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A história do vento, do sol e a final da Copa de 2014

08/07/2014 às 22:38
por Josélia Pegorim

Susto do tempo 1: a abertura

As condições meteorológicas deram um susto nas vésperas da abertura da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 12 de junho de 2014. Dias antes do início da Copa, a passagem de uma frente fria deixou São Paulo nublada e fria. Festa de abertura sem sol não seria tão bonita.

Mas os ventos mudaram na hora prevista e a umidade diminuiu sobre São Paulo. No dia da abertura, a capital paulista amanheceu nublada, com muita névoa, mas que se dissipou no meio da manhã deixando o sol brilhar no restante do dia. Este foi o “susto do tempo 1” na Copa 2014.

Assim estava São Paulo na abertura da Copa do Mundo de Futebol 2014, em foto feita por um doa astronauta da estação espacial internacional ISS.

Susto do tempo 2: 6 antes da final

E agora, nas vésperas da grande final que vai acontecer no Rio de Janeiro no próximo domingo, 13 de julho, outra frente fria provoca o “susto do tempo 2”. O tempo virou tempo nesta terça-feira, 8 de julho. Nuvens carregadas desta frente fria provocaram chuva forte na cidade do Rio, enquanto o Brasil jogava no sol de Belo Horizonte.

 Assim ficou o Rio de Janeiro no fim da tarde de 8 de julho de 2014, debaixo de camadas de nuvens de chuva.

 Tempo ao tempo: o teste de paciência

O que acontece com tempo nos próximos dias? O sol do Brasil não vai brilhar no final da Copa?

A frente fria que mudou o tempo no Rio de Janeiro trouxe uma grande e forte massa polar que será reforçada por uma massa polar igual, grande e forte. A segunda massa polar avança sobre a Argentina nesta quarta-feira e terá maior influência no Rio durante a quinta-feira.

Além de deixar o Rio de Janeiro com temperatura baixa nas vésperas da final, o maior efeito destas massas polares são seus ventos. As duas grandes massas polares se deslocam sobre o mar e provocam ventos marítimos moderados e constantes sobre o Rio.

 Até a manhã de quinta-feira, os ventos das direções sudoeste e sul vão predominar sobre o Rio de Janeiro. É a pior situação, ideal para a chuva, contra o sol. Talvez os meteorologistas estrangeiros não saibam disto, mas os ventos de sudoeste e sul são os que levam maior carga de umidade do mar para o Rio. Enquanto estas direções predominarem, o ar sobre a cidade fica saturado de umidade. Grossas camadas de nuvens se formam e chove. A névoa tampa o horizonte.

É preciso paciência para que as massas polares se movimentem sobre o mar e aos poucos a direção dos ventos sobre o Rio vai mudar. Não há o que fazer, apenas dar tempo ao tempo.

O vento que vai trazer o sol para o Rio é o vento de leste. O sudeste faz o abre alas para o sol da final durante a noite de quinta, 10, mas sem alarde, sem derrubar nada. Na sexta, 11, e no sábado, 12, o sudeste vai trabalhar sem parar, como uma britadeira no céu para “esburacar” a camada de nuvens sobre Rio. Um pouco do sol e de céu azul, mas ainda com risco de chuva. Mas só a chuva, sem os raios. E o mar bastante agitado!

O vento do sol, o leste, sopra sobre o Rio no domingo. O amanhecer da final da Copa, 13 de julho de 2014, pode até ser nublado, com névoa, como ficou São Paulo na abertura. Mas ainda de manhã o sol entra em campo para iluminar o Maracanã.

Vai ser gol do sol, mas infelizmente sem o Brasil.