Chuva ganha força na faixa leste do Nordeste
A chuva volta a ganhar destaque no litoral do Nordeste nos próximos dias. O transporte de umidade do oceano continua favorecendo a formação de nuvens carregadas ao longo da costa e, desta vez, a Bahia concentra as condições mais favoráveis para precipitações mais frequentes e volumosas.
Além da circulação de umidade marítima, a atuação de um cavado em altitude e a influência de uma frente fria no oceano, na altura do sul baiano, reforçam as instabilidades principalmente entre o extremo sul da Bahia, o Recôncavo Baiano e a região de Salvador.
Litoral da Bahia concentra os maiores acumulados
A quinta-feira (17) já será marcada pelo aumento da chuva no sul da Bahia. As pancadas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, e há risco de temporais no extremo sul do estado.
Na sexta-feira, a instabilidade aumenta ainda mais. A chuva se espalha entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte, mas os maiores acumulados continuam previstos entre Salvador e Porto Seguro, onde há risco de temporais em alguns momentos.
No sábado, a chuva continua concentrada na costa baiana. A aproximação da frente fria em direção ao Recôncavo Baiano mantém as condições para pancadas frequentes, principalmente entre o Recôncavo Baiano e Ilhéus, onde o risco para temporais permanece.
Chuva também alcança outras áreas do litoral
Embora a Bahia concentre os maiores volumes, a chuva não fica restrita ao estado.
Entre o litoral do Rio Grande do Norte e Sergipe, a circulação dos ventos marítimos continua favorecendo pancadas de chuva ao longo dos próximos dias. Em alguns momentos, essas precipitações podem ocorrer com intensidade moderada, mas de forma mais passageira em comparação com o litoral baiano.
Interior continua sob domínio do ar seco
Enquanto a costa permanece com bastante nebulosidade e chuva, o interior do Nordeste segue apresentando um cenário completamente diferente.
A massa de ar quente e seca continua predominando sobre o oeste e o norte da Bahia, sul do Piauí, Maranhão e outras áreas do sertão nordestino, mantendo temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar.
Em algumas localidades, principalmente no interior baiano, a umidade pode variar entre 12% e 20%, aumentando a atenção para o ressecamento do ar.
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