Arquivo da Categoria ‘Seca’

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Março seco nas capitais do Nordeste
segunda-feira, 1 de abril de 2013

O mês de março terminou com volumes de chuva muito abaixo do normal em praticamente todas as capitais do Nordeste.  Março é um dos meses do trimestre mais chuvoso do ano na região de São Luís, Teresina e Fortaleza. A chuvarada de 113 milímetros que caiu no fim de semana sobre São Luís, capital do Maranhão, deixou a cidade numa situação menos pior. Mesmo assim, o mês fechou do 24% de chuva abaixo do normal.

 

Em Aracaju, capital de Sergipe, quase não choveu. O total acumulado foi de aproximadamente 11 mm, 93% abaixo do normal.

Em João Pessoa, capital da Paraíba, a situação foi semelhante: a chuva de março ficou 92% abaixo da média.

A situação menos pior foi a de Recife que acumulou aproximadamente 99 mm de chuva, sendo que a média para março fica em torno dos 103 mm.

As perspectivas para abril não são animadoras. Em anos normais, abril ainda reserva chuvas regulares para Natal, Fortaleza, Teresina e São Luís e também ocorre um aumento da chuva na costa leste do Nordeste, no litoral da Paraíba até a Bahia. Mas este ano, o balanço da temperatura das águas dos oceanos Atlântico e Pacífico não estará favorecendo a ocorrência das chuvas. O mês deve terminar com chuva abaixo da média.

Ar seco no Sul do Brasil
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A maior parte do Brasil está sob a influência de ar úmido e quente, que gera muitas nuvens carregadas e chuva frequente. Mas a Região Sul está sob o domínio de uma marra de ar seco. Os níveis de umidade do ar abaixo do normal, para os padrões do verão, inibem a formação das nuvens e ocorrência de chuva. Esta situação pode ser observada na imagem de satélite, no canal visível. Repare como quase todo o Rio Grande do Sul,  Uruguai, o Paraguai e o nordeste da Argentina estão sem os pontos e as manchas brancas, que normalmente indicam nebulosidade. Às 15 horas, na cidade gaúcha de Bagé, na fronteira com o Uruguai, a umidade relativa era de 35%. Em Uruguaiana, a umidade era de 31%. Em Resistência, na Argentina, a umidade era de 36%. O aeroporto de Carrasco, em  Montevideu, capital do Uruguai, registrava apenas 33% de umidade no ar.

A semana segue seca e cada vez mais quente no Sul do Brasil. As condições para chuva aumentam só a partir da tarde de sexta-feira. Atualmente, há necessidade de mais chuva na Região para o bom desenvolvimento da safra de soja e outros grãos.

Estiagem ainda castiga o Nordeste
domingo, 23 de dezembro de 2012

Nada de chuva para o sertão do Nordeste por enquanto. Essa é a notícia mais triste que um meteorologista poderia dar a um nordestino hoje. Grande parte da região sertaneja do Nordeste está enfrentando uma das piores secas dos últimos 30 anos. Nas áreas entre Sergipe, noroeste da Bahia e interior do Ceará, não chove há cerca de um ano. O gado está morrendo de fome e de sede, as plantações estão secas, os açudes também estão secando e a população está sofrendo muitos prejuízos. Em Sergipe, até os animais típicos do sertão estão morrendo. E não é só no interior! Até as regiões litorâneas de Sergipe e Alagoas já sofrem com racionamento de água. Segundo informações da Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL), 36 dos 102 municípios do Estado estão em situação de emergência por conta da estiagem, e até Maceió entrou em rodízio no abastecimento de água no final de novembro.

A figura abaixo mostra a chuva acumulada desde o dia primeiro de janeiro de 2012 até hoje, segundo informações do CPTEC. É possível ver que praticamente não choveu no interior do Nordeste.

O longo período sem chuva acabou secando muito o solo. Toda essa área que está na parte branca da figura acima está com umidade nula no solo. Para que o solo ficasse úmido novamente a ponto de poder plantar, a chuva deveria cair com volumes significativos e com regularidade. Infelizmente não é essa a expectativa para os próximos dias.

Durante essa última semana de dezembro, até pode chover um pouco no Ceará e na Paraíba, mas essa chuva ainda é muito isolada e sem volume expressivo. Entre o Ceará e o Pernambuco, deve a chuva deve voltar um pouco ma frequente no começo de janeiro. Mesmo assim, o acumulado previsto ainda é baixo para o que a região necessita (figura abaixo).

A previsão climática elaborada pelos meteorologistas da Climatempo indicam um janeiro com chuva ainda abaixo da média para a maior parte da Região. Chuva acima da média, apenas nas regiões do litoral e zona da mata entre Alagoas e Rio Grande do Norte.

Chuva fraca no Recôncavo Baiano
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Voltou a chover fraco na manhã desta quarta-feira em algumas cidades do Recôncavo Baiano. Segundo medições das estações automáticas do INMET, choveu 3,8 milímetros em Cruz das Almas e 1,8 milímetros em Feira de Santana. Essa chuva só alivia um pouco a secura do ar, mas não ajuda a repor a umidade no solo, que está muito baixa. A região do Recôncavo vem sofrendo com falta de chuva, apesar de estar próxima ao litoral. Os agricultores da região não devem se animar porque a previsão é de que o tempo volte a secar nos próximos dias.

Seca em Salvador
segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A chuva de novembro aliviou o quadro de seca em muitas áreas da Bahia, mas a região de Salvador continua crítica. A capital baiana tem tido muito menos chuva do que o normal desde o começo do ano. Até abril, que normalmente é época de chuva volumosa, foi de seca este ano. Na escala anual, abril é o segundo mês mais chuvoso em Salvador, com média normal de aproximadamente 322 milímetros. Este ano, pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia, choveu apenas 49 milímetros, 85% menos do que a média. Só a chuva de maio ficou um pouco acima da média. Choveu quase 410 milímetros, 26% acima da média que é de 325 milímetros.

 

A chuva vai continuar escassa na região de Salvador nos próximos dias, mesmo com a frente fria que chegou ao  litoral sul baiano. A circulação dos ventos sobre o Nordeste está criando uma barreira, um bloqueio natural, impedindo que as frentes frias avancem até Salvador.

Novembro seco na maior parte do Rio Grande do Sul
sábado, 17 de novembro de 2012

A primeira quinzena de novembro foi de pouca chuva em quase todo o Estado gaúcho. A expectativa é de que volte a chover de forma isolada entre os dias 22 e 26

Climatologicamente, novembro não é um mês de muita chuva no Rio Grande do Sul, mas esse ano a chuva foi escassa na primeira quinzena do mês. As médias normais de chuva, segundo o INMET, ficam entre 100 e 140 milímetros na maior parte do Estado, e entre 80 e 100 milímetros na faixa leste gaúcha.

Ainda de acordo com medições do INMET, os maiores volumes de chuva foram registrados entre os dias 11 e 14 de novembro em Bagé, no sul gaúcho (40 mm), Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Santana do Livramento (sul/sudeste, entre 25 e 35 mm). Em Iraí também choveu cerca de 40 mm, mas apenas no dia 01 de novembro. Na cidade de Porto Alegre, choveu apenas 10 mm, aproximadamente. As demais regiões gaúchas tiveram pouca ou nenhuma chuva ainda esse mês.

A previsão para a próxima quinzena ainda não é muito animadora. Há previsão de pancadas de chuva mais volumosas entre os dias 22 e 26, aproximadamente, mas que ainda acontecem de forma isolada. Na maior parte do Estado, a chuva ainda será escassa. Confira nos mapas abaixo a previsão de chuva para a próxima quinzena, separada por períodos de 5 dias.

 

Estiagem prolongada no Nordeste
domingo, 28 de outubro de 2012

A chuva no sertão do Nordeste normalmente não acumula grandes volumes. Mas esse ano choveu muito pouco. No começo do ano estávamos sob influência do fenômeno La Niña, que desfavorece a chuva em parte da região Nordeste. Em seguida, começou a época climatologicamente mais seca do ano no sertão, quando praticamente não chove, e com isso a estiagem foi se prolongando. Os mapas abaixo mostram a chuva acumulada na Região desde o dia 01 de janeiro de 2012 até 09 horas da manhã de hoje (28/10/2012) e a média climatológica anual do Brasil.

 

Fonte: Cptec/Inpe

 

Fonte: INMET

 

Normalmente a chuva durante todo o ano acumulado entre 600 e 1000 milímetros na maior parte do sertão nordestino (INMET), mas esse ano o total de chuva acumulado até 28 de outubro não chegava a 400 milímetros, como mostra a figura da esquerda, disponível na página de internet do Cptec/Inpe. A estiagem está prejudicando a população, já que muitas lavouras foram quase totalmente perdidas e o gado está morrendo de fome e de sede.

Para os próximos dias o tempo ainda fica seco e muito quente na Região. Mas há uma luz no fim do túnel para as áreas entre o sertão da Bahia, de Pernambuco e do Piauí. Modelos meteorológicos de previsão de tempo indicam o retorno das pancadas de chuva a partir do dia 02 de novembro, como mostram os mapas abaixo.

   

 

BH sem chuva há 82 dias (MG)
quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Como é comum nessa época do ano, a chuva tem sido escassa na região de Belo Horizonte. A última chuva registrada pelo INMET na capital foi no dia 22 de junho, mas mesmo assim foi muito fraca, acumulando apenas 1,4 milímetros. Hoje, quarta-feira (12), a capital mineira completa 82 dias sem chuva. Em 2011, a capital ficou seca por 86 dias nessa época, sem chuva entre os dias 11 de junho e 07 de setembro. Para a próxima sexta-feira, tem previsão de um pouco de chuva na cidade, mas com acumulado que não deve chegar a 05 milímetros. Depois disso, o tempo seca novamente e a chuva só deve retornar com o início da primavera.

BH sem chuva há mais de 2 meses
quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A região metropolitana de Belo Horizonte vem enfrentando um período longo sem registro de chuva, mas isso é totalmente normal nessa época do ano. Segundo informações do INMET, os meses de junho, julho e agosto são os mais secos do ano, com média climatológica de 14.1, 15.7, e 13.7 milímetros, respectivamente. Ainda de acordo com medições do Instituto, em 2012 apenas o mês de fevereiro teve chuva abaixo da média. Os demais meses tiveram um acúmulo de chuva maior que o normal. Até agora.

A última chuva significativa que caiu na capital mineira aconteceu no dia 07 de junho, com quase 08 milímetros acumulados. No dia 09 ainda choveu quase 05 milímetros. Depois disso, a próxima chuva só caiu entre os dias 21 e 22 de junho, e não chegou a acumular 02 milímetros. Não choveu nada em julho nem em agosto. Assim podemos dizer que BH não vê chuva de verdade desde o começo de junho.

Se compararmos com o ano passado, BH está tendo mais chuva em 2012 do que teve no meio do ano de 2011. Entre maio e setembro de 2011, choveu apenas no dia 10 de junho, acumulando 14 milímetros. E em 2010, também não choveu nenhum dia entre 20 de maio e 08 de setembro.

O mês de setembro já é caracterizado pelo aumento no volume de chuva na capital mineira, mas as pancadas só começam a ser mais frequentes em outubro.

Belo Horizonte e Goiânia há quase 2 meses sem chuva
segunda-feira, 30 de julho de 2012

Seca continua nos próximo dias

Nesta época do ano é comum chover pouco em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil. Em Belo Horizonte esta situação de pouca chuva está sendo observada. Segundo medições do Instituto Nacional de Meteorologia (NMET), a última vez que choveu de forma significativa na capital mineira foi no dia 9 de junho, mas o total acumulado foi de apenas 5 milímetros. Depois disso o ar foi ficando seco. Houve um período de mais umidade nos dias 21 e 22 de junho, mas a chuva acumulada não passou de 2 milímetros, somando os dois dias. Depois disso, nada de chuva. Em julho não caiu nenhuma gota sobre a capital mineira, ainda segundo medições do INMET. Para os próximos quinze dias, a chance de chover em Belo Horizonte é muito pequena.

 

Em Goiânia, capital de Goiás, a situação é muito parecida. A última chuva de verdade registrada na cidade ocorreu no dia 7 de junho, com 8 milímetros acumulados. Depois desse dia, houve apenas dois episódios de mais umidade, mas que não chegaram a acumular nem 2 milímetros (16 e 17 de junho e 17 e 18 de julho). Para a capital goiana, a expectativa é de tempo quente e seco nos próximos quinze dias.