São Paulo tem julho mais chuvoso desde 1943

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Água escorrendo das paredes na cidade de São Paulo, dentro de casa, como se estivesse chovendo, e não tinha cano furado. Lama no interior de São Paulo em julho? Situações como estas são totalmente estranhas e incomuns em julho, um tradicionalmente de seca. Em geral, quase não chove. Muitas áreas no interior do Estado de São Paulo estão acostumadas a passar duas semanas ou mais sem uma gota de chuva. O que está acontecendo?

É chuva demais, é umidade demais! Desde 1943, nunca choveu tanto em julho na cidade de São Paulo, como está sendo observado em 2009. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, do dia 1 de julho até 9 horas do dia 27 de julho, já foram acumulados 163 milímetros no Mirante de Santana, a estação meteorológica que faz as medições de referência na cidade de São Paulo. O total de chuva de julho de 2009 superou os 153 milímetros registrados em 1976, até então o julho mais chuvoso no Mirante. A média de chuva para julho é de aproximadamente 40 milímetros. A média é o valor normal, um número calculado considerando o total de chuva que caiu em todos os meses de julho desde 1943 até 2008. Em alguns anos choveu mais, em outros menos. Numa situação rara não choveu nada, como aconteceu em julho de 2008. O total acumulado no Mirante foi zero. Mas em outros anos, a chuva é mais do que excessiva, como está acontecendo neste julho de 2009.

Até agora foram 5 frentes frias em julho que realmente mudaram o tempo na cidade de São Paulo. Mas duas delas foram fortes e provocaram uma quantidade de chuva muito acima do normal. A primeira frente fria forte deu chuvarada entre os dias 10 e 13 de julho. A segunda, a chuva volumosa dos últimos dias, entre os dias 23 e 26 de julho.

A “água minando das paredes dentro de casa”  foi consequência do excesso de umidade e do relativo aquecimento que ocorreu no domingo. No sábado, a temperatura no aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de São Paulo, não passou dos 14ºC. No domingo chegou a 21ºC. No Campo de Marte, na zona norte, aconteceu a mesma coisa: 16ºC de máxima no sábado e 22ºC no domingo.

O ar extremamente úmido e mais aquecido se condensou ao entrar em contato com superfícies mais frias, onde a temperatura estava menor do que a do ar. O resultado visível da condensação da umidade foram as gotinhas de água nas paredes, como se ela estivesse suando. Vemos isto diariamente dentro do banheiro, após um banho quente. O vapor quente que fica espalhado dentro do banheiro entra em contanto com o azulejo frio, que fica cheio de gotinhas de água.

A chuva vai parar? Não. Ainda não. Ventos marítimos continuam trazendo umidade para a Grande São Paulo, o que mantém a formação de nuvens, o ar muito úmido. Na quarta-feira, outra frente fria passa pelo litoral paulista e o tempo fica até mais chuvoso na quinta e na sexta-feira. A roupa não vai secar direito, a sensação de desconforto será grande.



Esse post foi publicado de segunda-feira, 27 de julho de 2009 às 13:16, e arquivado em São Paulo.
Última modificação: segunda-feira, 27 de julho de 2009 às 13:16

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