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A agricultura oferece algumas soluções para a mudança do clima

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6 min de leitura

A agricultura e o uso da terra oferecem algumas das melhores soluções para mitigar a mudança do Clima, inclusive o sequestro de carbono pelos solos, afirmou o Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, que falou aos seus pares do hemisfério na Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2021.

 

Na reunião, organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e que teve como tema “Sistemas Agroalimentares Sustentáveis, Motor do Desenvolvimento das Américas”, Vilsack disse que, “para se alcançar a resiliência e a segurança alimentar global e reduzir o impacto da mudança do clima sobre as pessoas, é crucial que as vozes da agricultura estejam sentadas à mesa em que se desenha e implementa a ação climática”.

 

Ele acrescentou que os agricultores devem também ser ouvidos quando se buscam “soluções criativas para tornar o nosso setor mais verde e as comunidades mais resilientes e equitativas”.

 

Na reunião virtual, os ministros das Américas discutiram, entre outras questões, o posicionamento comum do hemisfério na próxima Cúpula sobre Sistemas Alimentares da ONU, o surgimento de ameaças ao comércio agropecuário com o surto de novas pragas e doenças, os efeitos da variabilidade climática no setor e o seu caráter estratégico para a recuperação econômica pós-Covid-19.

 

O Secretário afirmou que os Estados Unidos apoiam decididamente o trabalho do IICA e valorizou a liderança do Diretor Geral, Manuel Otero, “e o seu compromisso de abordar os problemas coletivos do hemisfério”.

 

“É fundamental que continuemos trabalhando juntos, que tomemos decisões baseadas em ciência e que promovamos ferramentas e tecnologias inovativas para construirmos um sistema agrícola produtivo mais sustentável e mais resiliente no hemisfério”, afirmou Vilsack.

 

“Todos”, acrescentou, “fomos fortemente impactados pelo desafio da Covid-19 e temos feito esforços significativos para manter uma cadeia de abastecimento resiliente. Quero reconhecer as pessoas esforçadas que trabalharam dia a dia na linha de frente desse tempo de incerteza, especialmente os nossos produtores e trabalhadores agrícolas”.

 

Vilsack observou que as transformações dos sistemas agroalimentares devem ser feitas de acordo com as características produtivas, sociais e climáticas de cada país e cada região.

 

“Há muitas respostas”, considerou, “para os múltiplos desafios que enfrentamos na agricultura. A União Europeia tem um caminho, e os Estados Unidos e outros países têm outros diferentes, mas caminhos igualmente convincentes baseados em ciência. Não há uma medida que sirva a todos os países para assegurarem práticas agrícolas sustentáveis e resilientes”.

 

O secretário pôs em primeiro plano o trabalho conjunto realizado ultimamente pelos países das Américas, baseado em ciência e em boas práticas regulatórias, em temas como o desenvolvimento de normas internacionais para a saúde animal.

 

Ressaltou, além disso, que, com a liderança do Diretor Geral do IICA, os Estados membros mantiveram três discussões, ao cabo das quais conseguiu expressar a voz unificada do hemisfério ocidental frente à Cúpula sobre Sistemas Alimentares, que se realizará em 23 de setembro em Nova York.

 

“Devemos nos assegurar de que o resultado dessa Cúpula permita aos países encontrarem caminhos para sistemas alimentares mais sustentáveis, acessíveis e equitativos, que não criam barreiras desnecessárias ao comércio”, disse Vilsack.

 

O secretário também enfatizou que, depois da Cúpula sobre Sistemas Alimentares, se realizará na Grã-Bretanha a Conferência das Partes na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Ali os Estados Unidos, antecipou ele, lançará uma iniciativa para aumentar o investimento e propiciar um diálogo renovado entre as finanças, a agricultura, a inovação e outros atores, a fim de se construir “um movimento de pesquisa e desenvolvimento agrícola que catalise uma onda de soluções climáticas”.

 

“Conhecemos”, disse, “os impactos devastadores da mudança do clima, que têm afetado os sistemas alimentares e que provavelmente serão piores no futuro. Os desafios são múltiplos: temos que acabar com a fome no mundo, mitigar a mudança do clima e nos adaptarmos a ela e combater a pandemia que ainda está acontecendo. Juntos podemos fazer mais e a agricultura deve e pode ser parte da solução”.

 

“Comprometo-me a trabalhar com os Estados membros do IICA para abordar os desafios e aproveitar as oportunidades, não só no hemisfério ocidental, mas em todo o mundo”, concluiu Vilsack. 

 

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