Chuva diminui e tempo mais aberto volta a predominar
Depois de um período marcado por chuva mais frequente em áreas da costa leste, o Nordeste entra em uma sequência de dias com redução das instabilidades. Entre sexta-feira e o fim de semana, o sol volta a aparecer por períodos mais prolongados em grande parte da região, enquanto a chuva fica mais localizada.
Essa mudança ocorre com o enfraquecimento dos sistemas que vinham favorecendo as instabilidades na costa e uma menor disponibilidade de umidade para a formação de áreas de chuva mais organizadas.
O cenário, no entanto, é bastante diferente entre litoral e interior. Enquanto a costa ainda recebe umidade do oceano, o interior permanece sob influência de uma massa de ar seco.
Costa leste terá mais períodos de sol no fim de semana
Na sexta-feira, ainda há condições para chuva moderada a forte no litoral de Sergipe, enquanto Alagoas e alguns trechos costeiros do Maranhão e Ceará podem registrar precipitações mais fracas. Nas demais áreas, o tempo firme ganha espaço.
No sábado, a frente fria que anteriormente influenciava o litoral da Bahia já estará enfraquecida e desconfigurada, deixando de provocar os mesmos efeitos observados nos dias anteriores.
Com isso, o tempo fica mais aberto em grande parte da costa nordestina, inclusive entre Alagoas e Paraíba. Algumas pancadas ainda podem ocorrer entre o litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte e na costa do Ceará, favorecidas pelos ventos marítimos e pela entrada de umidade do oceano, mas de forma localizada e sem expectativa de volumes expressivos.
Interior continua quente e muito seco
Enquanto o litoral passa a registrar períodos maiores de sol, o interior permanece sob domínio do ar seco.
A ausência de chuva e a menor disponibilidade de umidade mantém o predomínio de sol e favorecem temperaturas elevadas durante as tardes em áreas da Bahia, Maranhão, Piauí, Ceará e no interior de Pernambuco e da Paraíba.
Na sexta-feira, a umidade relativa do ar pode ficar entre 20% e 30% em uma extensa área do interior. No sábado, a situação fica ainda mais crítica no oeste da Bahia, onde os índices podem variar entre 12% e 20% durante as horas mais quentes do dia.
Áreas próximas a Barreiras e Luís Eduardo Magalhães estão entre as que exigem maior atenção para o ressecamento do ar.
Baixa umidade aumenta risco de queimadas
A combinação entre vários dias sem chuva, temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação ressecada também aumenta as condições favoráveis à ocorrência e propagação de queimadas.
A atenção é maior no interior nordestino, incluindo áreas do sul do Maranhão e próximas à divisa com o Tocantins, além do oeste da Bahia.
Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h também podem ocorrer em parte da região. Em áreas com vegetação seca, a presença do vento pode contribuir para uma propagação mais rápida do fogo caso algum foco seja iniciado.
Além do risco de queimadas, índices muito baixos de umidade exigem atenção com a hidratação e com atividades físicas durante os períodos mais quentes e secos do dia.
Umidade pode voltar a aumentar na próxima semana
O padrão de tempo mais seco deve predominar durante o fim de semana, mas há sinais de mudança a partir de segunda-feira, principalmente na Bahia.
A tendência é de aumento do transporte de umidade para parte do estado, favorecendo novamente maior nebulosidade e o retorno pontual das instabilidades na faixa leste.
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