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Sudeste tem mais pancadas de chuva
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A frente fria que trouxe chuva e diminuiu o calor na Região Sudeste já se afastou para alto mar. Um sistema de baixa pressão atmosférica que se formou sobre o mar, entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, após a passagem desta frente fria também já se afastou.  Mas o Sudeste ainda tem umidade e calor que vão permitir a formação de áreas de instabilidade nos próximos dias.  O mais importante é não há mais uma situação de bloqueio atmosférico.

O fim de semana será marcado por sol, calor e várias pancadas de chuva sobre o Sudeste, em geral à tarde e à noite. Porém, o centro-norte de Minas Gerais, o Espírito Santo e o norte do Rio de Janeiro serão as áreas menos favorecidas com as pancadas de chuva.

 

 

Até quarta-feira, mais as pancadas de chuva vão ocorrer em diversas áreas do Sudeste, mas o sol e o calor também estarão presentes. Há risco de temporais. Com a chuva e o aumento da nebulosidade, o calor volta ao normal e a temperaturas não vão ficar tão altas como vem ocorrendo desde o início de janeiro.

Mais duas frentes frias devem chegar ao Sudeste até o começo de fevereiro. Confira a previsão da chuva para o Brasil para os próximos 15 dias.

 

 

Teremos mais apagões?

Você vê Vênus ao anoitecer, mas o “senhor dos anéis”, só de madrugada

Saiba como se proteger dos raios!

Entenda o bloqueio atmosférico de 2015

 

Arco-íris em Taguaí (SP) em 23-1-2015 por Andre Costa

Vênus ao anoitecer e o “senhor dos anéis” na madrugada
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Olhar para o céu e saber onde estão algumas estrelas, nebulosas, planetas e até cometas pode ser bem menos complicado do que você imagina. É preciso saber para qual região do céu olhar e também a que horas. Assim como sol, os outros objetos celestes também têm hora para nascer e se por.

Vênus, o mais brilhante de todos os planetas, aparece logo ao anoitecer. Mas se você quer ver Saturno, o senhor dos anéis, é preciso esperar a madrugada. E as cores dos planetas? Alguns são avermelhados e outros amarelados. O cometa Lovejoy está visível a olho nu e aparece como uma mancha esverdeada.

Dá para ver muita coisa a olho nu, mas melhor ainda com um binóculo ou um telescópio, mas se as nuvens deixarem.

Lua e Vênus em Cachoeira Paulista (SP), 8 de setembro de 2013, por Shyko Nakano

 

Neste fim de semana, as pancadas de chuva poderão ocorrer durante a tarde e em parte da noite em quase todo o Brasil. Mas a chuva à noite não vai se prolongar por muito tempo. A maior chance de chuva prolongada à noite é sobre os Estados da Região Norte e em Mato Grosso. O melhor tempo para ver os astros deve ser o sul do Rio Grande do Sul, onde não deve chover.

Assim, com pouco de paciência, espere a chuva passar que a nebulosidade diminui. Depois, olhos para o céu e divirta-se! Os astros dão show de graça!

No Momento Astronômico você encontra muito mais informações sobre astronomia.

O professor Marcos Calil dá todas as dicas de onde, como e a que horas observar vários planetas. Será que dá para ver os anéis de Saturno a olho nu?

 

 

O que você precisa antes de comparar seu primeiro telescópio

Como comprar um binóculo para astronomia? Custa menos do que você imagina!

Cometa Lovejoy: a referência no fim do vídeo ainda serve para este fim de semana. Você precisa achar as Três Marias, deslocar o ponto de visão um pouco para baixo e achar a estrela Aldebaran e depois, bem perto, as Plêiades. O cometa está perto.

Ar polar ainda influencia o centro-sul do Brasil
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Atualizado às 11h10 de 23 de janeiro de 2015

O ar frio polar ainda influencia áreas do centro-sul do Brasil e impede que o calorão volte . A madrugada desta sexta-feira foi com mais recordes de frio. Na cidade de São Paulo, a temperatura mínima foi de 18,5°C, segundo do Inmet.  Embora enfraquecidos, os ventos frescos  desta massa polar chegaram até no Centro-Oeste.

No Sul, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou nesta sexta-feira 7,0°C em Bom Jardim da Serra, na região serrana de Santa Catarina.

 

 

Veja algumas temperaturas amenas na Região Sudeste

 

 

A temperatura começou a baixar ontem e bateu recordes de madrugadas e tardes mais frescas do ano no centro-sul do Brasil, mas no centro-norte tivemos recordes de calor.

Confira os recordes de 2015 observados em 22 de janeiro de 2015. Os dados são das estações meteorológicas convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia.

Porto Alegre: 17,8°C – menor temperatura mínima

Florianópolis: 25,8°C – menor temperatura máxima

Curitiba: 17,1°C menor temperatura mínima

São Paulo:  26,1°C – menor temperatura máxima, em 23/1/2015 18,5°C de temperatura mínima, a menor do ano

Goiânia: 19,4°C – menor temperatura mínima

São Luis: 26,2°C – maior temperatura mínima

Maceió: 23,4°C – igualou o recorde de maior temperatura mínima observado em 13 de janeiro

Fortaleza: 25,7°C – – igualou o recorde de maior temperatura mínima observado em 17 de janeiro

Natal: 26,4°C 0 – – igualou o recorde de maior temperatura mínima observado em 19 de janeiro

João Pessoa: 31,2°C – – igualou o recorde de maior temperatura máxima observado em 16, 17 e 20 de janeiro

O ar polar já se afasta do centro-sul do Brasil nesta sexta-feira. O dia amanhece com temperatura amena em muitas áreas do Sul, mas a tarde é quente. A tendência é de elevação da temperatura no fim de semana.

Em Curitiba e em São Paulo, a madrugada de sexta-feira deve ser a mais fresca de 2015.

Curitiba (PR): amanhecer em 12-22-2014 por Marcio Morel

 

Acumulado de chuva para os próximos 7 dias
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

É verão e altas temperaturas são observadas em todo o Brasil. A procura por coco aumenta e o município de Japoatã, leste de Sergipe, é quem lucra com o forte calor. A demanda é alta e a safra esta no seu ponto alto. Para garantir que não falte água no coqueiral, é usado um sistema de irrigação. A água é bombeada dos reservatórios, que são abastecidos pelo Rio São Francisco. Neste ano, a produção na região deve chegar a 15 milhões de cocos, 2 milhões a mais que em 2014.

Confira qual será a tendência do acumulado de chuva para os próximos dias em todo o Brasil.

Calor bateu recorde no fim de semana
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O fim de semana de 17 e 18 de janeiro foi muito quente no Brasil e várias capitais brasileiras registraram recordes de calor. Algumas capitais tiveram no fim de semana a madrugada mais quente do ano e outras a tarde mais quente.

 

 

 

Confira os recorde com as  temperaturas registradas nas estações meteorológicas convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia

Porto Alegre (RS)

Maior temperatura mínima de 2015 em 18/1: 25,4°C (madrugada mais quente – igualou o recorde de 7/1)

Curitiba (PR)

Maior temperatura mínima de 2015 em 17/1: 22,4°C (madrugada mais quente)

São Paulo (SP)

Maior temperatura máxima de 2015 em 17/1 e quarta mais alta para um dia de janeiro, desde o início das medições em 1943: 35,7°C

Brasília (DF)

Maior temperatura máxima de 2015 em 18/1: 31,1°C (tarde mais quente)

Goiânia (GO)

Maior temperatura máxima de 2015 em 18/1: 36,2°C ( igualou o recorde de 14/1 – tarde mais quente)

Recife (PE)

Maior temperatura máxima de 2015 em 18/1: 31,4°C (igualou o recorde de 4/1 – tarde mais quente)

Maior temperatura mínima de 2015 em 18/1: 25,2°C (madrugada mais quente)

São Luis (MA)

Maior temperatura mínima de 2015 em 18/1: 26,0°C (igualou recorde de 12/1 – madrugada mais quente)

 

A semana começou fervendo no centro-sul do Brasil, mas vai terminar fresca com a entrada do ar polar que vai ajudar a baixar a temperatura. Uma grande frente fria chega ao Brasil associada com uma massa polar que terá força para enfraquecer a massa quente e seca que vem predominando sobre o país. Esta nova frente fria vai ajudar a formar mais nuvens e estimular a ocorrência de chuva inclusive na Região Sudeste.

A previsão é de que esta nova frente fria comece a influenciar o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, 19, e na quarta-feira, 21, já esteja no litoral paulista. Mas antes do ar polar entrar, ainda temos chance de recordes de calor!

 

Bloqueio da ASAS enfraquece esta semana
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O calorão já incomoda. A falta de chuva frequente agrava a cada dia os problemas causados pela chuva escassa durante o ano de 2014. O medo de racionamento de água e de energia já está no ar.

A falta de chuva, o excesso de calor, o ar seco são consequências de uma mesma situação meteorológica: um bloqueio atmosférico que vem desviando as frentes frias (e o ar polar) na altura do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O bloqueio acontece por causa da posição e intensidade atípicas, para esta época do ano, da (ASAS) –  alta pressão subtropical do Atlântico Sul. A ASAS é um dos grandes sistemas de pressão semi permanentes da circulação geral da atmosfera. Ele existe sempre, apenas muda de posição de intensidade ao longo do ano.

 

 

 

As frentes não conseguem chegar ao Sudeste. O bloqueio também vem dificultando o crescimento das nuvens e diminuiu o vento. A combinação de vento fraco com um maior número de horas de sol forte aumenta o calor.

O bloqueio atmosférico deve ser parcialmente rompido esta semana permitindo que uma frente fria chegue ao litoral do Rio de Janeiro facilitando a ocorrência de chuva em muitas áreas da Região Sudeste. Mesmo assim, a chuva não será generalizada e o fato do bloqueio da ASAS enfraquecer não é garantia de normalização das condições meteorológicas do verão. A marca do verão de 2015 também será muito calor e pouca chuva, como o verão de 2014.

A meteorologista Josélia Pegorim explica como o atual bloqueio da ASAS será enfraquecido nos próximos dias.

 

 

O bloqueio da ASAS poderá voltar outras vezes durante o verão de 2015?

 

 

Rio de Janeiro (RJ) 5-12-2014 por Hélio C. Vital

 

 

Como será a chuva no Brasil até o fim de janeiro?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O bloqueio atmosférico gerado pela forte atuação da ASAS (alta pressão subtropical do Atlântico Sul) está deixando o Sudeste e muitas áreas do Centro-Oeste com muito menos chuva do que o normal para esta época do ano. Com as frentes frias sendo bloqueadas no extremo sul do Brasil e o calor intenso, os estados da Região Sul estão tendo dias de temporais. No Rio Grande do Sul, 2015 começou com um pico de cheia do rio Uruguai, que á fronteira oeste gaúcha com a Argentina.  Com os temporais frequentes, o nível das águas não baixa.

A falta de chuva também marca este começo de ano no Nordeste. A ZCIT,  Zona de Convergência Intertropical, que em anos normais começa a se aproximar da costa do Nordeste nesta época, e aumenta as condições para chuva, ainda está distante. E o pior: não apresenta sinais ainda de que vai se aproximar. O Norte do Brasil, como Sul, vem tendo chuvas frequentes e volumosas.

O bloqueio atmosférico deve ser parcialmente rompido na próxima semana permitindo que as frentes frias cheguem ao litoral do Sudeste, facilitando a ocorrência de chuva. Mesmo assim, não tem chuva para todos.

 

 

A  meteorologista Josélia Pegorim faz um panorama da distribuição da chuva sobre o Brasil para os próximos 15 dias.

 

Chuva forte sobre Barretos (SP) 21-11-2014 por Fernando Baraldi

 

Entenda as diferenças e semelhanças entre o bloqueio do verão de 2014 e deste verão de 2015 

Calor não vai dar trégua no centro-sul do Brasil
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bloqueio das frentes frias

 

O calor continua sendo destaque no Brasil.  O ar polar das frentes frias está sendo bloqueado no centro-sul da Argentina e não tem conseguido chegar nem ao interior da Região Sul do Brasil. Este bloqueio está associado com a forte atuação alta pressão subtropical do Atlântico Sul (ASAS) que se intensificou sobre o país na semana passada. Na quinta-feira, uma frente fria alivia o calor em parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e deve passar muito fraca na divisa de São Paulo com o Paraná. Mas só há expectativa de que uma frente fria consiga avançar pelo litoral paulista após o dia 19 de janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 RJ foi o estado mais quente na segunda-feira

 

 

 

Das 10 maiores temperaturas medidas pela rede de estações meteorológicas automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia em 12 de janeiro, 5 eram no Estado do Rio de Janeiro.Na região do aeroporto Santos Dumont, a sensação térmica ao meio-dia era de 46°C, com temperatura real do ar de 36°C. A temperatura real do ar chegou aos 40,2°C em Seropédia

 

Confira as mais altas temperaturas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul em 12 de janeiro, segundo o Inmet.

 

 

Sensação térmica supera os 40°C

 

No começo da tarde desta segunda-feira, a sensação térmica superava os 40°C em muitas áreas de todas as Regiões do Brasil. O que mais impressionava era a sensação térmica no Sul e em áreas do Sudeste que às 14 horas chegava aos 43°C na cidade do Rio de Janeiro, em Criciúma, no sul de Santa Catarina e em Santos, no litoral de São Paulo nos aeroporto.  No Campo dos Afonsos, na zona oeste do Rio de Janeiro, a temperatura real do ar era de 40°C, com sensação térmica de 43°C. Porém, ao meio-dia, a sensação térmica na região do aeroporto Santos Dumont,  no centro do Rio, chegou aos 46°C, com temperatura real do ar de 36°C,

O Mapa mostra a sensação térmica em alguns aeroportos do Brasil Às 14 horas de 12 de janeiro de 2015.

 

Entenda o que é a sensação térmica 

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Calorão continua sobre o Brasil
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

É verão e o calor predomina! Ainda mais com a presença da Alta Subtropical do Atlântico Sul que favorece o calor no Sudeste, sul da Bahia e de Goiás e no Distrito Federal por duas condições: primeiro porque dificulta a formação de áreas de instabilidade e nebulosidade favorecendo a entrada de um ar mais seco. Segundo também por conta da ausência de nebulosidade, mas devido as frentes frias que não conseguem avançar para áreas do Sudeste e do sul da Bahia organizando nuvens de chuva.

Com a ASAS posicionada mais próxima ao continente, um outro grande sistema típico de verão não consegue se formar, ou seja, não há a presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Clique na imagem e veja as imagens de satélite para todas as regiões do Brasil

Sem fatores para fazer a temperatura cair, a tendência é de que áreas do Centro-Oeste, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e centro-sul da Bahia possam ter recordes de maiores temperatura máxima do ano de 2015 ao longo desta semana.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Os efeitos de um novo bloqueio atmosférico começaram a ser observados sobre o Brasil, em particular sobre os Estados do Sudeste. A semana que começou com a nebulosidade e a chuva de uma frente fria termina com o sol forte, níveis de umidade do ar muito abaixo do normal e um calor excessivo para janeiro.

A população do Espírito Santo, de grande parte de Minas Gerais e do Rio Janeiro arde em calor. Até São Paulo termina a semana com pouca chuva, depois dos temporais dos últimos dias.

Este bloqueio é caracterizado pela forte atuação do sistema de alta pressão subtropical do Atlântico Sul (ASAS) que reduz a umidade do ar e consequentemente a nebulosidade e as condições para chuva.

A sigla ASAS ficou conhecida e foi sendo incorporada nas conversas do dia a dia da população brasileira no ano passado, pois este poderoso sistema de alta pressão atmosférica foi um dos culpados por deixar o Brasil sem chuva no verão 2013/2014. As consequências da falta de chuva do verão passado foram sentidas durante todo o ano de 2014 em todos os setores da economia, continuam em 2015 e ainda serão vividas em 2016.

O verão é a estação mais chuvosa em praticamente todo o Brasil. Um verão com pouca chuva coloca em risco o abastecimento de água e de energia no país.

Quando os meteorologistas começaram a falar que a ASAS ia ficar forte de novo sobre o Brasil, que um novo bloqueio de frentes frias estava para acontecer, a comparação com o que ocorreu no ano passado foi inevitável. Mas a atmosfera está longe de ser uma máquina, que faz tudo igual de um ano para outro. Ela tem ciclos e só alguns já estão compreendidos pelos cientistas.

O bloqueio deste janeiro de 2015 é igual ao de 2014? Quanto tempo vai durar? Quais as consequências deste bloqueio na chuva do verão de 2015? Teremos ainda alguma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) para trazer chuva volumosa?

A meteorologista da Climatempo Patrícia Madeira, analista de tempo e clima, explica o que está acontecendo. Que bloqueio é esse?

 

 

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