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Semana começa seca no Sudeste
domingo, 12 de abril de 2015

Uma forte massa de ar seco vem mantendo o tempo firme na região Sudeste deste a última semana. Este mesmo sistema de alta pressão atmosférica foi responsável pelos recordes de temperatura – tanto mínimas quanto máximas – na cidade de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. No entanto, a massa de ar polar entrou em aquecimento, por isso as temperaturas já voltaram a subir na Região, restando agora apenas o ar seco.

A próxima semana não vai começar muito diferente. A seguir, podemos analisar o mapa previsto de chuva acumulada entre os dias 13 e 17 de Abril, de segunda-feira à sexta-feira.

Embora a semana ainda comece com tempo firme em grande parte da Região, na segunda-feira e umidade já começa a aumentar no norte de São Paulo e no oeste de Minas Gerais e, a partir da tarde, já são esperadas pancadas isoladas de chuva. Na segunda-feira pode chover de forma rápida e isolada também apenas na capital Belo Horizonte e no interior do Espírito Santo.

Já na terça-feira, a massa de ar seco perde força e a umidade já volta a aumentar em São Paulo e em Minas Gerais, principalmente. Em todo o centro-norte e oeste paulista, bem como em todo o centro-sul, oeste e noroeste mineiros, as condições para chuva aumentam e à tarde todas estas áreas já estão propícias à receber chuvas, ainda que de forma isolada.

Na quarta-feira, instabilidades que se formaram no interior do país, avançam e provocam chuva a qualquer hora do dia no oeste de São Paulo e de Minas Gerais. Nas outras áreas de São Paulo, inclusive na Capital, bem como no centro-sul e noroeste de Minas Gerais, inclusive em Belo Horizonte e no estado do Rio de Janeiro, há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde. Apenas o Espírito Santo e norte e o leste de Minas Gerais continuam sob a influência da massa de ar seco.

Na quinta-feira, o tempo continua firme apenas no centro-norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, enquanto na sexta-feira, outro sistema de baixa pressão atmosférica volta a influenciar o tempo na Região. Este sistema, também mais frio, além de manter o tempo firme em grande parte do Sudeste, vai provocar novamente queda de temperatura.

 Embora a umidade aumente ao longo da semana na Região, não são esperados grandes acumulados de chuva para o Sudeste, como é possível observar na figura. O norte paulista e o oeste mineiro, por estarem há mais tempo sob a influência de uma massa de ar quente e úmido, vão acumular valores mais significativos de chuva, variando – de maneira geral – entre 30 e 50 mm, com picos que podem atingir até 70 mm em alguns municípios do Triângulo mineiro. Já nas outras áreas, de maneira geral, são esperados entre 2 e 10 mm de chuva apenas.

Vento forte no litoral Sul e sul de SP
segunda-feira, 6 de abril de 2015

Numa combinação da Baixa Pressão deslocando para o mar ao largo da costa de Santa Catarina, e uma Alta Pressão avançando de oeste, mas com centro na altura da Baia Blanca no leste da Argentina, há intensificação de vento de quadrante sul atingindo toda a costa Sul, desde o sul do Rio Grande do Sul até o leste de Santa Catarina. A medida que a Baixa Pressão desloca mais para oeste, o vento forte de sul deve ir avançando até o litoral sul de São Paulo no decorrer desta segunda-feira. Durante a madrugada, fortes rajadas de vento de sul, com mais de 70km/h foram registradas em Mostardas, no litoral norte gaúcho, e mais de 80km/h em Santa Marta, no litoral sul catarinense. Devido a persistência do vento soprando da mesma direção, o mar fica bastante agitado em toda a costa Sul e Sudeste. O vento persistente soprando de sul, em particular, ajuda a formar a maré meteorológica, ou seja, acúmulo de água junto a costa, aumentando a altura da maré, que por sua vez está elevada devido a fase da lua.

Baixas pressões afastam o ar polar
terça-feira, 3 de março de 2015

Cidades gaúchas entre as 10 mais quentes do Brasil

Depois de uma breve refrescada, a temperatura já subiu de novo no Sul e no Sudeste. Cidades do Rio Grande do Sul como Porto Alegre, Alegrete e Teutônia estiveram entre as dez mais quentes do Brasil na tarde desta terça-feira, 3 de março, pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia. Em Porto Alegre, a temperatura máxima foi de 35,0°C.

 

Recorde de frio

O mês de março começou com a passagem de uma massa polar moderada pela costa do Sul e do Sudeste e que deu até recorde de madrugada mais fria do ano. O recorde aconteceu no Rio de Janeiro na segunda-feira, 2, com temperatura mínima de 18,6°C, e também em Florianópolis no domingo, 1, com mínima de 18,9°C.

Ar polar refresca por mais tempo

A chuva faz a temperatura cair, mas depois que a chuva para, o calor volta e muitas vezes com sensação de um abafamento ainda maior por causa do excesso de umidade no ar. Para aliviar o calor, nada melhor e mais eficiente do que ar polar. O resfriamento provocado pelo ar polar é maior e mais duradouro.

A massa que passou pelo Sul e pelo Sudeste se afasta cada vez mais do Brasil e já tem muita gente perguntando quando virá outra, de preferência forte e grande.

Alta pressão x baixa pressão

Uma massa de ar polar é um sistema de alta pressão e vem sempre depois da instabilidade de uma frente fria. O afastamento do ar polar vai facilitar elevação da temperatura nos próximos dias. Mas o que vem por aí é baixa pressão, chuva e abafamento.

 

No fim da semana e durante a próxima semana, várias áreas de baixa pressão atmosférica vão influenciar o centro-sul do Brasil facilitando a formação de áreas de instabilidade que podem provocar chuva forte. Estas áreas de instabilidade devem aumentar a frequência da chuva sobre o Sul, em São Paulo, em Mato Grosso do Sul e também sobre o centro-sul do Estado do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

A meteorologista Josélia Pegorim alerta para a chuva forte e mostra quando virá outra massa polar

 

 

Onda de leste provoca chuva forte no Nordeste

Por que o calor baixa a pressão do corpo humano?

 

Mar agitado no litoral do Sul e do Sudeste
sábado, 3 de janeiro de 2015

Na última semana, uma frente fria passou pelo Sul do país e avança ao longo deste fim de semana pelo litoral do Sudeste. Na retaguarda deste sistema, uma alta pressão atmosférica, de origem polar, está avançando sobre o Sul do país e já garante tempo firme em grande parte do Rio Grande do Sul neste sábado e domingo. Com a chegada deste novo sistema, o mar fica agitado nas praias entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.

No domingo, principalmente, a agitação marítima é maior. Na imagem a seguir é possível observar a simulação do modelo meteorológico WW3 para a altura significativa das ondas na tarde do domingo. No litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as ondas podem atingir até os 3,0m, enquanto no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, as ondas podem atingir 2,5m, com alguns picos maiores.

Para a segunda-feira, com a mudança na direção dos ventos, devido ao deslocamento da frente fria, a tendência é que ocorra ressaca nas praias fluminenses. A próxima semana deve começar com ondas de 2,5 m, e alguns picos maiores, e ao longo da terça-feira o mar volta a abaixar.

Vai chover?

Além do mar agitado a frente fria também influencia o tempo no Rio de Janeiro. No domingo, o sol já aparece entre nuvens, mas a chuva vem somente a partir da tarde. Na segunda-feira, as instabilidades ganham força e há previsão de chuva ao longo do dia em todo o litoral do Estado.

Apesar do mar agitado no litoral do Rio Grande do Sul, para àqueles que apenas querem ir à praia e tomar um solzinho, a previsão é animadora! Este sistema de alta pressão atmosférica, além de proporcionar uma manhã com temperaturas mais baixas, traz um ar mais seco para o Estado, dificultando assim a formação de nuvens, principalmente as de chuva, garantindo um dia ensolarado para todo o Estado. Assim, com o predomínio de céu claro e sol forte, as temperaturas sobem rapidamente no decorrer do dia e o calor retorna no período da tarde. Apesar do mar agitado, o litoral gaúcho segue com tempo firme. A partir da segunda-feira, a agitação marítima diminuiu e o tempo segue firme, com sol forte e calor em todo o litoral gaúcho.

Já o litoral norte catarinense passa o domingo nublado, assim como o litoral do Paraná. O sol só predomina no litoral sul catarinense. Na segunda-feira, o tempo segue firme no litoral sul de Santa Catarina e mais instável nas demais áreas da costa catarinenses e do Paraná.

No litoral sul de São Paulo, o tempo segue encoberto e com chuva a qualquer hora do dia. Há risco de chuva forte. Já na baixada santista e no litoral norte, o sol aparece entre nuvens e há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia. Na segunda-feira, o tempo segue sem mudanças em todo o litoral, as temperaturas seguem mais amenas e há previsão de chuva ao longo do dia.

Nevoeiro no Sul do País
sábado, 8 de novembro de 2014

Depois dos temporais que se abateram sobre grande parte do Sul do país entre quinta-feira e sexta-feira, um novo sistema de alta pressão atmosférica já começa a ganhar força em grande parte da Região. Além de garantir tempo firme para o estado do Rio Grande do Sul e o interior de Santa Catarina e do Paraná neste sábado, o sistema favoreceu a formação de nevoeiro em diversos municípios, afetando assim, a visibilidade em vários aeroportos.

O fenômeno meteorológico ocorreu devido à baixa temperatura (associada à alta pressão atmosférica) e à grande disponibilidade de umidade no ar, pois a chuva dos últimos dias colaborou para deixar o ar mais úmido. O nevoeiro é um tipo de nuvem estratiforme, que se forma na superfície ou muito próxima a ela, e que afeta e restringe a visibilidade na região.

Em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, o fenômeno persiste desde às 3h, e entre às 5h e 6h da manhã, a visibilidade no aeródromo era de apenas 300m. Às 9h, o nevoeiro foi se dissipando e o que predomina na região por enquanto é uma névoa, que ainda assim reduz a visibilidade no aeroporto para 5000 m.

Os aeroportos de Porto Alegre, Maringá e Chapecó também estão operando com visibilidade reduzida desde o início da manhã.

Até o fim da manhã desde sábado, com o predomínio de sol, as temperaturas vão se elevando e o nevoeiro vai se dissipando.

Vento moderado a forte em Florianópolis (SC)
segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um centro de alta pressão (massa de ar frio) de que se desloca pelo oceano, ao largo da costa da região Sul favorece a ocorrência de vento sul, de moderada a forte intensidade em Florianópolis nesta noite de segunda-feira. No aeroporto Hercílio Luz as rajadas chegam a 48 km/h e a temperatura está em torno de 20 graus.

Alta Pressão sobre o Atlântico
segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A imagem do fluxo de ar em superfície, com as cores indicando temperatura também em superfície, dados de previsão do GFS/NOAA, mostra um sistema de Alta Pressão sobre o mar e vento forte soprando de norte ao largo da costa Sul e Sudeste, que fica com mar agitado nesta segunda-feira. Na imagem maior, é possível ver a confluência com o fluxo proveniente da massa de ar mais frio sobre a Argentina, que resulta na frente fria que avança sobre o norte e leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul no decorrer do dia . Por onde passou, durante a madrugada, no Rio Grande do Sul e no oeste catarinense, áreas de instabilidade associadas a esta frente provocou rajadas de vento e pancadas de chuva acumulando cerca de 15 a 25mm de chuva. O sistema ainda deve alcançar o extremo sul e faixa leste do estado de São Paulo com possibilidade de pancadas de chuva no final do dia. No Atlântico Tropical, pode-se observar o furacão Edouard.

 

Sistemas meteorológicos atuantes
domingo, 14 de setembro de 2014

Massa de ar seco volta a atuar com força no Sudeste brasileiro, como indica a imagem de simulação numérica do GFS/NOAA, representando o fluxo de vento e da água precipitável, ou seja, umidade disponível em toda a coluna atmosférica. Enquanto o Sudeste permanece com pouca umidade, a amazônia ocidental e a região frontal ao norte da Argentina apresenta tom azulado, indicando maior umidade. Mais ao norte, no Atlântico tropical, a tempestade tropical Edouard deverá, em 24 horas, subir para categora de Furacão, passando a rumar mais para o norte. A ocorrência de dois eventos podem não ser uma simples coincidência, já que forte corrente ascendente da tempestade tropical deve ter seu ramo descendente, que pode estar contribuindo para organizar o fluxo em escala maior, resultando na alimentação da Alta Pressão ao sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

Umidade relativa do ar cai no Centro-Norte
terça-feira, 19 de agosto de 2014

Atualizado em 20/08/2014 às 16h20

O ar seco provoca a queda da umidade relativa do ar em diversas áreas do centro-norte do Brasil. A cidade de Alta Floresta em Mato Grosso já registra valores de 20% o que já é considerado estado de alerta, segundo informações da Organização Mundial da Saúde. Em Porto Velho (RO) a condição é mais crítica, com valores de umidade relativa do ar de 17%. Em Manaus (AM) a tarde está ensolarada, com temperatura alta e umidade baixa. Às 15 horas os termômetros registravam 37 graus no aeroporto internacional Eduardo Gomes, onde a umidade relativa do ar era de apenas 27%.

Um grande e forte sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera (cerca de 5km de altura) se estabeleceu na região do Cone-Sul da América do Sul. Este sistema apresenta uma circulação de vento no sentido anti-horário do ponteiro dos relógios e tem como característica o predomínio de correntes de ar subsidente (correntes de ar que apresentam movimento descendente dos níveis médios da atmosfera em direção à superfície), especialmente em sua porção mais central. O sistema bloqueia as frentes frias no extremo sul do continente e dificulta a formação de instabilidades sobre grande parte do continente.

Modelo de previsão do tempo - Ventos e geopotencial em níveis médios (500hPa)

 

Até o fim de semana esta grande massa seca facilita a elevação da temperatura e a queda acentuada de umidade no período da tarde. Tal condição de tempo quente e seco deverá ser observada em praticamente toda a Região Sul, nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste, no sul da Amazônia, no sul do Pará, no Tocantins, no oeste da Bahia, no centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Com a persistência do tempo seco, aumenta o risco de surgimento de novos focos de queimadas. É o que aconteceu na divisa entre o Amazonas e o Pará. Na imagem de satélite é possível ver a presença de fumaça.

Imagem de satélite no canal do visível - Destaque para a área com fumaça

 

Somente na última semana de agosto é que o tempo muda no centro-sul do País e deve voltar a chover com o avanço de uma forte frente fria pela América do Sul.

 

O meteorologista César Soares comentou a presença do bloqueio atmosférico no Climatempo News. Confira no vídeo abaixo.


Quer saber mais sobre subsidência de ar e inversão térmica? Clique aqui e confira o Explicando o Tempo com a Maria Clara!

Alta pressão, subsidência, ar seco, céu azul
terça-feira, 24 de junho de 2014

Movimento de ar subsidente (ou subsidência do ar) significa um fluxo de ar cima para baixo. A subsidência traz para a superfície o ar seco dos níveis mais elevados da atmosfera.

A subsidência acontece quando um sistema de alta pressão atua sobre uma região. Quando a alta pressão é forte, este movimento de ar de cima para baixo é mais intenso.

 

 

Um movimento de ar cima para baixo (subsidência) é contrário ao que se deve ter para o crescimento das nuvens. A subsidência inibe a formação e o crescimento das nuvens.  

 

 

Quando temos um forte sistema de alta pressão sobre uma região, o ar fica muito subsidente. Menos nuvens conseguem se formar e assim o céu pode ficar azul em grande parte do dia. Esta situação é típica do inverno no Brasil. Com menos nebulosidade e com nuvens pequenas, a chance de chover é menor.

 

 

 

A subsidência do ar também causa a inversão térmica que dificulta a dispersão da camada de poluentes. A falta de chuva e o ar parado ajudam a aumentar a poluição.

 

Como os extremos de umidade do ar podem afetar sua saúde?