Arquivo da Categoria ‘Sudeste’

+ aumentar e diminuir fonte -
Calor, pancadas de chuva e frente fria no Sudeste
quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Novembro começou com muito mais umidade sobre o Sudeste e com calor, mas dentro da normalidade. O ar quente e úmido tem permitido a formação de nuvens carregadas que estão provocando pancadas de chuva fortes e volumosas nos últimos dias.

 

Amanhecer em Rio das Ostras (RJ) em 6-11-2014, por Eduardo Precioso

 

Os quatro estados do Sudeste já tiveram vários eventos de temporais. Nesta quinta-feira, a região de Contagem, na Grande Belo Horizonte teve chuva forte e granizo. Aglomerados de nuvens muito carregadas se formaram sobre a Zona da Mata Mineira provocando temporais e que depois se deslocaram para o interior do Rio de Janeiro. Cidades do Sul de Minas também tiveram chuva forte.

Em menos de duas semanas o Sudeste vai sentir a influência de duas frentes  frias. A primeira provocou chuva forte na segunda-feira especialmente sobre o Estado de São Paulo. A próxima vai chegar a São Paulo no sábado e até a noite do domingo já terá alcançado o Espírito Santo.

A meteorologista Josélia Pegorim analisa como será o efeito desta nova frente fria no Sudeste.

 

O que esperar do verão de 2015?
quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Levantamento divulgado em outubro pela NOAA, dos Estados Unidos (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), aponta que o ano de 2014 deve ser o mais quente já registrado no nosso planeta.

O relatório indica que os meses de 2014, com exceção de fevereiro, foram os mais quentes desde 1880, quando as medições começaram.

O calor e a seca de 2014 já entram para a histórica climática do Brasil. O calor do verão de 2014 pode ser exemplificado pelas temperaturas de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Entre meados de janeiro e meados de fevereiro, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou temperatura abaixo dos 35°C apenas em 7 dias.

Embora no levantamento da NOAA o mês de fevereiro de 2014 não tenha sido o mais quente globalmente, no Brasil o calor foi extremo e bateu recordes.

Porto Alegre registrou sua maior temperatura deste ano, 40,6°C, em 6 de fevereiro, mas que foi também a segunda maior temperatura já observada na capital gaúcha desde 1916, quando começaram as medições oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia.

Na cidade do Rio de Janeiro, a temperatura igualou ou superou a marca dos 40°C em dias e quase consecutivos.

A cidade de São Paulo teve o fevereiro mais quente já registrado desde 1943, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura máxima de 36,4°C que ocorreu no dia 7 de fevereiro de 2014 foi o recorde para o mês em 71 anos.

Para aumentar ainda mais o peso do calor de fevereiro de 2014 no Brasil, levantamento do Inmet mostrou que das 10 maiores temperatura já registradas em São Paulo, 6 ocorrem em fevereiro.

A onda de calor observada em outubro de 2014 deu ao Brasil uma semana de muitas tardes com 40°C, 41°C e 42°C especialmente em Mato Grosso Sul e no interior de São Paulo e também três recordes absolutos de calor em capitais brasileiras. Um recorde absoluto de calor significa a maior temperatura registrada em todos os meses, em todos os anos, desde o início de medições oficiais, que no Brasil são feitas pelo Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia.

 

Com tanto calor em 2014, então o verão de 2015 poderá ser ainda mais quente? Será que poderemos ter novos recordes históricos? O meteorologista Alexandre Nascimento explica o causou o calor extremo no verão de 2014 e comenta o que se espera para o verão de 2015.

 

Temporais na Zona da Mata de MG
quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Fortes áreas de instabilidade avançam sobre a Zona da Mata mineira e provocam fortes temporais. A imagem do radar meteorológico nas áreas em vermelho a presença de nuvens muito carregadas e grandes que provocam chuva com grande volume em um curto período de tempo. O aeroporto de Barbacena também informa a presença chuva moderada e trovoadas.

Radar do Pico do Couto-RJ às 13h57 (horário local)

As áreas de chuva avançam para a região do Vale do Paraíba e da serra. Nestas áreas há o risco ainda de chuva forte acompanhada de raios e ventania, por conta do desenvolvimento de nuvens muito altas.

Na sexta-feira as condições de chuva generalizada devem diminuir. As pancadas devem acontecer de forma rápida e localizada. Mas no próximo fim de semana, uma frente fria vai passar por São Paulo e pelo Rio de Janeiro trazendo mais instabilidades para a maior parte do Sudeste. Novamente há condições para temporais.

Muita umidade em SP
quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Atualizado em 06/11/2014 às 14h45

Após a nebulosidade persistir sobre o Estado de São Paulo, o sol já começa a parecer indicando uma melhora nas condições do tempo.

A frente fria que passou por São Paulo trouxe um ar mais frio e a temperatura não subiu muito ao longo da quarta-feira. Com a ausência do sol e vento soprando do mar, a máxima não passou de 21,7 graus na zona norte paulistana. Nesta quinta-feira, a temperatura volta a subir gradativamente, mas ainda não vai fazer calor. Muitas nuvens ainda irão ser formar, mas a chuva vai cair apenas com fraca intensidade e somente em alguns pontos da região metropolitana.

Na sexta-feira, o sol volta a aparecer mais, o vento começa a soprar do interior e traz ar mais quente. Desta forma volta a esquentar bastante, com máximas acima dos 30 graus na capital. E por causa do aquecimento, a partir da tarde podem ocorrer fortes pancadas de chuva tanto na capital como também na Grande São Paulo. No final de semana, uma nova frente fria chega do Sul do país. No sábado, o dia já vai amanhecer com muitas nuvens, mas é a partir da tarde é que pode chover com forte intensidade.

No domingo, o sistema frontal já vai se afastar para alto-mar, mas vai manter muitas nuvens sobre o leste paulista. Mesmo assim, há condições apenas para chuviscos e a temperatura volta a cair.

Cantareira e Alto Tietê caem apesar da chuva
quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Atualização às 11h25  de 6/11/2014

O nível dos sistemas Cantareira e Alto Tietê baixaram nas últimas 24 horas, apesar da chuva. Na manhã de 6 de novembro, conforme informação do site da Sabesp, o armazenamento do Alto Tietê estava em 8,6% e o do Cantareira era de 11,7%. Os dois sistemas baixaram  0,1% em relação ao nível que observado na manhã de 5 de novembro.

 

Choveu todos os seis primeiros dias novembro sobre o Cantareira. O total acumulado foi de 54,7 mm, quantidade maior do que foi observada durante todo o mês de outubro. A média histórica de chuva para novembro é de aproximadamente 161 mm. Em seis dias Cantareira acumulou 34% da média de chuva de novembro.

 

  

Mais chuva à vista

 

A seca está muito, muito longe de terminar. A chuva vem ocorrendo com maior frequência, mas não é uniforme sobre a área do Cantareira e raramente será. A chuva não é igualmente distribuída. A quantidade de chuva varia muito de um local para outro. Isto é comum. O mapa mostra o quanto choveu sobre o Sistema Cantareira entre 20 horas do dia 4 e 20 horas de 5 de novembro de 2014. Choveu apenas 2,0 mm sobre a represa Jaguari, o coração do Cantareira. Entre os dias 3 e 4 de novembro choveu 59 mm neste local.

 


Vamos demorar muitos meses, pelo menos duas primaveras e um verão para ver as represas do Cantareira repletas de água, pois é preciso que chova muito para recompor perdas tão grandes que tivemos desde a primavera de 2013. 

 

 

 

 

O que importa agora é que a chuva vai continuar e vem vindo aí outra frente fria para trazer mais chuva. Acompanhe a previsão com o meteorologista César Soares.

 

Sudeste tem mais pancadas de chuva
quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Uma frente fria se afasta do Sudeste nesta quinta-feira, na altura do litoral do Rio de Janeiro, mas as pancadas de chuva vão continuar ocorrendo. O ar úmido se espalha até sobre o norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de Minas Gerais que passaram os últimos três dias com sol e tempo seco.

Pancadas de chuva

A passagem desta frente fria provou chuva forte e volumosa sobre o Estado de São Paulo. Várias cidades paulista registraram alagamentos por causa do excesso de chuva. Choveu forte também em áreas do Triângulo Mineiro e do sul de Minas.

São Luis-do Paraitinga (SP) ficou chuvosa por causa da frente fria. Foto de Lucélia Charleaux em 05-11-2014

 

Apesar do afastamento da frente fria, o ar úmido e quente continua espalhado sobre o Sudeste e as nuvens carregadas voltam a se formar especialmente à tarde e à noite. A chuva até a sexta-feira deve ocorrer na forma de pancadas, em pequenas áreas, mas podem ser fortes. É a chuva típica de dias abafados. Nestes dois dias, a maioria das áreas do Sudeste terá sol durante várias horas e sensação de calor.

 

Nuvens carregadas voltaram a se formar em Cordeiro (RJ) por causa da frente fria. Foto de Magaly em 5-11-2014

 

Baixa pressão aumenta a chance de chuva no Rio de Janeiro

Uma área de baixa pressão atmosférica permanece no litoral entre São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto a frente fria se afasta em alto-mar. O centro de baixa pressão facilitar a formação de nuvens e a ocorrência de rajadas de vento moderadas a fortes. As regiões mais influenciadas por esta baixa pressão são o litoral norte de São Paulo, o centro-sul do Rio de Janeiro, incluindo o Grande Rio, a divisa entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, como o vale do Paraíba. Leia mais sobre a baixa pressão.

 

Nova frente fria

As condições para chuva no Sudeste vão aumentar novamente no próximo fim de semana com a chegada de uma nova frente fria. As áreas de instabilidade voltam a se organizar e a expectativa é de que chova forte.

 

 

Mar agitado

O mar fica agitado no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro nos próximos dias.  Nesta quinta-feira, as praias paulistas, cariocas e do sul fluminense poderão ter ondas com até 1,5 m. Na sexta-feira de madrugada, as praias do Rio poderão ter picos de até 2,0 m.

 

 

Mais chuva para o Cantareira

Confira a previsão do tempo para os jogos desta quarta-feira

Chuva reanima produtores de hortaliças de SP
quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O retorno da chuva desde o inicio do mês tem animado os produtores de hortaliças de Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, mas muito ainda estão receosos. A água foi praticamente absorvida pelo solo e o inicio do plantio acontece com cautela. A estimativa é que com a seca deste ano, a produção de hortaliças tenha caído cerca de 30% no estado de São Paulo.

Confira a tendência do acumulado de chuva para os próximos dias em todo o Brasil.

 

Frente fria chega ao Grande Rio
quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A nebulosidade já começa a ganhar força no Grande Rio com a aproximação da frente fria. O aeroporto Santos Dumont registra temperatura de 27°C ao longo da manhã desta quarta-feira (05). Na terça-feira (04) as medições eram de 29°C, uma queda de 2°C. A queda da temperatura se deve ao vento ter mudado de direção em algumas áreas. Em outras, como ainda não houve alteração, as temperaturas seguem mais altas, por exemplo, no aeroporto de Campo dos Afonsos o termômetro já chegou aos 34°C.

A imagem do satélite meteorológico mostra a aproximação da nebulosidade devido a presença da frente fria.

A chuva sobre o Rio de Janeiro pode vir em forma de temporais, isso por conta da presença de um sistema de baixa pressão atmosférica que se formou entre a costa de São Paulo e do Estado do Rio de Janeiro. Essa condição favorece a convergência de mais umidade e a formação de mais nuvens carregadas.

A presença deste sistema ainda provoca a ocorrência de ventania, as rajadas de vento podem chegar aos 90km/h.

Mais chuva para o Rio de Janeiro

A chuva demorou, mas chegou ao Estado do Rio de Janeiro. A presença da frente fria e da baixa pressão atmosférica já muda as condições atmosféricas.

Agora que o ar mais seco conseguiu ser afastado, as condições de chuva se tornarão mais frequentes. As pancadas de chuva estarão presentes principalmente entre a tarde e a noite até a próximo sábado (08). No domingo (09) a presença da frente fria vai trazer mais chuva e são esperados grandes volumes acumulados que podem provocar alagamentos e inundações.

Frente fria vira o tempo no RJ e centro-sul de MG
terça-feira, 4 de novembro de 2014

As condições para chuva sobre parte do Sudeste do Brasil aumentam nesta quarta-feira com a chegada de uma nova frente fria, que vai avançar pelo litoral até o Rio de Janeiro.

A presença desta frente fria junto com o ar úmido e quente facilitam a formação de muitas nuvens carregadas sobre São Paulo, Rio de Janeiro, no centro-sul e oeste de Minas Gerais. Estas áreas, incluindo a região das cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte terão várias pancadas de chuva que podem ser fortes, causando até alguns alagamentos nas áreas urbanas. Há risco de raios e de intensas rajadas de vento.

 

 

Baixa pressão entre SP e RJ

A população do leste de São Paulo  e do Rio de Janeiro, especialmente do litoral, deve ficar atenta durante a quarta e quinta-feira para ocorrência de rajadas de ventos frequentes, moderadas a fortes. As mais intensas poderão alcançar velocidades entre 70 km/h e 80 km/h.  A intensificação do vento está associada com a formação de uma área de baixa pressão atmosférica no mar, entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além de facilitar a ocorrência de rajadas de vento, a baixa pressão ajuda a concentrar o ar úmido, o que aumenta o potencial para chuva constante e volumosa que pode causar problemas.

Acompanhe a chuva no Rio de Janeiro pelo Radar RJ , parceria do Alerta Rio com a Climatempo


 

 

Ar seco no norte de MG e ES

O Espírito Santo e o norte de Minas Gerais continuam secos, com muito sol e calor, depois da chuvarada da semana passada. Algumas nuvens crescem no decorrer dia, mas não deve chover. Uma massa de ar seco vai predominar nesta parte do Sudeste até o sábado dificultando a ocorrência de chuva. A chance de chuva aumenta com a chegada de outra frente fria ao Espírito Santo no dia 9 de novembro.

O meteorologista César Soares comenta sobre as frentes frias que devem chegar ao Sudeste nos próximos 15 dias.

 

 

Novembro promete chuva volumosa sobre o Brasil
terça-feira, 4 de novembro de 2014

Novembro começou com maior disponibilidade de umidade sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, o que vem permitindo a maior formação de nuvens carregadas. A frequência e a intensidade das pancadas de chuva aumentou muito sobre estas Regiões desde o fim de outubro.  Na primeira quinzena de outubro ainda tínhamos o predomínio de ar muito seco. Apesar do calor extremo, os níveis de umidade baixíssimos dificultaram a ocorrência de chuva.

 

Cordeirópolis (SP) chuva maravilhosa nesta noite de domingo, por Jonata H Cardoso em 2-11-2014

 

Não temos mais a situação de bloqueio atmosférico. O fluxo de ar úmido e quente vem sendo distribuído do centro-norte para o centro-sul do Brasil e as frentes frias voltaram a avançar para o litoral da Região Sudeste.

 

 

Três Lagoas (MS) com nuvens carregadas em 23-10-2014, por José Rogério

 

 

Novembro promete mais chuva! O mapa mostra a previsão do volume de chuva para o Brasil nos próximos 15 dias, até 19 de novembro. As manchas nos tons de verde representam uma estimativa de acumulados de chuva superiores a 100 mm. Nas áreas em verde escuro pode chover mais de 200 mm.

 

 

O meteorologista César Soares comenta quantas e quais os efeitos das frentes frias que vão chegar ao Brasil nos próximos 15 dias.