O Mar Vermelho, entre a África e a Arábia Saudita, foi coberto por densas cortinas de areia no sábado passado, 24 de julho. Foi mais uma tempestade de areia, que é um grande levantamento de areia do deserto provocada por ventos fortes. O vento também faz o paredão de poeira se movimentar.
A imagem abaixo foi capturada pelo sensor MODIS do satélite Terra, operado pela NASA/Estados Unidos. Além do manto uniforme de areia que se espalhou pelo Mar Vermelho, no momento da imagem, a areia soprava do continente para o mar como se fossem jatos saindo de uma mangueira.
Na parte inferior da imagem, os jatos de areia (plumas) saíram do Sudão. Na parte superior, a pluma mais densa vinha do deserto do Saara.
No dia 25 de julho, do outro lado, na costa oeste da África, a areia do Saara era expelida sobre o Oceano Atlântico Norte. É como se fosse uma massa de ar empoeirada, quente e seca, que sai do Saara para o Atlântico Norte. Esse ar empoeirado viaja, em geral, de 3 a 5 dias sobre o Atlântico. As correntes de ar superior levam a poeira até a Amazônia e estudos científicos já comprovaram que os grãos de areia do Saara têm um papel importante na formação de grandes nuvens que provocam tempestades sobre o norte do Brasil. Esses jatos de areia passam com certa frequência sobre as ilhas Canárias e as ilhas Cabo Verde.
Tags: África, Arábia Saudita, Internacional, Mar Vermelho, tempestade de areia
Esse post foi publicado de terça-feira, 27 de julho de 2010 às 15:33, e arquivado em Nacional.
Última modificação:
terça-feira, 27 de julho de 2010 às 15:33
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