O primeiro furacão da temporada de 2026 no Atlântico Norte, batizado de Isaias, alcançou a categoria 1 na escala Saffir-Simpson. Isaias atingiu a intensidade de furacão por volta das 00h30 (horário de Brasília) da quinta-feira, 8 de outubro. Mas na manhã desta sexta-feira, 9 de outubro, Isaias se fortaleceu e se tornou um furacão de grande porte, de categoria 3.
De acordo com as informações apresentadas no boletim número 12 do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), emitido às 12 UTC de 9 de outubro de 2026 ( 12 horas em Brasília), Isaias apresentava ventos máximos sustentados de 195 km/h e pressão atmosférica central mínima de 959 hectopascais (hPa).
O centro do furacão estava localizado nas coordenadas 27,7°N e 87,3°W, ainda sobre o Golfo do México, a cerca de 310 km ao sul de Pensacola, na Flórida, e a cerca de 235 km a sudeste da foz do rio Mississipi. Isaias se deslocava para nordeste com aproximadamente 26 km/h.
Temporada muito abaixo da média
A temporada de furacões de 2026 no Atlântico Norte está sendo considerada a mais fraca já observada desde o início do monitoramento pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Em média, o primeiro furacão de uma temporada se forma no máximo no início de setembro.
Isaias avança para a costa americana na sexta, 9 de outubro
As projeções meteorológicas indicam que Isaias deve atingir a costa da Flórida até a noite desta sexta-feira, 9 de outubro, como um furacão de categoria 3, com uma trajetória na direção nordeste. No sábado, deve mudar a trajetória para norte.
Com esse deslocamento, o furacão poderá atingir o território dos Estados Unidos, na altura de Pensacola, no litoral do extremo oeste da Flórida, entre a noite de sexta-feira (9) e o início de sábado (10). Os ventos fortes devem se estender até 30 km a partir do centro do sistema.

Trajetória prevista do furacão Isaias, em 9/10/26 (Fonte: NHC)
Possíveis Impactos de Isaias
Além dos ventos intensos, Isaias representa uma ameaça significativa devido ao potencial de chuvas volumosas, inundações e elevação anormal do nível do mar. Na costa central do Golfo do México, são previstos acumulados de precipitação entre 75 e 180 mm, com valores pontuais que podem alcançar 250 mm. Outro fator de preocupação é a maré de tempestade, fenômeno caracterizado pela elevação anormal do nível do mar devido à ação dos ventos e à baixa pressão atmosférica associada ao furacão. Nas áreas mais críticas, essa elevação poderá alcançar entre 1,5 e 2,1 metros, aumentando o risco de inundações costeiras. O sistema também poderá produzir ondas perigosas, correntes de retorno e condições favoráveis à ocorrência de tornados na área de circulação do sistema.
A trajetória e a intensidade de Isaias deverão continuar sendo monitoradas nas próximas horas. Alterações na velocidade de deslocamento, na organização da circulação atmosférica e nas condições oceânicas poderão modificar a distribuição e a intensidade dos impactos previstos.
Intensidade dos furacões
A escala Saffir-Simpson é usada para classificar a intensidade dos furacões com base na velocidade dos ventos sustentados, em uma escala que varia de 1 a 5.
Para atingir a categoria 1, um ciclone tropical deve apresentar ventos máximos sustentados entre 119 e 153 km/h. Nessa intensidade, o fenômeno já possui potencial para provocar danos associados aos ventos fortes, chuvas intensas e condições marítimas adversas, especialmente nas regiões próximas à sua trajetória.
Um furacão de categoria 3, na escala Saffir-Simpson, tem ventos sustentados de 178 a 208 km/h e é considerado um grande furacão.
Os furacões como Isaias são sistemas de baixa pressão atmosférica que se desenvolvem sobre águas oceânicas suficientemente aquecidas e podem provocar ventos destrutivos, precipitações intensas, elevação anormal do nível do mar e ondas de grande altura.



