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Mais chuva em SP
sábado, 25 de outubro de 2014

Outubro está sendo marcado por pouca chuva no Estado de São Paulo. O mês até começou com chuva, mas depois tivemos a formação de um forte bloqueio atmosférico que deixou o tempo muito seco e muito quente em todo o Estado, causando quebras de recordes históricos em várias cidades paulistas. Nesta última semana o bloqueio enfraqueceu e se desfez, permitindo o aumento da umidade e a formação de instabilidades em várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil.

Neste sábado (25) parte dessa instabilidade avançou para São Paulo e provocou chuva em grande parte do Estado, principalmente no interior. As imagens abaixo mostram essa chuva por volta das 13 horas deste sábado.

Radar meteorológico de São Roque mostrando chuvas no interior às 13h36, horário local.

Radar meteorológico do IPMet/Unesp mostrando chuva no interior às 13h45, horário local.

 

De forma geral, a chuva deste sábado não foi muito volumosa. Ainda não é a chuva que nós precisamos para encher rios, represas e reservatórios, mas certamente a população já ficou mais aliviada e até mesmo mais feliz com o retorno de alguma chuva! O usuário do site da Climatempo Ricardo Bengas fotografou a chuva na região de São Joaquim da Barra:

 

São Joaquim da Barra (SP) - voltou a chover no sábado, 25 de outubro de 2014 , por Ricardo Bengas

 

Chuva para aliviar o Sudeste

O domingo ainda será de tempo instável em São Paulo, porém novamente com baixos volumes de chuva acumulados. Na segunda-feira a instabilidade se desloca para Minas Gerais e Espírito Santo, levando muita chuva para os dois Estados. A semana que vem será marcada por tempo firme e elevação das temperaturas no Estado paulista. No entanto, uma frente fria bem estruturada deve trazer chuva volumosa para o Estado no outro fim de semana, na virada de outubro para novembro. As figuras abaixo mostram a previsão de chuva acumulada nos próximos dias no Sudeste.

Eleições com pancadas de chuva
sábado, 25 de outubro de 2014

O segundo turno das eleições para presidente e governadores acontece neste domingo, 26 de outubro de 2014.

A população brasileira vai às urnas numa condição meteorológica bastante diferente em relação ao que foi observado no primeiro turno. O sol e o ar seco predominaram no primeiro turno das eleições de 2014. A chuva causou problemas em algumas áreas do Sul e do Nordeste.  Mas uma grande mudança atmosférica aconteceu nos últimos dias e o risco de chuva aumentou muito sobre o Brasil.

A meteorologista Josélia Pegorim analisa como ficará o tempo e a temperatura em todo o país para este domingo, 26 de outubro de 2014. Confira!

 

 

Você sabia que o Brasil também é terra de tornados?

O que deixou o Brasil sem a chuva em 2014? 

Sol e vitamina D: o que acontece quando não tomamos sol?

Saiba porque a primavera pode piorar a rinite alérgica

Sudeste tem chuva no fim de semana
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A recente passagem de uma frente fria sobre o Sudeste provocou um pouco de chuva até de forte intensidade em todos os estados, mas de forma muito irregular. Muitas pessoas viram o céu se encher de nuvens, mas não tiveram a tão sonhada chuva. Em 24 de outubro, segundo a Defesa Civil Estadual de Minas Gerais, 164 municípios estavam em situação de emergência afetados pela seca e estiagem. Em São Paulo, o número de cidades com problemas de abastecimento aumenta cada vez.

O bloqueio atmosférico que deixou as frentes frias afastadas do Sudeste por vários dias já terminou. O Sudeste já está recebendo novamente o ar úmido que vem da Amazônia e muitas nuvens de chuva voltam a se formar.

 

Neste fim de semana, não teremos nenhuma frente fria sobre o Sudeste, mas a circulação dos ventos em diversos níveis atmosféricos vai ajudar a formar e a manter as nuvens carregadas sobre o Sudeste. Há risco de fortes pancadas de chuva nos quatro estados no fim de semana. No centro-norte e leste e Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e no Espírito Santo, as condições para chuva aumentam no domingo. Todo Sudeste tem ar abafado.

 

 

Sudeste e Centro-Oeste terão chuva volumosa
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

As pancadas de chuva, e até temporais, voltaram a ocorrer desde setembro sobre o Centro-Oeste e sobre o Sudeste, mas em pequenas áreas e com muita irregularidade. Entre uma chuva e outra, muitos locais das duas Regiões passaram vários dias com tempo seco.

A irregularidade da chuva ainda predomina em outubro e a onda de calor que vigorou entre os dias 12 e 19 piorou o quadro de seca, pois o calor intenso aumentou a evaporação.

O mapa mostra a anomalia de chuva sobre o Brasil. O predomínio dos tons de alaranjado indica que chuva abaixo da média mensal.

 

 

Uma grande frente fria avançou sobre o país entre os dias 19 e 21 de outubro quebrando o bloqueio atmosférico causado por um poderoso anticiclone, caracterizado pelo ar seco. Sem o bloqueio, as correntes de ar úmido podem se espalhar novamente do Norte para o Centro-Oeste e para o Sudeste. É isto que começou a ocorrer nos últimos fazendo com que nuvens carregadas de chuva voltassem a se formar sobre estas Regiões.

 

 

Há uma grande expectativa par os próximos 15 dias pela formação e permanência de grandes áreas de instabilidade sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, que poderá provocar chuva volumosa. Mas a seca acaba? Confira o comentário da meteorologista Josélia Pegorim.

 

 

Brasil também é terra de tornados
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Tornados, trombas d’água, redemoinhos de poeira e furacões são ventos muito rápidos que giram em espiral. Mas existem muitas diferenças. Os furacões se formam sempre no oceano, e podem ter centenas de quilômetros de diâmetro, enquanto os tornados costumam ter de 100 metros à 1 quilômetro de diâmetro apenas. Porém, por serem menores, seus ventos são mais fortes e podem causar muito mais destruição.  As trombas d’água são tornados que se formam em superfícies aquosas, como rios e lagos.  E os redemoinhos de poeira (ou dustdevils) são bem menores e só se formam na terra. Ficam com cerca de 10 metros de diâmetro e são bem menos intensos.

Na primavera de 2014 alguns desses eventos aconteceram no Brasil. Brasília e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, registraram a ocorrência de tornados.  No dia 22 de outubro,  um redemoinho de poeira foi captado por um cinegrafista em Ribeirão preto.  

Esses acontecimentos são normais no país? Confira com o especialista do IAG-USP, Carlos Morales, se devemos esperar por mais tornados na primavera e quais as áreas mais propícias para eles acontecerem.

 

Fim de semana instável no Rio
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Instabilidade aumenta no Sudeste

Áreas de instabilidade estão se espalhando sobre a Região Sudeste do Brasil, fazendo a nebulosidade aumentar também sobre o Rio de Janeiro, depois uma sexta-feira marcada por sol forte e poucas nuvens. Cariocas e fluminenses vão sentir mais o mormaço do que o sol forte neste sábado, mas a sensação será de calor.

Rio de Janeiro(RJ) - pedra da Gávea, por Gesiel Junior, 23-10-2014

 

Rio de Janeiro ao anoitecer visto da lagoa Rodrigo de Freitas. Ao fundo, no meio, o morro Dois Irmãos e à direita dele, a Pedra da Gávea. Foto de Nery, 24 de outubro de 2014

    

Pancadas de chuva com raios devem voltar a ocorrer por todo o Estado do Rio a partir da tarde deste sábado, ainda que de forma isolada.

 

 

 

Assim como os demais estados do Sudeste, o Rio de Janeiro também vive problemas por causa da falta de chuva prolongada. A recente passagem de uma frente fria no começo da semana provocou chuva especialmente nas regiões serranas que ajudou a apagar os incêndios florestais.

 

Durante o fim de semana, a Região Sudeste recebe mais ar úmido e quente vindo do Norte e do Centro-Oeste do Brasil, o que facilita a formação de mais nuvens e aumenta as condições para chuva. Estas áreas de instabilidade são reforçadas no domingo, provocando várias pancadas de chuva também sobre o Rio de Janeiro. A chuva tende a acontecer especialmente à tarde e à noite e pode ser forte em alguns momentos, principalmente na região serrana.

 

Mais chuva para o Sudeste

 

Condições para chuva aumentam em SP
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Áreas de instabilidade estão se formando novamente sobre o Estado de São Paulo espalhando nuvens carregadas com potencial para provocar chuva, até de forte intensidade. As condições para chuva estão aumentando porque São Paulo está recebendo um ar úmido e quente vindo do Norte e de parte do Centro-Oeste do Brasil. Mais nuvens se formam por todo estado com a maior disponibilidade de umidade no ar.

 

Estas áreas de instabilidade devem se espalhar por todo o Sudeste durante o fim de semana e provocando aumento da nebulosidade e várias pancadas de chuva também sobre São Paulo. A chuva tende a acontecer especialmente à tarde e à noite, mas não deve ser generalizada.  O ar fica abafado, com sensação de calor.

 

Chuva forte no interior de SP

Nuvens carregadas se formaram sobre o norte e oeste do Estado de São Paulo provocando chuva forte em algumas regiões. Em Valparaíso, choveu durante toda a manhã desta sexta-feira e a chuva caiu forte em algumas horas. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 46 mm entre 9 e 11 horas. O total acumulado  entre 7 e 13 horas chegava aos 64 mm, quase metade do total de chuva acumulado em setembro, que foi de aproximadamente 140 mm.

 

Em Ituverava, no norte de São Paulo, cidade muito próxima do Triângulo Mineiro, choveu 60 mm entre 13 horas do dia 23 e 13 horas de 24 de outubro, na medição do Inmet. A chuva foi mais intensa entre 10 e 11 horas da noite de quinta-feira, 23, quando choveu 26,2 mm.

 

Cantareira entra na segunda cota do volume morto

Mais calor e pancadas de chuva na Grande SP
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A menor quantidade de nuvens e o sol aparecendo forte já faz as temperaturas subirem na Grande São Paulo. Na quinta-feira (23) o maior período com sol forte já refletiu diretamente na temperatura máxima. Segundo informações da estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia no Mirante de Santana (Zona Norte), a maior temperatura do dia foi de 29,5°C.

A imagem do satélite meteorológico mostra o ar seco ganhando força nos tons em marrom, as áreas em verde ainda representam um ar um pouco mais úmido e no norte do Estado a presença de áreas de instabilidade que provocam chuva já na manhã de sexta-feira (24).

A umidade cai um pouco pela manhã e não há a presença de muito vento, por isso a qualidade do ar vai caindo na cidade de São Paulo. E novamente, as estações de medição da CETESB tem registros de qualidade do ar moderada em diversos pontos da capital.

Qualidade do ar às 9h do dia 24/10 segundo estações da CETESB

A chegada de umidade tanto vinda do interior quanto do oceano, vai favorecer a formação de pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Como a chuva deve vir de forma rápida, não são esperados grandes volumes. A previsão é de chuva localizada, mas que pode vir com forte intensidade nas áreas em que ocorrerem.

Sol e mais chuva para o fim de semana

A nebulosidade vai aumentar um pouco já na manhã de sábado (25), mas o sol não será totalmente encoberto isso vai favorecer a sensação de abafamento no ar uma vez que a temperatura ficam pouco abaixo dos 30°C e há muita umidade disponível no ar. As chances de chuva aumentam e podem ocorrer entre a tarde e a noite. Essa condição também será vista  no domingo (26), ou seja, muitas nuvens, abafamento no ar e risco de pancadas de chuva pela tarde e noite.

Seca do Cantareira é destaque no site da NASA
quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A gravíssima e histórica seca pela qual a Região Sudeste do Brasil está passando foi destaque no site Earth Observatory, da NASA, dos Estados Unidos, em de 23 de outubro de 2014.

As imagens da represa Jaguari captadas em alta resolução pelo satélite Landsat 8 mostram claramente a perda de massa líquida e o aumento das áreas de terra por causa da falta de chuva. Entre uma e outra tem mais ou menos 1 ano de diferença.

 

Imagens do satélite Landsat 8 - Earth Observatory - NASA

A primeira imagem que mostra a represa com grande massa de água, que aparece num tom de verde escuro, foi captada em 16 de agosto de 2013.

Imagens do satélite Landsat 8 - Earth Observatory - NASA

A segunda imagem mostra o quadro de seca em 3 de agosto de 2014.

 

Imagens do satélite Landsat 8 - Earth Observatory - NASA

É assustador! Repare na transformação das bordas da represa indicadas pelas setas. Veja como a terra tomou conta da área dentro do círculo amarelo.

A represa Jaguari é uma das represas que compõem o Sistema Cantareira, maior e principal reservatório para o abastecimento da Grande São Paulo e de outras cidades do Estado de São Paulo.

O severo quadro de seca em que encontra São Paulo e o Cantareira foi uma das consequências da falta de chuva no verão 2013/2014.

 

Chuva (volumosa) à vista

As pancadas de chuva estão voltando a ocorrer, mas ainda sem muita regularidade. Porém, a situação de bloqueio e de calor extremo já terminou. O Sudeste do Brasil vai receber mais umidade do Norte do país nos próximos dias, o que vai facilitar a ocorrência de chuva.

A chuva está voltando e poderá ser generalizada e volumosa nos últimos dias de outubro e no começo de novembro. A previsão é de que a circulação de ventos sobre o Brasil e a chegada de uma grande frente fria ajudem a formar e a manter grandes áreas de instabilidade sobre o Sudeste, que devem provocar chuva forte e volumosa sobre o Cantareira.

 

 

Se as previsões se confirmarem, será a maior quantidade de chuva em mais de um ano. Algumas estimativas apontam que entre 1 e 6 de novembro poderá chover em torno de 230 mm. Se isto ocorrer, em uma semana o Cantareira receberia quase a média de chuva de outubro e de novembro de uma só vez! Pelas informações da SABESP, a média de chuva para a outubro é e aproximadamente 131 mm e para novembro de 164 mm.

 Leia a matéria no site da NASA, em inglês

Pior seca em SP em 70 anos – dramáticas imagens da seca captadas pelo drone da Climatempo

Previsão de chuva forte para o Cantareira

 

Chuva forte sobre o Cantareira no começo de novembro
quinta-feira, 23 de outubro de 2014

No dia primeiro de janeiro de 2014, o Sistema Cantareira tinha 27,2% de água armazenada. Era água mesmo, sem usar volume morto que foi acrescido em e 16 de maio. Nas vésperas de entrar o água do volume morto, o Cantareira já tinha apenas 8,2% de reserva. No dia 23 de outubro o armazenamento estava em 3% de água do volume morto. É como se estivéssemos com a conta do banco negativa, usando cheque especial.

 

 

A última frente fria que passou sobre São Paulo provocou chuva moderada forte sobre o Cantareira, com volumes acumulados de até 32 mm. Mas foi uma chuva em meio há muitos dias seguidos de tempo seco e quente. O calor vem sendo um vilão, pois aumenta a evaporação, que é a perda de água natural por causa do grande aquecimento do ar.

A  passagem da frente fria entre os dias 21 e 22 de outubro quebrou o bloqueio atmosférico que impedia a chegada de outras frentes frias e do fluxo de umidade do Norte do Brasil. Agora, este ar úmido está chegando a São Paulo e as áreas de instabilidade voltam a se formar nos próximos dias.

As condições para pancadas de chuva sobre o Cantareira e sobre todo o Estado de São Paulo aumentam no fim de semana no decorrer da próxima semana.

 

 

Uma nova frente fria está sendo aguardada para o início de novembro e promete muita chuva. Confira a análise da meteorologista Josélia Pegorim

 

 

SP tem maior seca em 70 anos: drone da Climatempo registra imagens dramáticas

 

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