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Clima e Previsão do Tempo/Notícias/Outono/Clima no Brasil em junho de 2026

Clima no Brasil em junho de 2026

Solstício de inverno ocorre em 21 de junho, às 5h24, horário de Brasília. Frio será menos intenso do que em maio. Vários estados brasileiros terão mais chuva do que o normal ou temperaturas acima da média. Fenômeno El Niño ainda não terá impacto relevante no Brasil este mês.

Josélia Pegorim

29/05/2026 às 11:51

Imagem da notícia Clima no Brasil em junho de 2026
Junho marca o fim do outono. O solstício de inverno ocorre em 21 de junho, às 5h24, horário de Brasília

Junho é o último mês do outono e marca o início do inverno. O solstício de inverno, que é o início oficial do inverno, será no dia 21 de junho, às 5h24, horário de Brasília.
O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima do normal da porção central e leste do oceano Pacífico Equatorial, está em desenvolvimento e é provável que o início deste fenômeno em 2026 seja oficializado durante o mês de junho. O El Niño não terá grande influência no clima de junho de 2026 no Brasil, pois ainda estará no estágio inicial. Saiba mais sobre o El Niño 2026.

Temperatura de junho de 2026

A maioria das frentes frias de junho de 2026 deve passar pelo Sul e pelo Sudeste do Brasil de forma oceânica. Isto vai fazer com que pouco ar frio polar intenso chegue ao interior do Brasil. Duas frentes frias continentais devem causar queda acentuada de temperatura no centro-sul do país: a primeira entre o fim da primeira quinzena e início da segunda quinzena de junho; a segunda frente fria, mais forte, deve ocorrer na última semana de junho, já nos primeiros dias do inverno de 2026.

Previsão da Climatempo da anomalia da temperatura média no Brasil para junho de 2026

Previsão da Climatempo da anomalia da temperatura média no Brasil para junho de 2026

A previsão da Climatempo é de que a temperatura média de junho de 2026 fique um pouco acima e acima do normal (tons de vermelho no mapa) na maioria das áreas do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste do Brasil, em quase todas as áreas de Minas Gerais e no Espírito santo. As regiões mais quentes do país, que podem ter dias muito quentes, devem ser o centro-leste de MT, GO, TO, noroeste de MG e o interior do Nordeste. A temperatura média de junho deve ficar dentro a um pouco abaixo da média (tons de azul no mapa) no estado do Rio de Janeiro, na Zona da Mata Mineira e no Sul de Minas, em quase todo o estado de São Paulo, no centro-sul de Mato Grosso do Sul e no Sul do Brasil. Em todas estas regiões, a manutenção de baixas temperaturas será uma combinação da passagem de ar frio de origem polar com o excesso de nebulosidade.

Chuva de junho de 2026

Historicamente junho é um mês de predomínio de dias secos, com muito sol, pouca ou nenhuma chuva na maioria das áreas do Brasil. As precipitações ficam concentradas no extremo norte do país, nas costas norte e leste do Nordeste. Os eventos de chuva no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste são muito dependentes da passagem de frentes frias.

Previsão da Climatempo da anomalia da precipitação média no Brasil para junho de 2026

Previsão da Climatempo da anomalia da precipitação média no Brasil para junho de 2026

Para junho de 2026, a Climatempo prevê que o volume de chuva médio do mês fique próximo da média normal para o mês em grande parte do Brasil (cor cinza no mapa). Deve chover um pouco abaixo da média (tom de marrom claro) em Roraima, no extremo norte do Amazonas e na costa leste do Nordeste. A chuva será frequente nestas áreas, mas não tão volumosa como em maio. Vale lembrar que as médias de precipitação para jumho em Roraima e pelo litoral entre Alagoas e Rio Grande do Norte variam de 300 mm a 400 mm, sendo o primeiro ou o segundo mês mais chuvoso do ano. Deve chover próximo a ligeiramente abaixo do normal no centro-sul do Rio Grande do Sul.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical e o oceano Atlântico Tropical mais quente do que o normal, na costa norte do Brasil, vão estimular chuva acima da média no Amapá, no Pará e na porção oeste do Maranhão.

A passagem de frentes frias e a formação de baixas pressões atmosféricas no interior do continente e no litoral do Sul e do Sudeste vão produzir áreas de instabilidades frequentes sobre o Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, no Sul de Minas, Zona da Mata Mineira e no estado do Rio de Janeiro, fazendo com que estas regiões do país tenham um pouco mais de chuva do que a média normal para junho. Áreas da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia também podem ter um pouco mais de chuva do que o normal.

Destaques do clima de junho de 2026 no Brasil

  • o mês terá menos frio do que em maio; são esperados dois episódios de queda de temperatura acentuada, um na virada da primeira para a segunda quinzena de junho e o segundo na última semana do mês; a
  • massa de ar frio do fim de junho deve ser a mais intensa do mês, podendo causar temperaturas abaixo dos 10° C em muitas áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste;
  • eventos isolados de geada podem ocorrer ao longo do mês na fronteira com o Uruguai e nas áreas mais elevadas das serras do RS e de SC; a chance de geada ampla no Sul do Brasil é mais provável no fim do mês;
  • maior possibilidade de friagem em RO, AC e no sul do AM é no fim de junho;
  • Pantanal deve ser beneficiado com mais chuva do que o normal para este mês;
  • chuva no RS deve ser próxima a ligeiramente abaixo da média;
  • Sul do Brasil não terá chuva intensa, de forma frequente, como em junho de 2025, quando grande parte da região acumulou o dobro a quase o triplo do volume de chuva normal para junho;
  • eventos de chuva forte e volumosa ainda podem ocorrer na costa leste do Nordeste, mas não tão intensos como em maio e em abril de 2026;

Clima típico de junho

Climatologia de precipitação no Brasil para o mês de junho (Fonte: INMET)

Climatologia de precipitação no Brasil para o mês de junho (Fonte: INMET)

As principais características do clima de junho no Brasil são:

  • clima seco em quase todas as áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, no Tocantins, no centro e sul do Maranhão, no interior do Piauí, no sertão do Nordeste e no centro e oeste da Bahia, com médias de chuva baixas, muito abaixo dos 100 mm devido aos poucos episódios de chuva;
  • ainda chove de forma frequente e até com forte intensidade na costa leste do Nordeste no litoral do Maranhão, no centro-norte do Pará e do Amazonas e no Amapá; as médias de precipitação passam dos 200 mm nestas regiões;
  • chuvas regulares nos estados do Sul do Brasil, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná;
  • junho está dentro do período mais chuvoso do ano em Roraima e no extremo noroeste do Amazonas (áreas próximas da fronteira com a Colômbia e a Venezuela), onde as médias de precipitação fica entre 300 mm e 400 mm;
  • dias com umidade do ar baixa, com índices abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia, são comuns na maior parte do interior do Brasil;
  • quedas de temperatura acentuadas no Sul, em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste e friagens em Rondônia, Acre e sul do Amazonas devido a passagem de massas de ar frio de origem polar continentais, que avançam sobre o interior do país;
  • a chuva no Sudeste e no Centro-Oeste é muito dependente da passagem de grandes frentes frias;
  • costa leste do Nordeste pode ter influência de Distúrbios Ondulatórios de Leste e de passagem de frentes frias;

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