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Cantareira tem fevereiro mais chuvoso em 20 anos

26/02/2015 às 12:15
por Josélia Pegorim

Os p
rincipais reservatórios para o abastecimento de água para a Grande São Paulo tiveram elevação ou estabilidade no nível de armazenamento nas ultimas 24 horas. Pelas informações do site da Sabesp, o nível do Sistema Cantareira subiu para 11,1%, igualando a marca que estava em 11 de novembro de 2014. O Alto Tietê ficou estável e o Guarapiranga subiu 1,1%.   Desde o início de fevereiro não houve queda no nível do Cantareira, apenas estabilidade ou aumento. A taxa média de elevação diária desde o início do mês está em 0,2%. Mantendo esta média, o nível de armazenamento chegaria aos 14,o% até o fim da primeira quinzena de março. A marca de 14,0% foi proposta pelo governo estadual para afastar o racionamento de água amplo oficial.   O nível de armazenamento de 14,0% era o que o Cantareira tinha em 27 de março de 2014. Porém, naquela época, ainda não estava usada a água do volume morto, e sim do volume útil. Na situação atual, um nível de 14% representaria água do volume morto. A marca atual, 11,1%, tecnicamente supera os 10,7% de água ( em relação ao volume total do sistema) que foram retirados do volume moro em 24 de outubro de 2014. Esta foi a segunda cota de água “emprestada” da reserva técnica. A primeira cota corresponde a 18,5% e foi libera pela ANA – Agência Nacional das Águas – em meados de maio de 2014.     Fevereiro mais chuvoso em 20 anos Choveu 15,2 mm sobre o sistema como um todo e o total de chuva acumulado em 26 dias de fevereiro está em 293,0 mm.  A Climatempo verificou com a Sabesp que o Cantareira está tendo o fevereiro mais chuvoso em 20 anos. Em em fevereiro de 1995 choveu 388,0 mm. Em fevereiro de 2006, segundo dados da Sabesp, o Cantareira acumulou 283,4 mm de chuva. A média de chuva normal para este mês é de 199,1 mm. No dia 26 de fevereiro de 2015, quase todos os mananciais que abastecem a Grande São Paulo já contabilizavam mais água do que a média histórica.   Mais chuva As pancadas de chuva vão continuar nos próximos dias sobre os mananciais que abastecem a Grande São Paulo. Não há expectativa de chuva prolongada e generalizada, mas pancadas irregulares que caem em diferentes áreas e intensidades sobre as represas. Mesmo assim, o nível dos reservatórios tende a subir.     Temporal em São Paulo não enche o Cantareira