Climatempo

Climatempo Meteorologia

Obter
publicidade

Chuva supera 90 mm/24h na serra do RS e de SC

14/07/2016 às 15:30
por Josélia Pegorim

Atualizado 14/07/2016 às 23:06

 As áreas de instabilidade persistem sobre o Sul do Brasil e provocam muita chuva, além do granizo. O volume de chuva acumulado entre a noite do dia 13 e a noite de 14 de julho já superava os 90 mm sobre a região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

 

 

 

A situação é preocupante porque a chuva não para nesta  sexta-feira e os solos vão ficar ainda mais encharcados, o que aumenta o risco de deslizamento de encostas. Além disso, o grande volume de chuva eleva o nível dos rios.

A tabela mostra os volumes de chuva mais elevados registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia entre 21 horas do dia 13 e 21 horas de 14 de julho.

 

 

 

Depois dos temporais da segunda-feira, uma grande quantidade de nuvens carregadas voltou a se formar sobre o Rio Grande do Sul a partir da noite de 13 de julho e até o fim da manhã desta quinta-feira, 14, se espalharam por todo o centro-norte gaúcho.

A sequência de imagens de satélite mostra a expansão das áreas de instabilidade formadas por muitas nuvens do tipo cumulonimbus entre a tarde de noite do dia 13 de julho.

 

 

 

 

Esta outra sequência mostra a evolução da instabilidade durante a madrugada e manhã de 14 de julho.

 

 

 

Risco de granizo no Sul continua até sábado

 

As nuvens cumulonimbus são chamadas de nuvens convectivas e são elas que provocam a chuva forte, ventania, granizo e também as descargas elétricas (raios).

Quanto maior a quantidade de raios, mais intensa é a instabilidade, com maior risco de granizo.

No período entre 21 horas do dia 13 e 11h30 do dia 14 de julho, a rede Earth Networks de detecção de descargas elétricas registrou quase 38 mil descargas apenas no Rio Grande do Sul, considerando as descargas entre nuvens (nuvem-nuvem), das nuvens para o solo (nuvem-solo) e do solo para as nuvens (solo-nuvem).

 

 

 

 Deste total,   mais de 9300 raios foram entre as nuvens e o solo.

 

O grande contraste térmico, de ar quente com ar frio, é um dos fatores que colaboram para a formação das nuvens cumulonimbus. A atmosfera fria, com temperatura abaixo de zero, é necessária para a formação do gelo.

Até o próximo sábado, o risco de formação de nuvens cumulonimbus no Sul do Brasil ainda é alto, muitas descargas elétricas vão ocorrer e também com risco de granizo. No domingo, o ar polar entra forte sobre a Região Sul esfriando muito toda a Região. O ar seca rapidamente e não teremos mais as condições para a formação das nuvens carregadas.

 

 Veja neste "Explicando o Tempo", com Maria Clara Machado, como os raios se formam dentro das nuvens cumulonimbus.

 

 

 

É muito importante saber como se proteger dos raios. O trovão em geral assusta, mas o raio mata!