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Chuva retorna no final de maio nas áreas de milho 2ªsafra

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5 min de leitura

Ano passado, o verão no ponto de vista de chuvas foi bom. Para se ter uma ideia, no fim de abril de 2020, a umidade do solo variava entre 40% e 70% da capacidade. Porém, se comparar com o Verão de 2021, a situação é diferente e crítica. 

 

"Já são pelo menos 50 dias sem chuva forte (pelo menos 10mm) desde o sudeste de Goiás até o norte do Rio Grande do Sul", analisa o meteorologista Celso Oliveira. 

 

Entre o norte do Paraná, oeste de São Paulo e sudeste de Mato Grosso do Sul, são contabilizados 70 dias sem uma gota de chuva. A umidade do solo alcança apenas 10% da capacidade no noroeste do Paraná e ao longo da divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul.

 

Além de cana de açúcar, laranja, pastagens e segunda safra de milho afetados pela estiagem, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também demonstrou preocupação com o desenvolvimento do algodão em Mato Grosso. Quase 70% das áreas foram instaladas fora da janela ideal e há necessidade de chuva neste mês de maio.

 

"A previsão é que as precipitações ocorram apenas no fim do mês e, mesmo assim, não deverá ser intensa", prevê Oliveira.

 

Próximos dias

 

O meteorologista Celso Oliveira fez uma análise e concluiu que nos próximos 15 dias, a expectativa é de chuva abaixo da média histórica, de uma foram geral pelo país. Os maiores acumulados são esperados apenas para o leste do Rio Grande do Sul, sul de Santa Catarina, alcançando até 90mm. Há previsão de chuva acima da média no norte do Nordeste e na Região Norte, desde o Ceará até o Amazonas. No litoral do Amapá, o acumulado passa dos 250mm.

 

Ainda dento desta analise de 15 dias, no Paraná, interior da Bahia, sul de Tocantins e boa parte das Regiões Sudeste e Centro-Oeste, as chances de chuvas generalizadas e volumosas é baixa ou quase nenhuma.

 

Chuva na última semana de Maio

 

O tempo vai mudar apenas na última semana de maio, prevê o meteorologista Celso Oliveira.

 

A precipitação alcançará toda a Região Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e o sul dos estados de Mato Grosso, Goiás e de Minas Gerais. Por enquanto, os maiores acumulados, entre 35mm e 70mm, são previstos no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

 

A precipitação vai colaborar com a segunda safra de milho do Paraná e melhorar a qualidade da cana de açúcar. Além disso, os produtores vão conseguir avançar com o plantio do trigo no Rio Grande do Sul e Paraná.

 

No ponto de vista de temperatura, não há indicativo de ondas de frio intensas, neste momento. Porém, toda a equipe de meteorologistas da Climatempo, monitora a previsão e novas atualizações serão apresentadas nas próximas semanas.

 

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