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Mais chuva sobre o Rio Grande do Sul
quarta-feira, 2 de julho de 2014

O Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os estados que mais sofreram com a chuva forte e volumosa na última semana de junho. A chuva parou na segunda-feira, mas o sol reapareceu forte só na terça e nesta quarta-feira. Mas a trégua da chuva para o Rio Grande do Sul já está acabando. A partir desta quinta-feira, uma nova frente fria começa a estimular nuvens carregadas sobre o Estado que vão provocar mais chuva. A situação é preocupante, pois a circulação dos ventos e o padrão de pressão sobre o Brasil nos próximos dias vai força a concentração da chuva sobre o Rio Grande do Sul. Os estados de Santa Catarina e do Paraná serão poupados desta vez.

A meteorologista Josélia Pegorim explica como ocorre este bloqueio da chuva sobre o Rio Grande do Sul.

Balanço da Defesa Civil

O governo do Rio Grande do Sul em parceria com o Ministério da Integração Nacional já começou a repassar aos municípios atingidos pelas chuvas volumosas e transbordamento do Rio Uruguai e afluentes, os kit de assistência humanitária. São kits que contém alimentos não perecíveis, colchão, cobertor, lençol, fronha e travesseiro, artigos de higiene pessoal e limpeza.

Segundo último boletim da Defesa Civil Estadual, serão repassados quase 8 mil kits totalizando R$ 700 mil. “Neste momento estamos com prioridades no auxílio ás famílias com a distribuição de kits que minimizam parte do sofrimento das pessoas atingidas pela chuva no Estado”, declarou o secretario chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Oscar Luis Moiano.

Estão sendo atendidos os municípios que decretaram situação de emergência no começo da semana, entre eles Porto Xavier, Porto Mauá, Porto Lucena, Pinheirinho do Vale, Porto Vera Cruz, Irai, Barra do Guarita, Caiçara, Vicente Dutra, Tiradentes do Sul, Crissiumal e Esperança do Sul. Até o momento, 25 cidades decretaram emergência, 3.074 pessoas estão desabrigadas e 5.524 desalojadas.

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2ª feira em Brasília: Nigéria x França
domingo, 29 de junho de 2014

Nigéria e França se encontram no gramado do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para mais um jogo das oitavas de final. Nenhuma das duas seleções experimentou ainda a secura do ar de Brasília, mas a Nigéria já jogou em Cuiabá no dia 21 de junho, onde o ar estava seco, mas não tanto como em Brasília. Às 13 horas do domingo, o aeroporto de Brasília registrava 28% de umidade no ar.

 

 

O último jogo da Nigéria foi no frio de Porto Alegre, no dia 25 de junho, onde a temperatura máxima não passou dos 23°C. Já a França vem do calor do Rio de Janeiro, onde jogou também no dia 25, quando a temperatura atingiu marcas em torno dos 30°C.

Brasília fica quente nesta segunda-feira e a maior diferença das condições do tempo para as duas seleções vão será o nível de umidade no ar, que fica baixo e bem menor do que os dois times enfrentaram nas últimas cidades-sede em que jogaram.

Algumas nuvens altas podem passar sobre a Brasília, mas este tipo de nebulosidade não provoca chuva.

 

Bloqueio do ar polar

O ar polar entrou forte sobre o Mato Grosso do Sul e sobre o sul de Goiás, mas as circulação atmosférica impede a chegada de ar frio até Brasília. Há um bloqueio atmosférico. Assim, o ar quente ainda predomina sobre Brasília nesta segunda-feira. A sensação será de calor.

 

Confira a previsão do tempo e a tabela dos jogos para Brasília

 

Calor de Fortaleza força parada técnica no jogo entre Holanda e México

Calor de outono em São Paulo (SP)
sexta-feira, 27 de junho de 2014

A tarde desta sexta-feira (27) foi a mais quente em mais de dois meses na cidade de São Paulo (SP). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) a temperatura chegou a 28,1°C na estação do Mirante de Santana, na zona norte paulistana. Não esquentava tanto quando hoje desde o dia 19 de abril, quando foi registrada a máxima de 30,6°C. O calor que fez hoje pode ser explicado em razão da persistência de um bloqueio atmosférico estabelecido por uma forte massa de ar seco que ainda dificulta a chegada de frentes frias ao estado e pela presença de ventos quentes do quadrante norte.

Nesse fim de semana o calor diminui com o avanço de uma frente fria em direção ao Estado. O sábado ainda será de sol forte e umidade baixa. No domingo as nuvens aumentam bastante, a temperatura fica mais amena e há possibilidade de chuva fraca no fim do dia.

O bloqueio atmosférico e o seu bem estar
quarta-feira, 25 de junho de 2014

O lado bom e o ruim do bloqueio atmosférico

O bloqueio atmosférico observado atualmente sobre a América do Sul está forçando a formação de nuvens muito carregadas sobre o Sul do Brasil, onde a chuva caiu forte em muitas áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do sudoeste/sul do Paraná.

O bloqueio está forte e nesta quarta-feira proporcionou um grande contraste de tempo no sudoeste do Paraná. Numa diferença de menos de 100 km tínhamos muita chuva e sol.

Ao mesmo tempo, o ar polar das frentes frias está sendo bloqueado e não consegue avançar sobre o Sul do Brasil e nem chegar ao Sudeste ou ao Centro-Oeste.

O bloqueio atmosférico está associado a presença de um grande sistema de alta pressão atmosférica nos níveis médios e altos da atmosfera, que causa uma forte subsidência do ar. Isto faz com que o ar fica muito seco no Sudeste e no Centro-Oeste do  Brasil.

Durante a edição das 15h do Climatempo News, jornal meteorológico que vai ao ar ao vivo pelo portal da Climatempo e pelas redes sociais, através dos comentários de vários internautas, a meteorologista Josélia Pegorim mostrou os diferentes efeitos provocados pelo bloqueio atmosférico na vida das pessoas. Ele vem fazendo a felicidade de uns e irritando outros

A força do bloqueio no Paraná.

O internauta Giovani Patzlaff comentrou: “… olha o céu aqui em Itaipulândia oeste do PR!A chuva não quer vir para cá! Foz do Iguaçu fica a  70km daqui e tem pancadas de chuva desde ontem.Há risco de temporal por aqui?”

A foto foi tirada ás 15h04 de 25 de junho de 2014. A sequência de imagens de satélite mostra que as nuvens mais carregadas (azul claro, branco) chegaram perto de Itaipulândia e recuaram. A força do bloqueio deixou Giovani ansioso!

 

 

Bloqueio do ar polar

No Rio de Janeiro, o internauta  Eduardo Mendonça comentou: “Os cariocas que gostam de frio estão sofrendo nesse início de inverno. Sol forte e 32°C às 13h. Esse calor já é efeito do El Niño? Quando vem chuva?”

O bloqueio atmosférico impede a chegada do ar polar ao Rio de Janeiro deixando Eduardo infeliz com o tempo. Calor, sol forte e umidade abaixo do normal no Rio vão predominar por mais alguns dias.

 

 

Ar seco e falta de chuva

De Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, Jennifer Grandcese comentou: “ ..gostaria de saber se esse tempo seco irá continuar aqui em Petrópolis, Rio. Pois eu tenho alergia na pele quando há muita umidade do ar. Jô, eu sofro de urticárias por causa da alta umidade, e piora meu quadro de bronquite e sinusite, um terror. Estou amando esse tempo seco, que continue!”

A forte subsidência provocada pelo sistema de alta pressão deixa o Estado do Rio de Janeiro com ar seco. Jennifer está muito feliz!

 

Moral da história: não existe tempo bom ou ruim. Chuva, sol, frio e calor podem ser bons ou ruins. Depende da nossa expectativa. 

 Veja a edição completa do Climatempo News 15h – 25/6/2014

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SC e RS ainda terão muita chuva
quarta-feira, 25 de junho de 2014

Áreas de instabilidade permanecem sobre o Sul do Brasil e grandes volumes de chuva já foram acumulados. Estas nuvens carregadas estão bloqueadas sobre o Sul e a previsão é de mais chuva. O bloqueio só deve terminar na segunda-feira, quando a chuva vai diminuir.


Volumes de chuva registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia

 


Compare a média normal de chuva para o Sul no mês de junho e quanto está sendo estimado até o dia de junho. A média normal de chuva para junho no Sul fica em torno dos 150 mm em grande parte da Região e a previsão é de que chova mais do que isto até o dia 3o de junho.


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Secura no Sudeste e no Centro-Oeste vai aumentar
terça-feira, 24 de junho de 2014

A intensificação de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o Brasil deixa o ar mais seco no Sudeste e no Centro-Oeste. Com a baixa umidade, menos nuvens se formaram sobre estas Regiões, o que garantiu uma terça-feira com sol forte e temperaturas elevadas. Os termômetros passaram dos 30°C em muitas áreas.

A imagem mostra os menores níveis de umidade registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia nesta terça-feira, 24 de junho, através das medições automáticas.

 

Este sistema de alta pressão causa um bloqueio na atmosfera que deve persistir por mais alguns dias. O mapa mostra a estimativa de chuva para o país até o dia 29 de junho. O predomínio da cor branca sobre o Sudeste e o Centro-Oeste indica ausência de chuva.

 

O bloqueio atmosférico força a concentração de instabilidade no Sul do Brasil onde chove muito até o fim do mês.

Confira a previsão para o Centro-Oeste e para a o Sudeste.
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Até quando vai esse calorzinho no Rio de Janeiro?
terça-feira, 24 de junho de 2014

O ar ficou mais seco e quente sobre o Rio de Janeiro nesta terça-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 30,2°C de temperatura máxima contra 25,8°C na segunda-feira, 23 de junho. O aeroporto Santos Dumont registrou 40% de umidade no ar na tarde desta terça-feira e no Campo dos Afonsos, na zona oeste, o nível de umidade baixou para 38%.

Com o ar mais seco, menos nuvens se formaram sobre Estado do Rio de Janeiro e a capital fluminense também passou o dia com céu quase todo azul.

O predomínio da cor escura indica pouca ou nenhuma nebulosidade

O tempo seco vai predominar no Rio de Janeiro por mais alguns dias. A tendência é de que a umidade caia um pouco mais. O ar parado ajuda a aumentar a poluição.

Frio à vista?

A circulação dos ventos sobre a América do Sul, em vários níveis atmosféricos, está impedindo que as frentes frias e ar polar passem do Sul para o Sudeste do Brasil. O ar polar está sendo retido na Argentina. Esta situação não deve mudar por enquanto.

Veja o gráfico de temperatura para o Rio e Janeiro.

Bloqueio atmosférico mantém chuva no Sul
segunda-feira, 23 de junho de 2014

Um bloqueio atmosférico está sendo observado sobre a América do Sul e vai fazer com que o Sul do Brasil tenha muita chuva nesta última semana de junho. A situação é preocupante, pois muitas cidades do Paraná e de Santa Catarina entraram em situação de emergência no começo de junho, quando choveu muito sobre a maioria das áreas dos dois estados. Rios transbordaram e ainda estão com nível elevado, mesmo com alguns períodos sem chuva. Novas enchentes podem ocorrer esta semana.

O mês de junho vem sendo marcado por poucos dias com sol no Sul do Brasil e vários eventos com chuva volumosa. Só na primeira semana de junho, muitas áreas da Região acumularam mais chuva do que a média normal para junho.

O mapa mostra a anomalia (diferença em relação à média) da chuva no Sul neste mês de junho, considerando a chuva ocorrida até o dia 22 de junho. Os tons de azul indicam chuva acima da média.

 

 

 

A meteorologista Josélia Pegorim comenta sobre o bloqueio atmosférico e as consequências para o Sul do Brasil.

 

 

 

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Sudeste mais quente e seco
sábado, 7 de junho de 2014

Um sistema de alta pressão já está se intensificando ao largo do litoral da Região Sudeste e favoreceu a diminuição da nebulosidade no estado de São Paulo ao longo deste sábado (07).  O padrão de circulação de ventos em superfície (ao nível do mar) e na média atmosfera (níveis médios, em torno de 5000 metros) é no sentido anti-horário do ponteiro do relógio (circulação anti-ciclônica no Hemisfério Sul) e é inibidor da formação de instabilidades. Este padrão de alta pressão na atmosfera fica ainda mais intenso durante o domingo (08) e a segunda-feira (09) e tende a deixar a atmosfera ainda mais seca e mais quente nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais. A área realçada na figura em destaque mostra a projeção do modelo numérico de previsão do tempo MM5 para a altura geopotencial  (com unidade de medida em metro geopotencial – mpg) nesta camada da média atmosfera durante a noite  do dia 09. Quando este valor supera a marca de 5900, trata-se de um sistema intenso que forma uma espécie de bloqueio na atmosfera, inibindo a formação de nuvens carregadas de chuva. A frente fria que está sendo esperada para próxima segunda deve encontrar esta “barreira” em sua frente. Portanto, devemos esperar apenas por chuvas fracas e alguns chuviscos e apenas aumento de nebulosidade em áreas do sul e leste de SP, litoral do RJ e do ES. A parte mais instável desta frente fria continua bloqueada sobre o Sul do Brasil. Muitas cidades do interior do Sudeste não vão sentir a passagem do sistema frontal que será desviado para alto-mar. As tardes desta semana ainda serão quentes e secas.

 

A frente fria que fez a diferença
terça-feira, 4 de março de 2014

Exatamente na virada para a segunda quinzena de fevereiro, entre os dias 14 e 15, uma frente fria entrou forte no centro-sul do Brasil influenciando também São Paulo. O clima do começo de 2014 ficou determinando por antes e depois da passagem desta frente fria. Antes, o calor muito acima do normal, poucas nuvens e pouca chuva. Depois, muitas nuvens, pancadas de chuva mais frequentes e o calo normal.

Foi esta frente fria de meados de fevereiro que desfez o bloqueio atmosférico que impediu o deslocamento normal das frentes frias e do ar polar.

A mudança das condições atmosféricas pode ser observada na variação da temperatura mínima e máxima ao longo do mês de fevereiro. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia registrados no Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista.

Entre 1 e 14 de fevereiro, antes da passagem da frente fria, a média da temperatura máxima foi de 34,7°C, 6,7°C acima da temperatura máxima normal para fevereiro que é de 28,0°C. Depois da frente fria, a média da máxima baixou para 31,8°C, mas o mês fechou com 3,8°C acima do normal.

A variação da temperatura mínima também teve grandes mudanças com a passagem da frente fria em meados de fevereiro. De 1 a 14 de fevereiro, a média da temperatura mínima foi de 23°C, 4,3°C acima da média normal que é de 18,7°C. Com o ar polar que entrou depois do dia 14, a média da temperatura mínima baixou para 21,4°C e fevereiro terminou com média de mínimas 2,7°C acima do normal.