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Trigo avança de forma lenta no Sul

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7 min de leitura

Desde o dia 1º de abril, o plantio de trigo já é recomendado pelo zoneamento agrícola em 216 municípios do Paraná. Apesar de isto corresponder a praticamente toda metade norte do estado, os trabalhos na triticultura seguem em ritmo lento, decorrente especialmente da região ter priorizado o plantio de milho, que está sendo finalizado. Atualmente, as áreas plantadas com trigo não representam sequer 0,1% do total estadual e as operações só devem ganhar ritmo a partir da segunda quinzena de abril.

 

Também foi divulgado na última semana o reajuste do preço mínimo do trigo, instrumento que norteia aquisições e políticas de escoamento feitas pelo Governo Federal. Os valores foram reajustados de R$ 48,18 para R$ 79,17 por saca, um aumento de 64% que passará a vigorar a partir de julho deste ano. Apesar de o aumento ser proporcional ao verificado nos custos paranaenses entre fevereiro de 2021 e o mesmo mês de 2022, o valor final é 15% inferior aos custos variáveis mais recentes estimados pelo Deral (R$93,44/sc). 

 

Foto: Trigo em desenvolvimento - Istock

 

Tendência do Clima 

 

Entre hoje (08) e sábado (09), há potencial para queda de granizo no norte do Paraná e oeste de Santa Catarina. 

 

As atividades para instalação do trigo nas áreas da Região Sul estão muito lentas e devem acelerar somente na segunda quinzena do mês. Entre o domingo (10) e a quarta-feira (13), há expectativa de muita chuva. Entre o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina o acumulado de chuva pode chegar a 150 milímetros.  

 

 

Exportador mundial

 

A Rússia é o maior exportador mundial de trigo e a Ucrânia ocupa a 4ª posição neste ranking. Juntos, são responsáveis por cerca de 30% do mercado mundial de exportação do trigo, o que corresponde a 210 milhões de toneladas. De acordo com a Abitrigo, é  inevitável que a crise da Ucrânia afete diretamente os preços do trigo a nível mundial.

 

Em nota, a Abritrigo diz que se o conflito armado se prolongar com a resistência da Ucrânia, continuará a suspensão dos embarques nos portos ucranianos e os importadores concentrarão suas demandas nos demais exportadores, como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Argentina. Isto poderá manter os preços em níveis elevados.

 

O mercado global de trigo, nos dois últimos anos, foi fortemente afetado por crises climáticas nos países líderes e pela Covid, que impactou o posicionamento de estoques de segurança e fretes marítimos, cujos valores sofreram aumento de até três vezes. O mercado mundial também tem apresentado grande dificuldade em precificar o cereal, pois isto depende da duração e da abrangência da crise. Esta visão do mercado tem gerado oscilação nos preços.

 

Na Argentina, nosso maior fornecedor, os preços também estão oscilando. Será necessário assim, maior definição do desmembramento da crise para posicionamento do mercado.

 

Abastecimento do trigo no Brasil

 

As análises da Abitrigo indicam que o Brasil não terá problemas de abastecimento do cereal no curto prazo, pois a Argentina já sinalizou ter trigo suficiente para atender as necessidades brasileiras. Da Rússia, apesar de potencial fornecedor ao Brasil, não houve registro de compras em 2021, porém foi importante no abastecimento brasileiro em 2020. A Ucrânia não fornece trigo ao Brasil.

 

O mesmo não ocorre em relação aos preços no mercado global e no mercado interno. Um fator que pode aliviar um pouco esse aumento, mas longe de ser significativo, é a queda no valor do dólar em relação ao real nos últimos dias, o que pode compensar, de certa forma, os aumentos recentes em Chicago. Mas a tendência é que o patamar de preços fique bem elevado, nos próximos quatro ou cinco meses, com previsão de estabilizar ou começar a cair a partir do mês de julho/agosto, com a entrada da safra do hemisfério norte.

 

Impacto no preço do trigo

 

Outra questão que pode impactar o preço do trigo é a incerteza em relação aos fertilizantes, pois a Rússia é um dos maiores produtores do mundo e também fornecedor desse produto para o Brasil, além da influência dos fundos de investimento, que aumentaram suas posições nas commodities, ampliando a volatilidade dos preços.

 

O trigo no Brasil foi e continua sendo um problema sério, por conta da dependência, pois o país segue muito vulnerável. 60% da demanda interna de trigo é atendida por importação externa e, desse total, 85% é originário de um único país, a Argentina. 

 

 

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