Posts com a Tag ‘ciclone extratropical’

+ aumentar e diminuir fonte -
Instabilidade forte no litoral do ES e RJ. Ciclone na costa sul do BR.
domingo, 7 de março de 2010

Nos últimos dias alguns meios de comunicação falaram sobre a possível formação de um ciclone na costa do Sudeste e outro no litoral da Região Sul do Brasil. As duas notícias geraram muita preocupação e com razão. A Climatempo alertou em seus destaques sobre a formação do ciclone na costa sul do país, mas a equipe de meteorologistas não achou consistente a formação do ciclone na costa sudeste.

O que se tem real neste domingo?  Nada melhor do que as imagens de satélite para mostrar o que realmente o que está acontecendo na costa brasileira.

Um ciclone é um sistema de baixa pressão atmosférica onde os ventos fazem um movimento circular. No Hemisfério Sul, este giro ocorre no sentido horário, igual ao dos ponteiros do relógio. Abaixo mostramos apenas uma única imagem de satélite,  onde não é possível ver o giro das nuvens entre Santa Catarina e o sul de São Paulo, que acompanha o movimento dos ventos do ciclone em formação.  Este movimento só pode ser percebido por uma sequência de imagens.  Mas isto poderá ser visto claramente na seção satélite, do site da Climatempo. Ao mesmo tempo, note a grande quantidade de nuvens pesadas que cresce em alto-mar, ao largo da costa Sudeste, em particular entre o Rio de Janeiro  e o Espírito Santo.

A cor vermelha indica uma forte atividade convectiva. São nuvens de grande extensão vertical, associadas com chuva forte e eventualmente ventos fortes. A convecção foi estimulada também por condições particulares de ventos nos altos níveis da atmosfera.

Estas nuvens devem continuar se formando ao largo do litoral da Região Sudeste, pelo menos por mais dois dias, mas não devem gerar um ciclone. Veja na seção satélite a animação das imagens e note que essa massa de nuvens não se movimenta de forma circular.  Porém, a presença destas nuvens indica uma atmosfera muito instável, favorável a ocorrência de chuva. A proximidade destes sistemas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo facilita a ocorrência de pancadas de chuva em parte destes estados, que podem ser fortes. As nuvens do tipo cumulonimbus podem ser formar em várias áreas dos dois Estados e é comum provocarem chuvas volumosas e ventos fortes. Mas isto não quer dizer que um ciclone estará atuando nestes Estados.

Já na costa sul do Brasil, as condições atmosféricas em níveis elevados da atmosfera estão favoráveis a formação de um ciclone extratropical. O movimento das nuvens é claro na sequência de imagens de satélite.  As análises dos campos de pressão atmosférica indicam a formação de uma área de baixa pressão “fechada”. Isto quer dizer que os ventos fazem o giro completo, em 360°, no sentido horário. A baixa pressão “fechada” ocorre em diversos níveis da atmosfera.  Nas simulações matemáticas obtidas neste domingo, o modelo atmosférico global MRF  indicava um valor mínimo de pressão de até 1006 hPa, até a quinta-feira, entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Este valor de pressão é baixo, mas já foram observados centros de baixa pressão muito mais baixos, muito mais intensos do que este na costa sul e sudeste do Brasil. Tecnicamente, este centro de baixa pressão é fraco. Valores abaixo de 1000Hpa, ou menores, são realmente preocupantes e já foram constatados muitas vezes no litoral da Região Sul e até sobre o Rio Grande do Sul.

Veja a animação no link abaixo:

http://www.climatempo.com.br/satelite.php

A área de baixa pressão atmosférica deve permanecer semiestacionária entre os dois Estados por quase toda a semana, afastando-se mesmo para alto-mar só a partir da sexta-feira. Por isso, até lá, alerta-se para fortes rajadas de vento no litoral da Região Sul do Brasil, estimadas entre 50 e 70 km/h.  Estes ventos poderão acontecer especialmente em alto-mar. O mar tende a ficar agitado, mas como a área de baixa pressão fica perto do continente, não se espera grande elevação das ondas. Para que houvesse um grande aumento da altura das ondas seria preciso um “caminho livre” de ventos constantes do quadrante sul, por alguns dias. É numa situação assim que normalmente ocorre o empilhamento do mar e elevação das ondas.  Mas alerta-se que a navegação poderá ser perigosa.

Por conta da proximidade da área de baixa pressão atmosférica, localidades nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a Grande Porto Alegre, o vale do Itajaí (SC), a Grande Curitiba, o litoral do Paraná e até o sul de São Paulo poderão ter algumas rajadas de vento, moderadas a fortes, nos próximos dias, mas que em geral, não devem superar os 60 km/h. Em localidades elevadas, como serras, o próprio relevo ajuda a aumentar a intensidade dos ventos.

A equipe de meteorologistas da Climatempo estará acompanhando atentamente esta condição meteorológica especial, tanto na costa sul como na costa do sudeste, e emitirá alertas na sua página principal caso seja necessário.

Muita chuva e vento no litoral entre RS e RJ
sábado, 6 de março de 2010

Áreas de nuvens carregadas começaram a se espalhar na sexta-feira (5) ao largo da costa sul do Brasil e se estenderam pelo litoral sul de São Paulo na madrugada deste sábado. Choveu muito em algumas áreas e com fortes rajadas de vento. Conforme as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, em Iguape, no litoral sul de São Paulo, as rajadas de vento chegaram a 63 km/h na madrugada deste sábado. Choveu quase 44 milímetros, mas apenas entre 4 e 8 horas. No litoral do Paraná, onde a chuva já tinha sido volumosa na quinta-feira, voltou a chover com forte intensidade na noite de sexta. O total acumulado entre 6 horas do dia 5 e 8 horas do sábado, 6, chegava aos 76 milímetros. Em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, o Inmet registrou quase 74 milímetros de chuva no mesmo período. Florianópolis ficou com tempo instável na sexta-feira e ainda chovia neste sábado, mas com fraca a moderada intensidade pela manhã. Em Araranguá, no litoral sul catarinense, houve um temporal na tarde de sexta-feira. Entre 15 e 18 horas foram acumulados 86 milímetros. Na região de Tubarão, também no sul de Santa Catarina, foram observadas rajadas de vento de quase 80 km/h.

CLIMATEMPO - A MELHOR PREVISÃO PARA O BRASIL
Estas áreas de instabilidade foram apenas o início da formação de um ciclone extratropical que deve se organizar de vez na costa sul do Brasil, até esta próxima segunda-feira. Porém, este sistema não tem nenhuma semelhança com o furacão Catarina, que se formou na costa sul do Brasil no fim de março de 2004. Os ciclones extratropicais são comuns na costa sul do Brasil, do Uruguai e da Argentuina, especialmente nos meses de outono e inverno, e no começo da primavera.

A população do litoral dos Estados do Sul do Brasil e também de São Paulo deve ficar atenta para o aumento da intensidade dos ventos no decorrer deste domingo. Algumas rajadas podem superar os 80m km/h. A chuva forte pode causar problemas. Com os ventos ficando mais fortes e persistentes, o mar começa a ficar agitado e as ondas vão aumentar. Na segunda-feira, a altura das ondas pode chegar aos 3 metros em praias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com risco de ressaca. Ondas de 2 a 3,5 metros poderão ocorrer na faixa litorânea entre o Paraná e o Rio de Janeiro. No litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, os ventos das direções sudoeste e sul devem ganhar força no decorrer deste domingo, com rajadas entre 60 e 70 km/h. A partir de terça-feira, o ciclone se afasta para o alto-mar e a tendência é de diminuição dos ventos, das ondas e da chuva.
CICLONE EXTRATROPICAL NO OCEANO INFLUENCIA SUL E SUDESTE DO BRASIL
sexta-feira, 5 de março de 2010

Durante o fim de semana, as áreas de instabilidade associadas a uma frente fria, que está quase parada ao largo da costa do Espírito Santo, se desenvolvem como um sistema de baixa pressão que influencia a região ao largo da costa do Sul e do Sudeste, inclusive as áreas litorâneas destas regiões. Este sistema vai provocar vento moderado a forte na costa fluminense e paulista, com intensidade entre 20 e 30 nós, com direção predominante do quadrante nordeste. Na costa sul paulista e no litoral do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a intensidade do vento do vento fica entre 35 e 45 nós, com direção predominante do quadrante leste. Todo este vento soprando forte sobre o oceano forma as ondas que deixam o mar agitado ao largo da costa e também nas praias. Na costa gaúcha e catarinense no domingo a altura das ondas pode chegar a 2,5 m. A partir de segunda-feira a baixa pressão se desenvolve como um ciclone extratropical que avança em direção ao alto mar e ainda provoca vento moderado a forte no litoral das regiões sul e Sudeste. O mar se agita nas praias da Região Sul, com ondas chegando a 3,0 m de altura. As ondas aumentam também nas praias de São Paulo e do Rio de Janeiro com ondas entre 2 e 2,5 m de altura. A partir de terça-feira com o ciclone se afastando da costa o vento aos poucos diminui de intensidade. O mar ainda fica agitado e começa a baixar a partir de quarta-feira.

Apesar da presença desta área de baixa pressão atuando ao largo da costa do Sudeste durante o fim de semana, não há previsão de elevado volume de chuva, embora as pancadas de chuva por vezes possam ser intensas no leste da Região. No sul do País devido à chegada de umidade e também devido à condição da atmosfera superior, há risco de chuva forte o volumosa no leste catarinense e paranaense.

Mais temporais na Região Sul
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os temporais não darão trégua ao Sul do Brasil nos próximos dias. Outra situação meteorológica associada ao tempo severo será monitorada nas próximas 48 horas. Uma nova frente fria chega ao Rio Grande do Sul nesta terça-feira, com uma área de baixa pressão intensa que vai originar um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Este sistema só deve estar completamente organizado entre a noite desta terça-feira e a madrugada de quarta. A situação é muito preocupante porque a pressão atmosférica deve ficar abaixo dos 1000 hPa (hectopascais) no centro-sul do Rio Grande do Sul. Áreas de baixa pressão desta ordem aceleram o movimento do ar e geram ventos intensos. Várias localidades do Rio Grande do Sul poderão sofrer danos com rajadas de ventos de mais de 100 km/h já nesta terça-feira. O ciclone extratropical se afasta rápido para o mar durante a quarta-feira, mas seus efeitos ainda serão sentidos no Sul do Brasil. Em Santa Catarina e no Paraná, o risco de chuvas fortes e de ventania é alto na quarta e na quinta-feira. No Rio Grande do Sul, a chuva dará uma trégua neste dia e na sexta-feira, mas retorna na tarde do sábado.

O mês de janeiro ainda não terminou e a maioria das áreas da Região Sul acumularam quantidades de chuva iguais ou superiores à média.

ngt2

 

 

 

CLIMATEMPO - A MELHOR PREVISÃO PARA O BRASIL

Altas ondas (e sol) no litoral do Sudeste
quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Altas ondas no litoral de SP para a tentativa de quebra recorde mundial

A passagem de um ciclone extratropical pela costa sul do Brasil ajudou a elevar as ondas, que podem chegar aos 2 metros nesta sexta-feira. No fim de semana, o mar tende a baixar e o sol vai esquentar a praia.

A cidade de Santos, no litoral paulista, vai ficar mais agitada nos próximos dias. Desta sexta-feira até o sábado, dias 2, 3 e 4 de outubro, a praia do Quebra-Mar será palco de um evento especial dos esportes marítimos: a tentativa da quebra mundial do recorde de maior número de surfistas descendo a mesma onda. Os organizadores  do evento pretendem juntar 250 participantes.

O tempo estará a favor das boas ondas. A passagem de um ciclone extratropical pela costa da Região Sul do Brasil e do Uruguai fez o mar subir muito nas últimas 24 horas. Na manhã desta quinta-feira, as ondas chegavam a 1,5 metros na praia do Quebra-Mar, com séries maiores. Praias do litoral norte paulista tinham ondas de até 2 metros.

Nesta sexta-feira, as ondas ainda poderão chegar aos 2 metros em Santos e em outros pontos do litoral de São Paulo. A ondulação do mar predominante deve ser sudeste. No fim de semana, o mar tende a baixar. Para o sábado, a previsão é de ondas de até 1,5 metros pela manhã, com tendência de diminuição já a partir da tarde. No domingo, as maiores ondas terão picos de 1 metro no litoral de São Paulo. A diminuição da velocidade dos ventos vai melhorar a formação das ondas.

Para animar ainda mais a festa, depois de vários dias com chuva e frio, a Climatempo está prevendo sol e temperaturas elevadas nas praias paulistas no fim de semana. Pode chover no fim da tarde, mas a chuva será rápida.

Mar sobe no RJ e no ES

A elevação do mar ocorreu em toda a costa sul e sudeste do Brasil. Ondas de 2 metros foram observadas nesta quinta-feira em praias de Santa Catarina e do Rio de Janeiro. O mar sobe mais no litoral fluminense nesta sexta-feira e as ondas poderão atingir 2,5 metros, até com alguns picos maiores. Há uma possibilidade de ressaca fraca. No Espírito Santo, o mar também sobe mais nesta sexta-feira e as ondas podem chegar aos 2 metros em praias do sul do Estado. Mas durante o fim de semana, o mar tende a baixar. No sábado, as praias fluminenses ainda terão ondas em 1,5 metros, com séries maiores pela manhã. No domingo, a altura das ondas cai para 1 metro. No Espírito Santo, as ondas devem atingir altura de 1 metro a 1,5 metros no fim de semana.

O sol reaparece forte a partir desta sexta-feira nas praias capixabas e fluminenses. A temperatura sobe o calor deve passar dos 30ºC no fim de semana. Há possibilidade de chuva rápida no fim da tarde.

Vento de 90km/h no litoral do RJ. Chuva diminui no Sul.
terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ventania na costa do Sul e do Sudeste do Brasil

Semana de alerta para mar agitado e risco de ressaca

Ventos muito fortes foram observados na tarde e noite desta segunda-feira na costa sul e sudeste do Brasil. As intensas rajadas foram provocadas por nuvens muito carregadas que se formaram por conta do impacto da chegada de uma frente fria e do calor na Região Sudeste, e também por um ciclone extratropical que está em formação ao largo da costa da Argentina e do Uruguai.

Rio de Janeiro e São Paulo

Na Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro, uma rajada chegou a quase 90 km/h às 19 horas desta segunda-feira. Em Paraty, no litoral sul fluminense, o vento chegou a 86 km/h, às 18 horas. Na cidade do Rio de Janeiro, o vento chegou aos 74 km/h no Forte de Copacabana e a 63 km/h em Jacarepaguá. O aerporto Santos Dumont registrou rajadas de até 48 km/h. Na base aérea de Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense, as rajadas variaram de 79km/h a 83 km/h, entre 18h e 18h30. Todos estes registros foram medidos pelas estações meteorológicas automáticas operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

No litoral de São Paulo, a estação da ilha da Moela registrou uma rajada de 73 km/h, às 15 horas.

Ventos com estas velocidades podem causar alguns destelhamentos e queda de algumas árvores, além de danos às embarcações pequenas e mal atracadas em marinas.

Costa Sul do Brasil

Na costa sul do Brasil, as rajadas estiveram fortes e constantes durante todo o dia, variando de 50 km/h a 70 km/h, em média, porém com intensidades ainda maiores em alguns momentos. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou ventos até 82 km/h em Araranguá, no litoral sul de Santa Catarina, na madrugada desta segunda-feira. Na região de Laguna, na mesma região, uma rajada chegou aos 78 km/h, mas durante toda a tarde, a média das rajadas era de 68 km/h.

Em Mostardas, no litoral do Rio Grande do Sul, as rajadas estiveram constantes durante todo dia, em torno dos 61 km/h. No Chuí, a média da rajadas estava em 68 km/h.

Alerta geral de mar agitado, navegação perigosa,ventos fortes e risco de ressaca no decorrer da semana

A ventania persiste na costa sul e sudeste do Brasil nas próximas 48 horas, perdendo força só no decorrer da tarde de quarta-feira. Até lá, rajadas entre 60 e 80 km/h, em média, ainda poderão ser observadas entre o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo. O mar começa a ficar muito agitado a partir desta terça-feira. Com a ventania desde a costa da Argentina, grandes ondas vão sendo geradas em alto-mar e devem chegar às praias do Sul e do Sudeste do Brasil nos próximos dias. É  uma situação perigosa e todas as embarcações devem redobrar os cuidados. Os navegantes devem ficar atentos aos avisos da Marinha. As embarcações menores devem evitar sair para o mar até o fim da semana. As marinas devem ficar em permanente alerta até o fim da semana, mantendo as embarcações corretamente atracadas, para evitar danos maiores. A elevação do mar será rápida a partir de quarta-feira e ondas de 3 metros poderão alcançar a costa entre quarta e sexta-feira. O risco de ressaca é alto, especialmente entre quinta e sexta-feira. Vale lembrar que, em alto-mar, o pico das ondas será maior.

Chuva diminui no Sul, mas o frio aumenta.

As nuvens pesadas que se formaram sobre o Sul do Brasil no fim de semana e nesta segunda-feira provocaram mais temporais. Em algumas áreas, a chuva volumosa veio com granizo e ventania. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia volumes de chuva de 80 a mais de 100 milímetros foram acumulados durante o domingo e na madrugada de segunda-feira em várias áreas da serra e do planalto de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Valores desta ordem representam ao menos 50% da média de chuva para setembro.

Na tarde desta segunda-feira, as imagens de satélite já mostravam que as nuvens de chuva forte haviam saído quase totalmente da Região. Isto é um alívio momentâneo, porque ainda há previsão de mais chuva até o fim da semana. A partir de quarta-feira, as nuvens ficam carregadas de novo sobre o Sul do País.

28 de setembro - 13h15
28 de setembro – 13h15

Nos próximos dias, o risco de transbordamento dos rios e de deslizamento de terra é alto, pois tudo está saturado de água. Setembro termina com pelo menos o dobro da chuva normal no Sul do Brasil.

A população enfrenta agora o desconforto do frio, por conta de uma forte massa polar que avança sobre a Região Sul. Os ventos dessa massa polar também podem ser fortes nesta terça-feira, aumentando a sensação de frio. Esta massa polar entrou no continente sul americano com uma intensidade muito maior do que a média, para esta época do ano. Nevou no domingo na região de Mendoza, no oeste da Argentina, o que não é comum. No mar, a ventania pode variar de 60 a 80 km/h, o que de deixa o mar agitado. O risco de ressacas é alto entre quarta e sexta-feira.

Novo ciclone extratropical em formação
quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ventos fortes foram observados nesta quarta-feira e vários estados brasileiros.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, as rajadas chegaram os 54 km/h, provocadas por uma nova massa polar que está entrando no Estado.

No Paraná, a ventania veio de nuvens pesadas que passaram sobre o Estado. Em Goioerê, o vento chegou aos 81 km/h na madrugada. Em Joaquim Távora foram registrados ventos de 71 km/h no começo da manhã.

Em Santa Catarina, as rajadas do vento frio polar chegaram aos 55 km/h em Chapecó, no oeste do Estado.

E em Porto Alegre, a quarta-feira foi marcada pelo tempo chuvoso e o vento também ficou forte a partir da tarde. As rajadas chegaram a quase 45 km/h.

Em Florianópolis, uma rajada chegou aos 57 km/h, às 17 horas. Tanto na capital catarinense quanto na gaúcha, o aumento da velocidade do vento está associado a formação de um novo ciclone extratropical.

No Estado de São Paulo, o vento de noroeste ganhou força por conta da aproximação de uma frente fria e nuvens de chuva forte também provocaram ventania. Até as 15 horas, as rajadas tinham chegado aos 67 km/h na zona sul da capital paulista. O aeroporto de Guarulhos registrou ventos de 57 km/h, às 11 horas da manhã. O vento forte derrubou árvores em áreas da capital paulista e destelhou uma escola em Santo André, no ABC paulista.

Na região de Campinas, o aeroporto de Viracopos registrou rajadas de 74 km/h. No litoral paulista, o vento chegou a 59 km/h no Guarujá.

Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, rajadas de 61 km/h foram observadas às 17 horas, por conta de nuvens pesadas que passavam sobre a região.

Ventos fortes também ocorreram no litoral sul da Bahia. Em Porto Seguro, as rajadas chegaram a 52 km/h.

ngt1

Nesta quinta-feira, fortes rajadas de vento ainda serão observados em muitas áreas do país. O novo ciclone extratropical provoca ventania na Região Sul. As rajadas podem superar os 80 km/h nas áreas litorâneas, na Grande Porto Alegre e nas serras gaúcha e catarinense. Mas este ciclone também vai forçar o aumento dos ventos no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Os ventos frios de uma nova massa polar podem ser fortes no interior da Região Sul, sobre o Mato Grosso do Sul, no centro-oeste e sul de Mato Grosso, incluindo Cuiabá, em São Paulo.

Ventos fortes também podem ocorrer nesta quinta-feira em áreas de Minas Gerais, do Espírito Santo, do Rio de Janeiro, Goiás, no norte de Mato Grosso, no Distrito Federal, em nos Estados da região Norte, por conta de nuvens carregadas que se formam por conta do calor e da alta umidade do ar.

Chuva e vento forte no centro-sul do Brasil
sábado, 19 de setembro de 2009

Uma frente fria está avançando sobre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, indo em direção ao sul de Goiás, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais e para o Estado do Rio de  Janeiro.  As nuvens carregadas da área de instabilidade da frente fria começaram a se espalhar sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul na tarde de ontem e até o meio da manhã deste sábado já haviam sido registrados eventos de chuva moderada a forte, descargas elétricas (raios) e ventos fortes em várias localidades destes Estados. 

 

situação às 9h45 do dia 19 de setembro de 2009

situação às 9h45 do dia 19 de setembro de 2009

 

Os dados abaixo são das estações meteorológicas automáticas operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia e dos aeroportos, até as 10 horas deste sábado.

São Paulo

Presidente Prudente: vento de 57 km/h, às 2h da madrugada de sábado

São Paulo: vento de 46 km/h às 8h e 9h horas de sábado

Guarulhos (aeroporto): 55 km/h, às 9h de sábado

Guarujá: 55 km/h às 8h e 9h de sábado

Sorocaba: 60 km/h à 1 hora de sábado

Votuporanga: 49 km/h à 1 hora de sábado

São Miguel Arcanjo: 45 km/h às 6h e 7h de sábado

Campinas (Viracopos): 52 km/h 22h de sexta-feira

Mato Grosso do Sul

Ivinhema: 83 km/h: 1 h de sábado

Rio Brilhante: 74 km/h às 21h e 22h de sexta-feira

Coxim: 16,6 mm de chuva acumulados apenas entre 9h e 10h de sábado

 

Em alguns casos, os ventos fortes foram provocados por nuvens Cb (cumulonimbus). Mas em outras situações, o aumento da velocidade do vento está associado ao forte contraste de temperatura que está ocorrendo entre o ar quente que predomina no Estado de São Paulo e de Mato Grosso do Sul e o ar frio polar que já é sentido por todo o Sul do Brasil e aos poucos avança sobre estes estados. Rajadas de vento mais intensas poderão ser observadas no decorrer deste sábado nos dois Estados, com ou sem a presença de nuvens de chuva. Há risco de chuva forte.

Este contraste térmico é característico das frentes frias. Esta situação de choque de ar quente e frio e quente acentuado também ocorre neste sábado no sul de Mato Grosso, de Goiás, no Triângulo Mineiro, no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a medida que o ar polar tenta avançar do Sul do Brasil para o Sudeste e o Centro-Oeste. Assim, ventos fortes, raios e chuva forte também poderão ocorrer nestas outras áreas,  além de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A frente fria avança sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil neste fim de semana, mas o ciclone extratropical associado com a frente fria permanece no extremo sul do país e provoca ventos fortes no Rio Grande do Sul. Porém, o ciclone induz fortes rajadas de vento pela costa sul do Brasil que chegam também ao litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro neste fim de semana. A direção oscila entre noroeste e sudoeste. Até a noite do domingo, as rajadas podem se aproximar dos 80 km/h na costa entre Santa Catarina e o Rio de Janeiro. Rajadas próximas de 100 km/h ainda poderão ocorrer preferencialmente no litoral do Rio Grande do Sul.

Frente fria avança para SP, MS e RJ
sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Depois de provocar chuva generalizada no Sul do Brasil, as pancadas de chuva de uma frente fria já acontecem nos Estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. A capital, Campo Grande, teve rajadas de quase 54 km/h na tarde desta sexta-feira.  Os dois Estados estão sujeitos a chuva e ventos fortes neste sábado, por conta do deslocamento da frente fria, que vai encontrar um ar bastante aquecido. A temperatura na tarde de hoje chegou aos 37ºCem São Simão e a 35ºC em Ribeirão Preto, ambas no norte de São Paulo. O choque térmico acentuado colabora para a formação de nuvens pesadas. Nesta situação, há risco também de queda de granizo.

O centro-sul do Estado, incluindo a cidade do Rio de Janeiro, localidades do sul de Minas Gerais, do Triângul0 e da Zona da Mata  Mineira também vão sentir a aproximação da frente fria na tarde e noite deste sábado.  O ar fica bastante abafado e a chuva pode ser forte e acompanhada de ventos intensos.

Alguns dados da chuva e dos ventos no Sul do País

A frente fria que avançou pelo Sul do Brasil nesta sexta-feira provocou chuvas constantes, por vezes fortes, em quase toda a Região. No Rio Grande do Sul, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou grandes volumes acumulados entre quinta e sexta-feira.

Passo Fundo: 65,8 mm

São Luiz Gonzaga, 46,7 mm

Santana do Livramento: 46,4 mm

Bom Jesus: 43,4 mm (o total de chuva acumulado até ontem já era o dobro da média normal para setembro)

Bagé: 41,2 mm

Em Santa Catarina, os maiores volumes de chuva, até o início da manhã, ocorreram na serra a no planalto. Choveu 39,2 mm em São Joaquim e 24 mm em Campos Novos.  No decorrer da manhã, a chuva caiu forte em Novo Horizonte, no oeste catarinense. Foram acumulados cerca de 75 mm de chuva, praticamente tudo entre 8 horas e meio-dia. Ainda no oeste catarinense foram acumulados, até o começo da noite,  33 mm em São Miguel do Oeste e 35 mm em Xanxerê, que teve rajadas de vento de 77 km/h. No fim da manhã e à tarde, a chuva se intensificou no vale do Itajaí e na parte norte do Estado.

No Paraná, as nuvens carregadas da frente fria já cobriam a região de Curitiba no início da tarde. Além da chuva, rajadas de vento com 42 km/h foram detectadas no aeroporto de Bacacheri. Em Clevelândia, o vento chegou aos 72 km/h e foram registrados 32 mm, até o início da noite desta sexta-feira.

Ciclone extratropical

Ventos passam de 100 km/h no Rio Grande do Sul

O ciclone extratropical que formou nas últimas 24 horas entre o Rio Grande do Sul e a região do estuário do rio da Prata e provocou ventos 102 km/h em Chuí, no extremo sul do Rio Grande do Sul. A medição foi da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet. Outras localidades gaúchas também sentiram os fortes ventos deste sistema. Em Mostardas, o vento chegou a 83km/h. Em Tramandaí, foram observados rajadas de vento de 71 km/h. O ciclone também induz o aumento da velocidade do vento em Santa Catarina. No cabo de Santa Marta, na região do litoral sul catarinense, uma rajada chegou aos 86 km/h, entre 2 e 3 horas da tarde de hoje.

ciclone_19set2009

Os ventos vão continuar moderados a fortes no fim de semana na costa sul do Brasil, pois o ciclone extratropical ainda estará se movimentando entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. As rajadas podem atingir valores em torno de 100 km/h no litoral da Região Sul.  O mar fica agitado e as ondas poderão chegar aos 2 metros em praias do Rio Grande de Sul e de Santa Catarina. Pode ventar forte no fim de semana também no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Confira nesta seção a imagem do halo solar que pode ser visto em São Paulo no fim da manhã de hoje.

Chuva e ventos fortes fecham o inverno
sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A primavera começa na próxima terça-feira, 22 de setembro, às 18h18, pelo horário de Brasília. Fechando o inverno, uma frente fria avança para o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, aumentando a nebulosidade e as condições de chuva e também aliviando o calor em muitas áreas destas regiões. Porém, o calor perto dos 40ºC que foi observado nos últimos dias no Centro-Oeste não é incomum no fim do inverno. Tecnicamente, setembro é o mês com maior média de temperaturas máximas nas capitais Brasília, Goiânia e Cuiabá, onde a temperatura chegou aos 40.1º C na terça-feira, dia 16, sendo o atual recorde de calor deste ano. A frente fria se formou entre o Sul do Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Argentina, associada a um ciclone extratropical que provocou ventos de 102 km/h na madrugada desta sexta-feira no Chuí, no extremo sul do Rio Grande do Sul. Os ventos vão continuar moderados a fortes no fim de semana em toda a costa sul do Brasil. Algumas rajadas ainda poderão ficar em torno dos 100 km/h no litoral do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Mas ventos fortes também devem ser observados nas demais áreas catarinenses, no Paraná e também no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. O Uruguai e a região de Buenos Aires também sentem os fortes ventos deste ciclone extratropical.

A frente fria que está associada a este sistema cintinua provocando chuva na tarde e noite desta sexta-feira sobre Santa Catarina e Paraná.  O risco de chuvas e ventos fortes permanece  alto nos dois Estados até a noite. A região do vale do Itajaí já tinha chuvas moderadas e com raios no início da tarde. Em Curitiba, a chuva chegou com ventos fortes.  O aeroporto de Bacacheri registrou uma rajada de quase 43 km/h, às 14 horas.

No Rio Grande do Sul, ainda se observava o céu completamente nublado por volta das 14 horas, mas a chuva já caía fraca ou mesmo tinha parado em várias áreas do Estado. Na tarde de hoje, as maiores condições de chuva são na serra e no litoral norte gaúcho. Porém, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais sente os ventos fortes do ciclone extratropical e situação ainda é de alerta.

A frente fria traz aumento de nuvens e fortes pancadas de chuva para este sábado no Estado de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas e também em Mato Grosso do Sul e para o Pantanal. O sábado ainda será abafado nestas áreas, mas a temperatura cai muito no domingo, ainda com predomínio de céu nublado e chuvas em São Paulo, no sul mineiro e no Rio de Janeiro. As nuvens pesadas se afastam do Sul do Brasil, mas ainda chove por quase toda a Região neste sábado. No domingo, a população da Região Sul vai sentir os ventos polares que derrubam a temperatura. Depois de toda a chuva, há condições para geada no interior gaúcho e catarinense.