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Mais alguns dias de seca para o Cantareira

13/11/2014 às 16:35
por Josélia Pegorim

n style="font-size: 13px;">Se não fosse a segunda cota do volume morto, nesta sexta-feira, 14 de outubro, o armazenamento do Cantareira estaria zerado. No dia 24 de outubro, a ANA  - Agência Nacional das Águas – autorizou o governo paulista a retirada de mais 100 bilhões de litros de água, que foi a segunda cota da reserva técnica ou volume morto. Assim, o nível de armazenamento subiu de menos de 3,0% para 13,6%. A partir desta sexta-feira, 14, a água que chega a Grande São Paulo corresponde à segunda cota do volume morto. A contagem continua regressiva.   A situação dos principais reservatórios para o abastecimento está cada vez pior. As pancadas de chuva estão ocorrendo com maior frequência desde o início de novembro, mas a chuva ainda não é volumosa o suficiente para fazer diferença no nível das represas. A falta de água é extremamente grave e essa chuva inicial está servindo para começar a umedecer o solo rachado do fundo das represas. Será precisa muita chuva, de vários meses, de mais de uma primavera, de mais de um verão, para vermos as represas repletas de água. Em 13 de novembro, pela informação da Sabesp, o armazenamento no Sistema Cantareira era de 10,8% e o Alto Tietê estava em 7,6%. O total de chuva acumulada no Cantareira em 13 dias deste mês foi de 65,6 mm. Durante todo o mês de setembro também choveu aproximadamente 66 mm O reservatório Guarapiranga já está no alerta amarelo. Ele é o terceiro em importância para o abastecimento da Grande São Paulo. O nível de água em 13 de novembro era de 35,3% da capacidade total. Há um ano era de 72,7%.    Ar polar reduz a umidade O presidente da ANA - Vicente Andrew - comentou nesta quinta-feira em audiência pública na câmara dos deputados, que o "Cantareira precisa de um dilúvio para chegar na situação que estávamos em janeiro de 2014". Não tem dilúvio à vista. O Guarapiranga e os demais reservatórios de São Paulo vão secar um pouco mais nos próximos dias. Os níveis de armazenamento vão baixar por causa da falta de chuva esperada para quase toda a semana que vem. A entrada do ar polar sobre São Paulo vai reduzir a umidade. O ar mais seco vai dificultar a formação das grandes nuvens que provocam chuva. A próxima frente fria deve chegar a São Paulo só no dia 24 de novembro. Os mapas mostram a quantidade de chuva prevista diariamente sobre o Cantareira até o dia 27 de novembro. A área do reservatório está marcada em roxo. Os tons de marrom inficam chuva fraca e os tons de verde escuro são a chuva forte.     Quanto precisa chover para normalizar a situação do Cantareira? Participe da campanha SP: vida sem água