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Tarde gelada em São Paulo: normas técnicas x realidade

04/07/2011 às 17:08
por Josélia Pegorim

A pa
ssagem de uma frente fria, acompanhada de outra forte massa de ar polar, trouxe muitas nuvens e provocou acentuada queda da temperatura na capital paulista nesta segunda-feira, 4 de julho. A cidade amanheceu nublada, teve garoa e durante a tarde o sol continuou escondido. A falta do sol e a forte entrada do ar polar deixaram o paulistano no congelador o dia todo. Por volta de 16h os termômetros marcavam 11 graus na região do Campo de Marte, zona norte,  e apenas 9 graus na região do aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade. Foi isto que a população da cidade de São Paulo, e da Grande SP de forma geral, sentiu ao longo desta segunda-feira: um frio entre 9ºC e 12ºC. Porém, tecnicamente nos registros históricos, a temperatura máxima desta gelada segunda-feira será de 15,6ºC, conforme a medição do Instituto Nacional de Meteorologia. É aí que o rigor técnico causa uma grande confusão. Nas normas técnicas, a maior temperatura de um dia é o maior valor registrado entre 21 horas do dia anterior e 21 horas do dia em questão. E foi isto que aconteceu, pela segunda vez este ano. O valor da temperatura máxima ficou registrado no termômetro de máxima do Mirante de Santana, mas ocorreu na noite do domingo, após as 21 horas. Normalmente, a temperatura máxima de um dia ocorre entre 14 e 16 horas. Mas às vezes acontece situações como as de hoje, que os meteorologistas chamam de "máxima invertida". O recorde anterior de menor temperatura máxima na capital paulista era de 15,8ºC, no dia 9 de junho, mas este valor também foi registrado na noite do dia 8 de junho. No dia 9 mesmo, a temperatura na cidade quase não passou dos 13ºC, na maior parte do dia. Na estação meteorológica automática do Mirante de Santana,  a temperatura às 15 horas desta segunda-fuera era de 12,4°C . Os paulistanos vão sentir muito frio ainda pelo menos até o sábado que vem. Até lá, os termômetros vão marcar valores um pouco abaixo dos 10ºC na madrugada e no começo da manhã. O sol estará presente, depois da névoa do início da manhã, mas será um sol enganador, que não vai dar conta de esquentar o ar polar intenso que fica sobre a Grande São Paulo durante toda a semana.