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Névoa no Rio de Janeiro

12/10/2014 às 15:31
por Michele Fernandes

O Su
deste do país continua sob a influência de uma forte massa de ar quente e seco, e ao longo da última semana, foram registradas elevadas temperaturas e baixos índices de umidade relativa do ar em vários Estados. Ontem, entretanto, uma frente fria em alto-mar, no Sul do país, embora não tenha conseguido romper o bloqueio atmosférico que se formou, provocou uma mudança brusca na direção dos ventos. Os ventos passaram a soprar do oceano em direção à costa, trazendo assim, mais umidade para a faixa leste de São Paulo e do Rio de Janeiro. No gráfico a seguir é possível verificar e comparar o aumento da umidade na região do Aeroporto Internacional do Galeão. Nota-se claramente que, antes da virada do vento, nos dias 10 e 11 de Outubro, a umidade relativa do ar ficou abaixo dos 30% e a cidade do Rio de Janeiro já entrava em estado de atenção logo no início da tarde (12h ou 15UTC). Às 13h, ou 16 UTC, a umidade relativa do ar já chegava aos 18%. Já neste domingo (12), por outro lado, a infiltração marítima permitiu que a umidade do ar ficasse acima dos 50% durante esta tarde. Na figura a seguir, do modelo GFS desenvolvido pelo US National Weather Service é possível observar a entrada da umidade no litoral do Rio de Janeiro. Os tons esverdados da figura indicam regiões com alta umidade, os tons em marrom, por outro lado, indicam justamente o contrário. Já as linhas de corrente na figura representam a direção do vento. Nota-se que na área demarcada, na cidade do Rio de Janeiro, os ventos continuam soprando do oceano em direção ao continente, e vemos tons mais azulados na região, associados a umidade mais elevada. Este aumento na umidade do ar vêm favorecendo a formação de nevoeiro desde o início da manhã na Capital fluminense. Na figura a seguir, vemos que vários aeroportos estão reportando a ocorrência do fenômeno. Para facilitar o entendimento, o METAR é um informe meteorológico regular do aeródromo com a condição de tempo em determinado momento. O que nos interessa a seguir é o fenômeno em questão, indicado nas mensagens como BR (névoa úmida), ou HZ (névoa seca). Os aeroportos destacados são o de Jacarepaguá, Santos Dumont e  Galeão. A formação da névoa reduz a visibilidade nos aeródromos e pode atrapalhar tanto pousos quanto decolagens. O aeroporto do Galeão, ao contrário do de Jacarepaguá e de Santos Dumont, vêm registrando a ocorrência de uma névoa seca. Como vimos no primeiro gráfico, a baixa umidade do ar que a região enfrentou nos últimos dias aumentou a concentração de poluentes na atmosfera. A interação da umidade com o material particulado em suspensão produziu, então, a chamada névoa seca.