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Risco de chuva forte em todo o litoral do Nordeste
quinta-feira, 5 de março de 2015

Na sexta-feira (06) são esperados temporais em toda a faixa leste do Nordeste. São esperados grandes volumes de chuva que podem acarretar em alagamentos e inundações. A chuva vem com forte intensidade e há a possibilidade de raios.

Nas imagens do satélite meteorológico é possível ver o avanço das instabilidades para o litoral norte do Nordeste e a chegada de grandes nuvens também do recôncavo baiano até o litoral de Alagoas.

Clique na imagem e veja o satélite para todo o Brasil

A presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e da Onda de Leste ainda favorecem o desenvolvimento de grandes nuvens que são capazes de trazer os temporais para todo o litoral do Nordeste.

Clique na imagem e veja a previsão de chuva para todo o Brasil

No sábado (07) a tendência é de enfraquecimento das correntes de vento úmida. A chuva já volta a ocorrer de forma rápida e isolada.

O meteorologista César Soares comentou a chegada das áreas de instabilidade associadas a presença da Zona de Convergência Intertropical no Climatempo News.

Veja também: Chuva no Brasil nas últimas semanas de verão

 

Halo solar: um arco-íris abraça o sol em São Paulo
quinta-feira, 5 de março de 2015

As nuvens cirrustratos que se espalharam pelo céu de São Paulo nesta quinta-feira, 5 de março de 2015, permitiram a formação do halo solar. 

O bonito fenômeno se parece com um arco-íris fraco ao redor do sol, como se estivesse fazendo uma brincadeira de roda com o sol. O sol fica no centro e o halo faz a roda .

 

Halo solar em São Paulo (SP) 5-3-2015, por Cesar Soares

 

Halo Solar fotografado em São Paulo em 5 de março de 2015, por volta das 10 horas, no bairro do Jaraguá. Foto de Alvaro Mecelis

 

Cirrustratos: a nuvem que forma o halo

O halo solar só se forma na presença de uma camada de nuvens do tipo cirrustratos. Estas nuvens são classificadas como “nuvens altas” e são compostas basicamente por pequeninos cristais de gelo que interagem com a luz do sol criando o halo. Os cristais de gelo funcionam como prismas que refletem e refratam várias vezes a luz do sol, separando a luz branca que vem do sol em suas diversas cores.

Imagem de satélite mostra a fina camada de nuvens altas sobre São Paulo, por volta das 11 horas, que gerou o halo solar em 5 de março de 2015

 

Halo lunar

A lua cheia na presença das nuvens cirrustratos também pode gerar um halo e será chamado de halo lunar. Só acontece com a lua cheia. Hoje é dia de lua cheia! Será que teremos também um halo lunar?

A luz do sol interage com as gotas de chuva, com as gotículas e pequenos cristais de gelo que compõem as nuvens e também com outras partículas que estão suspensas no ar, como a poeira.  A luz pode ser refletida ou absorvida, entra e sai das gotinhas de água que estão no ar.

Essa interação resulta em bonitos fenômenos ópticos na atmosfera como a irisação, o arco-íris, o halo solar, o halo lunar e muitos outros .

 

Irisação em Uruguaiana (RS), em 2 de março de 2014, por Valdemir Gonçalves

 

 

Já fotografou o tempo hoje?

 

 

Chuva no BR nas últimas semanas de verão
quarta-feira, 4 de março de 2015

O verão chega ao fim no dia 20 de março às 19h45, no horário de Brasília. Como será a distribuição de chuva nos últimos momentos da estação chuvosa?

Os próximos 15 dias mostram bastante chuva em áreas do Sudeste, Centro Oeste, litoral norte do Nordeste e na Região Norte. Os tons em verde indicam acumulados de chuva que podem chegar aos 150mm acumulados.

Áreas do centro-leste da Bahia, de Aracaju, Sergipe, Rio Grande do Sul e centro-leste de Santa Catarina terão pouca chuva registrada ao longo do período. Mas a chuva que ocorre nas demais áreas também não ocorre durante todo o período.Até o dia 9 de março a tendência é de bastante chuva sobre o Estado de São Paulo, Paraná, centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, onde os volumes podem alcançar os 150mm. Os volumes de chuva não serão tão elevados em áreas da Bahia,, Alagoas e Sergipe onde os volumes acumulados dificilmente chegam aos 30mm.

Os volumes de chuva sobre a Região Sul diminuem muito até o dia 14 de março, especialmente sobre o Estado do Rio Grande do Sul. O oeste paulista também já começa a ter uma condição de pouca chuva. Toda a faixa leste e litoral norte do Nordeste dificilmente terão acumulados de chuva que cheguem aos 30mm, o que mostra uma ausência de sistemas grandes que organizem instabilidades, como por exemplo a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ou os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN).

O grande problema dos relação à chuva fica por conta da última semana de verão, a tendência é de um início de semana com pouca chuva na maior parte do Sudeste, onde os volumes de chuva ficam na casa dos 30mm na maior parte da Região. Vale do Ribeira e do Paraíba em São Paulo ainda terão mais chuva. Nestas áreas os volumes podem alcançar os 70mm.

Áreas do Centro-Oeste e do Sul também terão uma redução no volume de chuva. Confira a previsão de chuva completa para os próximos 15 dias com o meteorologista César Soares no Climatempo News! Veja no vídeo abaixo!

Onda de leste provoca temporais no Nordeste
terça-feira, 3 de março de 2015

A chuva chegou com forte intensidade à diversas áreas nordestinas ao longo do início desta semana. No norte do Nordeste a chuva se deve a já conhecida Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que mesmo enfraquecida ainda é capaz de trazer chuva para o Maranhão, Piauí e Ceará. As correntes de vento úmido vindos de leste também provocam chuva no litoral leste do Nordeste e serão reforçadas ao longo dos próximos dias devido a presença de uma onda de leste.

Nas imagens do satélite meteorológico é possível verificar o avanço de tais instabilidades do oceano se aproximando da costa leste nordestina, os tons em azul indicam a presença de grandes nuvens que são capazes de provocar temporais.

A chuva já cai com forte intensidade em áreas do Piauí, em Paulistana o volumes acumulado de chuva entre a madrugada e a manhã da terça-feira (03) já totaliza 70mm.

Clique na imagem e veja o satélite de todo o Brasil

Ao longo dos próximos dias a tendência é de mais chuva para o leste do Nordeste devido ao avanço de tais instabilidades vindas do oceano. Alerta para temporais a partir da quarta-feira (04) entre o Rio Grande do Norte, leste da Paraíba e Pernambuco. Na quinta-feira (05) o leste de Alagoas e Sergipe também deverão receber os temporais.

Na sexta-feira (06) todo o leste nordestino tem o risco de fortes pancadas de chuva com grandes volumes acumulados que são capazes de provocar alagamentos e inundações.

As áreas do litoral norte continuam com muitas nuvens e pancadas de chuva devido a presença da Zona de Convergência Intertropical.


Veja também a previsão de chuva ao longo dos próximos 15 dias para todo o Brasil!

Balanço geral das chuvas de Fevereiro
domingo, 1 de março de 2015

O mês de Fevereiro chegou ao fim neste último sábado. De maneira geral, sabemos que as chuvas mais generalizadas ocorrem nos meses de verão, pois são os mais úmidos do nosso País. Por outro lado, o último verão foi marcado por seca em grande parte do Brasil e o deste ano não começou diferente.

No mês de Fevereiro, climatologicamente, os maiores acumulados de chuva se concentram ainda sobre o Norte do país. Em algumas áreas do sudeste do Amazonas e nordeste do Pará, os acumulados de chuva chegam a ultrapassar 400 mm! Enquanto grande parte do Norte do país representa a região mais úmida, a região mais seca se concentra sobre o interior do Nordeste, especialmente sobre as áreas do agreste e do sertão, onde os acumulados de chuva chegam a ficar abaixo dos 100 mm.

No mapa abaixo é possível verificar como se dá a distribuição de chuvas sobre o Brasil no mês de Fevereiro. Para a confecção do mesmo, leva-se em consideração 30 anos de dados, chegando assim à média climatológica de determinada região.

 

Esta imagem representa, portanto, o que normalmente ocorre sobre o Brasil no mês de Fevereiro. Mas sabemos que a atmosfera não é estática, é dinâmica, e por isto mesmo, este padrão pode não se repetir todos os anos. Foi o que aconteceu neste ano e no anterior. Novas configurações atmosféricas vêm mudando a distribuição das chuvas nos últimos anos, afetando, portanto a regularidade das chuvas.

Nas imagens a seguir podemos observar a chuva total acumulada durante o mês à esquerda, enquanto na direita, vemos a anomalia deste valor se comparado à média climatológica (mapa acima).

É possível observar que os maiores acumulados de chuva se concentraram sobre o estado do Amapá, a região sudeste do Amazonas, nas áreas entre o sul do Pará e o oeste de Mato Grosso, bem como no litoral do Paraná e norte do Maranhão. Se compararmos com a média climatológica, embora os acumulados muitas vezes não sejam correspondentes, é possível observar que o padrão neste caso se manteve (áreas onde mais chove).

Por outro lado, analisando apenas o mapa de anomalia, vemos que de maneira geral, as chuvas ficaram muito abaixo da média em grande parte do País, e que em apenas algumas áreas a média foi atingida ou superada. É possível observar esta padrão no Sul do país, como no litoral curitibano, onde os acumulados ficaram acima dos 100 mm, no oeste de Goiás, onde foram acumulados entre 50 e 100 mm, no centro-norte e leste de de Minas Gerais e principalmente no interior da Bahia. Olhando para o primeiro mapa apresentando vemos que no interior baiano, foram acumulados entre 50 e 100 mm a mais do esperado (entre 50 e 100 mm), totalizando acumulados de até 150 mm em diversos municípios.

Muito embora na cidade de São Paulo a média climatológica tenha sido superada, de maneira geral, os acumulados de chuva ficaram abaixo do esperado entre a faixa leste, central e norte, como é possível verificar na imagem acima.

Fevereiro terminou com chuva abaixo da média nos seguintes Estados:

SUDESTE:

Leste, região central e norte de São Paulo (de maneira geral); Rio de Janeiro; Triângulo e Zona da Mata mineira; Espírito Santo.

SUL:

Rio Grande do Sul; sul e centro-oeste de Santa Catarina; centro-oeste do Paraná.

CENTRO-OESTE:

Centro-sul e norte de Mato Grosso do Sul, bem como o sudoeste do Estado;  quase toda a totalidade de Mato Grosso; norte e leste de Goiás, incluindo o Distrito Federal.

NORTE:

Em quase todos os Estados, com exceção de alguns municípios do: sudoeste do Amazonas; oeste do AC; sul e noroeste do Pará; interior do Macapá.

NORDESTE:

Interior do Pernambuco; norte e oeste do Maranhão; grande parte do Piauí; interior do Rio Grande do Norte; leste da Paraíba; extremo oeste e noroeste da Bahia.

 

Crise energética: chuva de fevereiro trouxe pequeno alívio

Nordeste pode esperar por mais chuva em março?

Previsão da chuva no Brasil para março

 

Dia de muita chuva em Fortaleza, Natal e João Pessoa
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Áreas de instabilidade continuam ativas sobre várias estados do Nordeste e provocam mais chuva nesta quarta-feira. Mas agora a situação é de alerta para muita chuva na faixa litorânea entre o Ceará e a Paraíba. Nuvens carregadas começaram a se espalhar sobre estas regiões na noite de ontem e hoje deve permanecer paradas por muitas horas provocando chuva constante.

Com a chuva persistente, até com forte intensidade em algumas horas, os volumes acumulados vão ser elevados até a noite desta quarta-feira. O excesso de chuva pode causar alagamentos e outros transtornos nas áreas urbanas. Além disso, há risco também de raios e de rajadas de vento moderadas a fortes. A situação é de alerta também para as capitais Fortaleza, Natal e João Pessoa.

Segundo informações do Cemaden, entre 6 horas do dia 24 e 6 horas de 25 de fevereiro, algumas regiões de Natal já haviam acumulado 49 mm de chuva. Em Fortaleza, o acumulado máximo neste período foi de 36 mm e na região de João Pessoa, 31 mm.

As imagens de satélite mostram parte da evolução das áreas de instabilidade entre o Ceará e a Paraíba.

24 de fevereiro de 2015 às 19h15

25 de fevereiro de 2015 às 00h45

25 de fevereiro de 2015 às 04h45

 

 

 

Como será a chuva de março no Nordeste?

Chuva cai forte sobre o Nordeste
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Chuvas volumosas voltaram a ser registradas em diversas áreas do Nordeste neste início de semana. Pelas medições do Instituto Nacional de Meteorologia choveu 104,6 mm sobre Parnaíba, no litoral do Piauí, entre 20 horas do dia 22 e 20 hora do dia 23 de fevereiro. No mesmo período, choveu 68,4 mm sobre Jacobina, na Bahia, mas quase toda a chuva caiu na tarde desta segunda-feira. Em Turiaçu, no litoral do Maranhão, foram acumulados 99,5 mm entre 9 horas do domingo e 9 horas desta segunda-feira. Na semana passada, entre os dias 18 e 19, cidade maranhense de Bacabal recebeu quase 144 mm de chuva e sobre Caxias caíra, 133 mm. No Carnaval, a chuva causou transtornos em Maceió, Recife e em Fortaleza.

 

Nordeste pode esperar por mais chuva em março?

Os meses de março e abril marcam o pico do período chuvoso na porção norte do Nordeste e também em parte do Norte do Brasil. Fevereiro deve terminar com chuva abaixo da média, apesar da chuva forte que vem ocorrendo na última semana. Qual a expectativa para o restante do período chuvoso no Nordeste? A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ainda poderá trazer chuvas volumosas para a Região? Confira a análise do meteorologista Alexandre Nascimento em conversa com a meteorologista Josélia Pegorim.

 

 

VCAN provoca chuva no Nordeste

As áreas de instabilidade estão sendo geradas pela atuação de um vórtice ciclônico de altos níveis (VCAN), fenômeno meteorológico relativamente comum no verão. Apesar de fortes, as chuvas que estão ocorrendo sobre o Nordeste não são generalizadas e não há garantia de que caiam sobre os açudes. O quadro de seca infelizmente não se altera.

Até a quarta-feira, as pancadas vão continuar ocorrendo no litoral e interior de todos os estados e podem ser fortes e com raios. Porém, as áreas de instabilidade enfraquecem a partir de quinta-feira diminuindo as condições para chuva.

Risco de chuva forte entre o Natal e Recife

Há uma preocupação com a intensificação das áreas de instabilidade que já entre Natal e Recife. Estas duas capitais, João Pessoa, e as demais áreas no leste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco devem ficar em atenção para a chuva forte e volumosa entre esta terça-feira e tarde de quarta-feira.

Nos mapas, as manchas em amarelo, laranja e vermelho entre o litoral do Rio Grande do Norte e o litoral de Pernambuco representam chuva moderada a forte.

 

O que é o VCAN?

O VCAN é uma circulação especial de ventos observada em torno dos 10 mil metros de altitude. Os ventos giram no sentido horário em torno de um centro fazendo um círculo completo de 360 graus. Mas este movimento horário do ar ocorre numa grande área. As nuvens crescem na parte que está longe do centro do VCAN.

Nas imagens de satélite é possível perceber este giro horário provocado pelo VCAN observando o movimento das nuvens que estão na costa leste do Nordeste. Repare como as bandas de nuvens tendem a  girar da esquerda para a direita.

 

 

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O que vem por aí…
domingo, 22 de fevereiro de 2015

Nesta semana os destaques ficam por conta dos extremos de chuva no Brasil. Parte do Sudeste e Nordeste terão pouca chuva, enquanto áreas do Sul e do Norte voltam a ter chuva volumosa.

Região Sul

Na última semana já choveu muito no Sul do Brasil. Primeiro a chuva atingiu o Paraná, provocando muitos estragos especialmente na região norte do Estado. No final da semana a chuva castigou a região sul de Santa Catarina, com acumulados de 200 milímetros em apenas 72 horas, de acordo com medições da Epagri/Ciram.

Nesta semana a chuva não dá trégua. A semana começa com instabilidades em níveis médios e baixos da atmosfera, reforçadas por uma frente fria na quarta-feira. Durante os próximos dias há previsão de chuvas fortes e volumosas, que podem vir com raios e rajadas de vento. Os maiores acumulados devem acontecer no centro-oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. Atenção para o nível do rio Uruguai, que pode subir. A população deve ficar atenta aos avisos da Defesa Civil.

Região Sudeste

A massa de ar seco que ganhou força no Sudeste neste fim de semana vai enfraquecer, mas a chuva ainda é escassa no centro-norte de Minas Gerais e no Espírito Santo. A partir de quarta-feira os temporais voltam a atingir São Paulo, Rio de Janeiro e entre o Triângulo Mineiro e a Zona da Mata. Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer na áreas entre São Paulo e Minas Gerais e na Zona da Mata mineira.

Região Centro-Oeste

A semana começa com sol e calor no Centro-Oeste. A previsão é de chuva isolada, que fica mais intensa e generalizada a partir de quinta-feira. No final da semana há risco de temporais e os maiores acumulados de chuva são esperados para o centro-norte de Goiás e no Distrito Federal.

Região Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical se intensifica nesta semana na costa norte do Nordeste. Os modelos numéricos de previsão de tempo indicam chuva volumosa no Maranhão, no Piauí, no norte do Ceará e no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, inclusive nas capitais. Já na Bahia e no interior da Região a chuva vai diminuindo ao longo da semana.

Região Norte

A chuva ainda acontece com frequencia no Norte do País nesta semana, e vem acumulando grandes volumes. Apenas o norte de Roraima a região central do Pará é que recebem menos chuva. No Acre e no Amazonas, os rios Acre e Madeira estão com nível muito elevado e já causam inundações em várias cidades. Com a previsão de mais chuva para esta semana, os dois Estados ficam em alerta para mais transtornos. A população deve ficar atenta aos avisos da Defesa Civil.

Energia: situação é crítica apesar da chuva
sábado, 21 de fevereiro de 2015

O mês ainda não acabou e a chuva de fevereiro já supera a média em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Regiões importantes e estratégicas para a geração de energia hidrelétrica, como a região dos rios Grande e Paranaíba, entre o sul de Goiás, o Triângulo Mineiro e o norte de São Paulo, e também o Sul de Minas Gerais receberam mais chuva do que o normal para o mês.

 

Anomalia de chuva até o dia 21 de fevereiro de 2015: os tons de azul indicam que choveu acima da média

 

As precipitações acima da média refletiram positivamente na geração de energia, mas a situação ainda é muito crítica.  A luz no fim do verão continua fraca. Falta um mês para terminar a estação mais chuvosa do ano  e as previsões para março não são muito animadoras.

Observe as tabelas abaixo e confira a análise do meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento, especialista em previsão climática e consultor para o setor de energia.

“A chuva aumentou sobre o subsistema SE/CO e a vazão (afluência) também subiu bastante em relação ao final de janeiro (e em também relação a fevereiro do ano passado), mas ainda está bem abaixo do normal (MLT). Já o armazenado está muito baixo (menor do que o observado no ano do apagão). Ponto de partida muito pior do que em 2014 deve dificultar a recuperação dos reservatórios, mesmo com expectativa de um DEZ/JAN/FEV/MAR um pouco melhor do que o quadrimestre anterior. Não teremos recuperação satisfatória dos reservatórios do Sudeste.

 

Fonte: ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico

 

O Sul está sem problemas e continua exportando bastante energia e “salvando” o Sudeste do país. A situação confortável dos reservatórios do Sul está diretamente relacionada com a chuva volumosa e muito acima da média em dezembro de 2014 e em janeiro de 2015.

O Norte preocupa. Está muito abaixo do normal em relação à vazão e ao armazenamento. A chuva está bem abaixo do normal e há uma grande possibilidade de neste ano o reservatório de Tucuruí não verter (ou sangrar) como acontece todos os anos. O Norte exporta energia e ajuda o Nordeste, mas com a situação atual, pode não conseguir manter este “socorro” durante o período seco.

O Nordeste continua péssimo e não deve mudar muita coisa nos próximos meses.”

 

 

A maior parte da energia consumida no Brasil é gerada pela água nas hidroelétricas construídas nos grandes rios que cortam o país.  A maior parte da chuva do ano no Brasil cai durante os meses de verão. A chuva dos meses de verão é mais volumosa na maior parte do país e por isto é tão importante que volume de chuva desta estação fique pelo menos dentro da normalidade.

 

Araguari (MG) por do sol em 24-1-2015 por Thiago Santos Silva Ferreira

 

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O fim do horário do verão altera a previsão do tempo?
sábado, 21 de fevereiro de 2015

Neste domingo, 21 de fevereiro de 2015, termina o período do horário de verão no Brasil. Os relógios nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem ser atrasados em 1 hora a partir da zero hora deste domingo. No Norte e no Nordeste não há necessidade de fazer este ajuste dos relógios, pois estas Regiões não adotaram o horário de verão.

 

Quando verão vai terminar?

O que termina neste fim de semana é o horário de verão, mas estação do ano, verão, só vai terminar no dia 20 de março, às 19h45, pelo horário de Brasília.  A dia e horário do início da estações do ano é feita pode cálculos matemáticos astronômicos e pode ser conhecidas com muitos anos de antecedência. Estes cálculos, como os cálculos e observações meteorológicas não levam em conta o horário de verão.

 

O que muda na previsão do tempo com o fim do horário de verão?

Nada! O horário de verão não interfere na previsão de chuva ou de sol, do dia da chegada de uma massa polar ou de uma área de baixa ou de alta pressão atmosférica. Mas muitos meteorologistas não gostam do horário do verão. A mudança forçada do horário do relógio atrapalha o dia a dia de quem faz monitoramento e previsão do tempo.

Os relógios mudaram no horário de verão, mas os dados meteorológicos continuaram sendo coletados no horário solar natural. Para dimensionar o aquecimento do ar e fazer a previsão das temperaturas, diariamente os meteorologistas já precisam ter bastante atenção com a hora do relógio em cada parte do país por causa dos fusos horários que existem no Brasil. Durante o horário de verão, tudo fica um pouco confuso. A avaliação das temperaturas mínima e máximas do dia fica mais complicada. O horário de verão é incômodo para o trabalho do meteorologista, mas não altera a previsão do tempo.

São os meteorologistas que determinam o horário de verão?

Não. Nem os meteorologistas e nem os astrônomos. O horário de verão é determinado pelo governo federal. O decreto número 6558, de 8 de setembro de 2008, determinou que o horário de verão no Brasil começa sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Veja a o decreto aqui. Só o governo federal pode mudar o início e o fim do horário de verão .

 

Por que o Brasil adota o horário de verão?

O horário de verão é adotado para economizar energia. A ideia é fazer com que as pessoas aproveitem mais a luz natural do sol, as horas de dia. No centro-sul do Brasil, o número de horas de sol aumenta durante o verão e começamos a usar a luz artificial mais tarde.

Com o horário de verão, o pico de maior uso de energia elétrica é melhor distribuído diminuindo o risco de um colapso do sistema energético.

 

Por que os estados do Norte e Nordeste não entram no horário de verão?

Estas Regiões não adotam o horário de verão porque o horário do nascer e do por-do-sol quase não varia no decorrer do ano. Na maioria das áreas do Norte e do Nordeste, a hora do nascer e do por-do-sol nos dias de verão é praticamente igual à hora do nascer e do por-do-sol no inverno.

 

Saquarema (RJ) fim do por do sol em 16-1-2015 por Helio C Vital_interna

 

 

Confira a previsão para os próximos dias na Região Centro-Oeste, na Região Norte, na Região Nordeste, na Região Sudeste e na Região Sul.

 

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