Climatempo

Climatempo Meteorologia

Obter
publicidade

Chuva forte faz nível do Cantareira subir

08/03/2015 às 14:49
por Josélia Pegorim

Como
vinha sendo previsto pela Climatempo, voltou a chover forte sobre o Sistema Cantareira no fim de semana. Segundo a Sabesp, o acumulado entre a manhã de sexta-feira, 6, e a manhã do domingo, 8, foi de 59,5 mm de chuva, que correspondem a 33,4% da média normal para março. Em 48 horas choveu aproximadamente um terço do que média do mês. Entre os dias 7 e 8 de março choveu com moderada a forte intensidade sobre todos os mananciais que abastecem a Grande São Paulo, mas as maiores quantidades de chuva caíram justamente sobre os três principais sistemas. O Cantareira recebeu 25,7 mm de chuva, o Alto Tietê 25,6 mm e o Guarapiranga, 39,6 mm.   O nível dos três sistemas subiu de sábado para o domingo. O Cantareira teve alta de 0,4% e passou para 12,3%, depois de ficar cinco dias consecutivos estabilizado em 11,7%. A diminuição da quantidade e intensidade das pancadas de chuva nos primeiros dias de março foi um dos motivos da estabilização do nível de armazenamento. Sem queda O nível do Sistema Cantareira vem mantendo estabilidade ou elevação desde o início de fevereiro. Não houve nenhuma queda.  O gráfico mostra o comportamento do nível do Cantareira desde o dia primeiro de janeiro de 2015. O vermelho indica queda em 24 horas, o amarelo, estabilidade, e o roxo representa elevação do nível de um dia para o outro.   Previsão de diminuição de chuva A previsão para os próximos dias não é das mais animadoras. As pancadas de chuva ainda devem ser frequentes e até fortes sobre o Sistema Cantareira até a quarta-feira, dia 11. A partir daí, as condições para chuva diminuem bastante e em volume e em frequência. As pancadas mais volumosas só devem ocorrer durante passagem de uma frente fria na virada para o outono, no dia 20 de março.       Situação da dívida hídrica O nível de armazenamento de 12,3% do Cantareira repõe os 107% da segunda cota de água da reserva técnica acrescentada em 24 de outubro de 2014 e 1,6% da primeira cota de 18,5% que foi disponibilizada em 15 de maio de 2014. No total,  o acréscimo de água do volume morto foi de 29,2% e até o dia 8 de março foram "pagos" 12,3%. A conta é simples: a dívida hídrica é de 16,9% para voltarmos ao nível do volume útil. Há um ano, em 8  de março de 2014, o nível de Cantareira estava em 16,0%, mas era água deste volume útil e não da reserva técnica (volume morto). A taxa elevação do Cantareira vem se mantendo em 0,2% ao dia desde o início de fevereiro. Mantendo a elevação de 0,2% ao dia, a marca de 14% de armazenamento almejada pelo governo paulista para nçao ter um racionamento poderia ser alcançada em 18 de março. Seriam necessários 85 dias para atingirmos um nível de 17,0% e  finalmente alcançarmos o volume útil.  Com esta hipótese, isto aconteceria por volta do dia 2 de abril. O problema é que a torneira do céu deve fechar antes, não dá para contar com a chuva volumosa como tivemos em fevereiro.       El Niño à vista? Como se mede a chuva?