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Chuva de agosto em São Paulo já é recorde de 23 anos

21/08/2009 às 13:20
por Josélia Pegorim

A se
mana que começou ensolarada e com calor beirando os 29ºC, termina fria, nublada e com garoa. No meio, uma quantidade de chuva excepcional na cidade de São Paulo, que impressiona até os meteorologistas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, do dia primeiro até as 9 horas desta sexta-feira, 21 de agosto, já foram acumulados 96,6 milímetros de chuva no Mirante de Santana, na zona norte da capital. Só esta semana choveu 94,8 milímetros. O total de chuva no Mirante desde mês já é maior quantidade registrada em um mês de agosto em 23 anos, abaixo apenas de agosto de 1986 quando choveu 97,2 milímetros nos 31 dias do mês. É chuva demais para agosto. Os 96,6 milímetros acumulados até esta sexta-feira representam quase três vezes a média de chuva do mês, que é de 37 milímetros. Se estivéssemos no verão, estaria tudo certo, porque é época de chuva. Mas agosto tradicionalmente é mês de seca. O normal é não chover. A média de chuva de agosto é a menor do ano. Mas agosto ainda não terminou e há previsão mais chuva para os próximos dias. A chuva de agosto de 2009 poderá ser um recorde ainda maior. A estimativa inicial feita por supercomputadores indica um total de 45 milímetros de chuva até a terça-feira, dia 25. Se este valor se confirmar, a cidade de São Paulo estará muito perto de ter o agosto mais chuvoso desde 1943, considerando as medições do Mirante de Santana. Até agora, a maior quantidade histórica de chuva acumulada em agosto neste local é de 143,6 milímetros, em 1976. Em julho, a cidade de São Paulo também teve um recorde de chuva histórico, O Instituto Nacional de Meteorologia registrou cerca de 177 milímetros de chuva, a maior quantidade em um mês de julho no Mirante de Santana desde 1943, quando começaram as medições regulares neste local. Com tanta chuva fora de hora, é natural perguntar de quem é a culpa? O que está acontecendo de diferente para chover tanto assim, na época de seca? A resposta pode estar no novo evento El Nino que se desenvolve no Oceano Pacífico. As águas da porção central e leste do Pacífico, que abrange a costa do Peru, já estão de 0,5ºC a 1ºC mais quentes do que a média. Este aquecimento gera alterações na direção e na intensidade dos ventos que já estariam refletindo no padrão de precipitações sobre o Brasil.