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Águas de março fechando o verão

17/03/2010 às 18:32
por Josélia Pegorim

Se E
lis Regina fosse viva, completaria 65 anos neste 17 de março de 2010. Foi a voz de Elis que imortalizou a canção "Águas de Março", composição de Tom Jobim. São as águas de março que fecham o verão, que está terminando. O outono começa no próximo sábado, 20 de março, às 14h32, pelo horário de Brasília. É preciso fazer a referência a hora oficial do país, por conta dos fusos horários que existem no Brasil. O verão 2009/2010 será especialmente lembrado pelo excesso de chuva no centro-sul do Brasil em janeiro, o auge da estação.  São Paulo, Paraná e o Mato Grosso do Sul foram os estados que mais sofreram com a chuvarada de janeiro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital paulista acumulou impressionantes 480,5 milímetros de chuva ao longo de janeiro. Foi o segundo maior total mensal registrado pelo Inmet, desde 1943, quando a estação meteorológica do Mirante de Santana começou a fazer medições. O outro fato inesquecível deste verão será o calor literalmente infernal que os cariocas sentiram. A temperatura no Rio de Janeiro superou os 40ºC em 9 dias, sendo que em fevereiro isto aconteceu 6 vezes. Relembre Tom Jobim e Elis Regina cantando as "Águas de Março". A gravação é dos anos 1970.





Águas de Março (Tom Jobim)

É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol É peroba do campo, é o nó da madeira Caingá, candeia, é o MatitaPereira É madeira de vento, tombo da ribanceira É o mistério profundo, é o queira ou não queira É o vento ventando, é o fim da ladeira É a viga, é o vão, festa da cumeeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira Das águas de março, é o fim da canseira É o pé, é o chão, é a marcha estradeira Passarinho na mão, pedra de atiradeira É uma ave no céu, é uma ave no chão É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão É o fundo do poço, é o fim do caminho No rosto o desgosto, é um pouco sozinho É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto É um pingo pingando, é uma conta, é um conto É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando É a luz da manhã, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada É o projeto da casa, é o corpo na cama É o carro enguiçado, é a lama, é a lama É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um resto de mato, na luz da manhã São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração É uma cobra, é um pau, é João, é José É um espinho na mão, é um corte no pé São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um belo horizonte, é uma febre terçã São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração pau, pedra, fim, caminho resto, toco, pouco, sozinho caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração.