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Bloqueio atmosférico persiste no Brasil
sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Já na última quarta-feira (20) uma condição de bloqueio atmosférico se configurou sobre a Região Sul do Brasil. O bloqueio pode ser observado em níveis médios atmosféricos (cerca de 6km de altura com relação à superfície).

Modelo de previsão do tempo - Ventos e geopotencial em níveis médios (500hPa)

 

Durante a semana, o sistema de alta pressão se deslocou para leste e o seu centro se posicionou sobre o Sudeste do Brasil. Em áreas que na última quinta-feira (21) também tiveram índices de umidade relativa do ar bastante baixos, como por exemplo a cidade de São Paulo que chegou a faixa de alerta.

A presença dessa alta impede da passagem de frentes frias, dessa forma não há uma troca de massas de ar entre as regiões mais frias e as mais quentes, o que favorece a elevação da temperatura.

A vegetação também segue muito seca e desta forma há o aumento no número dos focos de queimadas.

O fim de semana também terá sol forte e bastante calor no Centro-Oeste, Sudeste, centro-sul da Região Norte, sertão nordestino e também em Santa Catarina e no Paraná. Nestas áreas não há condição para chuva.

No Rio Grande do Sul, as áreas de instabilidade começam a se organizar devido a aproximação de uma frente fria. Há previsão de algumas pancadas de chuva.


Veja mais sobre o ar seco e as queimadas em São Paulo.

O meteorologista César Soares comentou a condição de bloqueio no Climatempo News. Confira no vídeo abaixo.

Umidade relativa do ar cai no Centro-Norte
terça-feira, 19 de agosto de 2014

Atualizado em 20/08/2014 às 16h20

O ar seco provoca a queda da umidade relativa do ar em diversas áreas do centro-norte do Brasil. A cidade de Alta Floresta em Mato Grosso já registra valores de 20% o que já é considerado estado de alerta, segundo informações da Organização Mundial da Saúde. Em Porto Velho (RO) a condição é mais crítica, com valores de umidade relativa do ar de 17%. Em Manaus (AM) a tarde está ensolarada, com temperatura alta e umidade baixa. Às 15 horas os termômetros registravam 37 graus no aeroporto internacional Eduardo Gomes, onde a umidade relativa do ar era de apenas 27%.

Um grande e forte sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera (cerca de 5km de altura) se estabeleceu na região do Cone-Sul da América do Sul. Este sistema apresenta uma circulação de vento no sentido anti-horário do ponteiro dos relógios e tem como característica o predomínio de correntes de ar subsidente (correntes de ar que apresentam movimento descendente dos níveis médios da atmosfera em direção à superfície), especialmente em sua porção mais central. O sistema bloqueia as frentes frias no extremo sul do continente e dificulta a formação de instabilidades sobre grande parte do continente.

Modelo de previsão do tempo - Ventos e geopotencial em níveis médios (500hPa)

 

Até o fim de semana esta grande massa seca facilita a elevação da temperatura e a queda acentuada de umidade no período da tarde. Tal condição de tempo quente e seco deverá ser observada em praticamente toda a Região Sul, nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste, no sul da Amazônia, no sul do Pará, no Tocantins, no oeste da Bahia, no centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Com a persistência do tempo seco, aumenta o risco de surgimento de novos focos de queimadas. É o que aconteceu na divisa entre o Amazonas e o Pará. Na imagem de satélite é possível ver a presença de fumaça.

Imagem de satélite no canal do visível - Destaque para a área com fumaça

 

Somente na última semana de agosto é que o tempo muda no centro-sul do País e deve voltar a chover com o avanço de uma forte frente fria pela América do Sul.

 

O meteorologista César Soares comentou a presença do bloqueio atmosférico no Climatempo News. Confira no vídeo abaixo.


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RS segue instável nos próximos dias
quinta-feira, 31 de julho de 2014

Por causa de um intenso bloqueio atmosférico, as frentes frias que chegam ao litoral do Rio Grande do Sul não conseguem avançar para os outros Estados do Sul do Brasil. Pelo menos até final de semana, a instabilidade deve se manter sobre principalmente o centro-sul gaúcho. O tempo não fica completamente fechado, mas as pancadas de chuva serão frequentes até lá e os maiores volumes ocorrem no sul do Estado. E além de manter a instabilidade sobre o Rio Grande do Sul,  a temperatura deve inclusive se elevar nos próximos dias, e faz até calor para esta época do ano. Mas a partir da próxima segunda-feira, o tempo deve mudar. Um sistema frontal, mesmo fraco vai se afastar para o litoral do Sudeste e com a entrada de ar mais frio, a temperatura vai cair em todas as áreas gaúchas. A instabilidade também deve começar a perder força ao longo do dia.

Semana com bloqueio atmosférico no Sul
terça-feira, 29 de julho de 2014

A forte massa de ar polar deixou a temperatura bastante baixa no Sul do Brasil nos últimos dias. Depois de um final de semana gelado, a capital gaúcha ainda registrou um início de semana bastante frio, e a máxima não passou de 17,9 graus. E essa terça-feira já não vai amanhecer tão fria e nos próximos dias a tendência é de aumento nas temperaturas, voltando a fazer até calor para esta época do ano. O vento predominantemente de norte/noroeste favorece a entrada de ar mais seco e quente do interior do país. Assim, um forte bloqueio atmosférico volta a atuar sobre o Sul do Brasil e impede a chegada de frentes frias. Os sistema frontais chegam ao Uruguai e são desviados para alto-mar no litoral sul gaúcho. Assim, o tempo deve permanecer mais instável com pancadas de chuva mais frequentes apenas no sul do Rio Grande do Sul ao longo da semana (veja figura abaixo). Os densos nevoeiros devem voltar a prejudicar a visibilidade principalmente no Paraná, inclusive Curitiba.

 

Sudeste e Centro-Oeste voltam a secar
segunda-feira, 28 de julho de 2014

A maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil teve muita chuva nos últimos dias por causa de uma grande frente fria que entrou no país. Julho está terminando com chuva bastante acima do normal em muitas áreas destas Regiões.

Do início do mês até 28 de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou aproximadamente 128 mm sobre Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, sendo que a média normal de chuva para julho fica em torno dos 46 mm. Choveu 174% acima da média. Em Cuiabá, capital de Mato Grosso, choveu quase 49 mm neste período. A média de chuva de julho é de aproximadamente 10 mm.

Em Rio Verde, no sul de Goiás, a média de chuva para julho fica em torno de 15 mm e choveu 56 mm. Em Franca, no norte de São Paulo, a média para julho fica em torno de 26 mm e choveu quase 61 mm. Em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, choveu quase 102 mm, sendo que a média para julho é de 44 mm. No Triângulo Mineiro, a média de chuva para julho em geral não passa dos 25 mm e choveu entre 70 mm e 80 mm entre os dias 24 e 28 de julho.

Os mapas mostram a quantidade de chuva acumulada e a anomalia (diferença em relação à média) nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Os tons de azul indicam que choveu acima do normal.

 

 

 

Excesso de umidadde atrapalha coheitas

O excesso de umidade com o tempo chuvoso dos últimos dias certamente atrapalhou muito a colheita do café em São Paulo, em Minas Gerais e no Paraná, a colheita da cana-de-açúcar e também do algodão no sul de Goiás.

Mas o tempo volta a colaborar em breve e os agricultores poderão compensar os atrasos por causa da chuva. No no decorrer da semana, as condições do tempo mudam completamente. Um bloqueio atmosférico se organizada e a maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste vão passar vários dias sem chuva. A meteorologista Josélia Pegorim mostra como será a distribuição de chuva sobre o Brasil nos próximos 15 dias.

 

Mais chuva sobre o Rio Grande do Sul
quarta-feira, 2 de julho de 2014

O Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os estados que mais sofreram com a chuva forte e volumosa na última semana de junho. A chuva parou na segunda-feira, mas o sol reapareceu forte só na terça e nesta quarta-feira. Mas a trégua da chuva para o Rio Grande do Sul já está acabando. A partir desta quinta-feira, uma nova frente fria começa a estimular nuvens carregadas sobre o Estado que vão provocar mais chuva. A situação é preocupante, pois a circulação dos ventos e o padrão de pressão sobre o Brasil nos próximos dias vai força a concentração da chuva sobre o Rio Grande do Sul. Os estados de Santa Catarina e do Paraná serão poupados desta vez.

A meteorologista Josélia Pegorim explica como ocorre este bloqueio da chuva sobre o Rio Grande do Sul.

Balanço da Defesa Civil

O governo do Rio Grande do Sul em parceria com o Ministério da Integração Nacional já começou a repassar aos municípios atingidos pelas chuvas volumosas e transbordamento do Rio Uruguai e afluentes, os kit de assistência humanitária. São kits que contém alimentos não perecíveis, colchão, cobertor, lençol, fronha e travesseiro, artigos de higiene pessoal e limpeza.

Segundo último boletim da Defesa Civil Estadual, serão repassados quase 8 mil kits totalizando R$ 700 mil. “Neste momento estamos com prioridades no auxílio ás famílias com a distribuição de kits que minimizam parte do sofrimento das pessoas atingidas pela chuva no Estado”, declarou o secretario chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Oscar Luis Moiano.

Estão sendo atendidos os municípios que decretaram situação de emergência no começo da semana, entre eles Porto Xavier, Porto Mauá, Porto Lucena, Pinheirinho do Vale, Porto Vera Cruz, Irai, Barra do Guarita, Caiçara, Vicente Dutra, Tiradentes do Sul, Crissiumal e Esperança do Sul. Até o momento, 25 cidades decretaram emergência, 3.074 pessoas estão desabrigadas e 5.524 desalojadas.

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2ª feira em Brasília: Nigéria x França
domingo, 29 de junho de 2014

Nigéria e França se encontram no gramado do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para mais um jogo das oitavas de final. Nenhuma das duas seleções experimentou ainda a secura do ar de Brasília, mas a Nigéria já jogou em Cuiabá no dia 21 de junho, onde o ar estava seco, mas não tanto como em Brasília. Às 13 horas do domingo, o aeroporto de Brasília registrava 28% de umidade no ar.

 

 

O último jogo da Nigéria foi no frio de Porto Alegre, no dia 25 de junho, onde a temperatura máxima não passou dos 23°C. Já a França vem do calor do Rio de Janeiro, onde jogou também no dia 25, quando a temperatura atingiu marcas em torno dos 30°C.

Brasília fica quente nesta segunda-feira e a maior diferença das condições do tempo para as duas seleções vão será o nível de umidade no ar, que fica baixo e bem menor do que os dois times enfrentaram nas últimas cidades-sede em que jogaram.

Algumas nuvens altas podem passar sobre a Brasília, mas este tipo de nebulosidade não provoca chuva.

 

Bloqueio do ar polar

O ar polar entrou forte sobre o Mato Grosso do Sul e sobre o sul de Goiás, mas as circulação atmosférica impede a chegada de ar frio até Brasília. Há um bloqueio atmosférico. Assim, o ar quente ainda predomina sobre Brasília nesta segunda-feira. A sensação será de calor.

 

Confira a previsão do tempo e a tabela dos jogos para Brasília

 

Calor de Fortaleza força parada técnica no jogo entre Holanda e México

Calor de outono em São Paulo (SP)
sexta-feira, 27 de junho de 2014

A tarde desta sexta-feira (27) foi a mais quente em mais de dois meses na cidade de São Paulo (SP). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) a temperatura chegou a 28,1°C na estação do Mirante de Santana, na zona norte paulistana. Não esquentava tanto quando hoje desde o dia 19 de abril, quando foi registrada a máxima de 30,6°C. O calor que fez hoje pode ser explicado em razão da persistência de um bloqueio atmosférico estabelecido por uma forte massa de ar seco que ainda dificulta a chegada de frentes frias ao estado e pela presença de ventos quentes do quadrante norte.

Nesse fim de semana o calor diminui com o avanço de uma frente fria em direção ao Estado. O sábado ainda será de sol forte e umidade baixa. No domingo as nuvens aumentam bastante, a temperatura fica mais amena e há possibilidade de chuva fraca no fim do dia.

O bloqueio atmosférico e o seu bem estar
quarta-feira, 25 de junho de 2014

O lado bom e o ruim do bloqueio atmosférico

O bloqueio atmosférico observado atualmente sobre a América do Sul está forçando a formação de nuvens muito carregadas sobre o Sul do Brasil, onde a chuva caiu forte em muitas áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do sudoeste/sul do Paraná.

O bloqueio está forte e nesta quarta-feira proporcionou um grande contraste de tempo no sudoeste do Paraná. Numa diferença de menos de 100 km tínhamos muita chuva e sol.

Ao mesmo tempo, o ar polar das frentes frias está sendo bloqueado e não consegue avançar sobre o Sul do Brasil e nem chegar ao Sudeste ou ao Centro-Oeste.

O bloqueio atmosférico está associado a presença de um grande sistema de alta pressão atmosférica nos níveis médios e altos da atmosfera, que causa uma forte subsidência do ar. Isto faz com que o ar fica muito seco no Sudeste e no Centro-Oeste do  Brasil.

Durante a edição das 15h do Climatempo News, jornal meteorológico que vai ao ar ao vivo pelo portal da Climatempo e pelas redes sociais, através dos comentários de vários internautas, a meteorologista Josélia Pegorim mostrou os diferentes efeitos provocados pelo bloqueio atmosférico na vida das pessoas. Ele vem fazendo a felicidade de uns e irritando outros

A força do bloqueio no Paraná.

O internauta Giovani Patzlaff comentrou: “… olha o céu aqui em Itaipulândia oeste do PR!A chuva não quer vir para cá! Foz do Iguaçu fica a  70km daqui e tem pancadas de chuva desde ontem.Há risco de temporal por aqui?”

A foto foi tirada ás 15h04 de 25 de junho de 2014. A sequência de imagens de satélite mostra que as nuvens mais carregadas (azul claro, branco) chegaram perto de Itaipulândia e recuaram. A força do bloqueio deixou Giovani ansioso!

 

 

Bloqueio do ar polar

No Rio de Janeiro, o internauta  Eduardo Mendonça comentou: “Os cariocas que gostam de frio estão sofrendo nesse início de inverno. Sol forte e 32°C às 13h. Esse calor já é efeito do El Niño? Quando vem chuva?”

O bloqueio atmosférico impede a chegada do ar polar ao Rio de Janeiro deixando Eduardo infeliz com o tempo. Calor, sol forte e umidade abaixo do normal no Rio vão predominar por mais alguns dias.

 

 

Ar seco e falta de chuva

De Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, Jennifer Grandcese comentou: “ ..gostaria de saber se esse tempo seco irá continuar aqui em Petrópolis, Rio. Pois eu tenho alergia na pele quando há muita umidade do ar. Jô, eu sofro de urticárias por causa da alta umidade, e piora meu quadro de bronquite e sinusite, um terror. Estou amando esse tempo seco, que continue!”

A forte subsidência provocada pelo sistema de alta pressão deixa o Estado do Rio de Janeiro com ar seco. Jennifer está muito feliz!

 

Moral da história: não existe tempo bom ou ruim. Chuva, sol, frio e calor podem ser bons ou ruins. Depende da nossa expectativa. 

 Veja a edição completa do Climatempo News 15h – 25/6/2014

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SC e RS ainda terão muita chuva
quarta-feira, 25 de junho de 2014

Áreas de instabilidade permanecem sobre o Sul do Brasil e grandes volumes de chuva já foram acumulados. Estas nuvens carregadas estão bloqueadas sobre o Sul e a previsão é de mais chuva. O bloqueio só deve terminar na segunda-feira, quando a chuva vai diminuir.


Volumes de chuva registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia

 


Compare a média normal de chuva para o Sul no mês de junho e quanto está sendo estimado até o dia de junho. A média normal de chuva para junho no Sul fica em torno dos 150 mm em grande parte da Região e a previsão é de que chova mais do que isto até o dia 3o de junho.


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