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Desafios e oportunidades para o trigo no Cerrado

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Foto: Divulgação Biotrigo/Agromídia

7 min de leitura

A safra 2021 de trigo no Cerrado tende a ser promissora. Os bons resultados deste ano em relação a colheita, qualidade e comercialização deixam o produtor otimista para investir na cultura. O plantio de trigo na região começou por volta dos anos 1980, mas foi só a partir da última década que a entrada de cultivares mais adequadas para as características locais provocou uma evolução na produção.

 

Hoje, o Cerrado tem todas as condições para produzir trigo com alta qualidade industrial e altos rendimentos. Essa evolução é comprovada pela CONAB, Companhia Nacional de Abastecimento. No levantamento da safra 2019, o cultivo nas regiões quentes apresentou um crescimento muito significativo.

 

Em 2019 mais de 135 mil ha de trigo foram semeados no Brasil Central (Minas Gerais, Distrito Federal e municípios goianos), com destaque para o estado de Goiás, que em 2018 apresentava 14 mil ha e em 2019 chegou a 42 mil ha. Na temporada 2020, a perspectiva ainda é mais otimista e a produtividade média regional deve ficar acima dos 3.200 kg/ha. Este avanço é possível graças ao manejo e ganho tecnológico com cultivares adaptadas com maior nível de resistência as doenças de difícil controle, como a Brusone.


 

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Foto: Divulgação Biotrigo/Agromídia

 


Potencial para produtividade máxima


Nos últimos anos, o cultivo de trigo ganhou espaço nas lavouras dos estados de Goiás, Distrito Federal, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e, principalmente, Minas Gerais. A cultura é explorada em dois sistemas: irrigado e sequeiro.

 

Cláudio Malinski, engenheiro agrônomo e agricultor há 40 anos no cerrado brasileiro, é o responsável técnico de trigo na Coopa-DF. A cooperativa possui uma unidade de beneficiamento de sementes (UBS) e é multiplicadora das cultivares da Biotrigo, responsável pela produção das sementes certificadas de trigo e pela venda aos produtores, fomentando o plantio de trigo na região. Segundo ele, a experiência e conhecimento em relação ao trigo irrigado são amplos, o que faz com que seja possível desafiar a cultura a ter o máximo de produtividade, com o uso de cultivares bem adaptadas para a região.

 

"O maior benefício que temos aqui não é só a tecnologia e sim o Clima favorável. Nós temos seis meses de seca e seis meses de chuva, portanto o irrigado é cultivado somente em época de seca, quando a umidade relativa do ar é muito baixa, a luminosidade muito alta e, mediante o uso controlado da água, a planta consegue ter o máximo de potencial".

 

Ele relata produtividades que chegam a alcançar 8.500 kg/ha em áreas comerciais. "Isso mostra o potencial que a cultura tem na região", destaca Cláudio. O maior desafio, entretanto, é o trigo sequeiro, que precisa de tolerância ao calor já que é semeado em março. "Precisa ter um sistema radicular muito agressivo para explorar o máximo de perfil de solo, já que temos 30 a 40 dias de poucas chuvas".


Trigo no sistema de produção


A rotação de culturas é muito importante em todas as regiões, e no Cerrado não é diferente. O trigo entra como opção capaz de proporcionar uma maior cobertura de solo por palhada, além da possibilidade de diversificação no uso de princípios ativos utilizados no controle de ervas daninhas, pragas e doenças.

 

Cláudio MAalinski relata que o trig do cerrado também tem seus desafios, mas também tem potencial de produção com alta qualidade, que facilita a comercialização e traz bons lucros ao produtor. O trigo do cerrado, traz vários benefícios para as culturas seguintes, como milho, feijão e soja. Além disso, pode ser utilizado para auxiliar no controle de plantas daninhas importantes na região. 

 

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Foto: Divulgação Biotrigo/Rafael Czamanski

 

O trigo produzido nessas regiões mais quentes também é reconhecido como de alta qualidade industrial, especialmente de cultivares classificadas como pão/melhorador.

 


Ambiente otimista para o próximo ciclo


As expectativas para a próxima safra são otimistas. Bruno Leonardo Alves, gerente comercial regional norte da Biotrigo, disse que trabalha em um programa de melhoramento genético focado para esse ambiente, para conseguir produzir variedades que atendam a demanda do produtor dessa região. 


Melhoramento genético


O desenvolvimento de cultivares mais eficientes e adaptadas para a região, citadas por Bruno, é um importante avanço. Em 2019, a implementação do programa de melhoramento da Biotrigo focado no cerrado permitiu o processo completo de desenvolvimento de uma cultivar sob as condições ambientais da região.

 

Segundo André Schönhofen, melhorista da Biotrigo Genética, os atuais materiais já apresentam excelentes resultados e nos próximos anos serão lançados materiais promissores para complementar o que já existe, com mais adaptabilidade e resistência a doenças e excelente qualidade industrial.

 

"O trigo do cerrado brasileiro tomou uma proporção maior nos últimos anos. Nosso programa de melhoramento está focado em alcançar os maiores patamares de resistência a Brusone na espiga, Brusone na folha, tolerância ao calor e outras características voltadas para aquele ambiente".

 

 

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