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Clima e Previsão do Tempo/Notícias/Saúde/Chuva e saúde respiratória: cuidados no Sudeste nesta semana

Chuva e saúde respiratória: cuidados no Sudeste nesta semana

Entre 18 e 23 de setembro, o Sudeste terá chuva, variação de temperatura e diferenças importantes na umidade do ar, com maior volume previsto para São Paulo e calor nas demais capitais. Essas condições podem aumentar o desconforto respiratório, especialmente para quem convive com rinite, asma ou bronquite.

gabrielrodrigues

18/09/2026 às 14:27

Imagem da notícia Chuva e saúde respiratória: cuidados no Sudeste nesta semana
Chuva em área urbana: períodos úmidos e com menor ventilação exigem atenção aos cuidados respiratórios. Imagem gerada por inteligência artificial.

Quando o tempo muda, a rotina muda junto. Entre 18 e 23 de setembro, o Sudeste terá chuva, variação de temperatura e diferenças importantes na umidade do ar. São Paulo deve concentrar os maiores volumes de chuva, enquanto Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória terão dias de calor. Para quem convive com rinite, asma, bronquite ou outras condições respiratórias, esse cenário pode aumentar o desconforto ao longo da semana.

Como será o tempo nas capitais?

Em São Paulo, são esperados cerca de 27 mm de chuva, com temperaturas entre 12 °C e 30 °C. No Rio de Janeiro, o acumulado fica perto de 14 mm, com máximas próximas de 33 °C. Belo Horizonte deve ter tardes de até 33 °C e umidade perto de 30% nos momentos mais secos. Em Vitória, o calor de até 30 °C vem acompanhado de umidade elevada.

Na prática, cada capital exige uma adaptação diferente. Em São Paulo, a chuva e a oscilação de temperatura favorecem o uso de roupas em camadas, além de proteção contra a umidade. No Rio de Janeiro e em Vitória, o calor e a sensação de abafamento pedem mais atenção à hidratação e à ventilação dos ambientes. Em Belo Horizonte, a umidade mais baixa pode ressecar nariz e garganta, aumentando a sensação de irritação.

Mito ou verdade: pegar chuva causa gripe?

O ponto principal não é dizer que a chuva causa doença. Gripe e resfriados são infecções causadas por vírus, não pelo frio ou pela chuva. Segundo o Ministério da Saúde, a gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, com grande potencial de transmissão. O que o tempo pode alterar é o ambiente ao redor: em dias chuvosos, as pessoas tendem a permanecer mais tempo em locais fechados, com menor circulação de ar e maior proximidade. Esse comportamento pode facilitar a transmissão de vírus respiratórios quando há alguém infectado.

Além disso, ambientes úmidos, pouco ventilados ou com presença de mofo e poeira podem irritar as vias respiratórias. Para quem tem asma, rinite ou alergias, isso pode favorecer sintomas como espirros, coriza, nariz entupido, tosse ou chiado. O CDC aponta fumaça, ácaros, poeira e mofo como gatilhos que podem desencadear crises de asma.

Quem pode sentir mais

Crianças pequenas, idosos, pessoas com doenças crônicas e quem já tem doenças respiratórias devem observar os sinais do corpo com mais atenção. A Organização Mundial da Saúde destaca que crianças, idosos e pessoas com condições crônicas, incluindo doenças pulmonares e cardíacas, têm maior risco de complicações em casos de influenza.

Como minimizar?

Alguns cuidados simples ajudam a reduzir o desconforto: evite permanecer com roupas e calçados molhados, mantenha os ambientes limpos e ventilados quando possível, reduza o contato com poeira, fumaça e mofo e beba água regularmente nos períodos mais quentes. A hidratação constante é uma recomendação do Ministério da Saúde em situações de calor intenso, mesmo antes da sensação de sede.
Quem usa medicamentos para asma, bronquite, rinite ou outra condição respiratória deve seguir a orientação médica e não interromper o tratamento por conta própria. Para reduzir o risco de transmissão de infecções respiratórias, também continuam valendo medidas simples, como lavar as mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo quando houver sintomas.

E lembre-se sempre!

Confira a previsão da Climatempo antes de sair de casa para ajustar roupa, deslocamento, hidratação e cuidados com ambientes fechados. Conforme orientação do Ministério da Saúde, procure atendimento médico em caso de falta de ar, chiado intenso, dor no peito, febre persistente ou piora importante dos sintomas.


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