Climatempo

Climatempo Meteorologia

Obter
publicidade

Chuva acima da média no Pará e Seca na Bahia

04/04/2012 às 11:46
por Redação

No P
ará, as cheias estão causando transtornos a população, a praia de Alter do chão, uma das mais famosas do Estado, por exemplo, foi coberta pela água e em algumas partes a orla já foi coberta e em outras a água está bem próxima a calçada e de acordo com a marinha o rio está no mesmo nível de 2009, quando foi registrada a maior cheia. E a previsão é de mais chuva no Estado por causa da combinação de tempo úmido e abafado, que formam nuvens carregadas. O mês de março é o mais chuvoso na capital paraense climatológicamente falando e neste ano, a média prevista pelo Inmet é de 436,2 mm, no entanto esse ano o acumulado foi de 745,4 mm em Belém do Pará e abril começou com bastante pancadas de chuva, os 3 primeiros dias acumulou 49,4 mm e o esperado para o mês todo é de 360mm. Já na Bahia,  a situação é inversa, a seca no interior do Estado é mais longa dos últimos 30 anos. Cerca de 200 municípios estão em situação de emergência. A barragem de Mirorós  já desceu 36 metros na escala de medição e o lago que tinha 15 km de extensão, hoje tem apenas 8% do seu volume normal. Os produtores locais, por causa da estiagem foram para outras áreas para tentar plantar e ter o que comer e beber, e a água que abastecia os lotes foi cortada. Os principais prejudicados foram os produtores de banana, que no total tinham 1600 hectares de plantação e agora colhem os últimos cachos da plantação antiga pois os cachos novos não resistiram a falta de água. A barragem abastece toda a região de Irecê que conta com mais de 14 municípios, e os moradores já sofrem com o racionamento, que fornece água só duas vezes na semana para os povoados e em dias alternados para as cidades. Os produtores de feijão também foram prejudicados e tiveram prejuízo total, não conseguindo recuperar nem as sementes que plantaram. O fornecimento por meio de poços artesianos também está escasso, dos 5 mil, metade já secou e os que ainda funcionam a água vai minguando. O período de chuva, que vai de outubro a março, não foi suficiente e os caminhões pipa levam água para as comunidades rurais, mas um reservatório fornece água a mais de 120 pessoas e só é abastecido uma vez por mês. O gado não tem mais o que comer, o capim está morrendo e o rebanho anda todo dia mais de 4 km em busca de água para beber. Só na região, a estiagem afeta mais de 350 mil pessoas e em todo Estado são mais de 2 milhões de baianos sem água.