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Baixa umidade do solo nas áreas agrícolas

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4 min de leitura

Foto: Istock

 

A segunda semana de agosto começou com sol e calor na maior parte do Brasil. Em Mato Grosso, não há umidade suficiente em solo. Porém, os trabalhos de colheita do milho segunda safra já alcançam 90% e a produção foi revisada para 31,91 milhões de toneladas, de acordo com o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

 

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) a colheita da safra 2020/21 de algodão no Brasil segue sem problemas. Até o último dia 05/08 o percentual era de: BA e TO (65%); GO (79%), MA (37%); MG (58%), MS (98%), MT (36%), PI (77%) SP (96%) e PR (100%). Total Brasil: 45% colhido.

 

Para o trigo e a cana de açúcar nos estados Rio Grande do Sul, Paraná e parte de São Paulo, a baixa umidade do solo é outro fator que tem preocupado. Para os próximos dias, a previsão indica pouca chuva o que deve manter a umidade do solo em baixo patamar nas regiões produtoras.  

 

Baixa umidade do solo e queimadas

 

O tempo seco e a baixa umidade, o risco de propagação e formação de focos de queimadas em áreas de mato e florestas se torna maiores. O calorão pelo interior do país é destaque nesta terça-feira, (10/08). No oeste da Bahia, o solo segue extremamente seco e os produtores mesmo com a atividade de colheita no campo devem estar atentos ao risco de focos de fogo.

 

O país se aproxima da marca de 50 mil focos de incêndio registrados desde o início de 2021, de acordo com os dados de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O estado com a maior quantidade de focos é Mato Grosso, com 7840. O Cerrado e a Amazônia são os biomas que foram mais consumidos pelas chamas neste ano, com 39,7% e 36,1% respectivamente. Já o maior aumento, com relação ao ano anterior, está na Caatinga, com 159% a mais que no mesmo período de 2020.

 

Previsão

 

As condições de tempo voltam a mudar nesta terça-feira com a chegada de uma nova frente fria ao sul do Brasil. Este sistema está associada com um ciclone que espalha chuva com temporais entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A previsão é de chuva com trovoadas e ventania, principalmente no leste destes estados. Até o final desta semana, esse sistema leva chuva para o sul e leste do Paraná, litoral paulista e Rio De Janeiro. Entre o litoral norte de Santa Catarina e o porto de Paranaguá, acumulados mais elevados podem atrapalhar as atividades portuárias no final desta semana.

A partir de quarta-feira, uma massa de ar frio avança sobre o Rio Grande do Sul. Há condições para geadas nas áreas de fronteira com o Uruguai na manhã de quarta e quinta-feira e em pontos das serras gaúcha e catarinense.

 

Tendência

 

Entre os dias 15 e 19 de agosto, o tempo seco predomina no interior do Brasil e favorece a colheita da Laranja, café e milho segunda safra.

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