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Chuva=água=energia
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Apagão, racionamento, nível de reservatório, crise hídrica, seca.

Em 2014, estas palavras ficaram cada vez mais comuns nas conversas diárias da população brasileira de todas as Regiões do Brasil, e não apenas do Nordeste, onde a seca é comum e grave. O ano de 2015 começou com o legado da seca de 2014 e as previsões dos mais variados setores da sociedade são sombrias.

O Brasil é fortemente dependente da chuva para toda a movimentação da economia. A geração de energia elétrica no país é quase 70% produzida por hidrelétricas, que usam a água para movimentar as turbinas. Essa água é a das quedas d´águas de enormes rios que temos espalhados pelo país.  Temos rios em abundância e muita água, mas é preciso que chova para manter estes rios e tudo funcionando. No cenário atual,  economizar água é também economizar energia.

 

O coração da crise hídrica  pela qual passa o Brasil está na falta de chuva em quantidade normal e suficiente do verão de 2013/2014. Não uma chuva qualquer, mas a chuva do verão. Não choveu no verão, ou a chuva que caiu ficou muito abaixo da média.

Janeiro é um dos meses mais chuvosos  em grande parte do Brasil mas vai terminar com muito menos chuva do que deveria. Temos uma chance de chuva ainda em fevereiro e em março. Depois fica mais difícil chover.

Entenda porque é a chuva do verão que não pode faltar.

 

Saiba porque o verão de 2015 terá pouca chuva no Brasil

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Entenda o bloqueio atmosférico de 2015

 

Sem ZCAS e sem ZCIT
terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) são dois sistemas meteorológicos típicos do verão. Eles são responsáveis por uma grande porção do volume de chuva que ocorre durante o verão na maioria das áreas do Norte, do Nordeste, do Centro-Oeste e do Sudeste. A ZCAS traz a chuva volumosa para o Sudeste e para o Centro-Oeste. A (ZCIT) é responsável pela maior parte da chuva anual do Nordeste e do Norte do Brasil.

Uma combinação de fatores relacionados com a temperatura da água em determinadas regiões dos oceanos Pacífico e Atlântico dificulta a formação destes dois importantes sistemas meteorológicos provedores de chuva.

Entenda porque as condições oceânicas e atmosféricas não estão favoráveis para a atuação destes sistemas neste verão.

O mapa mostra a anomalia (diferença entre a média e a situação real observada) da temperatura da superfície da água do mar. Os tons de azul indicam que a água está com temperatura abaixo do normal (anomalia negativa); o tons em vermelho-laranja indicam que a água do mar está com temperatura acima do normal (anomalia positiva).

 

 

Entenda a situação observada no início de janeiro de 2015

Em 1: bolha de água quente que é comum no Pacífico Sul estava numa posição mais próxima da América do Sul, o que dificulta e enfraquece as massas polares que tentam avançar sobre a Argentina.

Consequência: as frentes frias neste verão tendem a ser mais fracas do que o normal. Menos frentes frias conseguem chegar ao Sudeste.

Em 2: a extensa faixa de água quente entre a região de Buenos Aires e o Rio de Janeiro, e que se prolonga pelo Atlântico Sul até a África, atua como uma barreira que dificulta a passagem do ar polar das frentes frias.

Consequência: poucas frentes frias conseguem ter força para passar por esta barreira; menos frentes frias conseguem chegar ao Sudeste.

Em 3: as águas do oceano Atlântico entre o Rio Grande do Norte e o Amapá estão com temperatura abaixo da média (frias).

Consequência: com a água fria, a evaporação sobre o mar é menor; a água fria diminui a convecção.

Os gráficos explicam como é o processo normal de alimentação e distribuição de umidade sobre o Brasil feita pelos ventos Alíseos e pelo jato subtropical.

 

O meteorologista Alexandre Nascimento explica a condição oceânica que enfraquece a atuação da ZCIT.  Em seguida, a meteorologista Patricia Madeira explica a relação entre a diminuição do suprimento de umidade para a Amazônia e formação da ZCAS.

 

 

Muita chuva na Bahia
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Diversas áreas de instabilidade avançam pelo oeste e litoral da Bahia favorecendo a formação de grandes nuvens carregadas e provocando chuva com grande volume acumulado.

Os volumes acumulados de chuva no período de 24 horas se elevaram e chegaram a ultrapassar os 50mm em cidades como Barreiras e Marau. Ao longo do dia, há previsão para novas pancadas de chuva que podem novamente acarretar em grandes volumes acumulados.

As imagens do satélite meteorológico mostram o avanço das nuvens carregadas nos tons em azul e branco avançando principalmente sobre o oeste da Bahia.

Clique na imagem e veja imagens de satélite de todo o Brasil

Segundo informações das estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em Marau choveu 54mm entre às 9h da manhã de domingo (25) e 9h da manhã de segunda-feira (26). Em Barreiras o acumulado de chuva foi de 68,4mm, mas este volume foi acumulado das 22h do domingo até às 9h da manhã de segunda-feira, isto é, a chuva se concentrou principalmente entre a noite, madrugada e início da manhã. Em Santa Rita de Cássia, oeste da Bahia, a chuva se concentrou entre a madrugada e manhã de segunda-feira, os acumulados já alcançam os 43,4mm.

A presença de um Vórtice Ciclônico nos Altos Níveis Atmosféricos (VCAN) com centro no norte da costa nordestina, auxilia na organização de áreas de instabilidade vindas do interior, favorecendo o desenvolvimento de grandes nuvens que acabam provocando muita chuva.

A circulação de ventos nos baixos níveis atmosféricos, aproximadamente 2 km de altura com relação à superfície, transporta um ar mais úmido que também provoca o desenvolvimento de grandes nuvens.

Volumes diminuem com enfraquecimento da chuva ao longo da semana

As áreas de instabilidade vão perder o suporte dos ventos em níveis baixos atmosféricos. Dessa forma a tendência é que a chuva diminua de volume a partir da terça-feira (27) mesmo com a presença do Vórtice Ciclônico nos níveis altos atmosféricos, aproximadamente 12 km de altura com relação à superfície.

A chuva vai ocorrer em forma de rápidas pancadas e a partir da quarta-feira (28) o ar seco já ganha força e desfavorece as condições para chuva.

Sudeste tem mais pancadas de chuva
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A frente fria que trouxe chuva e diminuiu o calor na Região Sudeste já se afastou para alto mar. Um sistema de baixa pressão atmosférica que se formou sobre o mar, entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, após a passagem desta frente fria também já se afastou.  Mas o Sudeste ainda tem umidade e calor que vão permitir a formação de áreas de instabilidade nos próximos dias.  O mais importante é não há mais uma situação de bloqueio atmosférico.

O fim de semana será marcado por sol, calor e várias pancadas de chuva sobre o Sudeste, em geral à tarde e à noite. Porém, o centro-norte de Minas Gerais, o Espírito Santo e o norte do Rio de Janeiro serão as áreas menos favorecidas com as pancadas de chuva.

 

 

Até quarta-feira, mais as pancadas de chuva vão ocorrer em diversas áreas do Sudeste, mas o sol e o calor também estarão presentes. Há risco de temporais. Com a chuva e o aumento da nebulosidade, o calor volta ao normal e a temperaturas não vão ficar tão altas como vem ocorrendo desde o início de janeiro.

Mais duas frentes frias devem chegar ao Sudeste até o começo de fevereiro. Confira a previsão da chuva para o Brasil para os próximos 15 dias.

 

 

Teremos mais apagões?

Você vê Vênus ao anoitecer, mas o “senhor dos anéis”, só de madrugada

Saiba como se proteger dos raios!

Entenda o bloqueio atmosférico de 2015

 

Arco-íris em Taguaí (SP) em 23-1-2015 por Andre Costa

Vênus ao anoitecer e o “senhor dos anéis” na madrugada
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Olhar para o céu e saber onde estão algumas estrelas, nebulosas, planetas e até cometas pode ser bem menos complicado do que você imagina. É preciso saber para qual região do céu olhar e também a que horas. Assim como sol, os outros objetos celestes também têm hora para nascer e se por.

Vênus, o mais brilhante de todos os planetas, aparece logo ao anoitecer. Mas se você quer ver Saturno, o senhor dos anéis, é preciso esperar a madrugada. E as cores dos planetas? Alguns são avermelhados e outros amarelados. O cometa Lovejoy está visível a olho nu e aparece como uma mancha esverdeada.

Dá para ver muita coisa a olho nu, mas melhor ainda com um binóculo ou um telescópio, mas se as nuvens deixarem.

Lua e Vênus em Cachoeira Paulista (SP), 8 de setembro de 2013, por Shyko Nakano

 

Neste fim de semana, as pancadas de chuva poderão ocorrer durante a tarde e em parte da noite em quase todo o Brasil. Mas a chuva à noite não vai se prolongar por muito tempo. A maior chance de chuva prolongada à noite é sobre os Estados da Região Norte e em Mato Grosso. O melhor tempo para ver os astros deve ser o sul do Rio Grande do Sul, onde não deve chover.

Assim, com pouco de paciência, espere a chuva passar que a nebulosidade diminui. Depois, olhos para o céu e divirta-se! Os astros dão show de graça!

No Momento Astronômico você encontra muito mais informações sobre astronomia.

O professor Marcos Calil dá todas as dicas de onde, como e a que horas observar vários planetas. Será que dá para ver os anéis de Saturno a olho nu?

 

 

O que você precisa antes de comparar seu primeiro telescópio

Como comprar um binóculo para astronomia? Custa menos do que você imagina!

Cometa Lovejoy: a referência no fim do vídeo ainda serve para este fim de semana. Você precisa achar as Três Marias, deslocar o ponto de visão um pouco para baixo e achar a estrela Aldebaran e depois, bem perto, as Plêiades. O cometa está perto.

Ar polar ainda influencia o centro-sul do Brasil
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Atualizado às 11h10 de 23 de janeiro de 2015

O ar frio polar ainda influencia áreas do centro-sul do Brasil e impede que o calorão volte . A madrugada desta sexta-feira foi com mais recordes de frio. Na cidade de São Paulo, a temperatura mínima foi de 18,5°C, segundo do Inmet.  Embora enfraquecidos, os ventos frescos  desta massa polar chegaram até no Centro-Oeste.

No Sul, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou nesta sexta-feira 7,0°C em Bom Jardim da Serra, na região serrana de Santa Catarina.

 

 

Veja algumas temperaturas amenas na Região Sudeste

 

 

A temperatura começou a baixar ontem e bateu recordes de madrugadas e tardes mais frescas do ano no centro-sul do Brasil, mas no centro-norte tivemos recordes de calor.

Confira os recordes de 2015 observados em 22 de janeiro de 2015. Os dados são das estações meteorológicas convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia.

Porto Alegre: 17,8°C – menor temperatura mínima

Florianópolis: 25,8°C – menor temperatura máxima

Curitiba: 17,1°C menor temperatura mínima

São Paulo:  26,1°C – menor temperatura máxima, em 23/1/2015 18,5°C de temperatura mínima, a menor do ano

Goiânia: 19,4°C – menor temperatura mínima

São Luis: 26,2°C – maior temperatura mínima

Maceió: 23,4°C – igualou o recorde de maior temperatura mínima observado em 13 de janeiro

Fortaleza: 25,7°C – – igualou o recorde de maior temperatura mínima observado em 17 de janeiro

Natal: 26,4°C 0 – – igualou o recorde de maior temperatura mínima observado em 19 de janeiro

João Pessoa: 31,2°C – – igualou o recorde de maior temperatura máxima observado em 16, 17 e 20 de janeiro

O ar polar já se afasta do centro-sul do Brasil nesta sexta-feira. O dia amanhece com temperatura amena em muitas áreas do Sul, mas a tarde é quente. A tendência é de elevação da temperatura no fim de semana.

Em Curitiba e em São Paulo, a madrugada de sexta-feira deve ser a mais fresca de 2015.

Curitiba (PR): amanhecer em 12-22-2014 por Marcio Morel

 

Acumulado de chuva para os próximos 7 dias
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

É verão e altas temperaturas são observadas em todo o Brasil. A procura por coco aumenta e o município de Japoatã, leste de Sergipe, é quem lucra com o forte calor. A demanda é alta e a safra esta no seu ponto alto. Para garantir que não falte água no coqueiral, é usado um sistema de irrigação. A água é bombeada dos reservatórios, que são abastecidos pelo Rio São Francisco. Neste ano, a produção na região deve chegar a 15 milhões de cocos, 2 milhões a mais que em 2014.

Confira qual será a tendência do acumulado de chuva para os próximos dias em todo o Brasil.

Calor bateu recorde no fim de semana
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O fim de semana de 17 e 18 de janeiro foi muito quente no Brasil e várias capitais brasileiras registraram recordes de calor. Algumas capitais tiveram no fim de semana a madrugada mais quente do ano e outras a tarde mais quente.

 

 

 

Confira os recorde com as  temperaturas registradas nas estações meteorológicas convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia

Porto Alegre (RS)

Maior temperatura mínima de 2015 em 18/1: 25,4°C (madrugada mais quente – igualou o recorde de 7/1)

Curitiba (PR)

Maior temperatura mínima de 2015 em 17/1: 22,4°C (madrugada mais quente)

São Paulo (SP)

Maior temperatura máxima de 2015 em 17/1 e quarta mais alta para um dia de janeiro, desde o início das medições em 1943: 35,7°C

Brasília (DF)

Maior temperatura máxima de 2015 em 18/1: 31,1°C (tarde mais quente)

Goiânia (GO)

Maior temperatura máxima de 2015 em 18/1: 36,2°C ( igualou o recorde de 14/1 – tarde mais quente)

Recife (PE)

Maior temperatura máxima de 2015 em 18/1: 31,4°C (igualou o recorde de 4/1 – tarde mais quente)

Maior temperatura mínima de 2015 em 18/1: 25,2°C (madrugada mais quente)

São Luis (MA)

Maior temperatura mínima de 2015 em 18/1: 26,0°C (igualou recorde de 12/1 – madrugada mais quente)

 

A semana começou fervendo no centro-sul do Brasil, mas vai terminar fresca com a entrada do ar polar que vai ajudar a baixar a temperatura. Uma grande frente fria chega ao Brasil associada com uma massa polar que terá força para enfraquecer a massa quente e seca que vem predominando sobre o país. Esta nova frente fria vai ajudar a formar mais nuvens e estimular a ocorrência de chuva inclusive na Região Sudeste.

A previsão é de que esta nova frente fria comece a influenciar o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, 19, e na quarta-feira, 21, já esteja no litoral paulista. Mas antes do ar polar entrar, ainda temos chance de recordes de calor!

 

Bloqueio da ASAS enfraquece esta semana
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O calorão já incomoda. A falta de chuva frequente agrava a cada dia os problemas causados pela chuva escassa durante o ano de 2014. O medo de racionamento de água e de energia já está no ar.

A falta de chuva, o excesso de calor, o ar seco são consequências de uma mesma situação meteorológica: um bloqueio atmosférico que vem desviando as frentes frias (e o ar polar) na altura do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O bloqueio acontece por causa da posição e intensidade atípicas, para esta época do ano, da (ASAS) –  alta pressão subtropical do Atlântico Sul. A ASAS é um dos grandes sistemas de pressão semi permanentes da circulação geral da atmosfera. Ele existe sempre, apenas muda de posição de intensidade ao longo do ano.

 

 

 

As frentes não conseguem chegar ao Sudeste. O bloqueio também vem dificultando o crescimento das nuvens e diminuiu o vento. A combinação de vento fraco com um maior número de horas de sol forte aumenta o calor.

O bloqueio atmosférico deve ser parcialmente rompido esta semana permitindo que uma frente fria chegue ao litoral do Rio de Janeiro facilitando a ocorrência de chuva em muitas áreas da Região Sudeste. Mesmo assim, a chuva não será generalizada e o fato do bloqueio da ASAS enfraquecer não é garantia de normalização das condições meteorológicas do verão. A marca do verão de 2015 também será muito calor e pouca chuva, como o verão de 2014.

A meteorologista Josélia Pegorim explica como o atual bloqueio da ASAS será enfraquecido nos próximos dias.

 

 

O bloqueio da ASAS poderá voltar outras vezes durante o verão de 2015?

 

 

Rio de Janeiro (RJ) 5-12-2014 por Hélio C. Vital

 

 

Como será a chuva no Brasil até o fim de janeiro?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O bloqueio atmosférico gerado pela forte atuação da ASAS (alta pressão subtropical do Atlântico Sul) está deixando o Sudeste e muitas áreas do Centro-Oeste com muito menos chuva do que o normal para esta época do ano. Com as frentes frias sendo bloqueadas no extremo sul do Brasil e o calor intenso, os estados da Região Sul estão tendo dias de temporais. No Rio Grande do Sul, 2015 começou com um pico de cheia do rio Uruguai, que á fronteira oeste gaúcha com a Argentina.  Com os temporais frequentes, o nível das águas não baixa.

A falta de chuva também marca este começo de ano no Nordeste. A ZCIT,  Zona de Convergência Intertropical, que em anos normais começa a se aproximar da costa do Nordeste nesta época, e aumenta as condições para chuva, ainda está distante. E o pior: não apresenta sinais ainda de que vai se aproximar. O Norte do Brasil, como Sul, vem tendo chuvas frequentes e volumosas.

O bloqueio atmosférico deve ser parcialmente rompido na próxima semana permitindo que as frentes frias cheguem ao litoral do Sudeste, facilitando a ocorrência de chuva. Mesmo assim, não tem chuva para todos.

 

 

A  meteorologista Josélia Pegorim faz um panorama da distribuição da chuva sobre o Brasil para os próximos 15 dias.

 

Chuva forte sobre Barretos (SP) 21-11-2014 por Fernando Baraldi

 

Entenda as diferenças e semelhanças entre o bloqueio do verão de 2014 e deste verão de 2015