Chuva volta ao Sul nesta terça-feira com risco de temporais e granizo em RS e SC
Depois de uma segunda-feira de tempo mais firme e frio em grande parte da Região Sul, as condições do tempo começam a mudar já nesta terça-feira, 11 de agosto. Áreas de instabilidade voltam a se desenvolver principalmente entre Santa Catarina e a metade norte do Rio Grande do Sul, com risco de chuva forte, raios e temporais isolados.
O principal ponto de atenção nesta primeira rodada é a possibilidade de queda de granizo, especialmente no norte do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. A atmosfera ainda bastante resfriada em níveis médios e altos favorece a formação de gelo dentro das nuvens de tempestade.
A tendência é de ocorrência de granizo predominantemente pequeno, mas que pode cair em grande quantidade e provocar acumulação pontual em algumas áreas.
Risco maior entre o norte do RS e o oeste de SC
As áreas de maior atenção nesta terça-feira se concentram sobre a metade norte do Rio Grande do Sul, incluindo setores do Planalto, e sobre o oeste de Santa Catarina.
No Rio Grande do Sul, a chuva fraca a moderada alcança áreas do noroeste, norte, Missões, oeste, centro, nordeste, Vales, Serra, Região Metropolitana e Litoral Norte. Os acumulados previstos ficam, de forma geral, entre 10 e 40 mm ao longo do dia.
A metade sul gaúcha, incluindo a Campanha e o extremo sul do estado, tende a permanecer com tempo mais estável, embora a quantidade de nuvens aumente.
Em Santa Catarina, a instabilidade também se espalha por diferentes regiões do estado. O oeste está entre as áreas com maior risco de granizo nesta terça-feira. Há ainda previsão de chuva em direção ao Vale do Itajaí e ao litoral catarinense.
No extremo sul do Paraná e em Curitiba também há possibilidade de chuva, mas com fraca intensidade e sem indicação de tempo severo nesta primeira etapa.

Risco de temporais nesta terça-feira (11).
Chuva desta semana não é provocada por uma frente fria clássica
A mudança do tempo entre terça e os dias seguintes não está associada à passagem de uma frente fria clássica sobre o Sul do Brasil.
A instabilidade se forma principalmente pela atuação de um cavado, em combinação com a dinâmica dos ventos em altos camadas mais elevadas da atmosfera. Esse conjunto favorece a formação e a organização das nuvens carregadas sobre a Região Sul.
Embora uma frente fria passe afastada em alto-mar entre quarta e quinta-feira, ela não é o principal sistema responsável pela chuva prevista sobre os estados do Sul.
Uma frente fria mais típica, organizada e robusta aparece apenas na tendência entre o fim do domingo e o começo da próxima segunda-feira.
Quarta-feira terá chuva mais forte e temporais
Na quarta-feira, 12 de agosto, os índices de instabilidade aumentam e a chuva ganha força principalmente no Rio Grande do Sul e em áreas do sul de Santa Catarina.
No território gaúcho, a chuva se espalha por todo o estado. Os maiores acumulados ficam concentrados especialmente nas Missões, Planalto, região central, Vales e Serra Gaúcha.
Há previsão de chuva moderada a forte, descargas elétricas, rajadas de vento de até 60 km/h e eventual queda de granizo. Entre a Serra e o Planalto, os volumes podem superar 50 mm de forma pontual.
Considerando a previsão estadual mais detalhada, os acumulados podem variar entre 10 e 60 mm, com pontos chegando perto de 90 mm no dia.
Sul e Serra de Santa Catarina também entram em atenção
Na quarta-feira, o risco aumenta também no sul e na Serra de Santa Catarina.
A faixa entre o Litoral Sul catarinense, incluindo áreas desde Laguna em direção à divisa com o Rio Grande do Sul, e a Serra pode registrar acumulados acima de 40 mm, além de temporais e possibilidade de granizo.
Assim, a faixa de maior atenção se estende desde setores do noroeste e norte do Rio Grande do Sul, passa pelo Planalto e pelas serras gaúcha e catarinense e alcança o sul de Santa Catarina.
Em Porto Alegre e na Região Metropolitana, a quarta-feira também será marcada por aumento da instabilidade. A previsão indica um dia nublado, úmido e com chuva em diferentes momentos, que pode ocorrer com intensidade moderada.
Já o Paraná tende a ter uma quarta-feira mais estável.
Quinta-feira mantém chuva forte entre RS e SC
Na quinta-feira, 13 de agosto, a chuva continua sobre o centro-norte e leste do Rio Grande do Sul, Litoral Norte gaúcho e áreas de Santa Catarina.
Partes da Serra e do sul catarinense podem novamente registrar volumes superiores a 40 mm.
No Rio Grande do Sul, permanecem as condições para temporais isolados e granizo, principalmente em áreas do noroeste, norte, nordeste e centro. Os acumulados podem variar entre 10 e 60 mm, com pontos próximos de 80 mm.
Em Santa Catarina, a chuva passa a se espalhar por praticamente todo o estado. Não significa chuva contínua durante as 24 horas: a tendência é de períodos de chuva intercalados por intervalos, com possibilidade de pancadas fortes de forma localizada.
O Paraná também volta a ter chuva, inclusive Curitiba. O extremo norte paranaense tende a ficar entre as áreas menos afetadas.
Sexta-feira leva o maior risco para Paraná e oeste de SC
Na sexta-feira, 14 de agosto, o foco da instabilidade se desloca mais para norte.
A chuva ganha força especialmente no Paraná e no oeste de Santa Catarina, com possibilidade de temporais, muitas descargas elétricas e rajadas de vento de até 60 km/h.
O sudoeste do Paraná aparece como uma das principais áreas de atenção, com acumulados que podem superar 60 mm de forma pontual.
Dessa forma, os três estados da Região Sul terão episódios de chuva ao longo da semana, em alguns momentos com forte intensidade. As áreas com menor risco de impactos associados à chuva ficam principalmente no extremo sul do Rio Grande do Sul e no extremo norte do Paraná.
Instabilidade acompanha o Sul até o fim da semana
Entre terça e sexta-feira, a faixa que vai do centro-norte do Rio Grande do Sul ao sul e leste de Santa Catarina, Serra, oeste e meio-oeste catarinense e sudoeste do Paraná terá sucessivos períodos de instabilidade.
O risco muda de posição e intensidade ao longo dos dias, por isso a previsão deve ser acompanhada diariamente, sobretudo nas áreas sujeitas a temporais, granizo, rajadas de vento e volumes elevados em curto intervalo de tempo.



