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Clima e Previsão do Tempo/Notícias/Primavera/Balanço da chuva de outubro nas capitais brasileiras

Balanço da chuva de outubro nas capitais brasileiras

Curitiba e no Rio de Janeiro receberam quase 300 mm em outubro. São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande e Goiânia acumularam mais de 200 mm no mês. Rio teve o outubro mais chuvoso desde 1997. A capital paulista teve o quarto outubro com mais chuva desde 1961.

Josélia Pegorim

31/10/2026 às 12:03

Imagem da notícia Balanço da chuva de outubro nas capitais brasileiras
Outubro de 2026 foi de muita chuva em várias capitais do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste (Foto: Rio de Janeiro(RJ). Fonte: Stock)

O padrão de precipitação e de temperatura no Brasil em outubro de 2026 teve características muito semelhantes às observadas em setembro: excesso de chuva e temperatura abaixo da média no centro-sul do Brasil, calor acima do normal e chuva abaixo da média no centro-norte do país.

Entre as capitais brasileiras, os maiores volumes de chuva acumulados foram em Curitiba e no Rio de Janeiro, que fecharam o mês com quase 300 mm, considerando as medições do Instituto Nacional de Meteorologia.
As capitais São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande e Goiânia acumularam mais de 200 mm em outubro de 2026.

Confira o balanço da chuva preliminar de outubro nas capitais brasileiras. Alguns valores poderão sofrer reajustes posteriores, na consolidação de dados que será feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Região Sul

Em Curitiba o Inmet registrou 294,6 mm, quase o dobro da média normal de chuva para outubro que é de 161 mm. No histórico recente, Curitiba acumulou 445,2 mm em outubro de 2023, também durante a atuação de um forte El Niño.

Outro destaque do clima em outubro em Curitiba foi a temperatura abaixo da média. A média das temperaturas máximas ficou em 21,7°C, 2°C abaixo da média normal para máxima que é de 23,7°C. Ao longo de outubro de 2026, a temperatura máxima em Curitiba superou a marca dos 24°C em apenas 5 dias.

Em Florianópolis, o volume de chuva acumulado em outubro ficou abaixo da média. O segundo medição do Epagri, foram acumulados 108,8 mm, na região de Santo Antônio de Lisboa. Em outros pontos da cidade choveu de 70 a 80 mm. A média normal de precipitação para outubro em Florianópolis é de 153 mm.

Apesar dos mais de 200 mm acumulados em muitos locais do centro-oeste e noroeste do Rio Grande do Sul, Porto Alegre fechou o mês com volume de chuva abaixo da média. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 109,1 mm acumulados, valor que ficou 71% abaixo da média para outubro que é de 153 mm.

Como Curitiba, a capital gaúcha sentiu a falta do sol e o excesso de nebulosidade de outubro, que refletiram na temperatura abaixo da média.
A média das temperaturas máximas registradas de 1 a 30 de outubro em Porto Alegre foi de 22,7°C, 2,5°C abaixo da média normal que é de 25,2°C. A média das temperaturas mínimas neste mesmo período foi de 14,6°C, 1,1°C abaixo da média para outubro que é de 15,7°C.

Região Sudeste

Na região Sudeste do Brasil, todas as capitais tiveram mais chuva do que o normal.

Pela medição do INMET, o Rio de Janeiro acumulou 298,2 mm na região de Jacarepaguá, na zona oeste carioca. A média de precipitação para o Rio de Janeiro em outubro, segundo cálculos do Alerta Rio, é de aproximadamente 95 mm.

Pelas medições do Alerta Rio, outubro de 2026 foi o mais chuvoso na cidade do Rio de Janeiro desde 1997, quando se iniciaram as medições regulares pela rede de estações do Alerta Rio.

Na cidade de São Paulo, o INMET registrou um total de 223,2 mm em outubro de 2026, quase o dobro da média normal de precipitação para outubro que é de 127 mm. A capital paulista teve o quarto outubro mais chuvoso desde 1961.

Outubro chuvosos na capital paulista

2023 356,0 mm
1969 237,9 mm
1995 229,9 mm
2026 223,2 mm
1998 216,4 mm

A falta do sol e a temperatura baixa também incomodaram a população da capital paulista em outubro de 2026. O excesso de nebulosidade, a chuva frequente e passagem de ar frio de origem polar pela cidade dificultaram a elevação da temperatura ao longo do mês. A média das temperaturas máximas registradas de 1 a 30 de outubro foi de 25,0°C, 1,5°C abaixo da média normal para este mês que é de 26,5°C.

Vitória foi outra capital do Sudeste que registrou mais de 200 mm. O total acumulado no mês foi de 213,2 mm, pouco abaixo do dobro da média normal para um mês de outubro que é de 124 mm.

O excesso de chuva está relacionado com várias passagens de frentes frias pelo Espírito Santo.

Belo Horizonte também fechou o mês com volume de chuva acima da média. A capital mineira acumulou 164,2 mm na região de Santo Agostinho, sendo que a média normal de precipitação para outubro neste local é de 110 mm. A medição foi do Instituto Nacional de Meteorologia. Em outro ponto da cidade, na região da Pampulha, choveu 217,6 mm.

Região Centro-Oeste

Todas as capitais da região Centro-Oeste do Brasil acumularam mais de 100 mm ao longo do mês de outubro de 2026. Os destaques são para Campo Grande e Goiânia que fecharam um mês com mais de 200 mm.

Em Campo Grande, o INMET registrou 254,0 mm em outubro, quase o dobro da média para o mês que é de 140 mm. Foi o maior volume de chuva para o mês de outubro pelo menos desde 2018.

O excesso de nebulosidade e chuva deixaram a temperatura menos alta na região de Campo Grande. Os termômetros passaram dos 30°C em apenas 11 dias.

Em Goiânia, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 224,2 mm em outubro, superando a média que é de 144 mm. A capital goiana registrou vários temporais ao longo do mês.

Em Brasília,o INMET registrou 133,6 mm acumulados em outubro, valor que ficou próximo da média climatológica para o mês que é de 142 mm.

Em Cuiabá choveu 116,4 mm na região do Jardim Liberdade, pela medição do CEMADEN, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Esse valor ficou próximo da média de precipitação para outubro que é de aproximadamente 129 mm.

Região Nordeste

Como já era esperado, nas capitais do Nordeste choveu muito pouco, exceto em Salvador. A capital da Bahia sentiu o efeito de uma frente fria, situação que não é comum na região nesta época do ano.

O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 80,4 mm acumulados em Salvador, próximo da média para outubro que é de 91 mm. Vale destacar que praticamente toda a chuva caiu em um episódio de chuva muito intensa, entre os dias 28 e 29 de outubro, quando choveu 57,6 mm.

Não houve registro de chuva em São Luís.

As capitais Teresina e Natal acumularam menos de 10 mm pela medição do INMET. Maceió recebeu 10 mm de chuva em outubro e Recife 22,2 mm e João Pessoa, 17,2 mm. Todas as medições foram do INMET.

Região Norte

Dois eventos de chuva forte na região de Manaus fizeram com que a capital amazonense terminasse um mês com um volume de chuva próximo da média. Foram 104,8 mm acumulados, sendo que a média é de 114 mm. Mesmo assim, a chuva não deu conta de aliviar a seca e os incômodos da grande quantidade de fumaça que se espalhou sobre Manaus durante o mês de outubro, por causa das queimadas ao redor da cidade.

Outro destaque da falta de chuva no Norte do Brasil foi em Belém, que acumulou 76,4 mm, muito abaixo da média histórica para outubro que é de 136 mm.

Na região de Macapá, outubro é um mês de seca e a falta de chuva é normal.

Palmas foi a única capital do Norte do Brasil onde o volume de chuva em outubro superou a média. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 196,7 mm acumulados sendo que a média é de 144 mm.

Boa Vista, da capital de Roraima, também tem pouca chuva nesta época do ano e acumulou quase 9 milímetros, segundo medições do CEMADEN.

Em Rio Branco, o INMET registrou 105,2 mm acumulados em outubro, valor abaixo da média que é de 144 mm.

Em Porto Velho, o CEMADEN registrou 49,7 mm em outubro de 2026, muito abaixo da média normal para outubro que é de aproximadamente 193 mm.


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