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A frente fria que fez a diferença
terça-feira, 4 de março de 2014

Exatamente na virada para a segunda quinzena de fevereiro, entre os dias 14 e 15, uma frente fria entrou forte no centro-sul do Brasil influenciando também São Paulo. O clima do começo de 2014 ficou determinando por antes e depois da passagem desta frente fria. Antes, o calor muito acima do normal, poucas nuvens e pouca chuva. Depois, muitas nuvens, pancadas de chuva mais frequentes e o calo normal.

Foi esta frente fria de meados de fevereiro que desfez o bloqueio atmosférico que impediu o deslocamento normal das frentes frias e do ar polar.

A mudança das condições atmosféricas pode ser observada na variação da temperatura mínima e máxima ao longo do mês de fevereiro. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia registrados no Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista.

Entre 1 e 14 de fevereiro, antes da passagem da frente fria, a média da temperatura máxima foi de 34,7°C, 6,7°C acima da temperatura máxima normal para fevereiro que é de 28,0°C. Depois da frente fria, a média da máxima baixou para 31,8°C, mas o mês fechou com 3,8°C acima do normal.

A variação da temperatura mínima também teve grandes mudanças com a passagem da frente fria em meados de fevereiro. De 1 a 14 de fevereiro, a média da temperatura mínima foi de 23°C, 4,3°C acima da média normal que é de 18,7°C. Com o ar polar que entrou depois do dia 14, a média da temperatura mínima baixou para 21,4°C e fevereiro terminou com média de mínimas 2,7°C acima do normal.

Sudeste terá mais chuva nos próximos dias?
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Com a quebra do bloqueio atmosférico, várias frentes frias chegam o Sudeste do Brasil nas próximas semanas. A meteorologista Josélia Pegorim comenta como vai ficar a chuva na Região Sudeste.

Chuva volta, mas seca não acaba
domingo, 16 de fevereiro de 2014

O início da segunda quinzena de fevereiro de 2014 talvez seja a data meteorológica mais importante de 2014, pois marca o fim da onda de calor, da volta a chuva ao Sudeste.

Depois de um mês, finalmente uma frente fria teve força para romper o bloqueio atmosférico, responsável pelas altíssimas temperaturas registradas no Sul e Sudeste e pela falta da chuva especialmente sobre o Sudeste.

O verão é a época que mais chove no Sudeste e um verão seco, como está sendo o de 2014 gera muitos problemas. É a falta de chuva deste verão que está mantendo nas manchetes o temor do racionamento de energia, apagões, aumento do racionamento de água, que já ocorre em várias cidades do Sudeste. A chuva escassa deste verão tem prejudicado a produção agrícola e pecuária. O calor muito acima do normal foi bom só para o aumento das vendas de todos os produtos que podem aliviar de alguma forma as altas temperaturas.

O bloqueio atmosférico terminou e frentes frias voltam a avançar regularmente sobre o centro-sul do Brasil, facilitando a formação das áreas de chuva. Ainda teremos dias quentes, mas o calor excessivo agora não vai persistir por muitos dias, pois antes que o ar fique quente demais, o ar polar entra e alivia o calorão.

A chuva volta a ser frequente, mas a deficiência é muito grande. A reposição não acontece de uma hora para outra. A chuva de março deve ficar acima da média, mas não vai afastar completamente os problemas com a chuva escassa deste verão.

 

Fim do bloqueio atmosférico está próximo
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A meteorologista Josélia Pegorim comenta a evolução das condições meteorológicas para os próximos dias e mostra a chegada de uma frente fria que vai iniciar o rompimento do bloqueio atmosférico que tem deixado o centro-sul do Brasil muito quente e sem chuva.

 

Bloqueio atmosférico será quebrado em breve
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Condições oceânicas-atmosféricas muito fora dos padrões normais para o verão do Hemisfério Sul geraram uma situação de bloqueio, que há três semanas impede que as frentes frias com seu ar polar avancem sobre o centro-sul do Brasil.

A atmosfera tem estado muito quente e seca, o que não é comum nesta época, onde a maior parte do Brasil tem dias úmidos e com chuva frequente.  Faz calor no nosso verão, mas as temperaturas no verão de 2014 no Sul e Sudeste do Brasil estão muito acima do normal.

A falta de chuva está comprometendo o desenvolvimento da safra agrícola de 2014, o abastecimento de água para as populações do Sudeste e também as reservas de água para a geração de energia elétrica.

Nos últimos três dias, as simulações atmosféricas feitas em supercomputadores estão confirmando o início do rompimento do bloqueio atmosférico para o início da segunda quinzena de fevereiro. A frente fria que começa a mudar as condições atmosféricas deve chegar ao Sul do Brasil entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Este sistema não chega ao Sudeste, mas abre o caminho para uma segunda frente fria que deve influenciar o Sudeste a partir do dia 17 de fevereiro.

Profundas mudanças na circulação atmosférica sobre o centro-sul do Brasil são esperadas para a segunda quinzena deste mês. O fluxo de ventos muda e o ar úmido e quente da Região Norte volta a ser transportado para o Sudeste. O aumento da umidade e a queda da pressão do ar vão permitir a formação das áreas de chuva.

 

Mais uma frente fria que vai embora…
sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pouca chuva no verão, temperaturas batendo recordes históricos…. O que aconteceu que o verão está estranho esse ano? Nessa época do ano, existe um sistema de alta pressão atmosférica chamado Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), que normalmente se encontra sobre o oceano. Neste janeiro, esse sistema conseguiu avançar até o continente e entrou em parte do Sudeste do Brasil, atuando como uma massa de ar seco. A circulação de ventos provocada pela ASAS é anti-horária, e traz o ar seco dos níveis mais altos da atmosfera aqui para a superfície. Este movimento de “descida do ar” (subsidência) inibe a formação de nuvens carregadas. Além de não permitir a formação de nuvens de chuva, a ASAS também atua como um bloqueio atmosférico, impedindo o avanço de frentes frias. Por isso as frentes frias tem chegado até o Rio Grande do Sul (algumas só até o sul do Estado), mas depois acabam sendo desviadas.

Como se isso não bastasse, existe uma faixa de águas mais quentes no oceano Atlântico (imagem abaixo), na altura do Sul do Brasil, que se estende para o oceano. Como as nuvens tendem a seguir o caminho mais favorável à sua manutenção, as frentes frias acabam seguindo por esse caminho de águas mais quentes, o que ajuda ainda mais no desvio dos sistemas frontais.

Nesta primeira quinzena ainda não há previsão de acumulados de chuva significativos para a maior parte do Sul e do Sudeste do Brasil. A falta de chuva e o calor intenso estão comprometendo os níveis de armazenamento dos reservatórios no Sudeste e também estão prejudicando lavouras nas duas Regiões.

 

Quando volta a esfriar no centro-sul do Brasil?
segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Um bloqueio atmosférico mantém o ar polar afastado do Brasil por vários dias.

 

A meteorologista Josélia Pegorim explica quando este bloqueio será rompido e o que acontece com a temperatura no centro-sul do Brasil.

 

 

Bloqueio atmosférico esquenta o Brasil
segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A meteorologista Josélia Pegorim explica os efeitos que um bloqueio atmosférico terá nos próximos dias sobre a América do Sul e como isto vai fazer o calor aumentar também no Brasil.

 

Sul tem muita chuva nos próximos 15 dias
domingo, 9 de junho de 2013

Depois de um fim de semana com muito sol, e nevoeiros fortes, a população do Sul do Brasil deve se preparar para uma período de muita chuva.

A circulação dos ventos em diversos níveis da atmosfera vai causar uma situação de bloqueio atmosférico, forçando a formação e permanência de nuvens carregadas sobre a Região Sul.

Além da passagem de frentes frias pelo litoral, várias áreas de instabilidade vão crescer entre a Argentina e o Paraguai , que avançam depois sobre o Sul do Brasil, provocando a chuva. Os três estados estarão sujeitos a chuvas fortes e volumosas nos próximos 15 dias. Apenas o sul do Rio Grande do Sul terá pouca chuva.

Frente fria se aproxima de SP
terça-feira, 14 de maio de 2013

O calor, o sol e ar seco predominam há vários dias sobre o Estado de São Paulo. Os últimos registros de chuva foram observados entre os dias 5 e 6 de maio, durante a passagem de uma frente fria. Mesmo assim, a chuva aconteceu em pequenas áreas do estado. 

A falta de chuva já é comum nesta época, mas mudanças no tempo são esperada para as próximas 48 horas. Uma grande frente fria avança sobre o Sul do Brasil e nesta quarta-feira começa a influenciar o Estado de São Paulo. o sol e o calor ainda vão predominar no estado, mas a nebulosidade aumenta e já há possibilidade de algumas pancadas de chuva a partir da tarde no oeste e sul do estado, regiões de divisa com o Paraná.

Pouca chuva e pouco frio

Durante a quinta-feira, a nova frente fria passa pelo Estado e as chances de chuva aumentam em todas as áreas. Porém, a chuva que ocorrer será em pouco volume e só em poucas áreas. Ventos polares vão aliviar o calor, mas os paulistas não devem esperar pela volta do frio intenso como o que foi observado no começo da semana passada

A massa polar desta frente fria é muito forte, mas há uma situação de bloqueio atmosférico e quase todo  frio intenso ficará retido sobre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O ar polar chegará  bastante suavizado a São Paulo trazendo pouco frio.