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Em 12 dias Brasília chega a média de chuva do mês
quinta-feira, 12 de março de 2015

Desde o começo do mês de março a cidade de Brasília vem enfrentando temporais ao longo das tardes. As pancadas de chuva vêm com grande volume acumulado o que acarretou em alagamentos e inundações. Além disso os volumes acumulados já fizeram com que a capital brasileira registrasse o acumulado do mês de março em apenas 12 dias. Entre as 9h da manhã da quarta-feira (11) e as 9h da manhã da quinta-feira (12) a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou 60,8mm que é o maior acumulado de chuva do ano de 2015 nesta estação.

Ainda segundo o registro da estação, o volume acumulado entre 01 e 12 de março chegou aos 194,3mm que excede em 3% a média climatológica para o mês.

Até o fim de semana, a tendência é de mais chuva para áreas do Distrito Federal. Há previsão de nuvens grandes que são capazes de trazer mais temporais, com grandes volumes acumulados em um curto período de tempo.

Começo de mês com muita chuva e fim com menos

A primeira quinzena do mês de março começou com temporais em Brasília que acabaram trazendo grandes volumes acumulados. Mas quem começou com muita chuva deve terminar com um pouco menos. Isso porque os bloqueios atmosféricos tendem a voltar para áreas do Centro-Oeste ao longo da próxima semana. Já no início do outono a tendência é de que menos chuva ocorra sobre áreas do Centro-Oeste. A chuva tende a ocorrer de forma mais pontual.

Tempestade Cari ainda influencia o Brasil nesta quinta
quarta-feira, 11 de março de 2015

A tempestade subtropical Cari provocou chuvas volumosas e ventos fortes no nordeste do Rio Grande do Sul e no centro-sul de Santa Catarina, especialmente nos dias 10 e 11 de março de 2015. O litoral sul de Santa Catarina foi a região que teve a chuva mais volumosa, com acumulados de mais 100 mm. A grande quantidade de chuva provocou alagamentos. O Epagri-Ciram registrou até 172,2 mm sobre Tubarão entre 7 horas do dia 8 e 7 horas do dia 11 de março.

As bandas de nuvens carregadas (manchas em tons de cinza sobre o mar) são parte da instabilidade da tempestade subtropical Cari. As nuvens fazem o movimento ciclônico (horário) acompanhando o giro dos ventos ao redor do centro de baixa pressão.

 

Fortes rajadas de vento também foram observadas. As mais intensas, com até 104 km/h, ocorreram na região de Bom Jardim da Serra, na parte mais alta da serra catarinense. A região do cabo de Santa Marta passou toda a quarta-feira tendo sucessivas rajadas na faixa de 50 km/h e 75 km. A mais intensa foi de 73 km/h

 

Cari ainda influencia o Brasil nesta quinta-feira

O centro de baixa pressão da tempestade subtropical Cari permanece na costa sul do Brasil nesta quinta-feira, ao largo do litoral da Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, mas a circulação ciclônica dos ventos deste sistema ainda vai influenciar o centro-sul do Brasil nesta quinta-feira.

A baixa pressão concentra o ar úmido e quente e facilita a formação de várias áreas de instabilidade sobre parte do Sul e também do Sudeste. Nesta quinta-feira, a circulação dos ventos em diversos níveis atmosféricos, associada com a tempestade subtropical Cari, ainda vai ajudar a provocar pancadas de chuva entre Santa Catarina, Goiás, o centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, principalmente à tarde e à noite. Muitas vezes a chuva vai ocorrer com o sol aparecendo ao mesmo tempo. O ar continua quente e abafado. Há risco de raios.

Santa Catarina

As áreas de instabilidade de Cari ainda vão provocar chuva sobre Santa Catarina, mas não de forma prolongada e volumosa como nos últimos três dias. O mar ainda fica agitado, com ondas de até 3 metros pela manhã no litoral sul catarinense. A tendência é de que diminuição da agitação no mar durante a tarde. As rajadas de vento ainda acontecem especialmente no litoral, mas menos intensas.

Quando a tempestade se afasta?

O centro de baixa pressão da tempestade subtropical Cari começa a se afastar do  Sul do Brasil nesta quinta-feira e ao mesmo tempo enfraquece. O sistema se afasta cada vez mais até o sábado, a pressão do ar sobe e o risco de temporais diminui.

Na animação, a letra “B” indica o centro de baixa pressão de Cari. Os números próximos das letra representam o valor estimado da pressão atmosférica que é medido em hPa (hectopascal).

 

 

A meteorologista Josélia Pegorim explica o que acontece com o afastamento e enfraquecimento da tempestade subtropical Cari e dá dicas de como será o tempo no último fim de semana do verão. O outono começa oficialmente no dia 20 de março, às 19h45, pelo horário de Brasília.

 

 

Confira como vai ficar a chuva no Brasil nos próximos 15 dias

 

Tempestade Subtropical Cari provoca ventania no Sul
quarta-feira, 11 de março de 2015

Com a queda do centro de baixa pressão atmosférica para 1000hPa, a Marinha do Brasil reclassificou a depressão subtropical para um sistema de tempestade subtropical. Conforme já comentando aqui no portal da Climatempo, o sistema foi batizado com o nome de Cari.

A Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil já havia informado na terça-feira (10) a presença de uma depressão tropical que era a responsável pelos temporais em áreas da Região Sul. Durante o processo de formação deste centro de baixa pressão atmosférica, a chuva também veio com forte intensidade e grandes volumes sobre áreas de São Paulo e do Rio de Janeiro entre o sábado (07) e o domingo (08).

A quarta-feira (11) já começou com ventania no Sul do país. No Cabo de Santa Marta o vento chegou aos 73 km/h durante as primeiras horas da manhã, segundo informações da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Em Bom Jardim da Serra a estação do Morro da Igreja registrou 80 km/h.

Os modelos de previsão do tempo já mostravam a intensificação deste sistema e a aproximação da costa catarinense e gaúcha.

Até a quinta-feira (12) há o risco de ventania e pancadas de chuva no leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná. A organização dos ventos pode acarretar em mar agitado e há o risco de ressaca.

Veja a diferença entre ciclone subtropical e depressão subtropical!

Temporal na Grande Belo Horizonte (MG)
terça-feira, 10 de março de 2015

Nuvens carregadas avançaram até a Grande Belo Horizonte nesta noite de terça-feira. No momento chove forte e há registro de muitos raios e trovoadas em Confins. No aeroporto da Pampulha há registro de fortes pancadas de chuva acompanhadas de rajadas de vento de até 59 km/h.

Chuva forte para o Sul e Sudeste
sábado, 7 de março de 2015

Desde o meio da semana passada os modelos numéricos de previsão do tempo têm indicado a formação de um sistema de baixa pressão entre a costa do Sudeste e do Sul para o início desta semana.

 

As últimas rodadas dos modelos numéricos de previsão do tempo ainda indicam a formação desse sistema. Ele deve se formar no mar, perto da costa do Rio de de São Paulo a partir da noite deste domingo (posição A da figura abaixo) e depois se deslocando para a costa do Paraná, de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. Ele não avançará para dentro do continente, como ocorreu com o furacão Catarina em 2004. A “baixa fecha” a partir da noite de domingo, dia 08 de março, e se desloca em direção à costa do Sul a partir da terça-feira, chegando perto do litoral norte gaúcho na próxima quinta-feira, dia 12 de março. No dia 15 (posição Z), estará em alto-mar e perderá força.

Segundo as simulações do modelo americano GFS (figura abaixo), esse sistema deve ser batizado de ciclone subtropical por não estar associado a nenhum sistema frontal e por apresentar núcleo quente, como podemos verificar na imagem abaixo. Vamos continuar acompanhando.

Ciclones tropicais, como os furacões e tufões, os ciclones subtropicais e os ciclones extratropicais são todos sistemas de baixa pressão. A diferença está em sua característica térmica e localização de formação. No entanto, em todos os casos estão associados à ocorrência de tempo severo (chuva e ventos de forte intensidade e grande agitação marítima). A faixa litorânea, desde São Paulo até o norte do Rio Grande do Sul poderá ter ventos fortes nos próximos dias, mas a chuva mais intensa deste fenômeno deve ocorrer em alto-mar.

O que está se formando perto da costa do Brasil possivelmente será batizado de ciclone subtropical e se isso se confirmar já existe até nome: Cari – nome em Tupi Guarani (A Marinha do Brasil possui uma lista com nomes em ordem alfabética para batizar os sistemas tropicais e subtropicais que se formarem na área marítima do Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil).

Sul do Brasil em atenção para temporais
sexta-feira, 6 de março de 2015

A primeira semana de março foi marcada por eventos de temporais nos três estados do Sul. Além de chuvas volumosas, fortes rajadas de vento também foram observadas. Nesta sexta-feira, a região de Uruguaia, no Rio Grande do Sul, teve rajada de 90 km/h.

Pouca chuva no RS

No fim de semana, áreas de instabilidade se intensificam sobre o Sul do Brasil, mas as nuvens carregadas vão se concentrar sobre Santa Catarina e Paraná mantendo o risco para temporais nestes estados. O Rio de Grande do Sul fica fora da área de atuação destas áreas de instabilidade e deve ter predomínio de sol no fim de semana

Mais chuva em Santa Catarina e no Paraná

Nos próximos dias, a intensificação de áreas de baixa pressão entre o Paraguai, o Brasil e a Argentina e também no mar, entre São Paulo e Santa Catarina, vai estimular a formação de mais áreas de instabilidade sobre o Sul. Porém, a maior quantidade de nuvens carregadas deve passar sobre o Santa Catarina e Paraná provocando vários temporais.

O risco de chuvas fortes ainda deve persistir na segunda e na terça-feira. Há uma preocupação especial com as áreas litorâneas e o vale do Itajaí, que  já acumularam grandes volumes de chuva no mês passado. Assim, deslizamento de encostas não pode ser descartado. Além da chuva forte, a população deve ter atenção com raios e mar agitado entre os dias 10 e 12 de março.

 

 

Chuva aumenta em SC e no PR

Confira a previsão de chuva para todo o Brasil para os próximos 15 dias

Ainda dá para curtir uma bela lua, quase cheia

Já fotografou o tempo hoje?

Fim de semana com chuva forte na Grande SP
quinta-feira, 5 de março de 2015

Os temporais retornaram na Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira, tivemos registro de várias pancadas de chuva, inclusive com ocorrência de granizo em Guarulhos. Nesta sexta-feira, com a aproximação de uma frente fria sobre o estado de São Paulo, o risco de temporais aumenta não só na Grande São Paulo, mas também para todo o Estado.

E durante o fim de semana, as áreas de instabilidade da frente fria são reforçadas pela formação de um sistema de Baixa Pressão que se forma ao largo da costa paulista. A chuva não vai dar trégua durante todo o fim de semana no Estado, e com isso, há risco de chuva forte e volumosa, com fortes rajadas de vento, muitos raios e até ocorrência de granizo. Há risco de deslizamentos em trechos de serra e alagamentos em centros urbanos.

 

Acompanhe a chuva sobre a Grande São Paulo pelos radares Climatempo-USP

Radares Climatempo-USP 19h12. Clique na imagem e acompanhe a chuva em tempo real.

 

A meteorologista Josélia Pegorim comenta sobre o aumento do risco de chuva forte no Estado de São Paulo no fim de semana.

 

 

Já fotografou o tempo hoje?

 

Chuva, raios e vento forte em Foz do Iguaçu (PR)
quinta-feira, 5 de março de 2015

Nuvens carregadas associadas ao tempo abafado estão espalhadas pelo oeste do Paraná nesta tarde de quinta-feira. No momento chove de moderada a forte intensidade e há registro de raios e trovoadas em Foz do Iguaçu. Agora faz 24 graus no aeroporto local, onde as rajadas de vento chegam a 48 km/h.

Temporal em Águas Vermelhas (MG)
sábado, 28 de fevereiro de 2015

A estação automática do INMET de Águas Vermelhas no extremo norte do estado de Minas Gerais registra temporal com chuva forte, com acumulação horária de 32,4mm na última observação, e rajadas de vento de 73km/h. O vento sopra de nordeste, e a temperatura, que chegou a 32,5 graus no início da tarde, agora cai para 18,9 graus devido a chuva.

Chuva, raios e vento forte na Grande Porto Alegre (RS)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Fortes áreas de instabilidade avançam pelo leste do Rio Grande do Sul e espalham nuvens muito carregadas pela Grande Porto Alegre neste começo de noite de quinta-feira. Em Canoas há registro de chuva, raios e rajadas de vento de 40 km/h. Na capital, o aeroporto Salgado Filho registra rajadas de vento de até 50 km/h.