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Clima e Previsão do Tempo/Notícias/Energia/Por que sua conta de luz vai ficar mais cara em junho?

Por que sua conta de luz vai ficar mais cara em junho?

Clima seco, menos água nos reservatórios e mais gasto com energia: entenda o que tá rolando

Imagem da notícia Por que sua conta de luz vai ficar mais cara em junho?
Foto: Getty Images

Se prepare ao abrir a conta de luz este mês, o susto pode vir! A bandeira vermelha foi acionada agora em junho de 2025 e isso significa um custo extra no orçamento de milhões de brasileiros.

Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a decisão veio por causa das condições climáticas desfavoráveis: menos chuva, reservatórios mais vazios e o fim do período úmido no Brasil. Com isso, a geração de energia pelas hidrelétricas que são mais baratas e sustentáveis caiu.

Pra garantir que a energia continue chegando na sua casa, o sistema elétrico precisa acionar usinas termelétricas, que são bem mais caras de operar. Resultado? Conta de luz mais cara pra todo mundo.

Com a nova sinalização, o valor extra cobrado a cada 100 kWh consumidos passa de R$ 1,885 (vigente em maio, sob bandeira amarela) para R$ 4,463. Essa é a bandeira tarifária mais alta registrada em 2025.

Como o clima influencia o nível dos reservatórios das hidrelétricas?

A maior parte da energia no Brasil vem das hidrelétricas, que dependem da água acumulada nos reservatórios, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Nessas áreas, chove mais no verão e bem menos no inverno. Quando o verão tem menos chuva que o normal, os reservatórios não se recuperam como deveriam. Isso reduz a capacidade de geração de energia nos meses secos, pressiona o sistema elétrico e pode levar ao acionamento de bandeiras tarifárias mais caras.

Até quando o clima deve seguir seco e manter a bandeira vermelha na conta de luz?

A projeção da Climatempo para os meses de inverno e início da primavera indica que as chuvas devem continuar ocorrendo de forma irregular e abaixo do necessário para garantir uma geração de energia predominantemente por fontes renováveis.

“O cenário ainda é de pressão sobre os reservatórios, o que deve manter a bandeira vermelha ativa, pelo menos, até o início da primavera, em setembro”, explica a meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo.

A expectativa é que a situação comece a melhorar gradualmente com o retorno das chuvas mais frequentes a partir de outubro, já no período chuvoso.


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