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Ar quente, seco e mais poluído em São Paulo

03/11/2009 às 20:50
por Josélia Pegorim

A fo
rte massa de ar quente e seco que começou a ganhar força ainda durante o último fim de semana deixou o tempo ensolarado em todo o estado de São Paulo nesta terça-feira. O dia foi de sol forte e muito calor em praticamente todas as regiões paulistas. No interior os termômetros chegaram a marcar 36 graus em Presidente Prudente, em Lins, em Barra Bonita e em Ribeirão Preto.  Na cidade de São Paulo a estação meteorológica do INMET, no Mirante de Santana, registrou máxima de 33,5 graus e umidade de apenas 16% às 16h. Não fazia tanto calor na capital desde o dia 02 de março e tivemos a segunda tarde mais quente do ano. O record de calor ainda é do dia 01 de março, quando os termômetros chegaram a 34,1 graus. Este tempo mais seco verificado desde o fim de semana e a ausência de vento significativo acarretou no aumento da quantidade de poluentes na capital. Segundo o boletim da Cetesb, divulgado na tarde de segunda-feira, as estações medidoras do Ibirapuera, Parque D. Pedro II e Santana registraram qualidade do ar inadequada. Nas estações da USP e Nossa Senhora do Ó a qualidade do ar foi classificada como má devido a alta concentração do poluente ozônio. Neste caso as duas regiões foram colocadas em estado de atenção pela Companhia. Em toda Grande São Paulo, 8 estações tiveram qualidade do ar regular. A queda de umidade e o aumento da concentração de poluentes são resultado da presença de um sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera, que está a aproximadamente 5000 metros de altura. Este tipo de sistema tem como característica a ocorrência de movimentos subsidentes de ar em seu centro. O núcleo desta alta pressão começa a se afastar do Sudeste a partir da quinta-feira e as condições de pancadas de chuva tendem a aumentar por conta do forte aquecimento.