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Céu azul, muito sol e mais ozônio no ar

14/08/2009 às 12:57
por Josélia Pegorim

três dias o sol brilha forte em praticamente todo o Estado de São Paulo. O céu tem ficado quase todo azul também na região da Grande São Paulo. Mas a beleza do dia ensolarado esconde um lado feio e ruim para saúde: o aumento da concentração de poluentes. De acordo com o boletim divulgado às 16 horas de ontem pela Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – dos 22 locais de medição espalhados pela Grande São Paulo, 15 apresentaram qualidade do ar regular. Em 6 pontos, a qualidade do ar foi considerada boa . Em Parelheiros, no sul da capital, a qualidade do ar foi inadequada. Neste caso, e na maioria dos locais onde a avaliação foi regular, o ozônio foi apontado como o principal causador da piora da qualidade do ar. A Cetesb também faz medições regulares em várias cidades do interior paulista. A avaliação do fim da tarde de ontem foi semelhante à da Grande São Paulo: dos 17 locais avaliados, apenas 2 tiveram boa qualidade do ar. Nos demais, a qualidade do ar foi considerada regular e, na maioria, o ozônio o problema. Ozônio existe naturalmente na atmosfera. Nos altos níveis da atmosfera, na estratosfera (em torno de 25 km de altitude), a camada de ozônio protege a vida no planeta Terra do excesso de raios ultravioletas emitidos pelo Sol. Mas quando o ozônio aumenta na camada da atmosfera próxima ao solo, onde está o ar que respiramos, ele se torno prejudicial à saúde. É o “mau ozônio”. Além de prejudicar a saúde humana, o excesso de ozônio perto do solo pode causar danos à vegetação. Mas por que ozônio aumentou? A resposta está nos dias ensolarados que São Paulo vem tendo. O ozônio é poluente que se forma a partir de uma reação fotoquímica na atmosfera e o detonador da reação é a alta insolação, isto é, excesso de sol. Em outras palavras: muitos dias com sol forte e céu azul geram o aumento da quantidade de ozônio no ar que respiramos. É o excesso de luz solar que faz a quebra de moléculas de alguns gases que estão na atmosfera. As moléculas de oxigênio que são liberadas se juntam com mais facilmente e formam o O³, que é o ozônio. Um dos efeitos do excesso de ozônio no ar é a ardência nos olhos e o cansaço. Os dias ensolarados que os paulistas estão tendo refletem a queda dos índices de umidade do ar. Com ar mais seco, menos nuvens conseguem se formar. O ar parado e a falta de chuva por vários dias colaboram para aumentar a concentração de poeira no ar. Para melhorar a qualidade do ar, o ideal seria uma boa chuva. Só garoa não adianta. Chuva e vento dispersam os poluentes, mas esta mudança não deve ocorrer no fim de semana. O sol vai continuar forte em todo Estado de São Paulo. Não há expectativa de chuva em nenhuma região paulista. Nas praias, o mar deve ficar quase uma piscina, com ondas que não vão passar de meio metro. Apesar da noite e do amanhecer um pouco frios, esquenta rápido e a sensação será de calor na maior parte do dia. Na segunda-feira, a chegada de uma frente fria traz ventos e um pouco de chuva, mas que não será para todo o Estado de São Paulo. Na região da Capital pode chover um pouco à noite.