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Os 5 anos mais quentes do clima global

08/11/2016 às 16:39
por Redação

A OMM - Organização Meteorológica Mundial publicou uma análise detalhada do clima global do período 2011-2015 – os cinco anos mais quentes já registrados. As temperaturas recordes foram acompanhadas pelo aumento do nível do mar e por declínios na extensão do gelo do Ártico, nas geleiras continentais e na cobertura de neve do hemisfério norte. Todos estes indicadores climáticos confirmaram a tendência de longo prazo de aquecimento causada pelos gases de efeito estufa. O dióxido de carbono alcançou o marco significativo de 400 partes por milhão na atmosfera pela primeira vez em 2015, de acordo com o relatório da OMM.  

 

O relatório, também examina se a mudança climática induzida pelo homem esteve diretamente ligada a eventos extremos individuais. Dos 79 estudos publicados pelo Boletim da American Meteorological Society entre 2011 e 2014, mais da metade revelou que as mudanças climáticas induzidas pelo homem contribuíram para o evento extremo em questão. Alguns estudos mostraram que a probabilidade de calor extremo aumentou 10 vezes ou mais. “O Acordo de Paris visa limitar o aumento da temperatura global bem abaixo de 2°C e perseguir esforços em direção a 1,5°C. Este relatório confirma que a temperatura média em 2015 já atingiu a marca de 1°C. Acabamos de ter o período de cinco anos mais quente nos registros históricos, com 2015 reivindicando o título de ano mais quente. Até mesmo esse recorde provavelmente será superado em 2016”, disse o Secretário-Geral da OMM, Petteri Taalas.

 

 

O relatório destacou alguns dos eventos de alto impacto. Estes incluíram a seca da África Oriental entre 2010-2012, que causou um número estimado de 258.000 mortes adicionais e a seca de 2013-2015 no sul da África; inundações no Sudeste Asiático em 2011, que mataram 800 pessoas e causaram mais de US$ 40 bilhões em perdas econômicas; as ondas de calor de 2015 na Índia e no Paquistão, que reivindicaram mais de 4.100 vidas; o furacão Sandy em 2012 que causou US$ 67 bilhões em perdas econômicas nos Estados Unidos da América, e o tufão Haiyan que matou 7.800 pessoas nas Filipinas em 2013.

 

O relatório foi apresentado à Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A escala de tempo de cinco anos permite uma melhor compreensão das tendências de aquecimento multianuais e eventos extremos, tais como secas prolongadas e ondas de calor recorrentes, se comparada a uma análise anual.