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Por 1 mm, São Paulo poderá ter um triste recorde histórico

30/01/2010 às 11:50
por Josélia Pegorim

>Atualização
 
....e por enquanto, janeiro de 2010 continua sem seu derradeiro 1 milímetro. Na medição das 16 horas, o Instituto Nacional de Meteorologia NÃO registrou nenhuma gota de chuva acumulada no pluviômetro do Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista. Até o momento, o janeiro mais chuvoso registrado no Mirante ainda é o de 1947, com 481,4 milímetros de chuva acumulados. Janeiro de 2010 está com 480,5 milímetros, até 16 horas do dia 30. A nova medição válida para a computação do recorde será feita às 10 horas deste domingo, 31 de janeiro.
 
 
 
É o que falta para janeiro de 2010 ser tecnicamente o janeiro mais chuvoso na capital, desde 1943.
 
Às 10 horas da manhã do sábado, 30 de janeiro, a estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da cidade São Paulo, acumulava exatos 480,5 milímetros de chuva desde o dia primeiro. Falta apenas 1 milímetro para que janeiro de 2010 passe a ser o janeiro mais chuvoso na capital paulista desde 1943, quando começaram as medições meteorológicas no Mirante de Santana, que é de responsabilidade do Instituto Nacional de Meteorologia. Um milímetro é um chuvisco rápido, uma garoa. Rigorosamente, o recorde de janeiro mais chuvoso no Mirante ainda é o de 1947, quando a estação mediu 481,4 milímetros. Se até as 10 horas do dia 31 chover mais 0,9 milímetros no pluviômetro do Mirante, o recorde de 1947 será igualado. Com 1 milímetro, janeiro de 2010 terminaria com 481,5 milímetros de chuva acumulados, passando então para o primeiro lugar no ranking dos janeiros mais chuvosos da história das medições meteorológicas na cidade de São Paulo. Na prática, 0,9 ou 1 milímetro não vão fazer nenhuma diferença na vida da população da Grande São Paulo que já sofreu demais com a chuvarada de janeiro de 2010. Mas tecnicamente, nos registros históricos, se o Mirante não acumular mais 1 milímetro de chuva nas próximas 24 horas, janeiro de 1947 vai continuar sendo considerado o mais chuvoso. Bom seria se não chovesse mas nenhum milímetro  sobre a cidade, mas a chance de janeiro de 2010 bater janeiro de 1947 ainda é  grande, por conta das grandes áreas de instabilidade que ainda estão sobre o Estado de São Paulo. Em alguns momentos da manhã deste sábado, áreas na zona sul da capital paulista tiveram até chuva moderada, mas praticamente não choveu na zona norte, onde está o Mirante de Santana. Porém, áreas de chuva que crescem no interior do Estado ainda avançam para a região da Grande São Paulo durante a tarde. Além disso, outras nuvens que se formam sobre a capital paulista também podem provocar um pouco de chuva na zona norte da cidade.  Não há expectativa de que ocorra um temporal como o da tarde do dia 26 quando choveu 43,8 milímetros e apenas 1 hora, ou como o da tarde do dia 28, quando foram acumulados mais 40 milímetros.    

Ranking dos janeiros mais chuvosos no Mirante de Santana

  Abaixo, como está o ranking dos janeiros mais chuvosos na cidade de São Paulo. Historicamente é o mês mais chuvoso, com a maior média mensal, que está em 258 milímetros, considerando o período de 1943 a 2009.   1º - janeiro de 1947 – 481,4 mm 2º - janeiro de 2010 – 480,5 mm até 16 horas de 30 de janeiro 3º - janeiro de 1987 – 442,3 mm 4º - janeiro de 1950 – 421,8 mm 5º - janeiro de 1965 – 410,6 mm 6º - janeiro de 1951 – 379,4 mm 7º - janeiro de 1995 – 379,0 mm  

Total de chuva aproximado no Mirante de Santana nos últimos janeiros

janeiro de 2009: 352 mm janeiro de 2008: 318 mm janeiro de 2007: 213 mm janeiro de 2006: 370 mm   A maior quantidade de chuva já registrada no Mirante de Santana, em todos os meses, desde 1943, foi de 610 mm em março de 2006  

Por que  choveu tanto em janeiro de 2010?

  A estação meteorológica do Mirante de Santana, de responsabilidade do Inmet, é hoje apenas 1 dos pontos de medição de quantidade de chuva na área da cidade de São Paulo. Ela funciona desde 1943 no mesmo local.   Outro local importante de referência para a climatologia da cidade de São Paulo é a estação meteorológica da USP, no bairro da Água Funda, ao lado do Zoológico, na zona sul da capital. Esta estação meteorológica faz medições regulares, neste mesmo ponto, desde 1935. O DAEE- Departamento de Águas e de Energia Elétrica do Estado de São Paulo -  também tem uma longa série de dados da quantidade de chuva em vários locais do Estado. Mais recentemente, o CGE - Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura - faz medições em diferentes locais da cidade de São Paulo. Há ainda medições feitas pelo Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.  Todas estas instituições atestaram o elevadíssimo volume de chuva que caiu sobre a Grande São Paulo neste janeiro de 2010 e em quase todas as regiões do Estado de São Paulo. A chuvarada não pode ser explicada apenas por temporais de verão, que ocorrem em dias quentes e muitos úmidos, nem só pela passagem de várias frentes frias pelo litoral paulista.  Além desses dois fatores, São Paulo enfrentou uma situação quase constante de bloqueio atmosférico, uma circulação de ventos sobre o Brasil que forçou a formação e permanência de grandes áreas de nuvens muito carregadas por todo o Estado. As frentes frias que alcançaram a costa sudeste do Brasil ficaram quase que paradas ou próximas do litoral paulista por mais tempo do que o normal, forçando o desenvolvimento de áreas de baixa pressão atmosférica na costa de São Paulo que colaboraram para o aumento da chuva. Estas situações estiveram associadas ao bloqueio da circulação atmosférica. Outro fato que deve ser considerado é a temperatura superficial da água do mar que tem estado mais alta do que o normal na região entre o litoral do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Um estudo para definir as características climatológicas de um lugar, as médias normais de chuva, de temperatura, de pressão, e de outros elementos que compõem o clima, devem ser feitos com base em uma série de dados de no mínimo 30 anos consecutivos, sempre no mesmo local. Este é um padrão internacional definido pela OMM - Organização Meteorológica Mundial. Um conjunto de medições de muitos anos define o que cientificamente é chamado de "série histórica de dados". Quanto maior e sem falhas for uma série, melhor será o estudo baseado nela.

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