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Clima e Previsão do Tempo/Notícias/Temporal/Chuva volumosa no Brasil na primeira quinzena de março de 2026

Chuva volumosa no Brasil na primeira quinzena de março de 2026

Os locais com chuva mais volumosa foram no extremo norte do Brasil, no litoral do Amapá, do Pará e do Maranhão, que acumulara de 300 mm a pouco mais de 400 mm. Litoral de São Paulo também teve muita chuva, com acumulados de 200 mm a 300 mm na região de Peruíbe e de Ubatuba.

Josélia Pegorim

17/03/2026 às 12:03

Imagem da notícia Chuva volumosa no Brasil na primeira quinzena de março de 2026
Primeira quinzena de março de 2026 fechou com mais de 200 mm acumulados em vários estados do Brasil (Foto: Getty Images)

A primeira quinzena de março de 2026 teve vários episódios de chuva forte e volumosa em todas as regiões do país. A chuva caiu forte especialmente na segunda semana de março, quando houve a passagem de uma forte frente fria pela costa do Sul e do Sudeste do Brasil e a formação de baixas pressões na costa do Sudeste. Em várias áreas do Norte, do Sudeste, do Centro-Oeste do Brasil e do litoral norte do Nordeste, o volume de precipitações acumulado na primeira quinzena de março correspondeu a pelo menos metade da média histórica de precipitação para este mês. Em alguns locais, o total de chuva atingiu ou ficou muito próximo da média para março.

Os mapas mostram a comparação entre a média climatológica de precipitação para março (à esquerda) e o volume de chuva acumulado na primeira quinzena de março de 2026 (à direita), considerando apenas a medição feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia.
Os maiores volumes de chuva acumulados no país, ficaram entre 300 e pouco mais de 400 mm em 15 dias. Os locais com chuva mais volumosa foram no extremo norte do Brasil, no litoral do Amapá, do Pará e do Maranhão, por causa da forte atuação da ZCIT – Zona de Convergência Intertropical.

Média histórica de precipitação para março (esquerda) e acumulado de chuva da primeira quinzena de março de 2026 (direita)

Média histórica de precipitação para março (esquerda) e acumulado de chuva da primeira quinzena de março de 2026 (direita) (Fonte: Inmet)

Também merece destaque a chuva volumosa que aconteceu no litoral de São Paulo, com acumulados de 200 mm a 300 mm na região de Peruíbe e de Ubatuba.

Já no Sul do Brasil, os maiores volumes de chuva ficaram concentrados nas áreas próximas ao litoral. Na maioria das áreas da região choveu muito pouco na primeira quinzena de março.

Chuva volumosa na primeira quinzena de março de 2026

Confira alguns acumulados de chuva iguais ou acima de 200 mm registrados na primeira quinzena de março de 2026, pelas medições do Instituto Nacional de meteorologia (Inmet), do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro).

423,8 mm Oiapoque/AP
389,8 mm Salinópolis/PA
375,2 mm UHE Funil Guaratinguetá/SP
372,6 mm Bragança/PA
344,8 mm Cananéia/SP
328,4 mm UHE Tucuruí/montante/PA
324,2 mm Peruíbe/centro/SP
316,8 mm PCH Parecis/jusante/MT
315,8 mm Bela Vista do Maranhão/MA
305,8 mm UHE Jubá/montante/MT
223,3 mm Ubatuba/Rio Escuro/SP

Vale destacar também os grandes volumes que caíram na primeira quinzena de março de 2026 na rergião das Cidades Históricas, em Minas Gerais. O Cemadem regitrou cerca de 291 mm em Mariana/centro, 237 mm em Ouro Preto/Amarantina

Mais de 200 mm em 15 dias em SP

São Paulo foi um dos estados onde mais choveu no Brasil na primeira quinzena de março, com mais de 100 mm em muitos locais. Em áreas próximas a Minas Gerais, no extremo norte do estado e pelo litoral, o volume de chuva na primeira quinzena de março de 2026 superou os 200 mm. A chuva da primeira quinzena de março superou ou ficou muito próxima da média histórica para o mês, pois a média de precipitação para março varia de 180 mm a 220 mm, em praticamente todas as regiões paulistas.
Confira alguns acumulados de chuva elevados registrados em SP na primeira quinzena de março de 2026

324,2 mm Peruíbe/centro
267,7 mm Serra Negra
251,8 mm CGH Socorro/Jusante
238,8 mm Jales
227,6 mm Nova Granada
223,3 mm Ubatuba/Rio Escuro
214,8 mm Jarinu
214,0 mm Itatiba
208,1 mm Amparo
206,7 mm Estrela D’Oeste
203,8 mm Guaraci

Na cidade de São Paulo, choveu de 100 a quase 200 mm em vários bairros. Na zona norte, o Instituto nacional de meteorologia registrou 110,8 mm no Mirante de Santana, que corresponde a quase metade da média histórica de precipitação para março, que é de 229 mm. O Cemaden registrou 192 mm no bairro Jabaquara.

Capitais mais chuvosas na primeira quinzena de março de 2026

As capitais mais chuvosas na primeira quinzena de março foram Belém, São Luís e Macapá, pois sentiram diretamente a atuação das áreas de instabilidade da Zona de Convergência Intertropical.
Vale destacar também Rio Branco, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Cuiabá e Goiânia que acumularam entre 100 e 200 mm na primeira quinzena de março. Em algumas destas capitais, o acumulado de chuva da primeira quinzena de março ficou próximo da média ou correspondeu a pelo menos à metade da média para o mês.
(valores aproximados; medições do Cemaden e do Inmet)
286 mm Belém (média para março: 506 mm)
239 mm São Luís (média para março: 453 mm)
210 mm Goiânia/Perim (média para março: 258 mm)
204 mm Belo Horizonte/Cercadinho (média para março: 197 mm)
199 mm Cuiabá/Centro de Saúde (média para março: 233 mm)
192 mm São Paulo/Jabaquara (média para março: 229 mm)
157 mm Fortaleza/João XXIII (média para março: 385 mm)
154 mm Rio Branco (média para março: 286 mm)

Na cidade do Rio de Janeiro, segundo o Sistema Alerta Rio, da prefeitura do Rio de Janeiro, a média de precipitação para março é de 137 m. Em 11 das 33 estações de controle, choveu mais de 68 mm na primeira quinzena de março, o que corresponde a metade da média. O maior acumulado foi de 107 mm, na Rocinha.


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