Climatempo

Climatempo Meteorologia

Obter
publicidade

Cantareira termina período chuvoso abaixo do volume útil

31/03/2015 às 22:18
por Josélia Pegorim

ong>Cantareira teve verão com chuva dentro da média Considerando o período chuvoso como os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, o verão 2014/2015 teve chuva dentro da média no Sistema Cantareira. A soma das médias de chuva do Cantareira para dezembro de 2014, janeiro, fevereiro e março de 2015 é de aproximadamente 869 mm. A chuva total acumulada nestes quatro meses foi de 842,4 mm. A soma das médias de chuva do Cantareira para dezembro de 2013, janeiro, fevereiro e março de 2014 foi de aproximadamente 873 mm. A chuva total acumulada de 1 de dezembro de 2013 a 31 de março de 2014 foi de apenas 417 mm. O valor de 871 mm considera a média entre a soma das médias de chuva de dezembro de 2013 a março de 2014 e a soma das médias de chuva de dezembro de 2014 a março de 2015.   Cantareira continua abaixo do mínimo Mesmo com período chuvoso 2014/2015  terminando com chuva dentro da média, a deficiência de chuva sobre o Cantareira ainda é muito grande. A chuva que caiu nestes meses e as medidas de contenção adotadas pelo governo paulista não foram suficientes para normalizar o nível de água do Cantareira. No dia 31 de março de 2015, o armazenamento era de 19,0%, mas a água de água da reserva técnica, abaixo do limite mínimo do volume  útil. Há um ano, em 31 de março de 2014, o nível do Cantareira era de 13,4%, mas com água do volume útil.   Com a chuva do verão de 2015 não conseguimos voltar nem ao limite mínimo para a captação normal e as condições para chuva daqui para a frente fria vão diminuir cada vez mais. Estamos iniciando o longo período de estiagem. A atmosfera vai esfriando e fica também mais seca, o que elimina quase que totalmente a chance das pancadas de chuva esporádicas do fim da tarde. Daqui em diante, a chuva fica cada vez mais dependente de frentes frias, mas nem todas que passarem por São Paulo vão provocar chuva sobre os mananciais.A torneira do céu está quase toda a fechada e chuva frequente e volumosa só retorna no próximo verão. Pouca chuva em abril A previsão indica pouca chuva para a primeira quinzena de abril.  Entre os dias 4 e 6 de abril, a passagem de uma frente fria poderá provocar chuva moderada a forte, mas este deve ser o única possibilidade de chuva volumosas sobre o Cantareira e sobre os demais mananciais que abastecem a Grande São Paulo. Os demais dias devem ser com pouca ou nenhuma precipitação.     E depois? O que acontece agora? Mesmo com a economia da população, a transposição da água entre os mananciais e outras medidas para evitar o racionamento amplo, o nível dos mananciais vai começar a baixar de novo no decorrer do período de estiagem porque a chuva para. Até chegar o próximo período chuvoso,  fatores como a falta de chuva regular e a evaporação natural vão atuar para baixar o nível do armazenamento. A equação é simples. Hoje temos chuva para equilibrar perdas pelo consumo e evaporação.  Brevemente não teremos a chuva e a balança desequilibra.  Por que os temporais param no outono?   Março termina com chuva acima da média nos mananciais. Como ocorreu em fevereiro, a chuva de março sobre os mananciais que abastecem de água a Grande São Paulo também surpreendeu. Quase todos os sistemas fecharam o mês com mais chuva do que a média. O Cantareira recebeu até o dia 31 de março 206,5 mm de chuva, 16% de chuva acima da média histórica. Dos seis mananciais, apenas o Rio Claro terminou março com um volume de chuva ligeiramente abaixo da média. Segundo a Sabesp, o acumulado final foi de 235,2 mm, sendo que a média é de 245,9 mm. Mas tecnicamente considera-se que a choveu dentro da média, pois a diferença para o valor médio foi muito pequena. A mesma coisa ocorrer com os sistemas Alto Cotia e Rio Grande. Em fevereiro de 2015 choveu 322,4 mm sobre o Cantareira. Segundo a Sabesp, esta foi a maior quantidade de chuva em um mês de fevereiro em 20 anos, desde 1995. Apenas o sistema Rio Grande teve um pouco menos de chuva do que a média. Vai chover na Páscoa? Por que você deve torcer por um El Niño em 2015?