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São Paulo vai ferver um pouco mais

23/09/2015 às 15:46
por Josélia Pegorim

Atualizado 23/09/2015 às 16:51

Muita água é neste momento a sugestão mais rápida e barata para aliviar o calorão em São Paulo. A sombra de uma grande árvore num parque também ajuda, porque por enquanto não dá para contar com a sombra das nuvens. Com a secura do ar, as nuvens sumiram e vai ser difícil aparecer alguma para contar a história desta quinta-feira. São Paulo vai esquentar, ou ferver um pouco mais nas próximas 48 horas e tem uma grande chance de registrar o novo recorde de calor para 2015 e uma das maiores temperaturas já medidas oficialmente na cidade desde 1943, ano em que o Instituto Nacional de Meteorologia começou a fazer as medições meteorológicas regulares no Mirante de Santana, na zona norte da cidade.

Até o dia 23 de setembro, a maior temperatura na capital paulista em 2015 foi de 36,5°C no dia 19 de janeiro. Este valor já está entre as 10 mais elevadas temperaturas no Mirante, em 72 anos de acompanhamento meteorológico.

 

Possibilidade de novo recorde de calor

As próximas 48 horas prometem ser com calor extremo não só na região da cidade de São Paulo, mas em todo o Estado de São Paulo. No interior, as temperaturas podem alcançar a marca dos 40°C no noroeste do estado. O litoral poderá registrar novamente 38°C, como na semana passada.

O calor previsto para a cidade de São Paulo até a próxima sexta-feira também será excepcional, com temperaturas máximas que podem chegar aos 37°C. As tardes dos dias 24 e 25 de setembro de 2015 poderão entrar para a lista dos 10 dias mais quentes na capital paulista.

 

 

 

 

 

Quando vai chover?

 

A tarde de 23 de setembro de 2015 foi a mais seca do ano até agora. Às 15 horas, o Inmet registrou umidade relativa do ar de apenas 21%. O recorde anterior era de 22% nos dias 19 e 21 de setembro. 

 

A falta de chuva nos últimos dias fez com que a qualidade do ar piorasse muito na Grande São Paulo. Na tarde de 22 de setembro, a Cetesb chegou a registrar qualidade do ar “muito ruim” em Santana, na zona norte, por causa do excesso de ozônio no ar. Nesta quarta-feira, pelo menos até 15 horas, quase toda a região metropolitana tinha qualidade do ar moderada por causa do acúmulo de material particulado e de ozônio.

Só chuva e ar polar podem realmente limpar o ar e baixar a temperatura em São Paulo. Tudo isto vem com uma frente fria, mas só a partir da tarde ou noite de sexta-feira. O primeiro fim de semana da primavera promete mudanças no tempo com nuvens, pancadas de chuva e menos calor (nem pense na palavra friozinho....)

 

 

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