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Mantendo o colesterol sob controle!

01/03/2016 às 13:46
por Redação
Atualizado 01/03/2016 às 14:01

O primeiro passo para diminuir o risco de doenças do coração é melhorar a qualidade de vida


Visto por muitos como um inimigo da saúde, o colesterol é um tipo de gordura produzida pelo fígado, que está associado a diversas funções essenciais ao organismo, como a produção de vitamina D, hormônios esteróides, ácido biliar e membranas celulares, dentre outras. Porém, níveis elevados de colesterol podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares por serem um dos fatores causais da doença aterosclerótica, do infarto e do acidente vascular cerebral isquêmico. Assim, uma pergunta se coloca: como manter os níveis de colesterol sob controle e garantir uma vida mais saudável?


Em primeiro lugar, é preciso diferenciar os tipos de proteínas carreadoras de colesterol. Conhecido popularmente como "colesterol ruim", o LDL (lipoproteína de baixa densidade, na sigla em inglês), transporta o colesterol do fígado até as células dos tecidos, o que pode ocasionar o acúmulo de placas de gordura nas artérias, diminuindo o fluxo de sangue para órgãos como o coração e cérebro. Já o HDL (lipoproteína de alta densidade, na sigla em inglês) desempenha justamente o papel de retirar a gordura depositada nas artérias, levando o colesterol para o fígado, onde ele será metabolizado e eliminado do organismo.

Para quem deseja ter sucesso na tarefa de controlar os níveis de colesterol, fazer uma reeducação alimentar é o primeiro passo. Cerca de 30% do colesterol é fornecido pelos alimentos e os outros 70% são fabricados pelo próprio organismo. Uma dieta adequada pode impactar nos níveis de LDL-colesterol. Entretanto, não se trata necessariamente de comer menos, mas sim de comer corretamente.


Menos colesterol ruim

Embora o colesterol seja proveniente de diversas fontes, é possível restringir consideravelmente o consumo de alimentos que podem potencializar o problema, como carnes gordas, doces, gema de ovos, embutidos e produtos processados, principais alimentos com gordura saturada e gordura trans.

Após cortar essas "calorias vazias" do cardápio, é preciso determinar o que deve ser consumido. É o momento de priorizar a ingestão de carnes magras, laticínios com níveis reduzidos de gordura, frutas, legumes e vegetais, que não aumentam a concentração de colesterol ruim.

Há que prestar atenção especial aos carboidratos. Embora eles sejam indispensáveis para o bom funcionamento do organismo, não devem, evidentemente, ser obtidos por meio da ingestão de pães ou massas. Cereais integrais, como arroz e feijão, farinhas integrais e tubérculos como batata, inhame e mandioca, por exemplo, são fontes muito mais adequadas. Peixes marinhos, como atum, sardinha e salmão, são ricos em Ômega-3 e quando possível devem fazer parte do cardápio.

Alguns alimentos têm potencial para reduzir o "colesterol ruim". É o caso do azeite e das oleaginosas (nozes e castanhas). As fibras também são grandes aliadas de quem deseja diminuir o "colesterol ruim" e devem fazer parte da dieta. Se não for possível consumi-las constantemente, pode-se optar pelas fibras solúveis disponíveis na farmácia, sempre sob a orientação de um especialista. No caso do azeite e das oleaginosas, o consumo deve ser sempre de pequenas quantidades, sem qualquer tipo de excesso.


Além do colesterol

O LDL  não pode ser visto isoladamente, uma vez que outros fatores também contribuem para a formação das placas de gordura nas artérias. "Nem todo colesterol é ruim e mesmo pessoas com colesterol elevado podem não ter doenças relacionadas. Isso porque, enquanto o LDL coloca a gordura nas artérias, o HDL (colesterol bom) tira e, quando alto, traz maior benefício. Dessa forma, ter colesterol alto nem sempre é sinônimo de risco à saúde, se os maiores índices forem de colesterol bom", explica Dr. Danilo de Souza Aranha Vieira, médico titular do Serviço de Endocrinologia do A.C.Camargo.

Além disso, uma mesma quantidade de colesterol pode agir de forma diferente. "Se tivermos uma pessoa sedentária, obesa, tabagista com LDL de 130 e outro indivíduo com mesmo LDL de 130, mas movimentando-se pelo menos 30 minutos por dia, comendo frutas, verduras, legumes (fonte de fibras) e com peso ideal, o LDL do primeiro levará muito mais gordura para as artérias que o segundo", ressalta o médico.

Assim, o primeiro passo para diminuir o risco de doenças do coração é melhorar a qualidade de vida, reduzindo os excessos de gorduras animais e industrializadas, acrescentando mais fibras na dieta e praticando atividade física. Para uma melhor avaliação de cada indivíduo ou no caso de dúvidas, procure um médico especialista.

Fonte: A.C. Camargo

Danilo de Souza Aranha Vieira - CRM 123461
Médico titular do Serviço de Endocrinologia do A.C. Camargo