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Por que as noites sem nuvens são mais frias?
sexta-feira, 15 de maio de 2015

Neste fim de semana, várias áreas da Região Sudeste poderão ter madrugadas mais frias do que nos últimos dias por causa do efeito da perda radiativa. As capitais São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória e Brasília podem ter recorde de frio neste fim de semana por causa do ar polar que influencia o centro-sul do Brasil e também por causa deste efeito de perda radiativa.

O que é a perda radiativa?

Quem está no campo sabe que noite de geada é noite de frio, mas estrelada, com poucas nuvens e ar parado. Os dias de verão normalmente são quentes desde o amanhecer, mas as noites de verão com poucas nuvens são mais frescas do que as noites com muitas nuvens e as pancadas de chuva.

A quantidade de nuvens é um importante fator que interfere no aquecimento do ar durante o dia e no resfriamento da atmosfera durante a noite. É um regulador da temperatura!

O resfriamento da atmosfera e do solo é chamado tecnicamente de perda radiativa e acontece durante o dia e também durante a noite. Existe uma constante troca de calor entre o ar e a superfície e também entre o ar e a camada de nuvens que eventualmente está sobre um lugar. O resfriamento noturno está muito relacionado com a formação do nevoeiro do amanhecer e da geada.

 

As nuvens, o solo, as árvores, os prédios, a água, tudo absorve e emite calor, mas de forma, em intensidade e num tempo diferente para tipo de material.

De forma geral, a temperatura do ar na superfície numa noite sem nuvens é menor que numa noite com muitas nuvens. Este efeito ocorre em qualquer lugar do planeta e em qualquer época do ano. Por que isto acontece? Confira a explicação da meteorologista Josélia Pegorim.

 

Vai esfriar mais na segunda quinzena de maio?

 

 

Como o El Niño vai influenciar o Brasil?
sexta-feira, 8 de maio de 2015

O El Niño está aí. Os principais centros de análise e monitoramento do clima no planeta já concordam que todas as condições técnicas para o estabelecimento do fenômeno estão sendo observadas. A expectativa é de que antes do fim de maio se anuncie a confirmação definitiva de um novo evento El Niño.

Embora o fenômeno ocorra no oceano Pacífico, na região entre a Austrália, a Indonésia e a costa oeste da América do Sul, o El Niño interfere nas características climáticas de várias regiões do planeta.

Os efeitos variam de uma região para outra. O El Niño pode trazer chuva ou seca. Pode fazer com que uma estação do ano fique mais quente do que o normal.

 

A intensidade dos efeitos varia conforme a intensidade e o tipo do fenômeno. Há o El Niño Canônico e o El Niño Modoki. As consequências de um El Niño Canônico são mais definidas, melhor determinadas. Os principais efeitos no Brasil são o aumento da chuva na Região Sul e diminuição da chuva no Nordeste. Já quando ocorre um Modoki, expressão que quer dizer “parecido, mas não igual”, os efeitos no clima são suavizados.

O El Niño está aí, mas por quanto tempo ele vai atuar? Qual o tipo de El Niño que está sendo esperado? Será forte ou fraco? Em quais estações do ano o fenômeno vai influenciar o Brasil?

Você vai saber todas as respostas na conversa entre as meteorologistas da Climatempo Josélia Pegorim e Patricia Madeira, que é especialista em análise e previsão climática. Confira!

 

 

Entenda o fenômeno El Niño

Como fica o frio de 2015 com um El Niño

Um El Niño poderia aliviar a seca da Califórnia?

Climatempo Consultoria

El Niño está aí!
quinta-feira, 7 de maio de 2015

Depois de previsões frustradas no ano passado, tudo indica que um novo evento do fenômeno  El Niño finalmente se estabeleceu.

Os principais centros meteorológicos de análise e monitoramento do clima do planeta concordam que as condições para a ocorrência de um fenômeno El Niño estão satisfeitas.

No final de abril, os meteorologistas australianos aumentaram a probabilidade da formação de um El Niño e o nível de monitoramento passou de “watch” para “alert”. A batida final do martelo confirmando definitivamente que o El Niño está ocorrendo será dada antes do fim do maio.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno oceânico-atmosférico de escala global. Um aquecimento anormal de uma extensa porção da água do mar na região do oceano Pacífico equatorial, entre a Austrália, a Indonésia e a costa oeste da América do Sul causa mudanças no padrão dos ventos e da pressão atmosférica nestas áreas.

O problema é que estas alterações desencadeiam  muitas outras mudanças no comportamento dos ventos, da pressão, da chuva e da temperatura em diversas outras regiões do planeta. O El Niño tem o poder de mudar as características climáticas de estações do ano em várias áreas do planeta.

 

As condições

O aumento da temperatura da água do mar numa parte do Pacífico é a característica mais conhecida e imediata do El Niño. Mas só isto não basta. Para dizermos que o fenômeno está ocorrendo, várias condições precisam ser observadas ao mesmo tempo e por um determinado período de tempo.

 

A mudança dos ventos Alísios, a convecção sobre a Indonésia, a relação entre a pressão atmosférica no Tahiti, na Indonésia, e em Darwin, na Austrália, alterações na emissão da radiação de onda longa (OLR, outgoing longwave radiation, na sigla em inglês), mudanças no nível do mar são outras condições que devem ser observadas para se determinar um El Niño.

 

http://www.climatempoconsultoria.com.br/

A meteorologista Josélia Pegorim entrevista a meteorologista Patricia Madeira, uma das especialistas da Climatempo em análise e previsão climática. Patricia explica como estas alterações oceânicas-atmosféricas devem ocorrer para que um El Niño se forme.

Confira e aumente seus conhecimentos sobre o El Niño.

 

Veja também

Como o El Niño vai atuar nos próximos meses no Brasil?

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A primeira grande onda de frio 2015 vem aí
quarta-feira, 15 de abril de 2015

Atualizado às 22h40 de 16/04/2015

Na segunda-feira, 13 de abril, as simulações da temperatura feitas em super computadores para a época do fim de semana prolongado de Tiradentes indicaram uma massa polar moderada a forte sobre centro-sul do Brasil. A maior queda da temperatura prevista era para o Sul do Brasil e para o estado de Mato Grosso do Sul, onde os termômetros poderiam baixar para menos de 10°C durante o feriado. Um pouco do frio chegaria até o Acre e de forma suavizada, o ar polar também causaria queda da temperatura em parte do Sudeste e do Centro-Oeste após o dia 20 de abril.

As novas simulações feitas ontem e também nesta quinta-feira, 16 de abril, diminuíram muito o frio do fim de semana prolongado. Nos mapas, as cores representam temperaturas estimadas para 9 horas da manhã do dia 21 de abril. Quanto mais verde e azul, mais frio. O mapa da esquerda é a previsão que foi feita no dia 13, para o dia 21 de abril para o Sul do Brasil. O mapa da direita mostra a previsão feita no dia 16 de abril para o dia 21 de abril. No dia 13, o frio de 10°C já seria sentido na fronteira com o Uruguai, mas a estimativa atual é de temperatura em torno dos 18°C.

Porém, as mesmas simulações atmosféricas indicaram uma outra massa polar muito mais forte e que deve avançar sobre o Brasil logo depois do feriado do dia 21.

Esta nova massa polar dever ser a primeira grande onda de frio de 2015, com potencial para provocar frio intenso no Sul, até com possibilidade de temperaturas abaixo de zero grau e geada. Tudo indica que o ar polar começa a atuar forte sobre o Sul do Brasil já no dia 22 de abril

Todo centro-sul do Brasil poderá estabelecer novos recordes de frio.

Confira a nova análise da meteorologista Josélia Pegorim, com dados atualizados de 16 de abril.

 

 

Confira a previsão para o fim de semana prolongado de Tiradentes com Maira Di Giaimo.

Centro-sul do Brasil terá pouca chuva
quarta-feira, 8 de abril de 2015

Os modelos de previsão não indicam muita chuva ao longo dos próximos 15 dias para a maior parte do Centro-Sul do Brasil. Tanto o Sudeste quanto o Sul terão o predomínio de um ar mais seco e pouca passagem de frentes frias o que contribui para a diminuição dos volumes acumulados de chuva e favorece o predomínio de tempo firme com muito sol.

Até o fim de semana áreas do leste da Bahia terão muita chuva que pode acarretar em mais alagamentos e transtornos para a população.

O meteorologista César Soares comentou sobre a distribuição de chuva para todo o Brasil no Climatempo News. Confira!

Recordes de frio no Sudeste
quarta-feira, 8 de abril de 2015

A massa de ar polar provocou a queda da temperatura mínima em diversas do centro-sul do Brasil. Nesta época do ano, outono, é bastante comum a presença de massas de ar com frio moderado que incentivam as primeiras quedas de temperatura do ano.

Tanto que 3 das 4 capitais do Sudeste tiveram a menor temperatura mínima de 2015 registrado na manhã da quarta-feira (08).

São Paulo teve novamente a manhã mais fria do ano, batendo o valor obtido na terça-feira (07) quando foi observado 16,1°C. O Rio de Janeiro bateu o recorde de manhã mais fria de 2015 observado em 04 de abril. A capital mineira, Belo Horizonte também teve a manhã mais fria do ano nesta quarta-feira com 17,3°C, o recorde anterior era de 17,9°C que foi observado em 07 de fevereiro.

Mais sol e menos frio

A massa de ar polar vai perder força ao longo dos próximos dias, mas não significa que vai chover. O ar seco ainda persiste e vai impedir a presença de nuvens carregadas que consigam provocar chuva. O sol forte vai favorecer a elevação da temperatura especialmente no período da tarde. Com os ventos mudando novamente de direção, a temperatura mínima também vai subir um pouco.

Grande SP com ar seco e muito sol
quarta-feira, 1 de abril de 2015

As áreas de instabilidade se afastaram da Grande São Paulo e o sol predomina. A temperatura sobe rápido e faz muito calor. Nas imagens do satélite meteorológico é possível verificar o afastamento das áreas de instabilidade.

Clique na imagem e acompanhe as imagens de satélite para todo o Brasil

Nesta quarta-feira (01) não há previsão de chuva e o céu azul já predomina na cidade de São Paulo, como o meteorologista César Soares fotografou pela manhã no bairro da Vila Mariana próximo à sede da Climatempo.

#fotografeotempo por César Soares. Clique na imagem e veja como enviar a sua fotografia para o site da Climatempo

Ar seco predomina até sexta-feira

O ar mais seco vai predominar sobre a Grande São Paulo pelo menos até a próxima sexta-feira (03). O sol vai aparecer forte e o calor predomina. As pancadas de chuva não devem acontecer em toda a Região Metropolitana.

Veja também: São Paulo tem março mais chuvoso em 9 anos

No fim de semana, a partir de sábado (04) as chances de chuva aumentam. A meteorologista comenta sobre as condições do tempo para todo o Estado de São Paulo nos próximos dias.

Semana de nevoeiro no Sul do Brasil
terça-feira, 31 de março de 2015

Já diz o ditado: “Neblina que baixa é sol que racha”! E nesta terça-feira (31) o dia começou com nevoeiro em diverdas da Região Sul do Brasil. Mas o dito popular estará presente nas manhãs desta semana. A Região Sul tem condições para a presença de nevoeiro pelo menos até a próxima sexta-feira.

Na imagem do satélite meteorológico é possível ver a presença de nuvens baixas no leste do Rio Grande do Sul, sul de Santa Catarina e em algumas áreas do Paraná. As ramificações observadas na imagem do satélite principalmente sobre áreas do Paraná, representam os rios que cortam o Estado que possuem uma superfície mais quente do que a atmosfera logo acima favorecendo a ocorrência do fenômeno.

 

Clique na imagem e veja o satélite de todo o Brasil

Os aeroportos de Cataratas em Foz do Iguaçu/PR e Tancredo Thomas de Faria em Guarapuava registraram a presença de nevoeiro às 9h da manhã.

A semana terá tempo firme, sol forte e calor em toda a Região Sul. O ar seco predomina e poucas nuvens conseguem se formar. Pelo menos até a sexta-feira (03) o predomínio será de muito sol e o nevoeiro ainda pode aparecer durante às manhãs.

Quer saber mais sobre o nevoeiro? Então confira o explicando o tempo com a Maria Clara e saiba muito mais sobre este fenômeno!

Por que você deve torcer por um El Niño?
sexta-feira, 27 de março de 2015

O El Niño é um fenômeno oceânico-atmosférico que modifica o padrão de chuva e de temperatura em diversas regiões do Brasil e do planeta Terra.

Os efeitos mais comuns do El Niño no Brasil são aumento da chuva na Região Sul e seca no Nordeste.  A previsibilidade da chuva sobre as Regiões Centro-Oeste e Sudeste é baixa numa situação de El Niño. O maior efeito do fenômeno nestas Regiões é aumentar a temperatura.

Há uma possibilidade da formação de um El Niño no decorrer deste outono, a partir de maio de 2015.

Mancha em tons de vermelho na costa do Peru indicam que a temperatura da água do mar está mais alta do que o normal. Este é um dos sinais positivos para um evento El Niño.

O verão de 2015 não teve a secura do verão de 2014, mas terminou devendo chuva em grande do Brasil. Nos primeiros dias do outono foram observados eventos de chuva forte e volumosa em todas as Regiões do Brasil, mas em breve e a atmosfera começa a secar. A “torneira do céu” deve fechar já na segunda quinzena de abril. Isto significa que daqui para frente passaremos por meses de pouca chuva, com a estiagem do outono-inverno.

Durante o período normal de estiagem do outono-inverno, a atmosfera sobre o Brasil esfria e perde umidade, fica seca. Estes dois fatores causam redução da chuva, pois dificultam o crescimento das grandes nuvens que provocam as tempestades. Nos meses de outono-inverno, os eventos de chuva especialmente sobre o Sudeste e no Centro-Oeste, ficam cada vez mais dependentes da passagem das frentes frias. A redução natural da chuva vai fazer com que os reservatórios para geração de energia e para abastecimento de água para as populações voltem a baixar naturalmente, até chegarmos ao novo período chuvoso que será o verão de 2015/2016.

Entenda porque no cenário atual um El Niño seria bom para o Brasil. A meteorologista Patricia Madeira explica porque precisamos torcer para que um El Niño aconteça este ano.

 

El Niño: agora vai?

Como fica o frio de 2015 se tivermos um El Niño?

 

Luzes do outono
terça-feira, 24 de março de 2015

Ela não e tão forte, não é tão direta. A luz do outono é especial.

O por do sol e o nascer do sol no outono são mais bonitos. As cores do amanhecer e do entardecer nos dias de outono são mágicas.

Estes são apenas alguns comentários que já fizemos ou ouvimos sobre as cores do céu de outono.  Inspire-se em algumas imagens que foram compartilhadas com a Climatempo neste comecinho de outono.

#F o t o g r a f e o t e m p o

 

Joaçaba (SC): amanhecer de 23-3-2015 por Chami

Extrema (MG) em 24-3-2015 por Carlos

Brasilândia (MS): por do sol sobre o rio Paraná em 24-3-2015 por Fabio Frank

 

Itumirim (MG): por do sol de 24-3-2015 por Fabricio

Guarujá (SP): amanhecer de 24-3-2015 por Sergio Kamada

Presidente Epitácio (SP) por do sol sobre o rio Paraná em 24-3-2015 por Aparecido D Pereira

 

Quixadá (CE) rampa de vôo livre em 24-3-2015 por Demetrio

#F o t o g r a f e o t e m p o 

Por que ocorrem as estações do ano?

A ZCIT e os temporais no Nordeste