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Janeiro de 2015 chega ao fim…
domingo, 1 de fevereiro de 2015

Janeiro chega ao fim e a chuva deixou muito a desejar para grande parte do Brasil. A situação é preocupante já que o verão é a estação mais chuvosa e janeiro é o mês de maior acumulado de chuva na maioria do país.

O mapa da anomalia da chuva de janeiro, abaixo, mostra o quadro geral de chuva no país em todo o mês. A anomalia é a diferença em entre a média normal e o que foi realmente observado. Os tons em azul indicam chuva acima da média histórica. Os tons em alaranjado representam chuva abaixo da média.

Apenas o Rio Grande do Sul, a maioria das áreas do oeste ao sul de Santa Catarina e algumas regiões dos Estados da Região Norte devem terminar janeiro de 2015 com mais chuva do que a média. A deficiência é grande por quase todo o país. Ainda que janeiro seja época de pouca chuva na maioria das áreas do Nordeste, janeiro vai terminar devendo chuva também nesta Região.

Mas a pior situação está nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. A deficiência em muitas áreas destas regiões é de pelo menos 200 milímetros. Na maior parte do Sudeste choveu menos da metade do normal para janeiro.

 

Na segunda imagem abaixo, vimos que as regiões onde a anomalia de chuva foi positiva, foi os lugares que registraram os maiores acumulados de chuva, ou seja, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e na maioria das áreas do Norte. Já no Sudeste, principalmente o Espírito Santo e o norte mineiro e no Nordeste, os acumulados mensal ficaram abaixo dos 30mm, onde a normal climatológica é superior a 200mm em algumas cidades.

 

E Por que choveu tão pouco em janeiro de 2015?

A falta de chuva no Rio de Janeiro está associada a uma situação de bloqueio atmosférico ocasionado pela posição e intensidade anômalas do sistema de alta pressão subtropical do Atlântico Sul. Este bloqueio foi muito forte em janeiro de 2014 e se repetiu em janeiro de 2015, menos intenso.

A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) é um dos grandes sistemas de alta pressão semipermanentes da circulação geral da atmosfera terrestre. Sua intensidade e posição interferem nas condições do tempo e do clima do Brasil.

O centro da ASAS próximo da costa do Sudeste ou sobre o Brasil é uma condição de bloqueio atmosférico e altera o caminho que as frentes frias e o ar polar fazem normalmente.

O bloqueio de janeiro de 2015 começou por volta do dia 10 e janeiro e persistiu até o dia 20. No dia 21, uma frente fria entrou no Sul do Brasil com uma massa de ar polar (ar frio) que teve força suficiente para afastar a alta subtropical do Atlântico Sul (ar quente).

Quer saber mais detalhes e como vai ficar Fevereiro em todo o Brasil:

http://on-msn.com/1DtRlYR

 

Confira a previsão de chuva para o Brasil
terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O calor e a seca provocam prejuízos para os produtores rurais do Distrito Federal. As perdas na produção de Soja, Milho e feijão serão as piores da última década. Números da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater) indicam uma redução de 35% nas culturas de grãos, que dependem das chuvas para a irrigação.

Confira qual será a tendência do acumulado de chuva para os próximos 7 dias em todo o Brasil.

RJ: Paraíba do Sul terá chuva nos próximos dias
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

por Maria Clara Machado

A crise nos reservatórios do Sudeste só se agrava e as chuvas do primeiro mês do verão 2014/2015 tiveram pouco efeito até o momento. No estado do Rio de Janeiro a situação também piorou na última semana.

Dos quatro reservatórios de água que compõem a Bacia do Rio Paraíba do Sul, dois deles, o Paraibuna e o Santa Branca, atingiram o volume de 0%. Ou seja, a partir de agora operam apenas com o volume morto. Os outros dois reservatórios, Jaguari e Funil também tiveram queda no volume útil de água e nesta segunda-feira, 26, estavam com 1,72% e 3,75% respectivamente. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional das Águas (ANA).


Quase dezesseis milhões de pessoas no Rio de Janeiro dependem da água do rio Paraíba do Sul, incluindo a região metropolitana. Entretanto, sua parcela na geração de energia elétrica para o Sudeste é muito pequena se comparada a outros principais reservatórios da Região.

 


O final de janeiro e o início de fevereiro deverão ter um padrão de clima diferente do que estamos observando até agora, afirma o meteorologista Alexandre Nascimento. A previsão é que as pancadas de chuva aconteçam sobre os reservatórios do Paraíba do Sul. Os modelos meteorológicos indicam volumes superiores a 150 mm no período de quinze dias. Ainda assim, são chuvas que apenas minimizam a seca momentaneamente. O quadro de seca no estado do Rio de Janeiro não será revertido.

 

 

Confira o que diz o meteorologista Alexandre Nascimento:

 

Volume de chuva para os próximos 7 dias
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O racionamento de água no Espírito Santo devido à falta de chuva já é realidade. O setor agrícola estima um prejuízo de R$ 1,4 bilhão e a previsão para o estado não é animadora. Já as demais áreas da Região Sudeste como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, terão volumes expressivos de chuva!

Confira qual será a tendência do acumulado de chuva para os próximos dias em todo o Brasil.

ES e norte de MG vão continuar com o calor e a seca
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo estão numa situação de seca e calor pior do que áreas do Estado de São Paulo.

Antes mesmo do bloqueio atmosférico da ASAS (alta pressão subtropical do Atlântico Sul) ter se instalado sobre a Região Sudeste, a falta de chuva e o calor acima do normal já eram sentidos sobre o centro-norte mineiro e sobre o Espírito Santo.

Dezembro de 2014 terminou com chuva um pouco acima do normal apenas e algumas áreas de São Paulo.

 

Anomalida de chuva em dezembro de 2014: a chuva acima da média é representada pelos tons de azul. Os tons de laranja indicam chuva abaixo do normal.

 

Em novembro de 2014, quando a chuva foi até volumosa em muitas áreas do Sudeste, o norte de Minas Gerais e o Espírito Santo também tiveram menos chuva do que o normal.

 

Anomalida de chuva em dezembro de 2014: a chuva acima da média é representada pelos tons de azul. Os tons de laranja indicam chuva abaixo do normal.

 

Uma frente fria chegou ao Sudeste do Brasil e conseguiu causar chuva e diminuir o calor sobre São Paulo, no sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e sobre o centro-sul do Rio de Janeiro. Foi esta frente fria que rompeu o bloqueio atmosférico provocado pela forte atuação da ASAS.

As projeções de chuva até o fim de janeiro não são animadoras. Os mapas mostras o volume de chuva estimado  para o Sudeste.

 

 

Será que esta fria vai chegar ao norte mineiro e ao Espírito Santo? Confira a análise da meteorologista Josélia Pegorim.

 

 

 

Chuva em parte de Minas Gerais

Podemos ter mais apagões neste verão?

Saiba para onde olhar para o céu para ver Marte, Venus, Júpiter e Saturno. Dá para ver os anéis de Saturno a olho nu?

Recorde de calor em BH
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Atualizado em 21/01/2015 às 17h50

A cidade de Belo Horizonte bateu o recorde de temperatura na tarde da quarta-feira (21). Segundo a estação convencional do INMET a temperatura chegou aos 33,9°C. O recorde anterior era de 33,4°C registrado em 03 de janeiro.

A  formação de uma baixa pressão atmosférica na costa de São Paulo trouxe muitas mudanças nas condições do tempo para diversas áreas. A chuva vem de forma mais abrangente ao Estado paulista e as condições de chuva também aumentam para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória ao longo dos próximos dias. Mas não serão todas as áreas do Sudeste que receberão chuva até o fim desta semana.

Belo Horizonte (MG) - Foto de Lucia Sebe (Imprensa MG)

A organização de áreas de instabilidade será maior sobre o Estado de São Paulo, onde serão esperados os maiores volumes ao longo dos próximos dias. O centro-sul do Rio de Janeiro também terão pancadas de chuva que poderão vir em forma de temporais, mas os volumes acumulados serão um pouco menores, chove também no Grande Rio.

A frente fria vai passar pela costa de São Paulo e conseguir mudar as condições do tempo em áreas do Sudeste.

Clique na imagem e veja imagens de satélite de todo o Brasil

Para Belo Horizonte e Vitória o destaque fica por conta do retorno da chuva e não do volume acumulado. A capital mineira tem previsão de chuva rápida e localizada após um mês sem o registro de chuva. A última vez que a estação convencional de registrou chuva foi em 22 de dezembro de 2014 com um volume de 14,4mm. Há o risco de pancadas de chuva já a partir da tarde da quarta-feira (21).

A capital do Espírito Santo tem uma condição mais crítica. A última vez que choveu, segundo informações da estação convencional do INMET, foi em 16 de dezembro de 2014, quando choveu 24,2mm. Na capital capixaba as chances de chuva serão maiores a partir do sábado (24), no interior do Espírito Santo a chuva virá antes, por conta da circulação de ventos úmidos vindos interior, chove a partir da quinta-feira (22).

 

 

Massa de ar seco no verão, temperaturas mais elevadas
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A presença de um sistema de Alta Pressão Subtropical sobre o Sudeste brasileiro desde o final de dezembro tende a afastar as frentes frias que chegam até o Rio Grande do Sul, mas que são desviados para o oceano. Massa de ar seco associada a esta Alta Pressão ganhou intensidade nos últimos dias, avançando também sobre o sul de Goiás e Mato Grosso do Sul. Não só aumentou a extensão como também está havendo uma redução da umidade nos níveis médios da atmosfera por conta do fenômeno da subsidência, ou seja, movimento descendente do ar que acaba por secar a atmosfera. Se no início da primavera a energia proveniente do sol é cerca de 300W/m2 (Watts por metro quadrado) no topo da atmosfera na latitude do Sudeste, agora em pleno verão esta energia chega a pelo menos 450W/m2. Num verão normal com padrão chuvoso, a própria nebulosidade reflete parte desta energia, no entanto com menos nuvens, maior quantidade de energia atinge a superfície, fazendo elevar a temperatura. A elevação da temperatura leva a redução da umidade relativa do ar.

Ar seco no verão portanto potencializa o risco da desidratação, e junto com a transpiração, ocorre perda de sais (eletrólitos). O desequilíbrio de sais e líquidos em diversos compartimentos do organismo pode resultar em graves problemas de saúde. Assim, atividades físicas nos horários com temperatura mais elevada em situações que já é de baixa umidade relativa, devem ser evitadas. A hidratação repõe o líquido perdido na transpiração, mas é importante notar que os sais perdidos também precisam ser repostos. Além disso, os idosos tendem a ser menos sensíveis em relação a falta de líquido no corpo, precisando serem lembrados dessa necessidade. A hidratação é necessária, mas em alguns casos em que o organismo já enfrenta problema de equilíbrio de sais e de líquidos (insuficiência renal, cardíaca, entre outros), o consumo de líquidos deve ser feito com muita cautela.

As frentes frias estão mais fracas do que o normal 

Semelhanças e diferenças entre os bloqueios atmosféricos de 2015 e de 2014 

 

Muito sol e calor na praia
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Uma grande massa de ar seco se intensifica sobre a  Região Sudeste e diminui os níveis de umidade do ar também nas áreas litorâneas. A redução da umidade faz com que a quantidade de nuvens também seja menor. A chance de chuva também diminui.

 

 

Praia Grande (SP) em 8-1-2015 por Manoel Clemente

 

Na manhã desta quinta-feira, o céu azul predominava nas praias de São Paulo, do Rio de Janeiro e também do Espírito Santo. Por volta da 1 hora da tarde, o Guarujá, no litoral paulista, estava com 35°C, com sensação térmica de 37°C. Na maioria das áreas da cidade do Rio de Janeiro, a temperatura real do ar variava de 33°C a 35°C, com sensação térmica chegando aos 39°C. Vitória, capital do Espírito Santo também estava com muito sol e 30°C.

Bloqueio

A diminuição da umidade e da nebulosidade é uma dos efeitos de intensificação da alta subtropical do Atlântico Sul , a ASAS, um sistema meteorológico permanentemente na atmosfera.

Uma forte atuação deste sistema sobre o Brasil está sendo prevista para os próximos dias. Isto  causa um bloqueio atmosférico impedindo a chegada do ar polar das frentes frias. Outro efeito deste bloqueio é redução dos ventos.

Mais calor, pouca onda

A falta de chuva, de nebulosidade e de ventos deve persistir nas praias do Sudeste, e também por quase todo o interior da Região, por mais ou menos uma semana. Até por volta do dia 13 de janeiro, a chance de chuva e baixa.

A diminuição dos ventos diminui as ondas. Veja as melhores opções no Climasurf.

 

Surfar em dias de tempestades? Esta é uma surfada de alto risco de morte.

Ache a sua onda e a sua trio no Climasurf 

 

Frente frias ficam afastadas do São Paulo por vários dias 

Saiba como observar o cometa Lovejoy que está visível nos próximos dias

Cuidados especiais com os alimentos em dias de forte calor

  

 

 

 

 

 

 

Frente fria semi-estacionária mantém instabilidade sobre PR, SP, MG e GO
domingo, 4 de janeiro de 2015

O padrão de circulação da atmosfera persiste com frente fria semiestacionária ao largo da costa de São Paulo, favorecendo formação de nuvens carregadas sobre o Paraná, São Paulo, sul de Goiás e Distrito Federal, Triângulo Mineiro e oeste e sudoeste de Minas Gerais e também no oeste do Rio de Janeiro. Fortes pancadas de chuva foram registradas nestas áreas durante a madrugada, e as chuvas voltam neste domingo nestas áreas. Devido ao lento deslocamento, a instabilidade pode chegar a provocar pancadas de chuva também em pontos isolados do leste mineiro e região central fluminense. Já o Rio Grande do Sul e norte de Minas Gerais e Espírito Santo permanecem sob influência de massa de ar seco, com elevação de temperatura.

Mar agitado no litoral do Sul e do Sudeste
sábado, 3 de janeiro de 2015

Na última semana, uma frente fria passou pelo Sul do país e avança ao longo deste fim de semana pelo litoral do Sudeste. Na retaguarda deste sistema, uma alta pressão atmosférica, de origem polar, está avançando sobre o Sul do país e já garante tempo firme em grande parte do Rio Grande do Sul neste sábado e domingo. Com a chegada deste novo sistema, o mar fica agitado nas praias entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.

No domingo, principalmente, a agitação marítima é maior. Na imagem a seguir é possível observar a simulação do modelo meteorológico WW3 para a altura significativa das ondas na tarde do domingo. No litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as ondas podem atingir até os 3,0m, enquanto no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, as ondas podem atingir 2,5m, com alguns picos maiores.

Para a segunda-feira, com a mudança na direção dos ventos, devido ao deslocamento da frente fria, a tendência é que ocorra ressaca nas praias fluminenses. A próxima semana deve começar com ondas de 2,5 m, e alguns picos maiores, e ao longo da terça-feira o mar volta a abaixar.

Vai chover?

Além do mar agitado a frente fria também influencia o tempo no Rio de Janeiro. No domingo, o sol já aparece entre nuvens, mas a chuva vem somente a partir da tarde. Na segunda-feira, as instabilidades ganham força e há previsão de chuva ao longo do dia em todo o litoral do Estado.

Apesar do mar agitado no litoral do Rio Grande do Sul, para àqueles que apenas querem ir à praia e tomar um solzinho, a previsão é animadora! Este sistema de alta pressão atmosférica, além de proporcionar uma manhã com temperaturas mais baixas, traz um ar mais seco para o Estado, dificultando assim a formação de nuvens, principalmente as de chuva, garantindo um dia ensolarado para todo o Estado. Assim, com o predomínio de céu claro e sol forte, as temperaturas sobem rapidamente no decorrer do dia e o calor retorna no período da tarde. Apesar do mar agitado, o litoral gaúcho segue com tempo firme. A partir da segunda-feira, a agitação marítima diminuiu e o tempo segue firme, com sol forte e calor em todo o litoral gaúcho.

Já o litoral norte catarinense passa o domingo nublado, assim como o litoral do Paraná. O sol só predomina no litoral sul catarinense. Na segunda-feira, o tempo segue firme no litoral sul de Santa Catarina e mais instável nas demais áreas da costa catarinenses e do Paraná.

No litoral sul de São Paulo, o tempo segue encoberto e com chuva a qualquer hora do dia. Há risco de chuva forte. Já na baixada santista e no litoral norte, o sol aparece entre nuvens e há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia. Na segunda-feira, o tempo segue sem mudanças em todo o litoral, as temperaturas seguem mais amenas e há previsão de chuva ao longo do dia.