Brasília e Goiânia entraram em junho mais frias. A recente passagem de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil levou um pouco de ar frio de origem polar para Goiás e para o Distrito Federal, causando o resfriamento mais acentuado do ar. Temperaturas próximas dos 10°C foram observadas no sul goiano e no Distrito Federal.
A tendência é de aquecimento gradual até o fim da semana, com tardes cada vez mais quentes, mas as próximas madrugadas seguem relativamente frias.
Recorde de frio em Brasília e em Goiânia
A madrugada de 2 de junho foi a mais fria deste ano em Brasília. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 13,0°C de temperatura mínima. O recorde anterior de menor temperatura em 2026 era de 14,2°C, nos dias 27, 28 e 31 de maio. A chuva e grande quantidade de nuvens no dia anterior e a entrada de um pouco de ar frio, de origem polar, devido a passagem de uma frente fria, causaram a queda de temperatura acentuada.
Em Goiânia, o novo recorde de frio para 2026 foi estabelecido com a temperatura mínima de 13,8°C na madrugada de 2 de junho. O recorde anterior de menor temperatura em 2026 era de 13,8°C, em 31 de maio.
Temperaturas baixas no DF e sul de GO
Temperaturas próximas dos 10°C foram observadas no sul goiano e no Distrito Federal na madrugada de 2 de junho de 2026. Confira as menores temperaturas registradas pelo Instituto nacional de meteorologia
10,6°C Itumbiara (GO)
11,0°C Pires do Rio (GO)
11,2°C em Águas Emendadas (DF)
11,3°C Jataí (GO)
11,4°C Rio Verde (GO)
12,1°C Gama (DF)
12,7°C Cristalina (GO)
Granizo em Brasília
Além do frio, junho de 2026 começou com chuva no Distrito Federal, um evento raro em junho. Mas além da chuva, que veio com trovões, a população foi surpreendida pelo granizo, observado na região de São Sebastião. Granizo em junho, na região de Brasília, é um evento muito excepcional, pois é um mês de pouca ou nenhuma chuva. A média histórica de precipitação para junho é de apenas 3,3 mm, a segunda menor do ano, atrás de julho, que tem média de 1,5 mm.
A passagem de uma frente fria sobre o Sudeste do Brasil mudou a circulação dos ventos, em vários níveis da atmosfera, e possibilitou a formação das nuvens cumulonimbus na região o Distrito Federal. São estas nuvens que provocam raios, chuva forte e eventualmente granizo. As pedras de gelo se formam na parte mais alta destas nuvens, que pode atingir mais de 10 km de altura, onde a temperatura está dezenas de graus abaixo de zero.



