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Sudeste tem pancadas de chuva mesmo com ASAS
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A nebulosidade e chuva diminuíram nos últimos três dias sobre a maioria das áreas da Região Sudeste, o que fez muita gente imaginar que estamos tendo um novo bloqueio atmosférico. Mas será que isto está realmente acontecendo? Acompanhe as explicações da meteorologista Josélia Pegorim

 

 

Como ficará o tempo no Sudeste nos próximos dias?

Apesar da maior influência da alta subtropical do Atlântico Sul, não se pode dizer que há um novo bloqueio. Vários aglomerados de nuvens carregadas se formaram sobre o Sudeste nesta quarta-feira, mas com pequenas dimensões. A chuva acontece, mas em poucas áreas. Não há condições para a chuva generaliza por enquanto.

Uma nova frente fria passa litoral de São Paulo e sul do Rio de Janeiro na quinta-feira. Mas este sistema é fraco e não terá força para permanecer na costa Sudeste por muito tempo. A ASAS deve afastar esta frente fria já na sexta-feira. Porém,  outra frente fria está sendo esperada para os primeiros dias de março e deve ter mais força para ficar próxima da costa do Sudeste.

 

Como funciona o bloqueio?

A situação de bloqueio é caracterizada por uma atuação mais intensa do sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS – alta pressão subtropical do Atlântico Sul. Este ano, a ASAS já atuou forte em grande parte do mês de janeiro. Foi também o bloqueio associado a este sistema meteorológico que causou uma grande redução da chuva no verão de 2014, o que gerou a grave crise hídrica pela qual o Brasil ainda passa em 2015. O bloqueio de 2014 durou mais de um mês.

 

 

Todo sistema alta pressão provoca a subsidência do ar que reduz a umidade. A diminuição do nível de umidade reduz naturalmente a quantidade de nuvens e também a possibilidade de chuva. É preciso muita umidade para o crescimento das grandes nuvens que provocam temporais. Além disso, a subsidência atua como uma espécie de tampa que dificulta o crescimento das nuvens.

Quanto mais forte e mais próximo o centro de um sistema de alta pressão estive de uma região , maior é a subsidência do ar sobre esta região. As nuvens se formam longe do centro. No centro de uma alta pressão o céu normalmente fica sem nuvens.

 

 Você sabe o que é um cavado?

O Sudeste terá mais chuva em março?

 

Cataguases (MG) em 5-2-2015 por Marcio José

Temporais em SP e calor de 40°C no ES
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A temperatura em Alegre, no sul do Espírito Santo, chegou aos 40,2°C nesta sexta-feira, a mais alta do Brasil até 17 horas, pela medição automática do Instituto Nacional de Meteorologia. No Estado do Rio de Janeiro, a temperatura atingiu marcas entre 36°C e quase 39°C em grande parte do Estado. Em Minas Gerais, no dia 12 de fevereiro de 2015, 88 municípios estavam em situação de emergência declarada por causa da seca e da estiagem, segundo dados da SEDEC, Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Com estes números, o desejo da maioria da população do Sudeste é de que chova três dias sem parar, mesmo sendo Carnaval. Chuva para encher os rios e reservatórios e aliviar a estiagem. Chuva para amenizar o calor.

 

 

A Região Sudeste terá pancadas de chuva nos dias de Carnaval e até vários temporais, mas quase toda a chuva vai cair sobre São Paulo. As condições para chuva sobre o Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais serão maiores a partir do dia 17 de fevereiro.

Nos mapas, as manchas coloridas representam a chuva prevista para a Região Sudeste. As cores indicam a intensidade, onde os tons de amarelo, vermelho e rosa representam chuva forte.  A projeção vai até a noite do dia 17 de fevereiro.

 

 

Bloqueio da ASAS menos intenso do que em janeiro

A força de um sistema de alta pressão atmosférica conhecido como  ASAS, alta pressão subtropical do Atlântico Sul, vai barrar quase toda a chuva de uma frente fria sobre São Paulo.O bloqueio da ASAS neste Carnaval não será forte como o que foi observado durante quase todo o mês de janeiro, mesmo assim, vai dificultar a ocorrência da chuva sobre os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Estes estados poderão ter pancadas de chuva, mas poucas. O sol forte e o calor vão predominar no Carnaval.

Já em São Paulo, ao contrário, a situação é de atenção para temporais. A chuva volumosa, as fortes rajadas de vento e até a queda de granizo vão causar transtornos em várias cidades paulistas. Apenas na manhã de sexta-feira, 13, pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia, choveu 67,0 mm sobre Ibitinga, 52,8 mm sobre José Bonifácio, 49,0 mm sobre Lins e 45,2 mm sobre Votuporanga. Quase toda da chuva caiu em 1 hora.

A região da Grande São Paulo também fica sujeita a temporais durante o Carnaval.

 

Atenção! O mar fica agitado no Carnaval em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O meteorologista César Soares comenta como será a distribuição de chuva sobre o Brasil nos próximos 15 dias.

 

 

Confira a previsão para o Carnaval em todo o Brasil

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Falta de chuva aumenta a procura por energia solar

São Paulo não poderá contar com caminhões-pipa se houver rodízio

Chuva no Sudeste diminui nos próximos dias
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pela segunda vez neste verão, uma nova situação de bloqueio atmosférico deve ser observada sobre o Brasil fazendo com que as condições para chuva diminuam, em particular sobre a Região Sudeste. Desta vez o bloqueio deve atuar durante a segunda quinzena de fevereiro.

O primeiro evento foi intenso e persistiu sobre o país durante aproximadamente 15 dias, entre 6 e 20 de janeiro de 2015. O bloqueio foi rompido por frente fria que chegou forte ao país e no dia 21 alcançou o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

 

Menos chuva no Sudeste, muita chuva no Sul

A nova situação de bloqueio não deve ser tão intensa como em janeiro de 2015, mesmo assim reduz novamente a chuva em especial sobre a Região Sudeste. Assim, a chuva farta volumosa que vem caindo sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro  e até no Espírito Santo vai parar nos próximos dias. O bloqueio de janeiro de 2015 fez com que muitas áreas do norte mineiro, norte fluminense e do Espírito Santo ficassem de 40 a 50 dias consecutivos sem chuva.

Ao mesmo tempo que tira a chuva do Sudeste, a alteração da circulação dos ventos durante o bloqueio vai forçar um aumento da chuva sobre o Sul. Estas alterações começam a ser sentidas durante o Carnaval. Se por um lado a redução da chuva é preocupante, pois agrava a crise hídrica,  as festas de Carnaval será favorecidas com menor chance de transtornos com os temporais.

 

Projeção da distribuição e volume de chuva sobre o Brasil até 24 de fevereiro de 2015 indica que a maior quantidade de chuva (tons de verde) deve ocorrer sobre o Norte, no Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A cor vermelho-terra sobre parte do Rio de Janeiro, no norte de Minas Gerais e Espírito Santo indica pouca chuva.

 

O que é o bloqueio?

Um bloqueio atmosférico é uma alteração na posição e intensidade normais dos grandes sistemas globais de pressão atmosférica e das correntes de ventos nos níveis atmosféricos elevados.

O bloqueio de janeiro de 2015 foi causado por uma posição e intensidade atípicas do sistema de alta pressão subtropical do Atlântico Sul, chamado abreviadamente de ASAS (Alta Subtropical do Atlântico Sul). A atuação de uma de alta pressão sobre qualquer região reduz a umidade do ar. A menor disponibilidade de umidade diminui naturalmente a formação de nuvens e a ocorrência de chuva. As áreas próximas ao centro do sistema de alta pressão ficam com pouco ou nenhum vento.

 

Foi um bloqueio como este, porém muito mais forte e prolongado, que deixou o Brasil com pouca chuva no verão de 2014 iniciando a gravíssima crise hídrica pela qual está passando o Brasil. Se falta chuva no verão, é quase impossível tirar a deficiência no restante do ano. É preciso esperar o verão seguinte

 

Esta segunda situação de bloqueio atmosférico já vinha sendo esperado para este verão, mas não será igual ao primeiro. Confira a comentário da meteorologista Josélia Pegorim que fala sobre as diferenças entre o bloqueio de janeiro e o que se espera para fevereiro.

 

 

Frente fria traz mais chuva para o Sul

Os impactos da seca no agronegócio

Que bloqueio é este? Entenda o bloqueio atmosférico de 2015.

 

Os impactos da seca no agronegócio
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

por Lívia Fernanda

A agropecuária brasileira é o esteio do Produto Interno Bruto (PIB) e há muitos anos a balança comercial vem sendo sustentada pelo agronegócio que, atualmente, representa 23% do PIB, quase um quarto do total e gera 30% dos empregos do país. Em 2015, o desempenho das principais commodites agrícolas tende a ter margens menores, mas ainda assim poderão ser observados números razoáveis que vão contribuir com o crescimento da economia do país, comparado aos demais setores econômicos que projetam uma desaceleração neste ano.

Adaptar-se à falta de água será o grande desafio de 2015 tanto para o governo quanto para a população. A estiagem nas principais regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste pode trazer um impacto negativo para o setor agropecuário. A logística de escoamento de grãos é um grande gargalo para o país e a paralisação de muitos pontos da hidrovia Tietê-Paraná está fazendo com que os produtores recorram ao transporte rodoviário.

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de janeiro de 2003 a junho de 2006 e atual presidente do conselho de administração da União da Indústria da Cana-de-açúcar (UNICA), João Roberto Rodrigues, explica que: “Em algumas regiões de Mato Grosso, alguns caminhoneiros já fizeram acertos para ter um preço uniforme. Então é muito possível que o problema das hidrovias se some ao aumento do custo de produção”.

O crescimento previsto não depende somente do clima, mas também vai requerer que o agronegócio explore seus ganhos de produtividade, sem depender apenas de impulsos da demanda. Existem muitos fatores externos como a desaceleração do mercado chinês, principal destino do grão brasileiro, que pode impactar as negociações em 2015. Roberto Rodrigues ressalta que a maior cautela do setor deve ser vista para o ano de 2016. “A valorização do dólar pode aumentar ainda mais os custos de produção. E se os preços lá fora continuarem em queda, devido o aumento da oferta, as margens serão ainda menores no próximo ano (2016)” diz.

Risco de temporais continua alto no Rio de Janeiro
sábado, 31 de janeiro de 2015

Uma frente fria ainda está na altura do litoral do Rio de Janeiro e ainda deixa áreas de instabilidade sobre o litoral fluminense, com nuvens carregadas que provocam chuva durante o domingo.

As imagens de satélite da manhã deste domingo, dia primeiro, mostram que novos aglomerados de nuvens mais carregadas avançaram para o norte fluminense. Estas nuvens ainda devem influenciar a cidade do Rio, espalhando muita nebulosidade e deixando a temperatura amena. Há risco de chuva moderada a forte e com raio. A chuva não será volumosa como na madrugada do sábado, mas pode causar novos transtornos.

 

O temporal que caiu na cidade do Rio de Janeiro na madrugada do dia 31 de janeiro de 2015 foi a primeira chuva volumosa do ano. A chuva forte e generalizada foi provocada por aglomerados de nuvens que se formaram na divisa de São Paulo com o Rio Janeiro por causa de uma frente fria que chegou na sexta-feira, dia 30 de janeiro. As rajadas de vento frio da frente fria começaram a ser sentidas no Rio na tarde de sexta, mas a chuvarada veio só na madrugada do sábado.

 

As manchas em azul claro e com pontos vermelhos representam nuvens bastante carregadas que avançaram sobre o Rio de Janeiro na madrugada de 31 de janeiro de 2015 provocando temporais.

 

Confira os volumes de chuva registrados pelo Sistema Alerta Rio – Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 12h30 do dia 30/1/2015 até 12h30 de 31/1/2015. Quase toda a chuva ocorreu na madrugada do sábado.

 

Segundo janeiro mais seco desde 2003

A frente fria que chegou ao Rio de Janeiro na sexta-feira, 30 de janeiro, conseguiu provocar chuva suficiente e generalizada para livrar janeiro de 2015 de ser o janeiro mais seco na cidade desde 2003.

A estação meteorológica da Saúde, no centro do Rio, operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia, registrou 28,6 mm acumulados entre 10 horas do dia 30 e 10 horas do dia 31 de janeiro 2015.

Esta quantidade de chuva foi muito menor do que caiu em outras áreas da cidade do Rio, mas com os pouco mais de 30 mm acumulados no começo do mês, janeiro de 2015 termina com um total de 59,9 mm..

Janeiro de 2015 passa a ser o segundo janeiro mais seco na capital fluminense desde 2003. O janeiro mais seco desde este ano foi o de 2014, quando choveu apenas 58,1 mm. Segundo o Inmet, a média normal de chuva para janeiro, no período de 2003 a 2014 foi de 188,9 mm.

 

 

Por que choveu tão pouco em janeiro de 2015?

A falta de chuva no Rio de Janeiro está associada a uma situação de bloqueio atmosférico ocasionado pela posição e intensidade anômalas do sistema de alta pressão subtropical do Altântico Sul. Este bloqueio foi muito forte em janeiro de 2014 e se repetiu em janeiro de 2015, menos intenso.

A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) é um dos grandes sistemas de alta pressão semipermanentes da circulação geral da atmosfera terrestre. Sua intensidade e posição interferem nas condições do tempo e do clima do Brasil.

O centro da ASAS próximo da costa do Sudeste ou sobre o Brasil é uma condição de bloqueio atmosférico e altera o caminho que as frentes frias e o ar polar fazem normalmente.

O bloqueio de janeiro de 2015 começou por volta do dia 10 e janeiro e persistiu até o dia 20. No dia 21, uma frente fria entrou no Sul do Brasil com uma massa de ar polar (ar frio) que teve força suficiente para afastar a alta subtropical do Atlântico Sul (ar quente).

 

ES, norte do RJ e de MG esperam por chuva
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Com o rompimento do bloqueio atmosférico no dia 21 de janeiro, as frentes frias e as nuvens carregadas estão voltaram a se formar sobre a maioria das áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Mas norte mineiro, o norte do Estado do Rio de Janeiro e todo o Espírito Santo ainda sentem a influência de da alta subtropical do Altântico Sul (ASAS) que dificulta o crescimento das nuvens e a chegada das frentes frias. Embora menos intenso, ainda existe um bloqueio que vem mantendo o Espírito Santo, o norte do Rio de Janeiro e o norte de Minas Gerais fora das áreas de instabilidade que voltaram a se formar até na região de Belo Horizonte.

Em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, o último registro de alguma chuva foi entre os dias 20 e 21 de dezembro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Mas foi uma chuva muito leve que acumulou menos de 5 mm. Foi nesta mesma época que a região de Teófilo Otoni (MG) teve última chuva. Em Vitória, capital do Espírito Santo, ainda não choveu este ano.

A falta de chuva e o calor intenso facilitam o surgimento de focos de fogo no norte fluminense, o que não é comum nesta época, que em anos normais é com chuva frequente.

Fumaça de queimadas em São João da Barra (RJ), 28-1-2015, por Peterson Viana

 

Pontos vermelhos indicam focos de fogo. Imagem do satélite Terra-MODIS (NASA) em alta resolução, 28-1-2015

 

De todo o Sudeste, a situação mais dramática atualmente de falta de chuva é no Espírito Santo. O mapa mostra a estiagem agrícola até o dia 27 de janeiro, segundo o órgão governamental Agritempo. A estiagem agrícola é o número de dias em que a chuva acumulada fico abaixo dos 10 milímetros. No caso do Espírito Santo, todo o estado está pelo menos há 30 dias praticamente sem nenhuma gota de chuva.

 

Na capital, Vitória, se chover nada até manhã do domingo, dia 31, janeiro de 2015 será o janeiro mais seco e o mês mais seco desde 1961, pelo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia.

Vem chuva?

Uma frente fria chega ao litoral do Rio de Janeiro na sexta-feira e passa o fim de semana próxima ao litoral fluminense. A chuva desta frente fria vai beneficiar o norte do Rio de Janeiro. Mas a chance de ocorrer até o sábado ainda é baixa no vale do rio Doce, no vale do Jequitinhonha e no Espírito Santo. A possiblidade de chuva aumenta um pouco na tarde do domingo. Mas uma segunda frente fria está sendo esperada para os primeiros dias de fevereiro e deve chegar ao Espírito Santo.

Confira a análise da meteorologista Josélia Pegorim

 

Mais chuva para BH
terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sem o bloqueio atmosférico da alta pressão subtropical do Atlântico Sul (ASAS), as pancadas de chuva voltaram a ocorrer sobre a região de Belo Horizonte. A primeira chuva de 2015 caiu entre 21 e 22 de janeiro. Choveu forte na tarde e noite dos dias 25 e 26 acumulando 65 mm. O total de chuva de janeiro está em 87,0 mm, muito abaixo da média histórica que fica em torno de 296 mm.

A falta de chuva sobre o Sudeste, que começou no verão de 2014, deixou os reservatórios que abastecem a Grande Belo Horizonte com nível crítico. Segundo a Copasa, no dia 27 de janeiro de 2015, o nível do Sistema Paraopeba estava em 30%. O Paraopeba é composto por três reservatórios: Rio Manso, Vargem das Flores e Serra Azul. Nas últimas 24 horas, o Vargem das Flores subiu e os outros dois reservatórios ficaram estáveis.

 

Uma frente fria vai trazer mais chuva para o Sudeste a partir de quinta-feira e a Grande Belo Horizonte terá mais chuva. Confira as informações com a meteorologista Josélia Pegorim.

 

 

Bloqueio atmosférico da ASAS

O bloqueio atmosférico provocado pela ASAS  – alta pressão subtropical do Atlântico Sul – atuou fortemente sobre Minas Gerais até o dia 21 de janeiro, deixando grande parte do Estado com pouca ou nenhuma chuva. O bloqueio foi quebrado com uma frente fria que chegou ao litoral de São Paulo no dia 21 de janeiro. Mas este bloqueio pode voltar? Entenda as condições atmosféricas do bloqueio de 2015.

 

Teremos mais apagões?

Fotografe a chuva!

Saiba como se proteger dos raios!

Frente fria traz chuva para o Sudeste
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A semana começou muito quente e seca no Sudeste e em parte do Centro-Oeste. O calor chegou aos 41°C nesta segunda-feira em Mato Grosso do Sul e quase 40°C no interior de São Paulo. Recordes de calor voltaram a ser registrados nas capitais São Paulo e em Brasília. Goiânia também teve recorde de calor no fim da semana, mas a chuva ficou longe, com níveis de umidade entre 20% e 30%, muito baixos para esta época.

Uma grande frente fria chega ao Brasil associada com uma massa polar que terá força para enfraquecer a massa quente e seca que vem predominando sobre o país. Esta nova frente fria vai ajudar a formar mais nuvens e estimular a ocorrência de chuva inclusive na Região Sudeste nos próximos dias. A previsão é de que esta nova frente fria avance nesta terça-feira até o litoral de Santa Catarina e na quarta-feira, 21, já esteja no litoral paulista. 

Temporais no Sul

O calor e o avanço desta frente fria, com seu ar polar entrando em choque com o calor intenso no centro-sul do Brasil, forma nuvens muito carregadas sobre a Região Sul. A situação é de alerta para temporais nos três estados nas próximas 48 horas.

O Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina já estão com chuva acima do normal em janeiro, mas na Região Sudeste, onde janeiro normalmente é com muita chuva, a deficiência de chuva ainda é muito grande. Esta frente fria vai trazer chuva para o Sudeste e um ar fresco aliviando o calor, mas não será para todos.

Quando começa a chover? Confira as informações com a meteorologista Josélia Pegorim

 

 

Confira a previsão para o Brasil para 15 dias 

ASAS enfraquece e ar polar entra no Brasil 

Tarde de 19/1/2015 foi a sexta mais quente em São Paulo em 72 anos  

 

 

Chuva no horizonte de Birigui (SP) , 19-11-2014 por Rafael

 


ASAS enfraquece e ar polar entra no Brasil
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Temperaturas extremamente elevadas, muito acima do normal para janeiro, voltaram a ser registradas na tarde desta segunda-feira especialmente nos Estados das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, mas também no Paraná, na Região Sul.

Em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, a temperatura chegou aos 41°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. São Paulo, o aeroporto de São José dos Campos informou 39°C e apenas 12% de umidade no ar.

Confira as cidades que registram temperaturas iguais ou maiores do que 38,0°C, através da rede de medição automática do Instituto Nacional de Meteorologia.

 

 

Esse calor é normal no Brasil?

Temperatura até mais elevadas do que estas já foram observadas muitas vezes no Brasil, nas cinco Regiões, mas em geral não foi no mês de janeiro. Esta época é de calor no Brasil, mas as temperaturas não atingem marcas tão elevadas como vem ocorrendo nos últimos dias. Num janeiro normal, a maior parte do país tem dias com muitas nuvens, abafados e com pancadas de chuva frequentes. Tudo isto impede que a temperatura alcance marcas extremas. Mas num janeiro atípico como está o de 2015, e como foi 2014, com pouca chuva, o calor fica muito acima do normal.

 

As temperaturas estão muito acima da média normal para janeiro, mas uma frente fria está chegando com uma massa polar forte para afastar o ar muito quente. Este ar polar vai conseguir enfraquecer o ar muito quente do bloqueio gerado pela alta subtropical do Atlântico Sul.

Os ventos frescos e a chuva começam a baixar a temperatura já nesta terça-feira no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Na quarta-feira, Paraná, parte de São Paulo, de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro vão sentir os vetos de origem polar. Mas será que o calorão então acabou?

Confira as informações com a meteorologista Josélia Pegorim

 

 

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Mais calor e menos chuva em SP
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A temperatura máxima nesta sexta-feira na maioria das áreas da Grande São Paulo ficou entre 32°C e quase 34°C. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 33,6°C em Barueri. O Campo de Marte, na zona norte da cidade de São Paulo registrou 33°C e o aeroporto de Congonhas, na zona sul, registrou 32°C.

O calor formou nuvens carregadas que provocaram fortes pancadas de chuva em áreas das zonas central, sul e leste da capital no meio da tarde, que vieram com raios. As nuvens se dissiparam em pouco tempo e desta vez a população da Grande São Paulo não teve grandes transtornos por causa da chuva.

 

Calorão e pouca chuva

Mas as condições do tempo estão desagradando a maioria. Quase todos reclamam do excesso de calor e de chuva. Quase todos já podem contar uma história de queda de árvore, de ficar sem energia elétrica por causa dos temporais. Até quem está na praia reclama do calorão. A sensação térmica tem ficado em torno dos 40°C nas praias de São Paulo por muitas horas consecutivas.

O fim de semana promete mais calor, que pode até bater recorde de novo na capital paulista. Por enquanto, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a máxima de 2015 é de 35,4°C e foi registrada no dia 12 de janeiro.

 

Sol predomina em todo o Estado de São Paulo e chove pouco

O bloqueio atmosférico causado pela Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) vai deixar todo o Estado de São Paulo com muito sol e calor durante todo o fim de semana. Como não há o avanço de frentes frias e o ar fica até mais seco, a chance de chuva é ainda menor.

O mar fica baixo. Muito sol e pouca onda!  Ache a sua onda e a sua tribo no Climasurf 

 

Araras (SP) 3-12-2014 por Walter

Frente fria à vista

O bloqueio da ASAS deve se enfraquecido na próxima semana e uma frente fria deve chegar ao litoral paulista no dia 21 de janeiro aumentando as condições para chuva e aliviando o calorão.

Entenda porque a brisa do mar ajuda a provocar temporais em São Paulo.

 

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