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Calor aumenta em todo o Brasil
quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Uma nova situação de bloqueio atmosférico já está sendo observada sobre a América do Sul e vai fazer com que o ar polar e as áreas de instabilidade das frentes frias fiquem retidos no extremo sul do Brasil por vários dias.

Uma forte massa de ar seco, associada a um grande sistema de alta pressão atmosférica, está se intensificando sobre o Brasil. Nos próximos 10 dias, muitas áreas do país  vão registrar várias horas com níveis de umidade do ar muito abaixo do recomendado (60%) pela OMS – Organização Mundial da Saúde. A baixa umidade do ar reduz a nebulosidade e a chance de ocorrência de pancadas de chuva em algumas áreas, apesar do calor.

 

 

Com o sol forte e sem a influência do ar polar,  as temperaturas vão ficar muito elevadas. Marcas em torno dos 40°C devem ocorrer até o fim desta semana e na semana que vem em algumas áreas de quase todas as Regiões do país.

 

 

Até o dia 24 de outubro, três frentes firas devem avançar sobre o centro-sul da América do Sul, mas apenas a última, após o dia 18, terá força força suficiente para vencer o ar seco e penetrar sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil. Esta frente fria poderá chegar ao Nordeste.

 

Cuidado! Eles atacam no calor!

 

Seca aumenta a venda de caixas d´água

 

 

Calor (ão) à vista
segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma grande e forte massa de ar polar entrou na América do Sul na semana passada causando forte queda da temperatura na Argentina, Uruguai, em parte do Paraguai e também do Brasil. Para os padrões normais de outubro, as temperaturas ficaram bastante baixas.

Nesta segunda-feira, embora o centro-polar já tivesse enfraquecido, temperaturas pouco acima de 1°C foram registradas na Serra da Mantiqueira, no Sudeste. Os quatro estados da Região ainda registraram temperaturas abaixo dos 10°C. No sul da Bahia, na cidade de Vitória da Conquista, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou temperatura mínima de 10,9°C.

 

Na cidade de São Paulo, a temperatura mínima desta segunda-feira, 6 de outubro, foi de 10,7°C, o valor mais baixo para um dia de outubro desde 13/10/2010 quando fez 10,2°C.

No Rio de Janeiro, a madrugada desta segunda-feira (06) foi bastante fria Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura mínima foi de 11,2°C na Vila Militar, a menor desde 8 de agosto, quando foi verificada a mínima de 9,5°C

Para um mês de outubro, a mínima de hoje aparece como a mais baixa há pelo menos 10 anos. A última vez que fez tanto frio em um mês de outubro foi em 2010, quando foi registrada a mínima de 12°C, no dia 13.

Calor (ão) à vista

O ar polar se afasta cada vez mais do Brasil nos próximos dias e a tendência é de rápida elevação de temperatura em todo o país. Embora no Sudeste as madrugadas ainda sejam frescas até o fim da semana, as tardes ficarão cada vez mais quentes. O calor aumenta e o ar fica mais seco. Temperaturas em torno dos 40°C voltam a ser observadas especialmente a partir do fim desta semana em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em algumas áreas do Sudeste, a temperatura também poderá ficar próxima deste valor.

 

 

Bloqueio

Mas o Brasil vai ficar não só mais quente como também mais seco. A chance de chuva diminui em grande parte do Brasil nos próximos 10 dias. A meteorologista Josélia Pegorim explica esta situação e mostra como ficará a distribuição da chuva no país nos próximos 15 dias.

 

RJ: frente fria muda o vento, mas não dá a chuva
quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Fortes rajadas de  vento foram sentidas  no fim da tarde da quarta-feira, 24, em algumas áreas do Rio de Janeiro. Era um vento frio que aliviou o calorão e a secura do ar que predominaram durante a tarde. A temperatura chegou aos 36°C e o nível de umidade no ar chegou a baixar para 17% na região do aeroporto Tom Jobim, na zona norte carioca.

Às 17 horas, a base aérea de Santa Cruz registrou uma rajada do vento sudoeste com 57 km/h. No forte de Copacabana, zona central do Rio, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou rajada de oeste com 68 km/h, às 20 horas. Estas rajadas de vento eram de uma frente fria, mas que só deu o vento ao Rio de Janeiro e não a chuva esperada por muitos.

Bloqueio no ar

Há uma situação de bloqueio na atmosfera. Uma massa de ar quente e seca atua com mais força sobre o Rio de Janeiro do que o ar polar que veio com a frente fria. Nos níveis mais elevados da atmosfera, este ar quente e seco também é forte.

A entrada do vento frio foi uma mudança apenas superficial, só mesmo para diminuir o calor e por pouco tempo. A massa quente e seca impede que as nuvens de chuva da frente fria chegam ao Estado do Rio por enquanto. Elas ficam bloqueadas sobre São Paulo.

 

Chuva no fim de semana

Para esta quinta-feira, não há previsão de chuva para o Rio de Janeiro.

Outra frente fria vai avançar para o litoral de São Paulo na sexta-feira e se aproxima um pouco mais do Rio. Algumas pancadas de chuva são esperadas para o fim de semana, mas junto com o calor e o sol.

 

Clube das quarentonas

O Rio de Janeiro lidera o ranking do calor das capitais em 2014. Até o dia 24 de setembro, a maior temperatura do ano dentre as capitais era de 41,4°C, na cidade do Rio. Veja outras capitais que já registraram 40°C este ano.

 

 

Chuva volumosa para SC, PR, SP e MS
quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A primeira frente fria da primavera trouxe temporais para os três estados do Sul e também para algumas regiões de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. A chuva forte com ventania começou na noite de terça-feira pelo Rio Grande do Sul. Na madrugada desta quarta-feira, 24, nuvens carregadas avançaram sobre Santa Catarina e Paraná e no fim da manhã já estavam provocando temporais em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

Entre 19h do dia 23 e 19h de 24 de setembro, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 62,8 mm em Sete Quedas, sul de Mato Grosso do Sul, 52,8 mm em Dionísio Cerqueira, oeste de Santa Catarina, 52,4 mm em Marechal Cândido Rondon, oeste do Paraná, 51 mm em Planalto e 50,4 mm em Foz do Iguaçu, as duas cidades no sudoeste do Paraná. Em São Paulo, o maior volume de chuva acumulado neste período, onde o Inmet tem instrumento de medida, foi em Rancharia, com 30,6 mm.

Foto do destaque: chuva forte avançando sobre o rio Paraná vista de Pauliceia, São Paulo, na divisa com o Mato Grosso do Sul, fotografada em 19 novembro de 2013, por Tsutomu Machino

Mais chuva

As imagens de satélite mostram que muitas nuvens carregadas ainda estão crescendo entre o Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. As pancadas de chuva vão continuar nesta quarta-feira e ainda por vários dias. Até a segunda-feira pode-se esperar por vários temporais em diversas áreas destes estados.

O mapa mostra o volume de chuva estimado até o dia 29 de setembro. Os tons de verde brilhante e indicam mais de 100 mm acumulado no período. O verde escuro indica mais de 200 mm.

A frente fria que iniciou esta nova onda de temporais chegou ao litoral paulista e se afasta para alto-mar. Há um bloqueio na atmosfera que vai forçar a formação de mais áreas de instabilidade entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. A meteorologista Josélia Pegorim explica esta situação.

Bloqueio atmosférico persiste no Brasil
sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Já na última quarta-feira (20) uma condição de bloqueio atmosférico se configurou sobre a Região Sul do Brasil. O bloqueio pode ser observado em níveis médios atmosféricos (cerca de 6km de altura com relação à superfície).

Modelo de previsão do tempo - Ventos e geopotencial em níveis médios (500hPa)

 

Durante a semana, o sistema de alta pressão se deslocou para leste e o seu centro se posicionou sobre o Sudeste do Brasil. Em áreas que na última quinta-feira (21) também tiveram índices de umidade relativa do ar bastante baixos, como por exemplo a cidade de São Paulo que chegou a faixa de alerta.

A presença dessa alta impede da passagem de frentes frias, dessa forma não há uma troca de massas de ar entre as regiões mais frias e as mais quentes, o que favorece a elevação da temperatura.

A vegetação também segue muito seca e desta forma há o aumento no número dos focos de queimadas.

O fim de semana também terá sol forte e bastante calor no Centro-Oeste, Sudeste, centro-sul da Região Norte, sertão nordestino e também em Santa Catarina e no Paraná. Nestas áreas não há condição para chuva.

No Rio Grande do Sul, as áreas de instabilidade começam a se organizar devido a aproximação de uma frente fria. Há previsão de algumas pancadas de chuva.


Veja mais sobre o ar seco e as queimadas em São Paulo.

O meteorologista César Soares comentou a condição de bloqueio no Climatempo News. Confira no vídeo abaixo.

Umidade relativa do ar cai no Centro-Norte
terça-feira, 19 de agosto de 2014

Atualizado em 20/08/2014 às 16h20

O ar seco provoca a queda da umidade relativa do ar em diversas áreas do centro-norte do Brasil. A cidade de Alta Floresta em Mato Grosso já registra valores de 20% o que já é considerado estado de alerta, segundo informações da Organização Mundial da Saúde. Em Porto Velho (RO) a condição é mais crítica, com valores de umidade relativa do ar de 17%. Em Manaus (AM) a tarde está ensolarada, com temperatura alta e umidade baixa. Às 15 horas os termômetros registravam 37 graus no aeroporto internacional Eduardo Gomes, onde a umidade relativa do ar era de apenas 27%.

Um grande e forte sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera (cerca de 5km de altura) se estabeleceu na região do Cone-Sul da América do Sul. Este sistema apresenta uma circulação de vento no sentido anti-horário do ponteiro dos relógios e tem como característica o predomínio de correntes de ar subsidente (correntes de ar que apresentam movimento descendente dos níveis médios da atmosfera em direção à superfície), especialmente em sua porção mais central. O sistema bloqueia as frentes frias no extremo sul do continente e dificulta a formação de instabilidades sobre grande parte do continente.

Modelo de previsão do tempo - Ventos e geopotencial em níveis médios (500hPa)

 

Até o fim de semana esta grande massa seca facilita a elevação da temperatura e a queda acentuada de umidade no período da tarde. Tal condição de tempo quente e seco deverá ser observada em praticamente toda a Região Sul, nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste, no sul da Amazônia, no sul do Pará, no Tocantins, no oeste da Bahia, no centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Com a persistência do tempo seco, aumenta o risco de surgimento de novos focos de queimadas. É o que aconteceu na divisa entre o Amazonas e o Pará. Na imagem de satélite é possível ver a presença de fumaça.

Imagem de satélite no canal do visível - Destaque para a área com fumaça

 

Somente na última semana de agosto é que o tempo muda no centro-sul do País e deve voltar a chover com o avanço de uma forte frente fria pela América do Sul.

 

O meteorologista César Soares comentou a presença do bloqueio atmosférico no Climatempo News. Confira no vídeo abaixo.


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RS segue instável nos próximos dias
quinta-feira, 31 de julho de 2014

Por causa de um intenso bloqueio atmosférico, as frentes frias que chegam ao litoral do Rio Grande do Sul não conseguem avançar para os outros Estados do Sul do Brasil. Pelo menos até final de semana, a instabilidade deve se manter sobre principalmente o centro-sul gaúcho. O tempo não fica completamente fechado, mas as pancadas de chuva serão frequentes até lá e os maiores volumes ocorrem no sul do Estado. E além de manter a instabilidade sobre o Rio Grande do Sul,  a temperatura deve inclusive se elevar nos próximos dias, e faz até calor para esta época do ano. Mas a partir da próxima segunda-feira, o tempo deve mudar. Um sistema frontal, mesmo fraco vai se afastar para o litoral do Sudeste e com a entrada de ar mais frio, a temperatura vai cair em todas as áreas gaúchas. A instabilidade também deve começar a perder força ao longo do dia.

Semana com bloqueio atmosférico no Sul
terça-feira, 29 de julho de 2014

A forte massa de ar polar deixou a temperatura bastante baixa no Sul do Brasil nos últimos dias. Depois de um final de semana gelado, a capital gaúcha ainda registrou um início de semana bastante frio, e a máxima não passou de 17,9 graus. E essa terça-feira já não vai amanhecer tão fria e nos próximos dias a tendência é de aumento nas temperaturas, voltando a fazer até calor para esta época do ano. O vento predominantemente de norte/noroeste favorece a entrada de ar mais seco e quente do interior do país. Assim, um forte bloqueio atmosférico volta a atuar sobre o Sul do Brasil e impede a chegada de frentes frias. Os sistema frontais chegam ao Uruguai e são desviados para alto-mar no litoral sul gaúcho. Assim, o tempo deve permanecer mais instável com pancadas de chuva mais frequentes apenas no sul do Rio Grande do Sul ao longo da semana (veja figura abaixo). Os densos nevoeiros devem voltar a prejudicar a visibilidade principalmente no Paraná, inclusive Curitiba.

 

Sudeste e Centro-Oeste voltam a secar
segunda-feira, 28 de julho de 2014

A maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil teve muita chuva nos últimos dias por causa de uma grande frente fria que entrou no país. Julho está terminando com chuva bastante acima do normal em muitas áreas destas Regiões.

Do início do mês até 28 de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou aproximadamente 128 mm sobre Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, sendo que a média normal de chuva para julho fica em torno dos 46 mm. Choveu 174% acima da média. Em Cuiabá, capital de Mato Grosso, choveu quase 49 mm neste período. A média de chuva de julho é de aproximadamente 10 mm.

Em Rio Verde, no sul de Goiás, a média de chuva para julho fica em torno de 15 mm e choveu 56 mm. Em Franca, no norte de São Paulo, a média para julho fica em torno de 26 mm e choveu quase 61 mm. Em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, choveu quase 102 mm, sendo que a média para julho é de 44 mm. No Triângulo Mineiro, a média de chuva para julho em geral não passa dos 25 mm e choveu entre 70 mm e 80 mm entre os dias 24 e 28 de julho.

Os mapas mostram a quantidade de chuva acumulada e a anomalia (diferença em relação à média) nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Os tons de azul indicam que choveu acima do normal.

 

 

 

Excesso de umidadde atrapalha coheitas

O excesso de umidade com o tempo chuvoso dos últimos dias certamente atrapalhou muito a colheita do café em São Paulo, em Minas Gerais e no Paraná, a colheita da cana-de-açúcar e também do algodão no sul de Goiás.

Mas o tempo volta a colaborar em breve e os agricultores poderão compensar os atrasos por causa da chuva. No no decorrer da semana, as condições do tempo mudam completamente. Um bloqueio atmosférico se organizada e a maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste vão passar vários dias sem chuva. A meteorologista Josélia Pegorim mostra como será a distribuição de chuva sobre o Brasil nos próximos 15 dias.

 

Mais chuva sobre o Rio Grande do Sul
quarta-feira, 2 de julho de 2014

O Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os estados que mais sofreram com a chuva forte e volumosa na última semana de junho. A chuva parou na segunda-feira, mas o sol reapareceu forte só na terça e nesta quarta-feira. Mas a trégua da chuva para o Rio Grande do Sul já está acabando. A partir desta quinta-feira, uma nova frente fria começa a estimular nuvens carregadas sobre o Estado que vão provocar mais chuva. A situação é preocupante, pois a circulação dos ventos e o padrão de pressão sobre o Brasil nos próximos dias vai força a concentração da chuva sobre o Rio Grande do Sul. Os estados de Santa Catarina e do Paraná serão poupados desta vez.

A meteorologista Josélia Pegorim explica como ocorre este bloqueio da chuva sobre o Rio Grande do Sul.

Balanço da Defesa Civil

O governo do Rio Grande do Sul em parceria com o Ministério da Integração Nacional já começou a repassar aos municípios atingidos pelas chuvas volumosas e transbordamento do Rio Uruguai e afluentes, os kit de assistência humanitária. São kits que contém alimentos não perecíveis, colchão, cobertor, lençol, fronha e travesseiro, artigos de higiene pessoal e limpeza.

Segundo último boletim da Defesa Civil Estadual, serão repassados quase 8 mil kits totalizando R$ 700 mil. “Neste momento estamos com prioridades no auxílio ás famílias com a distribuição de kits que minimizam parte do sofrimento das pessoas atingidas pela chuva no Estado”, declarou o secretario chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Oscar Luis Moiano.

Estão sendo atendidos os municípios que decretaram situação de emergência no começo da semana, entre eles Porto Xavier, Porto Mauá, Porto Lucena, Pinheirinho do Vale, Porto Vera Cruz, Irai, Barra do Guarita, Caiçara, Vicente Dutra, Tiradentes do Sul, Crissiumal e Esperança do Sul. Até o momento, 25 cidades decretaram emergência, 3.074 pessoas estão desabrigadas e 5.524 desalojadas.

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