sequência de imagens captadas pelo satélite

30/6/2020, 3h (Brasília) Inicio da formação da frente fria associada com o ciclone extratropical

 

 

30/6/2020 - 16h50 (Brasília): frente fria formada avançando sobre o PR, com

ciclone extratropical em organização no litoral do RS

 

 

30/6/2020 - 23h00 (Brasília): nuvens de chuva da frente fria avançam sobre SP; ciclone extratropical formado na costa do RS. O ciclone pode ser identificado pela formação arredondada, espiralada. Atenção: NÃO existe nenhum olho de ciclone.

 

 

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